330i
Well-known member
Tenho uma aqui, mas comprei numa super promoção, penso que me custou cerca de 5€
Quando a abrires dá-nos o teu feedback. [
Tenho uma aqui, mas comprei numa super promoção, penso que me custou cerca de 5€
Excelente, recomendável, e faltou este: Caro!!! [][
]
Excelente, recomendável, e faltou este: Caro!!! [][
]
Infelizmente no dia a dia tenho pouca gente que me acompanhe num bom vinho.
O preço é sempre tramado.
Esse vinho a cerca de 40€ será que vale o dobro de 2 garrafas de 20€? Ou 4 de 10€?
Eu tenho 3 ou 4 garrafas desse tipo de valores, e depois uma pessoa fica sempre à espera do dia em que as vai abrir. E nunca abre. ahaha
Quanto tive o prazer de beber uma pera manca (não era minha... [s)]) fiquei exactamente com a opinião que em vez de um vinho de 250€ mais valia ter bebido 12 diferentes de 20€. Por isso entendo que se beba 1 ou 2 garrafas, mas mais que isso, acho que é desperdício. O que mais gosto é de experimentar coisas diferentes.
Infelizmente no dia a dia tenho pouca gente que me acompanhe num bom vinho.
A lista "bons vinhos para beber em 2017": http://visao.sapo.pt/actualidade/vi.../2017-01-04-64-bons-vinhos-para-beber-em-2017
Eu tipicamente bebo estes vinho com quem gosta. O meu cunhado é um entendido e apreciador e foi ele que me meteu o "bichinho" e me ofereceu o curso de prova.
Com isso fui ganhando o gosto pelos vinhos. Com o meu crescente interesse, consegui incutir o mesmo no meu irmão e pai, que hoje em dia também são apreciadores e curiosos com a oferta que há. E todos vamos investindo um pouco e acabamos por oferecer como presentes uns aos outros.
E assim tem havido a possibilidade de beber algumas coisas muito boas e diferentes.
Adoro que essa lista tenha uma versão para a classe média e uma versão para pobrezinhos.
Infelizmente no dia a dia tenho pouca gente que me acompanhe num bom vinho.
O que mais gosto é de experimentar coisas diferentes.
Se fosse teu irmão eu era a ovelha ranhosa da família, recebia os presentes e bebia as garrafas todas sozinho! []
Não tenho esse problema nas casas de familiares onde vou refeiçoar com regularidade; há sempre bom vinho, e até alguma curiosidade em de vez em quando comprar qualquer coisa nova, ainda que sempre da região.
Às vezes levo uma garrafa das minhas para partilhar, e nunca fiquei com a sensação de estar a dar pérolas a porcos. Até já aconteceu chegar à mesa e estarem lá garrafas mais caras já abertas.
Houve só uma vez em que levei para lá duas garrafas de Colares branco e que notei que foram recebidas e abertas quase com desconfiança; nunca tinham visto e não sabiam o que era; até o formato da garrafa (de estilo Alsácia/Reno) estranharam, porque não se usa naquela região. Devia ter sido mais pedante e falado um pouco do vinho, mesmo com o risco (ou quase inevitabilidade) de parecer ridículo. Mas aí é a velha questão: não deve a qualidade do vinho falar por si, sem precisar de grandes relambórios para ser devidamente apreciado?
Nos jantares com amigos (quase sempre mais novos e habituados a beber muito por pouco €€€) é mais difícil; já me recusei a beber os jarros de vinho do pacote ou de sangria mandados vir para toda a gente (antes água) e passei por snob, e noutras ocasiões fui um pouco mais assertivo (digamo-lo assim) e arranquei literalmente a carta de vinhos das mãos de outros para pedir algo que me agradasse - e que no fim (modéstia à parte) toda a gente adorou.
É por isso que compro vinhos estrangeiros sempre que posso, e a prioridade é experimentar novas regiões e ir além do que se encontra em todo o lado (Bordéus, Rioja, Chianti). A oferta nos supermercados e lojas de desconto é limitada e o mais das vezes de qualidade assim-assim, e o que há nas garrafeiras é demasiado caro para mim, mas como ando sempre à procura lá vou encontrando alguma coisa.
Mas em conclusão, levar o vinho a sério é só para uma minoria; basta ver que em Portugal ainda hoje mais de metade do vinho comercializado em termos de volume é vinho de mesa - os BiBs de "Pias" [] , o jarro de "vinho da casa" etc. E os vinhos artesanais ou "do lavrador" nem entram para essa estatística.
Na versão dos pobrezinhos, o Herdade de São Miguel de que falam é um vinho muito porreiro, de 2013 já não encontro à venda mas as de 2014-2015 são bem boas.
Nunca provei Herdade de São Miguel Syrah. Só o "Colheita Seleccionada" normal, que deve custar menos uns €€€, mas que achei pesadão e desequilibrado.
A lista dos tintos para pobrezinhos incluir o Quinta de Cabriz é bem pensado; como vinho fácil e consensual naquela gama de preço deve haver poucos que se comparem neste momento. O Duque de Viseu foi dos primeiros vinhos que pensei para "vinho para o dia a dia", até chegar à conclusão de que nunca beberia o suficiente para provar tudo o que tenho curiosidade em experimentar, quanto mais ter de comprar vinhos "para o dia a dia". O Duorum tem uma excelente relação qualidade-preço; nessa gama dos 10€ o Douro tem coisas muito boas (Crasto, Duorum, Meandro do Vale Meão, Castello d'Alba Vinhas Velhas Grande Reserva).
Já as listas de brancos não incluirem nada de Bucelas parece-me asneira, a não ser que (já pensei nisto várias vezes, mas nunca tive confirmação) que os vinhos de Bucelas só sejam fáceis de encontrar na região de Lisboa.
Haver espumantes portugueses que custem quase tanto como champanhe da gama mais baixa foi um desenvolvimento que me escapou. Enfim, bem jogado da parte dos produtores/distribuidores/comercializadores em conseguir cobrar esses preços.
Adoro que essa lista tenha uma versão para a classe média e uma versão para pobrezinhos.
Haver espumantes portugueses que custem quase tanto como champanhe da gama mais baixa foi um desenvolvimento que me escapou. Enfim, bem jogado da parte dos produtores/distribuidores/comercializadores em conseguir cobrar esses preços.
Nem isso [], ele nos tintos tem a gama alta e depois tem os "exóticos". Mas como ele fala em grandes vinhos tem de ir obrigatoriamente para aqueles valores, de outro modo o leque de vinhos nomeados seria muito mais abrangente.
Entretanto provei o Quinta de la Rosa (ano 2013):
![]()
Achei um vinho razoável, de inicio de nariz é bastante fechado e é um vinho que muda bastante ao longo de uma refeição, não evoluindo favoravelmente ao longo desta.
Não sou um "entendido" em espumantes, mas na Távora-Varosa fazem-se coisas extraordinárias. Mesmo quem não é grande conhecedor consegue facilmente apreciar.
Digo que por aí temos qualidade superior a alguns "champagnes" Franceses que provei.
Tenho intenção de provar os tais brancos "falsos" feitos de Touriga Nacional. O Malvasia-Fina da marca Terras do Demo é extraordinário, na minha opinião. E a Murganheira dispensa igualmente apresentações... muito bons.
Não tenho esse problema nas casas de familiares onde vou refeiçoar com regularidade; há sempre bom vinho, e até alguma curiosidade em de vez em quando comprar qualquer coisa nova, ainda que sempre da região.
Às vezes levo uma garrafa das minhas para partilhar, e nunca fiquei com a sensação de estar a dar pérolas a porcos. Até já aconteceu chegar à mesa e estarem lá garrafas mais caras já abertas.
Houve só uma vez em que levei para lá duas garrafas de Colares branco e que notei que foram recebidas e abertas quase com desconfiança; nunca tinham visto e não sabiam o que era; até o formato da garrafa (de estilo Alsácia/Reno) estranharam, porque não se usa naquela região. Devia ter sido mais pedante e falado um pouco do vinho, mesmo com o risco (ou quase inevitabilidade) de parecer ridículo. Mas aí é a velha questão: não deve a qualidade do vinho falar por si, sem precisar de grandes relambórios para ser devidamente apreciado?
Nos jantares com amigos (quase sempre mais novos e habituados a beber muito por pouco €€€) é mais difícil; já me recusei a beber os jarros de vinho do pacote ou de sangria mandados vir para toda a gente (antes água) e passei por snob, e noutras ocasiões fui um pouco mais assertivo (digamo-lo assim) e arranquei literalmente a carta de vinhos das mãos de outros para pedir algo que me agradasse - e que no fim (modéstia à parte) toda a gente adorou.
É por isso que compro vinhos estrangeiros sempre que posso, e a prioridade é experimentar novas regiões e ir além do que se encontra em todo o lado (Bordéus, Rioja, Chianti). A oferta nos supermercados e lojas de desconto é limitada e o mais das vezes de qualidade assim-assim, e o que há nas garrafeiras é demasiado caro para mim, mas como ando sempre à procura lá vou encontrando alguma coisa.
Mas em conclusão, levar o vinho a sério é só para uma minoria; basta ver que em Portugal ainda hoje mais de metade do vinho comercializado em termos de volume é vinho de mesa - os BiBs de "Pias" [] , o jarro de "vinho da casa" etc. E os vinhos artesanais ou "do lavrador" nem entram para essa estatística.