Sr. Doutor

É uma das alergias que tenho... Então agora nem se falar. Doutores é o que não falta aqui onde estou, mas doutores a sério com doutoramento, muitos deles em universidade que nós nem sonhamos lá entrar.

Porém, mesmo com tantos doutores, tudo se trata pelo primeiro nome! E sabe tão bem...

AMGfan gosta disto.

Esta semana fui abrir conta no best. A perguntarem-me se queria o título no cartão...não queria acreditar [:)] Para mostrar aos amigos? Ou na fila da caixa para mostrar aos outros?
 
Pensei que um licenciado em Gestão tivesse o título de Gestor.
Assim como um Licenciado em Contabilidade é um contabilista.
Até um Juiz é o Sr. Juiz.
Um professor é um Professor, etc etc.
Doutores para mim são os médicos e mais nenhum.
Mas a mesma coisa se passa nas engenharias, são todos engenheiros.

Há que tratar as coisas pelos seus nomes correctos.
Porque raio ia eu chamar Dr a um gestor? ou Dr a um professor?

Curto e Grosso: Disparates.

Isto não se trata do que tu achas ou o que eu acho ou que os outros acham. Todos nós podemos ter as nossas convicções o que eu expliquei é somente a verdade.

Dr. para um licenciado é um título, o seu grau académico é licenciado.

Doutoramento é um grau académico, percebes a diferença?

Um médico sem doutoramento nunca vai ser Doutor de grau académico só de título.

Já agora e para facilmente desmanchar as licenciaturas mais comuns que foste buscar, como sabes existe uma panóplia delas e já que consegues aplicar um título para cada uma pergunto, como chamar a um licenciado em :

- Informática de Gestão? Informático? Gestor? Sr. Informático Gestor? [:D]
- Turismo? Sr. Turista? [:D]
- Recursos Humanos? Sr Recursos?

O que expliquei e volto a sublinhar é, um licenciado pode se quiser utilizar o Dr. como título, meus caros, quem quer utiliza quem não quer não utiliza.

Sinceramente não tenho qualquer complexo isso, nem me sinto melindrado por tratar quem quer que seja por Dr. ou Eng. é me indiferente (em contexto estritamente profissional), respeito as opiniões de cada um.
 
Última edição:
Curto e Grosso: Disparates.

Isto não se trata do que tu achas ou o que eu acho ou que os outros acham. Todos nós podemos ter as nossas convicções o que eu expliquei é somente a verdade.

Dr. para um licenciado é um título, o seu grau académico é licenciado.

Doutoramente é um grau académico, percebes a diferença?

Um médico sem doutoramente nunca vai ser Doutor de grau académico só de título.

Já agora e para facilmente desmanchar as licenciaturas mais comuns que foste buscar, como sabes existe uma panóplia delas e já que consegues aplicar um título para cada uma pergunto, como chamar a um licenciado em :

- Informática de Gestão? Informático? Gestor? Sr. Informático Gestor? [:D]
- Turismo? Sr. Turista? [:D]
- Recursos Humanos? Sr Recursos?

O que expliquei e volto a sublinhar é, um licenciado pode se quiser utilizar o Dr. como título, meus caros, quem quer utiliza quem não quer não utiliza.

Sinceramente não tenho qualquer complexo isso, nem me sinto melindrado por tratar quem quer que seja por Dr. ou Eng. é me indiferente (em contexto estritamente profissional), respeito as opiniões de cada um.


Um bom esclarecimento.[:D]
 
A mania dos senhores doutores, senhora dona fulana, exmo. senhor...

A mania dos senhores doutores, senhora dona fulana, exmo. senhor...

"Eu de facto ficaria imensamente grato se me tratassem por Vítor, senão, enfim, tenho que começar a distribuir doutores, doutoras, senhores, senhoras e talvez possamos simplificar a nossa vida se não fizermos tal coisa. Mas tratem-me mesmo por Vítor, senão isto não converge."
(Vítor Gaspar, novo Ministro das Finanças)

"Não gosta que o tratem por doutor, nem nos contactos com jornalistas que lhe ligam" - Revista "SÁBADO", acerca do novo Ministro da Economia

"Na Alemanha, tratam-se as pessoas pelo seu último nome: Sr. Müller ou Sra. Fischer. Não se trata ninguém por doutor, a não ser que ele seja uma pessoa que efectivamente tenha feito e concluído um doutoramento em determinada área" - orador da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã nos "Dias da Alemanha", no IEFP de Lisboa, Junho de 2011.

Programas Prós e Contras da RTP, esta semana: o rapaz que interveio, cheio de entusiasmo, tratando Fátima Campos Ferreira por "tu", ao que ela respondeu, rindo, algo como isto: "Olhe, eu até gostei do pormenor de me ter tratado por tu, pois hoje em dia todos se tratam por senhores doutores, existe um excesso de formalismo, e tratar assim as pessoas por tu é uma lufada de ar fresco..."


Estas situações fizerem-me reflectir num fenómeno que é muito português e que por vezes entra no domínio do exagero e do abuso (para não lhe chamar vassalagem pura e bacoca
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) de se chamar "doutor", "exma. sra. dona", "engenheiro", etc. a tudo o que mexe e que detenha uma posição que esteja (nem que muito ligeiramente) acima de simples funções, como agora tanto se diz, de "assistência operacional" - leia-se, o desgraçado que se limita a cumprir ordens e a fazer ou executar o trabalho físico que tem realmente de ser feito.

Para qualquer lado que se telefone, a mesma coisa: "O Doutor não está", "O engenheiro está numa reunião", "A exma. caríssima excelsa senhora dona X" já vem falar consigo.

E agora eu pergunto: será que são mesmo necessárias essas "paneleirices" todas? Chamar senhor doutor a torto e a direito, só porque frequentou um dia o ensino superior e às tantas nem sequer concluiu o curso em que entrou? Viver num país de (pseudo-)títulos, de excesso de formalismo no tratamento entre pessoas, muitas vezes, são simplesmente colegas de trabalho (apenas com uma função diferente entre eles), tornando as relações mais frias e distantes e criando até um fosso artificial entre as pessoas que tantas vezes impede de melhorar o ambiente laboral e, em última análise, de contribuir para a melhoria da produtividade e do crescimento da economia?

Por que será que isto é assim? Resquícios do tempo da "velha senhora", em que a educação seguia regras extremamente rígidas? Complexos de inferioridade mal disfarçados? Ou simplesmente uma atitude snobista e de tentativa de gerar falsas elites, numa de "separação entre o trigo e o joio"?

E se as pessoas se deixassem de manias e fossem ao que realmente interessa, que é valorizar e tirar o máximo proveito das relações humanas, não viveríamos num mundo melhor e menos stressante?
 
quanto a mim são pouquíssimas as pessoas que trato pelo título profissional e as que trato dessa forma é apenas porque lhes reconheço especial valor em determinada área.

quanto à forma que me tratam dispenso bem o tratamento por Doutor e faço questão de nos primeiros contactos dizer isso mesmo, que me podem (e devem) chamar pelo nome próprio. Faço isto nos primeiros 3 ou 4 contactos, depois disso se a pessoa persiste em chamar Doutor também não vou andar sempre a dizer que me pode chamar pelo nome próprio.
 
Infelizmente a nível laboral há alguns a quem trato por Dr. e Engº mais porque assim me foram apresentados e a tal estão habituados que por respeito ao cargo [:D]

Quanto trabalhava mais directamente com os clientes, a nível de oficina, também tive situações caricatas com indivíduos que se achavam mais que os outros por ostentarem um título atrás do nome.

Mas noto, a pouco e pouco, que as pessoas (não obrigatoriamente os mais novos) estão a começar a deixar esta pompa e circunstância de lado.
 
Penso que uma têndencia para se deixar de utilizar títulos no tratamento das pessoas.

Já há muitos anos que a generalidade das multinacionais, principalmente as de origem americana incentivam o tratamento por "tu" internamente.

Estas coisas demoram a mudar, provavelmente demoram gerações.

No outro extremo, é importante manter o respeito e a cordialidade no trato o que me dá a ideia de que se está a perder.

Se por um lado acho bem que haja menos formalismos e salamaleques, acho que a educação e o respeito são muito importantes, nomeadamente quando nos dirigimos aos mais velhos.
 
Não trato ninguem por doutor ou engenheiro ou outro titulo qualquer.

Vai tudo corrido de Sr ou Sra para a frente. Quem não gostar que se aguente.
 
Lino muito bom tópico, sempre me atormentou esta temática.

E somos nós (seres humanos) quem sentimos a necessidade de criar estas "etiquetas"

Costumo dizer "até o papa faz as necessidades pelo mesmo sitio que eu"
 
Este problema deve-se, TAMBÉM, ao facto de não ser tradição em Portugal utilizar o nome de família o que complica as coisas.

Ou não termos em atenção o estado marital.

Da mesma forma que cá ninguém termina uma frase em senhor ou senhora quando fala com um desconhecido/não-próximo (coisa impensável em França, onde um simples bom dia deve terminar em madame ou monsieur...de outra forma é encarado como má educação). São tradições.

Em relação ao doutor, somos muito peculiares. Em todos os restantes países, só é utilizado para médicos ou doutorados.

E contrariamente à apreciação geral, na minha opinião, o nosso problema reside sim numa falta de protocolo social e não no excesso deste.

Essas coisas de chamar doutor a tudo o que fez de politécnico para cima, não é excesso de protocolo. É simplesmente saloiice.

E a nossa falta de protocolo social reside em não haver regras claras instituídas de como nos referirmos a outros, completamente em oposto ao que acontece no anglo-saxonismo, por exemplo. E isso é importante, porque impele as pessoas a serem educadas umas com as outras.

Aqui há todo um repertório ridículo de mil e uma maneiras de nos dirigirmos aos outros, com múltiplas variações de acordo com o humor, pseudo-estatuto social, etc.
 
Só trato por Sr doutor quando vou ao hospital e tenho de falar com aquele senhor de bata branca e um estetoscópio que vai tratar de mim! De resto, só trato por Sr. quando é alguém de idade avançada, mas isso é por educação. E mesmo assim já levei uma decota por um amigo já de idade avançada não gostar que eu o tratasse por senhor!
 
O mais giro disto são pessoas a quererem passar por doutores e engenheiros e nem frequentaram um curso superior.
Tinha um cliente que tinha de tratar por Sr. Doutor Engenheiro, o nome de família era Engenheiro e tinha um doutoramento.
 
Não me incomoda tratar assim.
Não me incomoda ser assim tratado.
É assunto que não considero fulcral para o bom funcionamento de nenhum relacionamento, com a excepção do tempo que se perde.

Curiosamente, também não achas estranho o relacionamento altamente formal e dependente da patente nas forças armadas?
Ou só incomoda na parte civil?

Como dizia o V7, incomoda-me bastante mais a falta de educação.
Falta de educação para mim é chegar atrasado, não cumprir com promessas e compromissos assumidos e respeito pelos mais velhos e experientes. Atenção, não confundir respeito com vassalagem.
 
Não tenho paciência para essas merdices, trato toda a gente por você ou por tu, consoante o grau de proximidade. Doutores para mim, só aqueles que andam de bata branca e estetoscópio ao pescoço.
 
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