Que vinho bebem?

Depois de ter descoberto um BiB Monte Ermos num L'Eclerc ontem abri a caixa e gostei do vinho, serve perfeitamente para beber às refeições "normais" e achei o preço bom, 5 litros por 8€.
Agradeço a quem me recomendou este BiB.
 
Excelente, recomendável, e faltou este: Caro!!! [:p][:D]

Sem duvida, mas nunca menciono preços porque são sempre subjectivos.

Fica no entanto uma excelente escolha para uma ocasião especial ou para um presente.
 
Excelente, recomendável, e faltou este: Caro!!! [:p][:D]

O preço é sempre tramado.

Esse vinho a cerca de 40€ será que vale o dobro de 2 garrafas de 20€? Ou 4 de 10€?

Eu tenho 3 ou 4 garrafas desse tipo de valores, e depois uma pessoa fica sempre à espera do dia em que as vai abrir. E nunca abre. ahaha

Quanto tive o prazer de beber uma pera manca (não era minha... [s)]) fiquei exactamente com a opinião que em vez de um vinho de 250€ mais valia ter bebido 12 diferentes de 20€. Por isso entendo que se beba 1 ou 2 garrafas, mas mais que isso, acho que é desperdício. O que mais gosto é de experimentar coisas diferentes.
Infelizmente no dia a dia tenho pouca gente que me acompanhe num bom vinho.
 
Infelizmente no dia a dia tenho pouca gente que me acompanhe num bom vinho.

Eu tenho o problema oposto. A minha mulher adora um bom copo de vinho... acredita que também pode ser complicado. Não há garrafeira que resista. [:D]

Mas compreendo um pouco essa angústia. Há tempos um casal amigo convidou-nos para uma jantarada e eles não sendo apreciadores de vinho abriam garrafas ao calhas... abriam e serviam um Crasto ou um Porta da Ravessa, era igual, num copo qualquer, a olho, só faltava misturar com gasosa... Eu quase que cortava os pulsos.

(Os vinhos da Quinta do Crasto estão no meu short list de preferências)
 
O preço é sempre tramado.

Esse vinho a cerca de 40€ será que vale o dobro de 2 garrafas de 20€? Ou 4 de 10€?

Eu tenho 3 ou 4 garrafas desse tipo de valores, e depois uma pessoa fica sempre à espera do dia em que as vai abrir. E nunca abre. ahaha

Quanto tive o prazer de beber uma pera manca (não era minha... [s)]) fiquei exactamente com a opinião que em vez de um vinho de 250€ mais valia ter bebido 12 diferentes de 20€. Por isso entendo que se beba 1 ou 2 garrafas, mas mais que isso, acho que é desperdício. O que mais gosto é de experimentar coisas diferentes.

Infelizmente no dia a dia tenho pouca gente que me acompanhe num bom vinho.


Tenho a mesma opinião.[;)]

E relativamente ao ultimo parágrafo, só o consigo aos fins de semana
 
Eu tipicamente bebo estes vinho com quem gosta. O meu cunhado é um entendido e apreciador e foi ele que me meteu o "bichinho" e me ofereceu o curso de prova.

Com isso fui ganhando o gosto pelos vinhos. Com o meu crescente interesse, consegui incutir o mesmo no meu irmão e pai, que hoje em dia também são apreciadores e curiosos com a oferta que há. E todos vamos investindo um pouco e acabamos por oferecer como presentes uns aos outros.

E assim tem havido a possibilidade de beber algumas coisas muito boas e diferentes.
 
Eu tipicamente bebo estes vinho com quem gosta. O meu cunhado é um entendido e apreciador e foi ele que me meteu o "bichinho" e me ofereceu o curso de prova.

Com isso fui ganhando o gosto pelos vinhos. Com o meu crescente interesse, consegui incutir o mesmo no meu irmão e pai, que hoje em dia também são apreciadores e curiosos com a oferta que há. E todos vamos investindo um pouco e acabamos por oferecer como presentes uns aos outros.

E assim tem havido a possibilidade de beber algumas coisas muito boas e diferentes.

Se fosse teu irmão eu era a ovelha ranhosa da família, recebia os presentes e bebia as garrafas todas sozinho! [:p]
 
Adoro que essa lista tenha uma versão para a classe média e uma versão para pobrezinhos.

Na versão dos pobrezinhos, o Herdade de São Miguel de que falam é um vinho muito porreiro, de 2013 já não encontro à venda mas as de 2014-2015 são bem boas.
 
Infelizmente no dia a dia tenho pouca gente que me acompanhe num bom vinho.

Não tenho esse problema nas casas de familiares onde vou refeiçoar com regularidade; há sempre bom vinho, e até alguma curiosidade em de vez em quando comprar qualquer coisa nova, ainda que sempre da região.

Às vezes levo uma garrafa das minhas para partilhar, e nunca fiquei com a sensação de estar a dar pérolas a porcos. Até já aconteceu chegar à mesa e estarem lá garrafas mais caras já abertas.

Houve só uma vez em que levei para lá duas garrafas de Colares branco e que notei que foram recebidas e abertas quase com desconfiança; nunca tinham visto e não sabiam o que era; até o formato da garrafa (de estilo Alsácia/Reno) estranharam, porque não se usa naquela região. Devia ter sido mais pedante e falado um pouco do vinho, mesmo com o risco (ou quase inevitabilidade) de parecer ridículo. Mas aí é a velha questão: não deve a qualidade do vinho falar por si, sem precisar de grandes relambórios para ser devidamente apreciado?

Nos jantares com amigos (quase sempre mais novos e habituados a beber muito por pouco €€€) é mais difícil; já me recusei a beber os jarros de vinho do pacote ou de sangria mandados vir para toda a gente (antes água) e passei por snob, e noutras ocasiões fui um pouco mais assertivo (digamo-lo assim) e arranquei literalmente a carta de vinhos das mãos de outros para pedir algo que me agradasse - e que no fim (modéstia à parte) toda a gente adorou.

O que mais gosto é de experimentar coisas diferentes.

É por isso que compro vinhos estrangeiros sempre que posso, e a prioridade é experimentar novas regiões e ir além do que se encontra em todo o lado (Bordéus, Rioja, Chianti). A oferta nos supermercados e lojas de desconto é limitada e o mais das vezes de qualidade assim-assim, e o que há nas garrafeiras é demasiado caro para mim, mas como ando sempre à procura lá vou encontrando alguma coisa.

Mas em conclusão, levar o vinho a sério é só para uma minoria; basta ver que em Portugal ainda hoje mais de metade do vinho comercializado em termos de volume é vinho de mesa - os BiBs de "Pias" [:D] , o jarro de "vinho da casa" etc. E os vinhos artesanais ou "do lavrador" nem entram para essa estatística.
 
Se fosse teu irmão eu era a ovelha ranhosa da família, recebia os presentes e bebia as garrafas todas sozinho! [:p]

Mas olha que ele e o meu pai fazem muitas vezes isso. Como estamos um pouco longe, ás vezes abrem uma e mandam fotos para meter nojo. Mas eu não me perco! :)

E como curiosidade, a garrafa de Kopke vazia pesa o mesmo que uma garrafa normal cheia!
 
Não tenho esse problema nas casas de familiares onde vou refeiçoar com regularidade; há sempre bom vinho, e até alguma curiosidade em de vez em quando comprar qualquer coisa nova, ainda que sempre da região.

Às vezes levo uma garrafa das minhas para partilhar, e nunca fiquei com a sensação de estar a dar pérolas a porcos. Até já aconteceu chegar à mesa e estarem lá garrafas mais caras já abertas.

Houve só uma vez em que levei para lá duas garrafas de Colares branco e que notei que foram recebidas e abertas quase com desconfiança; nunca tinham visto e não sabiam o que era; até o formato da garrafa (de estilo Alsácia/Reno) estranharam, porque não se usa naquela região. Devia ter sido mais pedante e falado um pouco do vinho, mesmo com o risco (ou quase inevitabilidade) de parecer ridículo. Mas aí é a velha questão: não deve a qualidade do vinho falar por si, sem precisar de grandes relambórios para ser devidamente apreciado?

Nos jantares com amigos (quase sempre mais novos e habituados a beber muito por pouco €€€) é mais difícil; já me recusei a beber os jarros de vinho do pacote ou de sangria mandados vir para toda a gente (antes água) e passei por snob, e noutras ocasiões fui um pouco mais assertivo (digamo-lo assim) e arranquei literalmente a carta de vinhos das mãos de outros para pedir algo que me agradasse - e que no fim (modéstia à parte) toda a gente adorou.



É por isso que compro vinhos estrangeiros sempre que posso, e a prioridade é experimentar novas regiões e ir além do que se encontra em todo o lado (Bordéus, Rioja, Chianti). A oferta nos supermercados e lojas de desconto é limitada e o mais das vezes de qualidade assim-assim, e o que há nas garrafeiras é demasiado caro para mim, mas como ando sempre à procura lá vou encontrando alguma coisa.

Mas em conclusão, levar o vinho a sério é só para uma minoria; basta ver que em Portugal ainda hoje mais de metade do vinho comercializado em termos de volume é vinho de mesa - os BiBs de "Pias" [:D] , o jarro de "vinho da casa" etc. E os vinhos artesanais ou "do lavrador" nem entram para essa estatística.

Também tenho um ou outro jantar familiar com pessoas que apreciam um bom vinho e nessas alturas abrem-se coisas melhores.

Mas por vezes há os mesmos problemas que referes, em que estás com grupos de malta que gosta de beber muito por pouco €, e acabo por optar por vinhos reconhecidos a preços na casa dos 3/4€ (preço de super) que acabam por ser boa opção, porque optar por um de 10, ou 15 ou 20€ não vão notar grande diferença. [s)]
 
Na versão dos pobrezinhos, o Herdade de São Miguel de que falam é um vinho muito porreiro, de 2013 já não encontro à venda mas as de 2014-2015 são bem boas.

Nunca provei Herdade de São Miguel Syrah. Só o "Colheita Seleccionada" normal, que deve custar menos uns €€€, mas que achei pesadão e desequilibrado.

A lista dos tintos para pobrezinhos incluir o Quinta de Cabriz é bem pensado; como vinho fácil e consensual naquela gama de preço deve haver poucos que se comparem neste momento. O Duque de Viseu foi dos primeiros vinhos que pensei para "vinho para o dia a dia", até chegar à conclusão de que nunca beberia o suficiente para provar tudo o que tenho curiosidade em experimentar, quanto mais ter de comprar vinhos "para o dia a dia". O Duorum tem uma excelente relação qualidade-preço; nessa gama dos 10€ o Douro tem coisas muito boas (Crasto, Duorum, Meandro do Vale Meão, Castello d'Alba Vinhas Velhas Grande Reserva).

Já as listas de brancos não incluirem nada de Bucelas parece-me asneira, a não ser que (já pensei nisto várias vezes, mas nunca tive confirmação) que os vinhos de Bucelas só sejam fáceis de encontrar na região de Lisboa.

Haver espumantes portugueses que custem quase tanto como champanhe da gama mais baixa foi um desenvolvimento que me escapou. Enfim, bem jogado da parte dos produtores/distribuidores/comercializadores em conseguir cobrar esses preços.
 
Nunca provei Herdade de São Miguel Syrah. Só o "Colheita Seleccionada" normal, que deve custar menos uns €€€, mas que achei pesadão e desequilibrado.

A lista dos tintos para pobrezinhos incluir o Quinta de Cabriz é bem pensado; como vinho fácil e consensual naquela gama de preço deve haver poucos que se comparem neste momento. O Duque de Viseu foi dos primeiros vinhos que pensei para "vinho para o dia a dia", até chegar à conclusão de que nunca beberia o suficiente para provar tudo o que tenho curiosidade em experimentar, quanto mais ter de comprar vinhos "para o dia a dia". O Duorum tem uma excelente relação qualidade-preço; nessa gama dos 10€ o Douro tem coisas muito boas (Crasto, Duorum, Meandro do Vale Meão, Castello d'Alba Vinhas Velhas Grande Reserva).

Já as listas de brancos não incluirem nada de Bucelas parece-me asneira, a não ser que (já pensei nisto várias vezes, mas nunca tive confirmação) que os vinhos de Bucelas só sejam fáceis de encontrar na região de Lisboa.

Haver espumantes portugueses que custem quase tanto como champanhe da gama mais baixa foi um desenvolvimento que me escapou. Enfim, bem jogado da parte dos produtores/distribuidores/comercializadores em conseguir cobrar esses preços.

Já tinha referido mais atrás que este vinho foi uma grandes descoberta para mim. Ainda para mais porque bebi numa altura de promoções em que estava na casa dos 7€ nos super's.
Para mim vale muito mais que um Cartuxa ao dobro do preço.
 
Adoro que essa lista tenha uma versão para a classe média e uma versão para pobrezinhos.

Nem isso [:D], ele nos tintos tem a gama alta e depois tem os "exóticos". Mas como ele fala em grandes vinhos tem de ir obrigatoriamente para aqueles valores, de outro modo o leque de vinhos nomeados seria muito mais abrangente.

Entretanto provei o Quinta de la Rosa (ano 2013):

Quinta-de-la-Rosa-tinto.jpg


Achei um vinho razoável, de inicio de nariz é bastante fechado e é um vinho que muda bastante ao longo de uma refeição, não evoluindo favoravelmente ao longo desta.
 
Haver espumantes portugueses que custem quase tanto como champanhe da gama mais baixa foi um desenvolvimento que me escapou. Enfim, bem jogado da parte dos produtores/distribuidores/comercializadores em conseguir cobrar esses preços.

Não sou um "entendido" em espumantes, mas na Távora-Varosa fazem-se coisas extraordinárias. Mesmo quem não é grande conhecedor consegue facilmente apreciar.

Digo que por aí temos qualidade superior a alguns "champagnes" Franceses que provei.

Tenho intenção de provar os tais brancos "falsos" feitos de Touriga Nacional. O Malvasia-Fina da marca Terras do Demo é extraordinário, na minha opinião. E a Murganheira dispensa igualmente apresentações... muito bons.
 
Nem isso [:D], ele nos tintos tem a gama alta e depois tem os "exóticos". Mas como ele fala em grandes vinhos tem de ir obrigatoriamente para aqueles valores, de outro modo o leque de vinhos nomeados seria muito mais abrangente.

Entretanto provei o Quinta de la Rosa (ano 2013):

Quinta-de-la-Rosa-tinto.jpg


Achei um vinho razoável, de inicio de nariz é bastante fechado e é um vinho que muda bastante ao longo de uma refeição, não evoluindo favoravelmente ao longo desta.

Comprei uma vez duas garrafas da colheita de 2011 numa daquelas promoções do Pingo Doce em que o Douro estava tudo com 25%.
Penso que também ficaram na casa dos 7€ pelo que até considero simpático. Mas não é nenhum grande vinho.
 
Não sou um "entendido" em espumantes, mas na Távora-Varosa fazem-se coisas extraordinárias. Mesmo quem não é grande conhecedor consegue facilmente apreciar.

Digo que por aí temos qualidade superior a alguns "champagnes" Franceses que provei.

Tenho intenção de provar os tais brancos "falsos" feitos de Touriga Nacional. O Malvasia-Fina da marca Terras do Demo é extraordinário, na minha opinião. E a Murganheira dispensa igualmente apresentações... muito bons.

O Terras do Demo a par do Quinta do Ortigão, são os espumantes que mais aprecio! Superiores a Murganheira/Raposeira...
 
Não tenho esse problema nas casas de familiares onde vou refeiçoar com regularidade; há sempre bom vinho, e até alguma curiosidade em de vez em quando comprar qualquer coisa nova, ainda que sempre da região.

Às vezes levo uma garrafa das minhas para partilhar, e nunca fiquei com a sensação de estar a dar pérolas a porcos. Até já aconteceu chegar à mesa e estarem lá garrafas mais caras já abertas.

Houve só uma vez em que levei para lá duas garrafas de Colares branco e que notei que foram recebidas e abertas quase com desconfiança; nunca tinham visto e não sabiam o que era; até o formato da garrafa (de estilo Alsácia/Reno) estranharam, porque não se usa naquela região. Devia ter sido mais pedante e falado um pouco do vinho, mesmo com o risco (ou quase inevitabilidade) de parecer ridículo. Mas aí é a velha questão: não deve a qualidade do vinho falar por si, sem precisar de grandes relambórios para ser devidamente apreciado?

Nos jantares com amigos (quase sempre mais novos e habituados a beber muito por pouco €€€) é mais difícil; já me recusei a beber os jarros de vinho do pacote ou de sangria mandados vir para toda a gente (antes água) e passei por snob, e noutras ocasiões fui um pouco mais assertivo (digamo-lo assim) e arranquei literalmente a carta de vinhos das mãos de outros para pedir algo que me agradasse - e que no fim (modéstia à parte) toda a gente adorou.



É por isso que compro vinhos estrangeiros sempre que posso, e a prioridade é experimentar novas regiões e ir além do que se encontra em todo o lado (Bordéus, Rioja, Chianti). A oferta nos supermercados e lojas de desconto é limitada e o mais das vezes de qualidade assim-assim, e o que há nas garrafeiras é demasiado caro para mim, mas como ando sempre à procura lá vou encontrando alguma coisa.

Mas em conclusão, levar o vinho a sério é só para uma minoria; basta ver que em Portugal ainda hoje mais de metade do vinho comercializado em termos de volume é vinho de mesa - os BiBs de "Pias" [:D] , o jarro de "vinho da casa" etc. E os vinhos artesanais ou "do lavrador" nem entram para essa estatística.

por norma o vinho da casa é esse vinho mais artesanal/natural?

Não sou grande apreciador, mas a meu ver os vinhos ditos do lavrador, e mais naturais, não artificialmente gasificados sabem-me bem melhor.
Mas aqui nas região é mais vinho verde, e penso que aqui no tópico falam mais dos maduros
 
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