Conduzindo mais alguns Range Rover
Sempre que a oportunidade surge - e nos últimos tempos tem surgido poucas - não me inibo de aceitar o convite para "ir ver" mais um RR. Ora de um amigo que descobriu o encanto da mecânica; ora um desconhecido que está a vender algum no "StandVirtual"... enfim, como se eu precisasse de desculpa para estar próximo de um deles...
Como cortesia de um caro amigo, passei uma tarde inteirinha com um 2.5 Turbo D (VM) do ano da graça de 1992. Quando soube que havia lá um para vender, nem pestanejei: fui de imediato "afiambrar-me" ao test-drive ( os maigos são para isto mesmo; pelo menos quando tem stands... digo eu

).
O primeiro contacto é sempre como um regresso a casa; há sempre algo de muito familiar quando se olha para um RR. Apesar de nunca ter abrigado um na minha garagem, é como se os conhecesse de sempre. Quando o jipe foi desenhado nos anos sessenta, alguém estave muito inspirado.

Mecanicamente, este VM a marcar 170000km parecia estar nas melhores condições. Logo no arranque e apesar duma certa lentidão a subir de regime, nunca se furtou a responder numa ultrapassagem mais "quente" - mesmo que eu ache que o turbo estava mal afinado, ou seja, entrava tarde ( 3000rpm!). Durante uma jornada de cidade e alguma auto-estrada, nunca o motor aqueceu para além do "meio-da-escala". Não havia fumo a sair pela vareta do óleo nem aquele arranhar aborrecido da caixa a passar de 1ª ou 3ª para 2ª. Dentro, as mazelas habituais: caixa porta objectos na consola partida; as aplicações de nogueira a "pelarem" e algum descoloramento dos estofos. Mas nada de especial.
Foi vendido por 4000€ - nada mau para uma versão de '92 já com ar condicionado e inspecção em dia, mesmo admitindo que se devia gastar 1000€ nos arranjos das fugas do diff traseiro e um ranger anormal na caixa de direcção.
Um bom exemplar