Tecnologia e ciência-O Tópico

Investigadores combatem crime ao microscópio

CH visitou o Laboratório de Polícia Científica da PJ, em Lisboa

O caso é um dos mais desafiantes dos últimos tempos. Depois de um violento acidente de viação, de que resultou um morto, foi solicitada ao laboratório uma perícia para determinar quem é que ia ao volante, o homem que faleceu ou a esposa.

A questão veio parar às mãos da equipa do sector de Física de partículas – tratam tudo o que é resíduos -, mas pouco mais se sabe ali sobre o fatídico episódio. Dobrados em cima de uma mesa estão os dois airbags frontais, insuflados no momento da colisão, e a gabardine cinzenta que a senhora trazia vestida no dia.

A tarefa está longe de terminar. Têm de localizar e identificar fibras transferidas no impacto e, consoante o levantamento, determinar se a mulher ia a guiar ou no lugar do pendura. "À primeira vista não se detecta nada. Este é um caso típico de fibras, é extremamente difícil de trabalhar", diz a técnica responsável.
Naquela secção do laboratório científico só se entra de bata e, à entrada, os sapatos passam por uma espécie de tapete de papel autocolante, barreiras que ajudam a prevenir a contaminação das provas. O caso é particularmente exigente porque os airbags, apesar de serem de cores diferentes, ao microscópio parecem brancos, o que dificulta distinguir as fibras assinaladas na gabardine.

O material foi recolhido com fita adesiva e preservado em placas de acrílico. Depois de isolar e "mapear" os diferentes sectores das peças com marcadores, estes são analisados à lupa e num microscópio de comparação que pode utilizar luz polarizada, reflectida ou fluorescente, consoante o caso. Vão percorrer centímetro a centímetro as três provas até ser detectada uma transferência que determine quem é que ia a guiar, num relatório que pode dar ou não a total certeza.

No Laboratório de Polícia Científica (LPC) da Polícia Judiciária, no n.174 da Rua Gomes Freire em Lisboa, junto à Estefânia, poder ver dois ou três investigadores a tratar um caso tão ao pormenor é como olhar através de um microscópio gigante a unidade em que actualmente trabalham 128 técnicos, estatuto utilizado para descrever o que são investigadores científicos ao serviço da investigação criminal, ou na gíria televisiva, csi's.

Nos últimos andares do velho edifício, casa do LPC desde o início dos anos 60, os corredores estão vazios e as portas fechadas, como se a polícia científica metesse férias nas tardes quentes dos meses de Verão. Durante a visita guiada, porém, rapidamente se percebe que o aparente silêncio é plasmado do hábito laboratorial e que as portas fechadas são mais uma entre as garantias de segurança das provas.


No início era Arquimedes


A ciência forense remonta à aplicação dos princípios de Arquimedes na verificação de ligas metálicas e moedas falsas, e só a partir do século XVIII passou a ser reconhecida em tribunal. "As ciências forenses são uma disciplina que aplica a ciência em termos objectivos. A prova de qualquer crime pode ser feita por flagrante, confissão ou testemunho e a prova científica surge no sentido de valorizar tudo quanto é vestígios, mediante critérios físico-associativos e métodos experimentais, abrangendo toda e qualquer área", explica Álvaro Lopes, director do laboratório desde Março, acrescentando que ali se cruzam áreas como a biologia, física, química, farmacologia ou a biologia.

É o professor, como lhe chamam os técnicos, uma referência talvez ao doutoramento em Toxicologia ou ao cargo de docente na Universidade de Farmácia ou porque o ambiente é o de uma unidade de investigação, ainda que tenha a missão específica de ajudar a combater o crime, que guia a visita. Enquanto percorremos os corredores do LPC, o investigador assinala que, apesar de as infra-estruturas precisarem de uma remodelação, todo o material tem vindo a acompanhar o desenvolvimento científico e tecnológico num laboratório que já foi considerado um dos melhores da Europa.

Aproveitando a expressão científica, a linha de investigação daquela unidade da PJ, com técnicos de origens pluridisciplinares e formações avançadas no estrangeiro, é encontrar provas e relacioná-las com crimes com base no "conhecimento objectivo, demonstrável e indiscutível da ciência", dita Álvaro Lopes.



Riem-se do CSI

"Num crime há a trilogia autor-local-vítima, ou seja, estas três entidades podem partilhar entre si vestígios e estes vestígios podem ser analisados", explica o investigador. Ao Laboratório de Polícia Científica, da dita trilogia, cabe o quinhão dos vestígios. De fora, ao contrário do que erradamente sugere a popular série de televisiva CSI - que no laboratório a sério é motivo de risos - fica um tipo ficcionado de investigação em que as suposições comungam com a análise das provas. Ali chegam em envelopes numerados, são retiradas do seu contexto e, a pedido do investigador responsável pelo caso ou mediante as metodologias aplicáveis, seguem para uma ou outro protocolo de análise

No corredor há uma caixa forte onde as provas são guardadas. Podem ser vestígios, resíduos, documentos, tudo o quanto é material e passível de estar envolvido ou ajudar a reconstruir um crime – com excepção para as impressões digitais e retratos-robôs, que funcionam num departamento fora do LPC.

Os envelopes selados podem ser remetidos pelo tribunal ou recolhidos pela equipa do local de crime, um sector que funciona 24 horas por dia, em turnos, e faz as peritagens nas cenas do crime, o mais próximo do charme de Grissom e Horatio que conseguimos encontrar na versão real do CSI Lisboa. A sala onde trabalham os seis técnicos do sector, que cobrem sobretudo as perícias na Grande Lisboa mas que podem ser chamados em todo o país, está decorada com as celebrizadas faixas amarelas e pretas, a dizer algo como "Crime Scene do not cross".

Hoje em dia, diz João Cardoso, apontado pelos colegas como porta-voz, o grosso das situações a que são chamados diz respeito a homicídios. Vão ao local recolher projécteis ou fazer o cálculo de trajectórias. O que pensam da imagem da equipa do local de crime veiculada pela televisão? "Que é tudo ficção", riposta o investigador. "A parte analítica é totalmente ficção. A nós compete-nos a parte técnica e não a parte de investigação criminal", adianta. Unidade à parte do resto do laboratório, não interfere nas rotinas da investigação senão fornecendo matéria-prima. São parte da engrenagem como qualquer um dos departamentos do LPC, que vive do trabalho meticuloso de cada equipa e da soma das diferentes partes.

Projécteis, armas e marcas com pegadas ou vestígios de pneus seguem para o departamento de balística. O nome solene condiz com a porta blindada que separa o corredor imaculado da sala onde há caçadeiras empilhadas no chão, secretárias cheias de material em estudo ou arquivado e paredes decoradas com exemplares apreendidos.

Enquanto na secção de física de partículas está ser tratada a transferência de fibras no acidente de viação, o caso que ali angaria mais esforços é um alegado homicídio cometido com uma caçadeira. Há dois cartuchos e uma caçadeira alterada encontrados no local do crime. De manhã, retiraram o cartucho que estava dentro da arma e dispararam cinco cartuchos na carreira de ensaio. Agora, o objectivo é verificar se os cartuchos no local do crime foram ou não deflagrados pela caçadeira e se quatro bagos extraídos da vítima são compatíveis com as restantes provas.

Na sala têm um sistema, a IBIS (Integrated Ballistics Identification System), que permite "fotografar" as cápsulas e analisar os estriados a um nível microscópio, o que possibilita associar calibres e mesmo armas armazenadas numa base de dados.

Não se podem dizer muitos segredos, respondem volta e meia às perguntas do Ciência Hoje, afinal ali estão provas de casos em julgamento e, muitas vezes, dicas úteis na construção de um crime. O objectivo, resumem, é estabelecer correlações entre marcas, quer sejam estrias em projécteis ou rasgos de pneus, e armas ou suspeitos.



Armas de fogo feitas a partir de objectos do dia-a-dia

Saindo da sala de balística, depois de aprender a levantar pegadas em solo liso com gel lifter, uma espécie de fita-cola gelatinosa, o amontoado de material que os técnicos têm para analisar espanta: pés de cabra, alicates, chapéus-de-chuva, bengalas e canetas transformadas em armas de fogo, são alguns exemplos.

Na área de Toxicologia, que até Março era da responsabilidade de Álvaro Lopes, trata-se de tudo quanto tem a ver com substâncias tóxicas, sobretudo drogas de abuso como o haxixe, a heroína ou a cocaína, em que se faz a caracterização das apreensões.

Antigamente, explica Joana Alegre, técnica daquele departamento, faziam-se exames comparativos com colecções de plantas e raízes – de que há um exemplar curioso, com frasquinhos com grãos de várias cores à porta da sala, que a investigadora assegura que hoje ainda é útil – hoje utilizam-se técnicas de espectrometria e cromatrografia que permitem uma leitura e identificação muito mais rápida.

"Se a substancia é ilícita é armazenada dentro da PJ e incinerado quando o juiz dá razão. Se foram substâncias como farinha devolvemos à pessoa. Quando é um ácido ou uma substância perigosa ficamos com ele, mas geralmente é pouco e é gasto durante a perícia", adianta a investigadora.


Os desafios do desconhecido e das restrições da amostra

"Muitas vezes está-se no completo desconhecido – isso é um desafio técnico e científico muito grande: chegar a uma resposta quando, à partida, todas as respostas são possíveis", acrescenta Álvaro Lopes, especialista nesta área, salientando que uma das especificidades de seguir rotinas de experimentação numa laboratório científico é que só existe uma amostra, com um tamanho que não é o que o investigador quer ou pode ter mas aquele que foi apreendido, logo, tem de ser preservada ao máximo.



"Não se pode estar ali indefinidamente a fazer experiências. Não se pode destruir a prova", frisa.

Porque o LPC é um laboratório de polícia, as preocupações não são meramente científicas. Os prazos são mais apertados – oito dias para dar o primeiro relatório – e existe a chamada "custódia da prova": o vestígio tem de estar guardado e documentado de maneira a que se saiba, desde o momento de entrada na unidade, quem e quando é que mexeu no material.

Na unidade com um aspecto discreto, os equipamentos mais caros estão no departamento de Biologia, onde se faz a análise de vestígios como sangue e esperma, nomeadamente exames de DNA em sequenciadores. Nesta secção, um simples ensaio pode custar mil euros euros, diz Álvaro Costa.

No laboratório onde os sectores colaboram uns com os outros e se destacam áreas como a física, química e biologia, descobre-se um pólo de actividade que na moldura criminal do país, dizem os investigadores, é responsável por uma grande carga de trabalho: a documentoscopia e a escrita manual.

Segundo as técnicas responsáveis, a maior parte dos documentos contrafeitos no país diz respeito a documentos de identificação e viagem – Bilhetes de Identificação, Passaporte e Cartas de Condução, e documentos fiduciários – cheques, cartões de crédito e notas de banco, sobretudo o euro (são o laboratório nacional de análise do euro); O grosso da falsificação de escrita manual é representado pelas assinaturas falsas e documentos de índole económica, entre eles contratos e letras.

No sector de documentoscopia analisa-se tudo o que diz respeito a elementos de segurança nos documentos, autentificação da emissão, papel, selos, através de instrumentos como lupas e microscópios que, através de diferentes tipos de luz, permitem detectar, por exemplo, diferenças ao nível da tinta entre o registo original e o suspeito.

Quando as perícias são mais exigentes, nomeadamente se é preciso perceber se uma factura foi preenchida toda com a mesma caneta, há hipótese de utilizar um método conhecido por espectroscopia Raman. Para tudo o que diz respeito ao papel - gramagem, espessura e fibras, é solicitada ajuda ao laboratório de papel da Casa da Moeda.

"Fazemos uma análise não destrutiva. Por vezes, pode ser necessário aplicar uma pincelada de colóide de ouro, mas macroscopicamente não se percebe", explica ao CH a responsável.


Informações confidenciais previnem novos crimes

"Temos um registo desde 1989 com a origem e descrição de todos os documentos contrafeitos analisados no laboratório. Em cada exame, é dito à polícia e tribunais se aquilo que está ali já era conhecido ou se é novo – costumamos indicar-lhes tudo minimamente, porque os relatórios vão para tribunal e o arguido tem acesso a eles. Não nos interessa explicar onde falharam", acrescenta a investigadora, neste momento a preparar-se para analisar beatas da marca Malboro encontradas num veículo acidentado, de que resultou um morto, em que importa determinar se são da qualidade fumada pelo proprietário e condutor do veículo.
Já no departamento de escrita manual, que tem uma sala denominada "sala de autógrafos" onde os indivíduos solicitados pela investigação vão fazer os ditados à mão, um dos recursos na base das comparações levadas a cabo, o trabalho passa por determinar a autoria de escritas suspeitas. Com a ajuda de lupa e microscópio, os técnicos comparam escritas suspeitas com escritas identificadas, atendendo a características gerais como as formas de ligação, se a letra é mais angular ou curva, se é maior ou menor, e a pormenores identificativos, que se assimilam desde que se aprender a escrever com letra "de primária".

Depois das perícias, os investigadores podem ser chamados para defender os relatórios em tribunal, havendo casos em que é pedido uma contra-análise, uma forma muito especial de garantir aqui critério de verificabilidade da ciência.


Informação em excesso?

Com tanta ficção sobre a polícia científica, os criminosos não estarão a ficar mais cautelosos? "É inevitável. Estamos numa sociedade de informação e conhecimento, há uma exposição muito grande. É o revés da medalha da sociedade dita da informação - as pessoas mais atentas conseguem aprender muita coisa", diz Álvaro Lopes.

Mas os investigadores também aprenderam nos últimos anos – não há muito tempo, conta a responsável da documentoscopia, sublinhavam a marcador fluorescente o sítio onde achavam que um documento tinha sido rasurado e agrafavam ou colavam as provas, "geralmente sempre em cima do sítio que interessava", brinca a investigadora.


A médio prazo, o desejo é remodelar instalações e talvez introduzir novas tecnologias como a técnica Low Copy Number, um protocolo mais sensível na determinação do DNA e que foi utilizado no caso Maddie por peritos ingleses e automatizar muitas das metodologias já existentes.

Compensação a curto prazo

"Todos os trabalhos com ciência são fascinantes mas, a muitos deles, falta-lhes a compensação com o prazo daquilo que é feito. O trabalho de investigação vai correndo, dias, semanas, meses. Aqui cada caso é um caso e nós, ao demonstrarmos determinada coisa, utilizamos ferramentas científicas para iniciar, continuar e terminar um trabalho", diz o director enquanto nos aproximamos do final da visita.

"Trabalhamos em casos concretos em que alguém está muito à espera da resposta. Na ciência geral está toda a gente à espera de conhecimento científico mas os efeitos não são tão imediatos nem tão objectivos", sublinha.

Ajudam a resolver ao microscópio histórias de que não sabem nem o princípio nem o fim. O que, com o acréscimo de solucionar os problemas das pessoas e, ao mesmo tempo, combater os prejuízos sociais do crime, dá vontade de dizer "missão cumprida", diz Álvaro Lopes. Ali, como em qualquer outra área, a expressão é sinónimo de muito trabalho mas de um bom serviço.

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=27023&op=all
 
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Comissário europeu preocupado com decréscimo de alunos em áreas científicas

:: 2008-09-26 Por Rita Ranhola, da Agência Lusa

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Janez Potocnik esteve presente na cerimónia de encerramentoO comissário europeu da Ciência e Investigação, Janez Potocnik, manifestou ontem preocupação pelo decréscimo de jovens que estudam áreas científicas, defendendo uma adaptação dos métodos de ensino para cativar mais alunos, sobretudo desde tenra idade.

As estatísticas “mostram que, apesar da crescente necessidade de cientistas e investigadores, a proporção de jovens que escolhem estudar ciência está a diminuir. Isto é, certamente, preocupante”, disse, afiançando que a Comissão Europeia está a “tentar inverter esta tendência”.


Janez Potocnik discursava, ontem à noite, em Copenhaga (Dinamarca), durante a cerimónia de entrega dos Grandes Prémios da 20ª edição do Concurso Europeu de Jovens Cientistas, tutelado pela União Europeia (UE).
Lembrando que, num mundo cada vez mais globalizado, a concorrência não se passa entre indivíduos ou empresas, mas entre “locais”, o comissário da Ciência e Investigação assegurou que a Europa, “para ser atractiva”, precisa dos jovens cientistas.

“A Europa precisa do vosso talento e que invistam em vocês próprios”, para que, mais tarde, “construam as vossas carreiras no desenvolvimento e no empreendedorismo científico”, incentivou. Como a “ciência é o futuro” e as “novas gerações são o futuro”, o comissário europeu sustentou que a combinação destas duas vertentes pode assegurar o futuro da Europa, pelo que é necessário acabar com os “sentimentos negativos” dos jovens em relação aos conteúdos científicos que lhes são transmitidos na escola.

“Muitos jovens mostraram sentimentos negativos sobre aprender ciência na escola. Temos que adaptar os nossos métodos de ensino e apoiar mais os professores para o concretizar”, argumentou. Segundo Janez Potocnik, é necessário “garantir que o interesse e a curiosidade pela ciência são gerados desde tenra idade, entre os quatro e os dez anos”, para que as crianças “tenham vontade de prosseguir a sua aprendizagem científica” durante o percurso escolar.

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Momento da festa de encerramento da 20ª edição do Concurso Europeu de Jovens Cientistas

“A curiosidade e a criatividade estão nos nossos genes. Infelizmente, o que fazemos durante o nosso processo educativo é, muitas vezes, em vez de apoiar esse aspecto, matá-lo. Isso é algo que temos que mudar”,
alertou. Na gala dos Grandes Prémios, que contou com a presença do príncipe Joaquim da Dinamarca, acompanhado da mulher, os dois projectos portugueses apresentados ao concurso não ganharam qualquer galardão.

Contudo, na quinta-feira, na cerimónia dos Prémios Especiais, o trabalho “A Ameaça Xenobiótica - Paracentrotus lividus e a Barrinha de Esmoriz”, fruto de uma parceria entre as escolas secundárias de Arouca e Júlio Dinis, de Ovar, conquistou o “Prémio do Clima”, atribuído pelo governo dinamarquês.

O galardão vai permitir aos três jovens alunos portugueses que participaram na investigação, Ana Beatriz Moreira, Vasco Sá Pinto e Sérgio Almeida, assistir à Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que decorre em Dezembro de 2009, em Copenhaga.

Os três primeiros prémios atribuídos hoje à noite destinaram-se a alunos do Reino Unido (Elisabeth Muller), Eslováquia (Martin Tkac) e Polónia (Magdalena Bojarska), sendo que cada um deles recebe sete mil euros.

A República Checa, a Irlanda e a Alemanha são os países dos estudantes distinguidos com os segundos prémios (no valor de cinco mil euros cada), enquanto que os terceiros prémios (3.500 euros) galardoaram alunos da França, Bielorrússia e Letónia.


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=27889&op=all
 
Última edição:
Em conjunto, dois investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) procuraram uma forma de tornar o gasóleo menos poluente que a gasolina.

E encontraram uma solução, através de um processo flexível de síntese de aditivos verdes para redução de emissões de partículas na combustão de gasóleo.

Foi esse trabalho, desenvolvido ao longo de vários anos no Laboratório Associado de Separação e Reacção da FEUP, que lhes deu, agora, um prémio internacional na área da investigação química, no âmbito do 'IChemE Awards for Innovation & Excellence Consulting Award for Sustainable Technology'.

O projecto-piloto, da autoria de Alírio Rodrigues, catedrático de Engenharia Química da FEUP e director do laboratório associado, e de Viviana Silva, investigadora auxiliar desta unidade, vem criar um processo sustentável de produção de aditivos verdes para gasóleo, e já está patentado.

O desenvolvimento da nova tecnologia limpa para sintetizar aditivos de gasóleo atraiu já o interesse de várias empresas, mas ainda está limitado à FEUP.

O IChemE - Institution of Chemicals Engineers, uma organização internacional fundada em 1922, tem 27 mil membros em 113 países e procura, através dos seus prémios, incentivar e reconhecer a inovação e excelência da investigação na área da engenharia química.
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Em http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/443941

[:cool:], Cool!
 
Ciência
07-11-2008 10:06
Portugueses lideram grande investigação sobre malária
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Investigadores portugueses identificaram cinco genes com influência na infecção pelo parasita da malária.

A equipa de investigadores partiu de uma base de mais de 700 genes para tentar identificar os que estão envolvidos na infecção por malária.

A investigação em grande escala liderada pela unidade de malária do Instituto de Medicina Molecular demorou cerca de dois anos e meio.

Miguel Prudêncio, um dos elementos da equipa do Instituto de Medicina Molecular, explica que, no rastreio, foi utilizada uma nova técnica, que permite apagar, de forma individual, a expressão de cada um dos genes.

Ainda assim, Miguel Prudêncio sublinha que “este é o princípio e não o fim do projecto porque um rastreio deste tipo permite identificar os tais alvos. Agora temos de pegar neles e perceber de que forma influenciam a infecção por malária, através de que mecanismos, para podermos intervir sobre esses alvos”.

A malária é uma doença que resulta, anualmente, entre 300 a 500 milhões de casos clínicos e provoca a morte a um milhão de pessoas por ano. É um problema de saúde pública que atinge cerca de 2 400 milhões de pessoas, 40% da população mundial. As crianças são as mais vulneráveis. Em África 80% dos casos são tratados em casa e a doença mata uma criança em vinte antes de atingir os cinco anos de idade.

É uma doença infecciosa à escala mundial, isto porque é transmitida em África, Ásia, Europa de Leste e sul do Pacífico.

Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=39&ContentId=266005

Excelente!, os países em vias de desenvolvimento e não só agradecem!

apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:)
 
Darwin celebrado em Londres durante um ano

Museu de História Natural ultima maior exposição de sempre

:: 2008-11-11 Por Filinto Melo

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Uma imagem do cartaz do "ano Darwin"A maior exposição de sempre sobre Charles Darwin está a ser ultimada no Museu de História Natural de Londres para celebrar em grande o bicentenário do seu nascimento. A inauguração está marcada para sexta-feira e a celebração será durante um ano (até Novembro de 2009) coincidindo também com os 150 anos do lançamento do livro «A Origem das Espécies».

A exposição pretende traçar todas as facetas do cientista, nomeadamente a sua viagem a bordo do barco HMS Beagle que o levou de Cabo Verde às Galápagos e seguir as pistas que permitiram o autor desenvolver as suas teorias, conforme refere a página oficial da instituição.


Na apresentação da mostra, os responsáveis do Museu de História Natural explicaram que estarão disponíveis espaços expositivos "incríveis" e "raros" e prometem "interessantes experiências interactivas" aos visitantes. Um desses espaços pretende apresentar como foi a viagem a bordo do BMS Beagle, com algumas das espécies que Charles Darwin descobriu enquanto jovem, quando mapeava a costa da América do Sul e surgiu nas Ilhas Galápagos. Também a Teoria da Evolução terá um espaço na exposição, com as pistas que ajudaram Darwin a desenvolver as suas ideias - através dos seus apontamentos, artefactos, artigos pessoais raro e os fósseis e espécies zoológicos que recolheu nas suas viagens. Uma iguana e uma colónia de sapos denominados Darwin’s frogs (os Rhinodermatidae).

Uma outra vertente da exposição terá em conta o homem. Será reconstruído o seu ambiente de trabalho em Londres, mas não apenas isso, a exposição pretende mostrar imagens da família e cartas do famoso cientistas e ilustrando a sua vida como homem de família, pai de dez crianças. A mostra termina com uma exploração sobre a biologia moderna, e a importância da evolução para mostrar como organismos infecciosos malignos se transformam à medida que os cientistas os vão tentando controlar.

Desde Julho que o museu está a desenvolver a iniciativa Darwin200, que pretende celebrar com impacto as ideias do cientista sobre evolução e mostrar de que forma a sua compreensão da vida selvagem e o seu exemplo como cientista "continua a influenciar a nossa vida". Pequenas exposições, peças de teatro, acções em escolas e acções de rua marcam a iniciativa.

Ver
http://www.nhm.ac.uk
http://www.darwin200.org/


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=28393&op=all
 
Portugueses desenvolvem tecnologia para recolha de amostras em Marte

:: 2008-11-11

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Pedro PortelaA HPS Portugal, empresa detida pelo instituto português INEGI e pela empresa alemã High Performance Space Structure Systems (HPS), GmbH, vai coordenar o desenvolvimento de um novo material para sistemas de protecção térmica para veículos de reentrada atmosférica a serem usados na próxima missão da European Space Agency (ESA) ao planeta Marte. O consórcio integra ainda a EADS-Astrium e a Lockheed Martin INSYS e envolve verbas na ordem dos 400 mil euros. A HPS Portugal assinou com a ESA o seu primeiro projecto enquanto líder de um consórcio internacional. O protocolo, que envolve ainda a EADS-Astrium (França) e a Lockheed Martin INSYS (Reino Unido), tem como objectivo desenvolver um material novo para sistemas de protecção térmica para veículos de reentrada atmosférica.



A tecnologia, que será usada na próxima missão ao planeta Marte e durante a qual vão ser recolhidas amostras do solo marciano e enviadas para a Terra, é resistente a altíssimas temperaturas.
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Cápsula de reentrada atmosférica​
Segundo o antigo investigador do INEGI e actual gestor de negócios e de projectos da HPS Portugal, Pedro Portela, de momento “não existe tecnologia na Europa que permita proteger o veículo das temperaturas de reentrada. Nesse sentido vamos desenvolver alternativas diferentes, mas só uma é que vai ser seleccionada para desenvolvimento final e ensaios em túnel de vento de plasma”. Sobre os materiais a serem usados, Pedro Portela esclarece que estes “já existem, mas precisam de ser adaptados de forma a resistirem a temperaturas muito altas e fluxos de calor elevados e, como tal, permitirem que os veículos a serem usados pela ESA na reentrada atmosférica o possam fazer em segurança”.

HPS Portugal A HPS - High Performance Structures, Gestão e Engenharia Lda, com sede no Porto, nas instalações do INEGI, foi criada pelo INEGI e a PME alemã HPS-GmbH e desenvolve a sua actividade focalizada em projectos aeroespaciais, estudos científicos e tecnológicos e em vários serviços de engenharia.


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Túnel de vento de plasma​
O recente projecto com a ESA, que envolve verbas na ordem dos 400 mil euros, tem “uma grande importância para a HPS Portugal, pois é o primeiro com a ESA em que somos líderes. Além disso, é importante para sermos reconhecidos pelos nossos parceiros do consórcio, entre os quais a EADS-Astrium e a Lockheed Martin INSYS, como a referencia na coordenação e gestão deste tipo de projectos com a ESA”, salienta Pedro Portela.

Viagem a Marte De acordo com a ESA só em 2020 é que a primeira viagem a Marte para recolha de amostras de solo será possível, estando, actualmente, em fase de desenvolvimento de toda a tecnologia para que isso seja possível. A missão a Marte envolverá cinco naves: uma primeira para fazer a ponte entre os dois planetas; uma segunda para a órbita de Marte; um módulo de descida e um de saída do planeta; e por fim um veículo de reentrada no planeta Terra (e onde os materiais desenvolvidos pela HPS Portugal serão aplicados).

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=28403&op=all
 
Livro
11-11-2008 15:59
Grandes Ideias Perigosas
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Existem ideias perigosas? Um dos maiores perigos de uma ideia não poderá ser mesmo o de considerar perigosa uma ideia? Respostas num livro escrito a várias mãos.

Olhando para trás, para a História da Ciência, esta está cheia de descobertas que, na época em que foram feitas, foram consideradas social ou moralmente perigosas: as ideias de Galileu, Copérnico ou Einstein são algumas delas.

Mas, questionados vários intelectuais e cientistas, qual é a definição de ideia perigosa? E, na opinião de cada um, qual é a ideia mais perigosa que pode existir?

Neste livro pergunta-se a dezenas de pensadores qual a ideia em que têm meditado e que acham que pode ser perigosa, não porque seja falsa… mas porque pode ser verdadeira.

A pergunta foi posta num site e as respostas foram compiladas num livro coordenado por John Brockman.

Na linha do antecessor, “Grandes Ideias Impossíveis de Provar”, mais de cem reconhecidos cientistas de diversas áreas (genética, biologia, matemática, neurologia, informática, cosmologia, física, filosofia, psicologia, antropologia) respondem à questão.

“Terão os homens, em geral, um perfil de aptidões e emoções diferente do das mulheres?”; “Terá o estado do meio ambiente melhorado nos últimos 50 anos?”; “Os pais exercem algum efeito no carácter ou na inteligência dos filhos?”; são algumas das perguntas que encontra no livro.

Dada a delicadeza dos temas, não há respostas simples e evidentes. Este livro dirige-se aos leitores que têm um espírito crítico e curioso e que não se deixam intimidar por respostas inquietantes

Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=56&ContentId=266507

Cinema
10-11-2008 13:30
Documentário finlandês mostra como viver sem petróleo
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"Recipes for Disaster" (Receitas para o Desastre) é o título do documentário que John Webster filmou durante um ano sobre o rígido plano que a sua família seguiu para quase não consumir nad envolvendo a utilização de petróleo.

O resultado - um filme rodado num registo cómico mas contundente, à semelhança do realizador norte-americano Michael Moore - será exibido no Festival de Cinema do Amazonas, competindo na secção de documentários internacionais.

O trabalho insiste na defesa da acção individual para travar a degradação do planeta Terra, em concreto com as crescentes emissões de dióxido de carbono na atmosfera.

Esta espécie deensaio geral da extinção dos recursos naturais começa com uma afirmação em tom irónico: "orgulhamo-nos de ser seres razoáveis, de planear o nosso futuro, de saber que os nossos actos têm consequências", sustenta o finlandês Webster, de 41 anos, natural de Helsínquia, que já realizou outros documentários, como "What Comes Around" (2005).

A partir daí começa a apresentação dos dados que conduziram a tão drástica decisão: um cidadão finlandês lança uma média de 13 mil quilos de dióxido de carbono na atmosfera num ano, uma quantidade relativamente baixa em comparação com os Estados Unidos, cuja poluição "per capita" ascende a 30 mil quilos por ano.

Gasolina e plástico são os principais elementos a banir deste plano vital que a família Webster, de forma experimental, começou a fazer um belo dia e, desde então, os obstáculos não pararam de surgir.

Além de usar a bicicleta em vez do automóvel ou de pedir sacos de papel e não de plástico no supermercado, no dia-a-dia do homem do primeiro mundo, o petróleo revela-se como uma espécie de fio condutor e o entusiasmo dos "protagonistas desta história" vai sendo minado, a pouco e pouco.

Depois de adoptar um modo de vida excêntrico e às vezes eremita, a família Webster, "poupa" um total de 9.655 quilos de dióxido de carbono durante 12 meses.

E a pergunta que paira no final do documentário é: "o que acontecerá quando não for uma experiência mas uma imposição da natureza?

Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=56&ContentId=266327

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Projecto CityMotion

Investigadores portugueses querem revolucionar mobilidade urbana

Cientistas nacionais uniram esforços com o MIT para mudar radicalmente a forma como nos movemos nas grandes metrópoles.

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Mapa interactivo da cidade de Roma que mostra as concentrações de pessoas (a vermelho) e a localização dos autocarros (a amarelo)

Quem vive numa cidade de grande dimensão já conhece o cenário. Filas de trânsito intermináveis, multidões que se deslocam de um lado para o outro, transportes públicos que não chegam à hora que deviam chegar, estradas em obras para aumentar a ansiedade. Foi a pensar nesta realidade que uma equipa internacional coordenada por Carlos Lisboa Bento, investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), está a desenvolver um projecto que promete revolucionar a forma como nos deslocamos nas grandes cidades.

Integrado no programa MIT-Portugal e baptizado CityMotion, o projecto pretende desenvolver um sistema dinâmico que integre dados heterogéneos relacionados com a mobilidade dos cidadãos, que actualmente se encontram dispersos por diversas fontes: operadoras de telemóveis, entidades gestoras das redes de transportes públicos, autarquias, etc. Por exemplo, dados anónimos sobre a utilização da rede de telemóvel serão usados para fornecer informações, em tempo real, sobre a concentração de pessoas nos espaços públicos.

Mais rápido, mais barato, mais amigo do ambiente e mais seguro

A primeira ferramenta a ser desenvolvida será um planeador de rotas que qualquer cidadão poderá utilizar para escolher o trajecto mais rápido, mais barato ou mais amigo do ambiente. A grande vantagem do sistema, explica Carlos Bento, está no facto de a sugestão que é feita ao utilizador utilizar dados que são recolhidos em tempo real sobre o tráfego automóvel, mas, ao mesmo tempo, "conjugar essa informação com a da rede de transportes públicos, permitindo eleger aquela que é, de facto, a melhor opção".

Se, num dia, a melhor rota pode implicar apanhar um autocarro porque a manutenção numa linha de metro está a atrasar a circulação, noutro a melhor opção pode ser deslocar-se a pé porque uma manifestação obrigou ao encerramentos de algumas vias. Para além disso, nota o investigador, o sistema não só fomenta a mobilidade como "promove a consciência ambiental" do cidadão, já que são fornecidos dados que lhe permitem minimizar o impacto ambiental da sua viagem.

Outras variáveis, como a segurança, não foram esquecidas. O sistema avisará também o utilizador sobre zonas que deverá evitar, como, por exemplo, aquelas que estejam associadas à ocorrência de acções de 'carjacking'.

Numa primeira fase, o utilizador poderá aceder à informação através da Internet, mas o objectivo da equipa é que, no futuro, esta também possa estar disponível nos sistemas de navegação dos automóveis, nos telemóveis e até em mobiliário urbano interactivo.

Igualmente previsto está o desenvolvimento de um sistema de apoio ao decisor político que reflita a dinâmica diária da cidade, para que, caso seja necessário, possam ser adoptadas medidas de prevenção ou correcção que favoreçam uma melhor mobilidade.

Porto e Lisboa serão cidades-piloto

Porto e Lisboa serão as primeiras cidades onde o projecto será testado. Ainda não existe uma data concreta para o arranque dos projectos-piloto, mas é certo que isso acontecerá durante os próximos dois anos.

O CityMotion foi inicialmente idealizado pelo investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) Francisco Câmara Pereira. Actualmente envolve uma dezena de investigadores - cinco portugueses (além da FCTUC, também da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e do Instituto Superior Técnico) e cinco do MIT - apoiados por mais de uma dezena alunos de doutoramento. Em 2007, foi integrado no programa MIT-Portugal, lançado em 2006 pelo Governo português para promover o intercâmbio de experiências entre instituições nacionais e a mais famosa escola de engenharia do mundo.

Em http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/456614

Útil.
 
Fungo que pode produzir combustível é descoberto na Patagônia

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Cientistas acreditam que fungo pode gerar novo combustível limpo

Cientistas americanos descobriram na Patagônia, região no sul da Argentina, um fungo capaz de produzir componentes como os que se encontram no óleo diesel.
O fungo poderia ser potencialmente uma nova fonte de energia limpa, segundo o artigo publicado na revista científica Microbiology.

O fungo, batizado de Gliocladium roseum, foi descoberto em uma árvore ulmo (Eucryphia cordifolia) por cientistas da universidade do Estado de Montana, nos Estados Unidos.

O Gliocladium roseum gera várias moléculas diferentes que produzem hidrogênio e carbono, e que são também encontradas no óleo diesel. Os cientistas trabalham agora em criar o que chamam de "mycodiesel", um combustível limpo a partir da nova descoberta.

"Este é o único organismo que demonstrou ser capaz de produzir esta combinação importante de substâncias combustíveis", disse o professor Gary Strobel, que conduziu a pesquisa.

"O fungo pode inclusive produzir estes combustíveis de diesel a partir da celulose, que poderia ser uma melhor fonte de biocombustível que qualquer uma das que se usa atualmente", opina o cientista.

Hidrocarbonetos

Muitos tipos de micróbios podem produzir hidrocarbonetos, que são compostos formados de hidrogênio e carbono.

Os fungos que crescem na madeira parecem produzir uma série de compostos potencialmente explosivos.

"Quando examinamos a composição do Gliocladium roseum, ficamos totalmente surpreendidos de ver que ele estava produzindo uma variedade de hidrocarbonetos e derivados de hidrocarbonetos", disse Strobel. "Os resultados foram totalmente inesperados."

Posteriormente, quando os investigadores cultivaram o fungo em laboratório, ele foi capaz de produzir um combustível que, segundo eles, é muito similar ao óleo diesel usada em automóveis e caminhões.

Outra vantagem potencial do combustível, segundo Strobel, é que ele pode ser produzido diretamente da celulose, o principal composto das plantas e do papel.

Quando se utiliza plantas para produzir biocombustíveis, elas precisam primeiro ser processadas para depois serem convertidas em compostos úteis, como a celulose.

Mas no caso do Gliocladium roseum, ele pode produzir o "mycodiesel" diretamente da celulose.

"Isso significa que o fungo pode produzir combustível saltando-se um grande passo no processo de produção", diz Strobel.

Em http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081104_fungo_diesel_dg.shtml

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Reino Unido
23-12-2008 16:48
“Óculos para pobres” inventados em Oxford
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Josh Silver é o nome do professor de Física da Universidade de Oxford, que inventou óculos ajustáveis às necessidades de visão dos seus portadores. Uma ajuda enorme para que milhões de pessoas nos países pobres possam ver melhor.

Ao preço estimado de apenas um dólar (1,39 euros), estes óculos foram concebidos segundo o princípio de quanto mais grossa for a lente, maior será a sua potência correctora, e têm dois tubos estreitos circulares cheios de fluido, cada um deles ligado a uma pequena seringa.

A pessoa que precisar de corrigir a visão deverá aumentar ou diminuir a quantidade de líquido introduzido pela seringa nas lentes, ajustando assim a sua potência. Logo que a visão estiver corrigida, basta fechar a entrada de líquido nos óculos e retirar as seringas.

"O princípio é tão simples que qualquer pessoa o pode entender facilmente", diz o inventor.

Já foram distribuídos 30 mil destes óculos por 15 países em desenvolvimento, mas o seu inventor tem planos mais ambiciosos: quer experimentá-los em grande escala na Índia, onde conta distribuir até um milhão de pares, segundo o diário britânico The Guardian.

Para Eduardo Teixeira, presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), trata-se de uma "óptima invenção”, lembrando que “há países onde as pessoas deixam de trabalhar entre os 35 e os 40 anos por perderem capacidade visual e que poderiam continuar activas pelo menos mais 20 anos se tivessem acesso a cuidados de saúde visual”.

Josh Silver entende que as consequências positivas da sua introdução nesses países são enormes, já que poderá diminuir fortemente o analfabetismo, os pescadores poderão remendar mais facilmente as suas redes e as mulheres míopes poderão também tecer sem problemas.


Em países desenvolvidos como o Reino Unido, há um optometrista por cada 4.500 habitantes, mas na África subsaariana, por exemplo, essa proporção é de um por um milhão de pessoas.

Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=54&ContentId=271261

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Tiny clues to collision in space


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Falling meteors may have triggered tidal waves

Evidence that a massive meteorite shower had an impact on Earth on a global scale 470 million years ago have been found on a Highlands beach.


Researchers from the University of Aberdeen uncovered tiny remnants of meteorites, smaller than a grain of sand, within rocks in Sutherland.
The find is linked to others made in China, the US and Australia.
The scientists think the meteorites - a result of a collision in space - triggered earthquakes and tsunami.

The university said the find near Durness confirmed previous scientific speculation that the meteorite shower - which followed a "catastrophic event" in an asteroid belt between Mars and Jupiter - was so vast in size that it affected locations across the globe.

The study, led by Professor John Parnell from the School of Geosciences at the University of Aberdeen and published in Nature Geoscience, found the Sutherland meteorites were linked to those found elsewhere in the world.

Prof Parnell said these findings would help scientists to investigate further if there was any connection between the meteorites falling and changes to underwater species which took place around the same period of time.
He said: "We tested the piece of rock in Durness by dissolving the limestone in acid which allowed us to detect meteorites, smaller than can be seen by the naked eye.

"This confirmed that 470 million years ago these enormous meteorites fell in a wide span of locations across the globe - including Scotland.
"This is the first time we have been able to prove the mammoth scale of the event and just how many geographical locations felt its impact."
The scientist added: "Our research has also pinpointed that the meteorites falling caused earthquakes and tidal waves to take place at the edge of many continents.

"Records show that the underwater life which existed on earth at this time became a lot more diverse directly after this major event. Any connection between these occurrences is not clear, but our findings will help us to investigate and potentially pinpoint how it happened."

http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/scotland/highlands_and_islands/7795381.stm
 
Bees get plants' pests in a flap


By Richard Black
Environment correspondent, BBC News website
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Caterpillars take fright at the flap of a bee's wing, scientists found


Bees can be good for plants in more ways than one, scientists have found.
Researchers in Germany discovered that the flapping of bees' wings scared off caterpillars, reducing leaf damage.
Many wasp species lay their eggs in caterpillars, and so caterpillars have evolved to avoid them. The sounds of bees' and wasps' wings are similar.
Writing in the journal Current Biology, the scientists suggest this is an added bonus of having bees around, as well as the pollination they provide.

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Caterpillars cannot distinguish between hunting wasps and harmless bees
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Jurgen Tautz

"Our findings indicate for the first time that visiting honeybees provide plants with a totally unexpected advantage," they write.
"They not only transport pollen from flower to flower, but in addition also reduce plant destruction by herbivores."

Hairy moments
The ingredients for this experiment were bell pepper and soybean plants, beet armyworm caterpillars, and honeybees.
Researchers set up experimental plots of the plants, added the caterpillars, and allowed the bees to enter some of the plots but not others.
When the caterpillars had turned into pupae and buried away in the soil, the scientists went back into the cages and measured the extent of leaf damage - the amount of munching that the caterpillars had indulged in.


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Bees appear to be in decline in several countries

In plants that had not fruited, the presence of bees reduced caterpillar damage by about 60%.
The researchers believe the caterpillars were sensing the bees' presence through the tiny hairs on their bodies, which enable them to detect vibrations in the air.

"These sensory hairs are not fine-tuned," said lead researcher Jurgen Tautz from the Biozentrum at Wurzburg University.
"Therefore, caterpillars cannot distinguish between hunting wasps and harmless bees."

When plants had borne fruit, the caterpillars were able to hide in the fruit and the bees had much less effect.
In many countries, numbers of bees appear to be declining, for reasons that are not entirely clear.

According to a recent Australian survey, this is not affecting crop yields on a global basis, but it is affecting pollination in some regions and is clearly of concern to entomologists trying to understand the causes.
If this German research is confirmed, it will provide another reason for trying to keep bees alive and well.

http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7796138.stm


Caterpillars take fright at the flap of a bee's wing, scientists found

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