[Antevisão] Renault Alpine (2017)

Percebo que no teu caso não seja, mas creio que concordarás que não ter isso para quem valorize seja algo não totalmente alinhado com o espírito do carro.

Para mim foi motivo de exclusão à partida. [;)]

Hoje em dia a esmagadora maioria dos Sport Cars de media e alta performance tem caixas automáticas e sequenciais.

Não acho que seja um handicap com peso suficiente para transferir uma escolha, mas é a mina opinião [;)]
 
Hoje em dia a esmagadora maioria dos Sport Cars de media e alta performance tem caixas automáticas e sequenciais.

Não acho que seja um handicap com peso suficiente para transferir uma escolha, mas é a mina opinião [;)]

Essa tendência que referes é um facto. Com grande pena minha. [;)]

Quanto ao handicap, concordamos em discordar.
 
Hoje em dia a esmagadora maioria dos Sport Cars de media e alta performance tem caixas automáticas e sequenciais.

Não acho que seja um handicap com peso suficiente para transferir uma escolha, mas é a mina opinião [;)]

É verdade, nos ferrari já nem há manuais. Mas isso até podia ser um factor de diferenciação em relação ao 4C, provavelmente o seu maior concorrente.

Depois é necessário ter em conta que uma cx auto de um ferrari ou porsche só por si é um evento, o que não é bem verdade em carros mais mainstream.
 
É verdade, nos ferrari já nem há manuais. Mas isso até podia ser um factor de diferenciação em relação ao 4C, provavelmente o seu maior concorrente.

Depois é necessário ter em conta que uma cx auto de um ferrari ou porsche só por si é um evento, o que não é bem verdade em carros mais mainstream.


Exactamente o que o Alpine não é! [;)]
 
Sinceramente, até me admira como a Renault deu luz verde a este projecto nesta altura do campeonato.

A luz verde inicial já foi há algum tempo (2012) e não nos podemos esquecer que isto começou com um projecto comum com a Caterham (seria chamado C102). Aliás, foi a Caterham que abordou a Renault em 2011, com o Tony Fernandes a enviar uma carta ao Ghosn que, por sua vez, instruiu o Carlos Tavares a dirigir o projecto.

Ainda chegaram a fazer maquetes.

Catheram-C120-01.jpg

75a-Caterham-C120-c.jpg

caterham-c120-concept.jpg

caterham-c120-concept.jpg


As divergências técnicas eram muitas. A Caterham queria motor em posição dianteira recuado para um longo capot a puxar a um perfil reconhecível como o Seven, a Renault atrás do eixo traseiro (à lá 911 e A110 original). Chegaram a uma solução de compromisso com posição central e o C102 teria um overhang frontal como podem ver nessa maquete.

A Renault tinha duvidas do uso extensivo do alumínio (provavelmente porque não tinha tecnologia na matéria), mas a Caterham tinha algum knowhow via um engenheiro que tinha participado no desenvolvimento do chassis do Elise para a Lotus.

Depois em 2014 a jointventure ("Automobiles Alpine Caterham") chega ao fim. Já desde meados de 2013 a Caterham já não conseguir injectar dinheiro no projecto e só a Renault cumpriu o esquema de financiamento.

A Renault compra os 50% da Caterham e decide continuar sozinha apenas em meados de 2015, ano em que era suposto tanto o A110 como o C102 serem lançados de acordo com o plano original. O Ghosn não queria prosseguir inicialmente, portanto ali em 2014 o projecto ficou num slowmotion/freeze grande.

Depois um dos grandes argumentos era que o grosso do investimento já estava feito (primeiro chassis e carroçaria totalmente em alumínio com junção por cola) e a RenaultSport já tinha subido o displacement do 1.6 usado no Clio IV RS para 1.8 de modo a conseguir atingir os 250cv mínimos que eles consideram para a potência que o carro devia ter.

As más línguas dizem também que era preciso dar uso/justificar Dieppe, nomeadamente porque o plano de ajuda do Estado francês na altura da crise 2009-2011 impedia que se fechasse qualquer fábrica em solo francês [;)], essas condições ainda se verificavam em 2015 e Dieppe não conseguia manter com um mínimo de rentabilidade a produção dos RS.

O certo é que o Alpine Vision Concept sai em 2016 e eles apresentam a versão de produção em 2017 e começam a comercializar os PE em 2018.

E talvez este desenvolvimento longo tenha ajudado a aprimorar nomeadamente os ajustes da suspensão que são o que torna o A110 especial. Ok, a fórmula está toda no sitio certo, saíram apenas ligeiramente off no peso em cerca de 80 Kg face ao definido originalmente (1 ton).

Btw, pelo meio o interior aburguesou-se até, a ideia inicial era ser uma versão manhosa modificada do Clio IV [:D]

20131129_090350-e1582648873993.jpg
 
Não houve orçamento para desenvolver uma cx manual.

Que só seria crítica nos EUA onde o mix de vendas é-lhe favorável.

Canalizaram o dinheiro para usar e afinar uma automática que não existia no grupo.
 
Por acaso defendo sempre a manual... E neste caso acho que auto faz sentido.

Aparentemente, desenvolver uma manual e tudo o que envolve a sua aplicação (coisas como redesenhar toda a consola central, etc), seria 'demasiado dispendioso para um modelo de nicho'.

Para além disso, a getrag de 7 velocidades 'wet clutch' deste a110 é bastante compacta, sendo que no seu conjunto, a manual representava um acréscimo de peso. Aliás, optaram por esta caixa limitada a 320nm pelo facto da caixa de 450nm do megane rs não caber... Daí, tanto o 110 'normal' como o S terem os mesmo 320nm de binário máximo.
 
Por acaso defendo sempre a manual... E neste caso acho que auto faz sentido.

Aparentemente, desenvolver uma manual e tudo o que envolve a sua aplicação (coisas como redesenhar toda a consola central, etc), seria 'demasiado dispendioso para um modelo de nicho'.

Para além disso, a getrag de 7 velocidades 'wet clutch' deste a110 é bastante compacta, sendo que no seu conjunto, a manual representava um acréscimo de peso. Aliás, optaram por esta caixa limitada a 320nm pelo facto da caixa de 450nm do megane rs não caber... Daí, tanto o 110 'normal' como o S terem os mesmo 320nm de binário máximo.

Nunca vi um caso desses :confused:
 
Vou explicar outa vez, a minha questão não é o carro em si, é o facto de estarem admirados pelo facto do carro não ter sido rentável.

Se fazem um carro destes muito bem, excelente, mas não se podem queixar de uma coisa óbvia: é um tipo de carro para perder dinheiro.

Vou repetir, eu nada tenho contra o carro, não faz é sentido é esperarem retirar lucro de um carro destes.

Percebeste?

O facto da Alpine agora ir alargar a gama e dar nome à equipa de F1 de forma a publicitar a marca é precisamente uma confirmação daquilo que eu estou a dizer. A Alpine só com um carro destes nunca na vida iria ser rentável. É uma coisa simples.


Se quisessem fazer uma coisa para vender que nem pãezinhos quentes, pegavam numa plataforma da Nissan, metiam um V6 ou um 4l turbo em posição central, com a carroçaria do Clio ou do Twingo, um preço ali a roçar os 30k et voilà, seria um sucesso comercial.

Quem é que está admirado? Quem é que esperaria que fosse possivel uma marca de automoveis nova ser rentavel com apenas um produto e de nicho? O lançamento do A110 serviu para relançar a marca e voltar a po-la na bocas das pessoas, a ideia era simplesmnte desbravar caminho para a marca crescer, plano esse que continua em curso.

Sucesso comercial um V6 europeu a 30000€?!? Esta tanta coisa errada aqui...
1º Esse preço é impossivel, nunca um v6 europeu custaria isto. Se em França um Megane RS custa 35k, como é que achas plausivel eles produzirem um V6 de motor central mais barato, podes explicar-nos? Alias, o Alpine com um 4 cilindros custa 65k por algum motivo, não?
2º Se a ideia é relançar uma nova marca desportiva dentro do grupo, para quê um Twingo V6, achas que faz sentido?
3º Sucesso comercial a que propósito? O clio V6 foi algum sucesso? Mesmo o Nissan 370Z não o foi. As vendas de desportivos tem vindo a diminuir ano após ano, nem a Porsche é imune a esta factualidade

Resumindo e concluindo: só daqui a uns anos saberemos se o relançamento da marca correu bem ou mal, se os novos 3 modelos venderem ou não.
 
Nunca vi um caso desses :confused:

Segundo o chief engineer do A110, 'David Twohig', apesar de a compacta getrag dct de 7 ser 'ligeiramente' mais pesada que uma caixa manual, a utilização da consola central flutuante mais simples e extremamente leve, e a supressão do pedal de embraiagem, manete e todos os mecanismos e cablagens associadas recuperou a diferença de peso.

Pode ser lengalenga, eu acho que faz algum sentido.
 
Não tenho lido muitos reviews, mas tenho ideia de que é um carro bastante mais elogiado que o Alfa 4C em termos de condução ?

Creio que de qualquer forma estes carros ainda que claramente mais especiais sofrem a concorrência de versões normais de carros desportivos.

Ilustrando, muitas vezes a dúvida poderá ser entre ter um Mercedes C 300d + Alpine ou apenas um Mercedes C 63s
 
Não tenho lido muitos reviews, mas tenho ideia de que é um carro bastante mais elogiado que o Alfa 4C em termos de condução ?

Creio que de qualquer forma estes carros ainda que claramente mais especiais sofrem a concorrência de versões normais de carros desportivos.

Ilustrando, muitas vezes a dúvida poderá ser entre ter um Mercedes C 300d + Alpine ou apenas um Mercedes C 63s


O problema é que um classe C até pode ter 2000cv que nunca servirá o verdadeiro propósito de um A110.

Uma coisa é uma berlina (muito) rápida, outra é um desportivo desenvolvido de raiz.

É como aquele típico erro de comparar os hot hatches com 'verdadeiros' desportivos. No papel, é tudo igual... Na prática, nada a ver.
 
O problema é que um classe C até pode ter 2000cv que nunca servirá o verdadeiro propósito de um A110.

Uma coisa é uma berlina (muito) rápida, outra é um desportivo desenvolvido de raiz.

É como aquele típico erro de comparar os hot hatches com 'verdadeiros' desportivos. No papel, é tudo igual... Na prática, nada a ver.

Eu tenho a sorte de já ter experimentado os géneros todos ou quase e concordo e discordo do que escreveste. [:D]

O gajo que vai optar pelo Mercedes + Alpine, é o gajo que tem o Mercedes como carro de serviço e adora conduzir.

Há carros derivados de carros normais que são excelentes de serem conduzidos, um bom exemplo prático é este novo Yaris GR.
 
Eu tenho a sorte de já ter experimentado os géneros todos ou quase e concordo e discordo do que escreveste. [:D]

O gajo que vai optar pelo Mercedes + Alpine, é o gajo que tem o Mercedes como carro de serviço e adora conduzir.

Há carros derivados de carros normais que são excelentes de serem conduzidos, um bom exemplo prático é este novo Yaris GR.

Percebo o que dizes mas não é a mesma coisa... Um Mercedes C63s não levou metade do tratamento que o Yaris levou. O Yaris Gr de Yaris tem apenas os farois da frente, tudo o resto é novo e focado.
 
Eu tenho a sorte de já ter experimentado os géneros todos ou quase e concordo e discordo do que escreveste. [:D]

O gajo que vai optar pelo Mercedes + Alpine, é o gajo que tem o Mercedes como carro de serviço e adora conduzir.

Há carros derivados de carros normais que são excelentes de serem conduzidos, um bom exemplo prático é este novo Yaris GR.


Assim como, numa perspetiva mais humilde, o fiesta ST é um carro excelente do ponto de vista da condução, mas quando conduzo o MX-5 nd (por exemplo) consigo identificar perfeitamente que o prazer de condução deste último é obtido de forma diferente. É daquelas coisas que se sentem, e para mim servem de prova que faz sentido continuar a demarcar-se bem estes diferentes conceitos automóveis.

O yaris GR acaba por não ser grande exemplo porque é praticamente feito de raiz, com aquele propósito específico. [:blush:]
 
Hoje em dia a esmagadora maioria dos Sport Cars de media e alta performance tem caixas automáticas e sequenciais.

Não acho que seja um handicap com peso suficiente para transferir uma escolha, mas é a mina opinião [;)]

Num desportivo back to basics como o A110, com motor central e pouco mais de uma tonelada de peso, a manual encaixaria muito melhor com o perfil do carro.

Era como a Lotus passar a vender Elises e Exiges só com caixas automáticas, não faria sentido.
 
Num desportivo back to basics como o A110, com motor central e pouco mais de uma tonelada de peso, a manual encaixaria muito melhor com o perfil do carro.

Era como a Lotus passar a vender Elises e Exiges só com caixas automáticas, não faria sentido.
Faz sentido o que dizes, mas na minha opinião, aquela relação peso/potência comandada por uma boa caixa sequencial, iria dar-me muito gozo!

O meu ND2 com 184cv tem uma caixa manual e o casamento é perfeito, mas depois volta e meia subo a Arrabida num 992 Carrera S Auto de um amigo, e fico encantado com outra perfeição. E sao 1600kg para 450cv

É quando consigo imaginar-me a subir aquilo no A110 (nem falo do S) fazendo o Up/Down com 250cv/ton. só a rodar o volante!
 
Num desportivo back to basics como o A110, com motor central e pouco mais de uma tonelada de peso, a manual encaixaria muito melhor com o perfil do carro.

Era como a Lotus passar a vender Elises e Exiges só com caixas automáticas, não faria sentido.

O A110 é diferente dos lotus, mais sofisticado, mais domável, feito para ser conduzido e apreciado por uma faixa de utilizadores mais ampla... Neste aspecto acho que a caixa auto faz sentido por facilitar a vida a quem tenta fazer algo de interessante num carro que só pelo posicionamento do seu motor já implica uma dificuldade acrescida.

Basta ver-se a quantidade de vídeos que existem de pessoas a brincar com estes carros, powerslides, drifts, vale tudo... Procura algo tipo 'lotus elise drift', é só malta de capacete e pilotos profissionais, e mesmo assim a coisa é um bocado brusca [:D]
 
O meuND2 com 184cv tem uma caixa manual e o casamento é perfeito, mas depois volta e meia subo a Arrabida num 992 Carrera S Auto de um amigo, e fico encantado com outra perfeição. E sao 1600kg para 450cv

É quando consigo imaginar-me a subir aquilo no A110 (nem falo do S) fazendo o Up/Down com 250cv/ton. só a rodar o volante!

Só que o binómio motor/cx não deverá transmitir as mesmas sensações, creio ....

Toda a gente fala muito bem das ZFs que polulam por aí por vários carros, eu já conduzi vários e são cx boas pela suavidade e para andar em auto, como cx desportivas não estão ao nível nem próximas das melhores, como essa que referiste.
 
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