Sr. Doutor

Brio profissional? As palavras são tuas, não são minhas mas não te sabia tão inseguro. [;)]

Justiça? [:D] For god's sake... Tu é que andas num fórum público a dar "conselhos" em tons menos próprios e tudo por causa de um singelo titulo, tu é que dizes num fórum público, e passo a transcrever com as palavras exactas, "Espero que nunca precises dos serviços da minha equipa, adoramos receber gente como tu." e depois vens falar em justiça "por menos"?

Acho que para além de demonstrares, em vários assuntos, um sentimento de superioridade acima do aceitável, deves achar que até num fórum público de opinião, nos temos todos de sujeitar à tua lei. Desculpa mas estás totalmente enganado, pelo menos até o fórum apresentar uma hierarquia estabelecida segundo títulos académicos e mesmo assim.. Sim, porque em títulos não académicos já sabemos que estás no topo da mesma.

E para terminar, diz lá aqui há malta, o que faria a tua equipa, mundialmente famosa (o que nem duvido), se te aparecesse um paciente que não te tratasse por "Excelentíssimo Senhor Doutor". Estamos todos curiosos....

O viés de leitura é todo teu.

O problema do conselho não me dizia respeito. Partes de premissas erradas para uma conclusão errada. Se havia mau tom, não foi intencional.

Sei bem porque escrevi essa frase e qual era o sentido dela. Escusas-te a fazer pesquisas predatórias. Se conseguires provar que alguma vez exerci má prática intencional por x ou y, até te apoio, até lá só arriscas a ser depenado até ao osso por difamação. O mesmo espero de ti, se algum dia puser em causa as tuas capacidades profissionais. Como disse, tenho a consciência tranquila..

Quanto às restantes considerações, parece-me a continuação do viés que tens ao ler os meus posts.
 
MrBrown, estou apenas a defender uma ideia com base numa tese histórica. Isto porque um médico é tratado como doutor desde que existe medicina com um mínimo de ciência. Não é um título académico, mas um sinónimo da sua profissão. Garanto-te que não tenho problemas ou pruridos nenhuns com títulos. Tenho 2 doutoramentos, um deles em medicina e muitas vezes faço por não escrevê-lo. Apenas, tal como tu, prezo um trato educado. De facto o "conselho" parece estar escrito com mau tom, mas não era intenção, pelo menos em termos de sublimação pessoal (acredito que, pelo mundo, existam comportamentos patológicos se faltar o malfadado nome).

Há ambiguidade, sem dúvida. Não fossem termos originários da mesma palavra.

Nós discordamos na origem da palavra, pelo que para mim doutor tem mais significado quando tem ligação a ensino/investigação, até porque se não estou em erro já li algures uma definição muito antiga com etimologia latina ou grega em que a tradução literal era algo como "...que ensina". O mais normal, e raiz da nossa discórdia é que como a "mistela" de ensino/ciência/medicina médico/cientista/professor desde há muitas centenas (e talvez milhares) de anos que o termo possa ter vindo a ser usado para médicos, physicians, o que seja.

Na prática, para mim (como acredito para muitos), sem o saber não vou tratar ninguém por doutor (já concluímos que prefiro não usar esse termo para médicos) por poder estar a cometer uma injustiça para quem, com o devido mérito, apresenta o grau.
E é óbvio que já tratei médicos por doutor, porque os conhecia e sabia que eram doutorados, os que não conheço...não sou menos educado com eles, mas prefiro não correr riscos. :)

Mas já viste a reacção ao "conselho", possivelmente também mal entendido... O que eu acho é que as pessoas no geral procuram uma maior abertura com os médicos e não para terem ali um "colega, pá!"....e os títulos às vezes "metem-se no caminho".
 
Um médico ser chamado de doutor existe em qualquer parte do mundo, não pelo grau de formação académica, mas pelo facto do nome encontrar paralelismo nessa nomenclatura que sempre foi habitual.
Se me chamarem professor, que corresponde a um grau académico superior à licenciatura que possuo, também não me estão a sobrevalorizar. São nomes, tal como guarda, ou enfermeiro ou outro que nomeamos sem segundas intenções.
Pelo que, se o tópico chama atenção para o pretensiosismo ridículo das pessoas que se fazem valer de um título para se sobrevalorizarem, também é descabido aquelas pessoas que vêem arrogância onde ela não existe. Como não pode haver complexos de superioridade, também não deve haver complexos de inferioridade.
Como diz o outro: c@guem nisso!
 
O viés de leitura é todo teu.

O problema do conselho não me dizia respeito. Partes de premissas erradas para uma conclusão errada. Se havia mau tom, não foi intencional.

Sei bem porque escrevi essa frase e qual era o sentido dela. Escusas-te a fazer pesquisas predatórias. Se conseguires provar que alguma vez exerci má prática intencional por x ou y, até te apoio, até lá só arriscas a ser depenado até ao osso por difamação. Tal como espero de ti, se algum dia puser em causa as tuas capacidades profissionais. Como disse, tenho a consciência tranquila..

Isto faz-me lembrar uma pessoa que disse que nunca seria primeiro-ministro com o FMI e depois disse que nós é que percebemos tudo mal. [:D]

Vamos por pontos e posso já dizer que esta conversa acaba aqui porque não tenho paciência para estar a gastar o meu teclado com inutilidades.

1 - Não fiz qualquer pesquisa, lembro-me bem deste tópico e esta frase ficou pelas razões evidentes.. Sabendo que és médico, na altura achei de muito mau tom alguém sugerir semelhante coisa mas nem me quis aborrecer, até porque conheço bem a postura que mantens neste fórum, como se comprova neste tópico onde já me ameaçaste duas vezes com a justiça. Enfim, não há paciência mesmo.

2 - Sendo a segunda vez (e raramente leio posts teus) que sugeres qualquer coisa, assim meia vaga, que nunca chegas a explicar o que é mas que me deixa deveras apreensivo, resolvi perguntar-te o que querias dizer.

3 - Perguntei-te 2 vezes e as duas ameaçaste com processos, com justiça, com equipas mundialmente conhecidas, etc. Começo a achar que ou não tens resposta ou não a queres dar já que recorres a não argumentos incríveis.

4 - E porque acho piada a essa da justiça, por difamação imagine-se só, volto a transcrever sem alterar uma vírgula, o que tu disseste:

Espero que nunca precises dos serviços da minha equipa, adoramos receber gente como tu.

Não te aconselho a tratares um médico, no seu local de trabalho, por sr, em qualquer parte do mundo.

5 - Faço-te uma pergunta e tu falas em "brio profissional". Faço-te segunda vez a mesma pergunta e tu falas em "más práticas". Como vês, as palavras são sempre sempre tuas.

6 - Não vou repetir terceira vez a pergunta, se não respondeste até agora também não creio que alguma vez respondas.
 
Isto faz-me lembrar uma pessoa que disse que nunca seria primeiro-ministro com o FMI e depois disse que nós é que percebemos tudo mal. [:D]

Vamos por pontos e posso já dizer que esta conversa acaba aqui porque não tenho paciência para estar a gastar o meu teclado com inutilidades.

1 - Não fiz qualquer pesquisa, lembro-me bem deste tópico e esta frase ficou pelas razões evidentes.. Sabendo que és médico, na altura achei de muito mau tom alguém sugerir semelhante coisa mas nem me quis aborrecer, até porque conheço bem a postura que mantens neste fórum, como se comprova neste tópico onde já me ameaçaste duas vezes com a justiça. Enfim, não há paciência mesmo.

2 - Sendo a segunda vez (e raramente leio posts teus) que sugeres qualquer coisa, assim meia vaga, que nunca chegas a explicar o que é mas que me deixa deveras apreensivo, resolvi perguntar-te o que querias dizer.

3 - Perguntei-te 2 vezes e as duas ameaçaste com processos, com justiça, com equipas mundialmente conhecidas, etc. Começo a achar que ou não tens resposta ou não a queres dar já que recorres a não argumentos incríveis.

4 - E porque acho piada a essa da justiça, por difamação imagine-se só, volto a transcrever sem alterar uma vírgula, o que tu disseste:

Espero que nunca precises dos serviços da minha equipa, adoramos receber gente como tu.

Não te aconselho a tratares um médico, no seu local de trabalho, por sr, em qualquer parte do mundo.

5 - Faço-te uma pergunta e tu falas em "brio profissional". Faço-te segunda vez a mesma pergunta e tu falas em "más práticas". Como vês, as palavras são sempre sempre tuas.

6 - Não vou repetir terceira vez a pergunta, se não respondeste até agora também não creio que alguma vez respondas.

Não há ameaça nenhuma. Há essa possibilidade, sendo isso uma realidade com outra qualquer. Enquanto forem palavras num fórum, estamos todos muito bem.

1 - Mais uma vez, estou de consciência tranquila com o que escrevi, porque sei exactamente porque o fiz. Como é óbvio, não te vou explicar algo que escrevi há uns tempos. Mas também não me aptece aturar insinuações acerca da minha actuação enquanto profissional.

2 e 3 - Se leres sem pensamento toldado, verás que já expliquei bem o que queria dizer com o "conselho".

De resto, como raramente lês posts meus, mas tens um tatuado na cabeça, com o que disse, penso que é sensato, de facto, acabar a conversa aqui.
 
Se um médico fizer questão que eu o trate por doutor eu vou fazer questão que ele me trate por engenheiro. Para parolo, parolo e meio.
 
Um médico ser chamado de doutor existe em qualquer parte do mundo, não pelo grau de formação académica, mas pelo facto do nome encontrar paralelismo nessa nomenclatura que sempre foi habitual.
Se me chamarem professor, que corresponde a um grau académico superior à licenciatura que possuo, também não me estão a sobrevalorizar. São nomes, tal como guarda, ou enfermeiro ou outro que nomeamos sem segundas intenções.
Pelo que, se o tópico chama atenção para o pretensiosismo ridículo das pessoas que se fazem valer de um título para se sobrevalorizarem, também é descabido aquelas pessoas que vêem arrogância onde ela não existe. Como não pode haver complexos de superioridade, também não deve haver complexos de inferioridade.
Como diz o outro: c@guem nisso!

Sim, concordo que isto agora está a ser levado um pouco ao extremo. As dúvidas quanto ao médico/doutor acho que ficaram dissipadas e cada um com a sua opinião que me parece igualmente válida. Mas olha que sem entrar em preciosismos...um professor...é um professor, da primária ao secundário...depois são os professores doutores (efectivamente doutorados), do ensino superior.

Se calhar eu também sou sensível a estes temas. Sempre que diziam na TV o Sr. Eng. quando se referiam ao ex-PM dava-me sempre aquele calafriozinho....[:D]
 
Um médico ser chamado de doutor existe em qualquer parte do mundo, não pelo grau de formação académica, mas pelo facto do nome encontrar paralelismo nessa nomenclatura que sempre foi habitual.
Se me chamarem professor, que corresponde a um grau académico superior à licenciatura que possuo, também não me estão a sobrevalorizar. São nomes, tal como guarda, ou enfermeiro ou outro que nomeamos sem segundas intenções.
Pelo que, se o tópico chama atenção para o pretensiosismo ridículo das pessoas que se fazem valer de um título para se sobrevalorizarem, também é descabido aquelas pessoas que vêem arrogância onde ela não existe. Como não pode haver complexos de superioridade, também não deve haver complexos de inferioridade.
Como diz o outro: c@guem nisso!

Concordo.

Eu também não sou muito adepto de títulos, embora compreenda que em determinadas ocasiões fica sempre bem.

No caso dos médicos, também tenho a ideia, fundamentada em coisa nenhuma, que chamar Doutor a um médico é igual a chamar picheleiro ao homem que arranja os canos da água. Trato e sempre tratei o meu médico por Doutor e todos os outros que esporadicamente visito.

Quanto aos professores.. Aqui é que é de rir. Ao longo do meu percurso escolar sempre ouvi os funcionários das escolas tratarem TODOS os professores por "Sr. Doutor". Valha-me Deus, Sr Doutor porquê??

(eu costumava dizer, precisamente, doutores são os médicos) É que nunca entendi bem esta cisma dos professores quererem ser Senhores Doutores e se há coisa que me irrita é a malta que exige ter no cartão de crédito o título de Sr. Dr quando tem no máximo uma licenciatura qualquer num curso obscuro de uma faculdade que se calhar já nem existe, Eng Técnicos com o título de Eng, etc, etc.

Outra coisa engraçada é que sempre que vamos a uma Câmara Municipal ou às Finanças e temos de falar com alguém que não os funcionários que estão atrás do balcão, calha-nos sempre um Senhor Doutor/a qualquer, é certinho isso.
 
Trabalhei em alguns projectos para o EMFA.
Tratava normalmente com 2 Coronéis, um Major e um Capitão (projectos e lugares diferentes) e todos eles tratavam-me por tu logo desde a primeira reunião... Foi dos clientes que mais gostei de trabalhar :)

btw, alguns militares espanhóis da NATO até smiles enviavam nos mails... [:D]
 
É tão ridículo como diferenciar as pessoas pelo telemóvel por exemplo. Onde trabalham tenho a certeza que podiam dar um iPhone a todos os trabalhadores a custo zero, mas não o fazem, pois ainda há quem goste de se distinguir com isso. O mesmo para carros, etc.

As pessoas distinguem-se pela postura, não é pelo título (ou acessórios).

Eu percebo o que queres dizer mas acho ( isso é apenas uma opinião pessoal) que não vale muito a pena criticar essas questões do tamanho do telemóvel, do carro ou do gabinete. O homem é competitivo por natureza desde o nascimento. Ainda ontem olhava para as brincadeiras do meu puto na praia com outros miúdos e acabavam sempre no mesmo "quem chega primeiro" , "quem é mais forte", "eu sou o homemaranha" ou "quem tem isto ou aquilo".

Este sentimento de posse/ostentação é eterno e generalizado. Acontece inclusivamente nas tribos isoladas em que o chefe tem uns ornamentos especiais e diferentes...

Coloco outra questão, tu como elemento vulnerável da cadeia alimentar empresarial, ganhas alguma coisa em criticar ou tentar mudar alguma coisa nesse aspecto na empresa onde estás? Não corres o risco de ser mal interpretado? E no dia em que alcançares o iphone, não quererá dizer que fizeste melhor trabalho do que aqueles que têm um Nokia? Talvez seja uma forma simples de premiar os melhores...

A questão dos títulos é diferente, trata-se apenas duma tradição nossa não necessariamente ridícula.
 
Eu percebo o que queres dizer mas acho ( isso é apenas uma opinião pessoal) que não vale muito a pena criticar essas questões do tamanho do telemóvel, do carro ou do gabinete. O homem é competitivo por natureza desde o nascimento. Ainda ontem olhava para as brincadeiras do meu puto na praia com outros miúdos e acabavam sempre no mesmo "quem chega primeiro" , "quem é mais forte", "eu sou o homemaranha" ou "quem tem isto ou aquilo".

Este sentimento de posse/ostentação é eterno e generalizado. Acontece inclusivamente nas tribos isoladas em que o chefe tem uns ornamentos especiais e diferentes...

Coloco outra questão, tu como elemento vulnerável da cadeia alimentar empresarial, ganhas alguma coisa em criticar ou tentar mudar alguma coisa nesse aspecto na empresa onde estás? Não corres o risco de ser mal interpretado? E no dia em que alcançares o iphone, não quererá dizer que fizeste melhor trabalho do que aqueles que têm um Nokia? Talvez seja uma forma simples de premiar os melhores...

A questão dos títulos é diferente, trata-se apenas duma tradição nossa não necessariamente ridícula.

Tive uma secretária que me tratava por senhor e tinha aqueles salamaleques todos normais das secretárias. Tive que lhe dizer para me tratar por "tu" porque até me sentia mal de ser tratado daquela forma. Também por causa dessa secretária tinha os clientes a tratar-me por "engenheiro" (era com cada risada ao telefone... [:D]), e depois lá tinha que lhes explicar que me podiam tratar pelo meu nome que não havia mal nenhum.

Esquece essa coisa do IPhone e do Nokia, já estive numa empresa em que um empregado tinha um carro melhor do que os administradores e morava numa casa melhor do que a deles, ou pelo menos melhor do que a de um dos administradores. [;)]
 
Tive uma secretária que me tratava por senhor e tinha aqueles salamaleques todos normais das secretárias. Tive que lhe dizer para me tratar por "tu" porque até me sentia mal de ser tratado daquela forma. Também por causa dessa secretária tinha os clientes a tratar-me por "engenheiro" (era com cada risada ao telefone... [:D]), e depois lá tinha que lhes explicar que me podiam tratar pelo meu nome que não havia mal nenhum.

Esquece essa coisa do IPhone e do Nokia, já estive numa empresa em que um empregado tinha um carro melhor do que os administradores e morava numa casa melhor do que a deles, ou pelo menos melhor do que a de um dos administradores. [;)]

Acho que as experiências laborais não podem ser generalizadas. O que é verdade numa empresa pode ser mentira noutra.
Eu tenho uma visão distorcida resultante da minha experiência pessoal, lido essencialmente com empresas de comércio e indústria onde constato que o uso de títulos é generalizado. A minha esposa trabalha para o estado onde o uso de títulos é tb regra...
Deste modo, estou à vontade para supor que a maioria dos sectores laborais do país usam títulos.

Acredito que nas empresas das TIs, ou empresas menos tradicionais os títulos não sejam muito populares mas isto não faz a cultura do país...
 
Acho que as experiências laborais não podem ser generalizadas. O que é verdade numa empresa pode ser mentira noutra.
Eu tenho uma visão distorcida resultante da minha experiência pessoal, lido essencialmente com empresas de comércio e indústria onde constato que o uso de títulos é generalizado. A minha esposa trabalha para o estado onde o uso de títulos é tb regra...
Deste modo, estou à vontade para supor que a maioria dos sectores laborais do país usam títulos.

Acredito que nas empresas das TIs, ou empresas menos tradicionais os títulos não sejam muito populares mas isto não faz a cultura do país...

Já trabalhei numa financeira e o membro da administração que era responsável pela unidade onde eu trabalhava era tratado pelo 1º nome por mim e pelos meus colegas e alguns deles, se não estou em erro, tratavam-no por tu. [;)]

No BCP e na CGD as pessoas com quem eu contactava eram todas tratadas pelo 1º nome.

Nas empresas de informática é tudo corrido a tu. Desde o director de recursos humanos com 60 anos até ao programador com mestrado acabado de tirar.

Essa coisa dos títulos é uma coisa que existiu como diferenciador até há uns 20 anos, depois com tanto licenciado no mercado de trabalho começou a ser cada vez mais ridículo esse tratamento. Uns colegas meus tiveram um projecto na presidência da república e pelo que eles me contaram as reuniões eram dignas de um sketch de gato fedorento tal era profusão de doutores e doutoras. [:D]
 
Se um médico fizer questão que eu o trate por doutor eu vou fazer questão que ele me trate por engenheiro. Para parolo, parolo e meio.

Como o tratas então?

Senhor médico? [:D]

Senhor X?

X ?

Se um médico está a desempenhar a sua profissão, OBVIAMENTE que o deves tratar por doutor. Aqui e em... qualquer parte do mundo.

Agora andamos a querer inventar a roda não...
 
Como o tratas então?

Senhor médico? [:D]

Senhor X?

X ?

Se um médico está a desempenhar a sua profissão, OBVIAMENTE que o deves tratar por doutor. Aqui e em... qualquer parte do mundo.

Agora andamos a querer inventar a roda não...

Quando estou a desempenhar a minha profissão não me tratam por engenheiro. [;)]
 
Eu percebo o que queres dizer mas acho ( isso é apenas uma opinião pessoal) que não vale muito a pena criticar essas questões do tamanho do telemóvel, do carro ou do gabinete. O homem é competitivo por natureza desde o nascimento. Ainda ontem olhava para as brincadeiras do meu puto na praia com outros miúdos e acabavam sempre no mesmo "quem chega primeiro" , "quem é mais forte", "eu sou o homemaranha" ou "quem tem isto ou aquilo".

Este sentimento de posse/ostentação é eterno e generalizado. Acontece inclusivamente nas tribos isoladas em que o chefe tem uns ornamentos especiais e diferentes...

Coloco outra questão, tu como elemento vulnerável da cadeia alimentar empresarial, ganhas alguma coisa em criticar ou tentar mudar alguma coisa nesse aspecto na empresa onde estás? Não corres o risco de ser mal interpretado? E no dia em que alcançares o iphone, não quererá dizer que fizeste melhor trabalho do que aqueles que têm um Nokia? Talvez seja uma forma simples de premiar os melhores...

A questão dos títulos é diferente, trata-se apenas duma tradição nossa não necessariamente ridícula.

Eu percebo-te, mas o que digo não leva a que não haja competição. Temos é de pensar em competir pelo quê. Subir na carreira é mais do que ter um telemóvel ou carro XPTO, para isso nem é preciso subir na carreira, pois são objectos que se compram com relativa facilidade. Como disse, as pessoas deviam distinguir-se pela postura e não pelo que ostentam.
 
O que eu me ri a ler estas páginas![:D]

Dou vos um exemplo pessoal!
Como sabem, infelizmente, um psicólogo é muitas vezes confundido como médico! No ententanto, quando um doente me chama "sr. Psicólogo" eu fico bem mais contente do que quando me trata por Sr. Dr.!
Aliás, deveria passar a ser regra,e não, uma excepção, um psicólogo ser tratado assim, por sr. Psicólogo! È bem mais giro![;)]

O que importa é que tratem com respeito, a partir daí...na boa![;)]
 
Essa coisa dos títulos é uma coisa que existiu como diferenciador até há uns 20 anos, depois com tanto licenciado no mercado de trabalho começou a ser cada vez mais ridículo esse tratamento. Uns colegas meus tiveram um projecto na presidência da república e pelo que eles me contaram as reuniões eram dignas de um sketch de gato fedorento tal era profusão de doutores e doutoras. [:D]

O que se passa hoje em dia é que muitos licenciados desempenham tarefas administrativas que outrora eram desempenhadas por não licenciados. Como tal, os títulos são omitidos por uma questão hierárquica.
Por exemplo ao nível da engenharia em ambiente industrial ou na construção, muitos licenciados só passam a engenheiros em cargos de chefia. Qd estão em funções administrativas ou executam trabalho subordinado, são tratados pelo nome.

É um sinal dos tempos. Mas não significa que os títulos estejam em desuso.
 
Quando estou a desempenhar a minha profissão não me tratam por engenheiro. [;)]

Sim, e?

Volto a perguntar-te: então como tratas o médico quando vais a uma consulta/urgência, enfim, quando recebes tratamento médico?
 
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