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Em conjunto, dois investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) procuraram uma forma de tornar o gasóleo menos poluente que a gasolina.
E encontraram uma solução, através de um processo flexível de síntese de aditivos verdes para redução de emissões de partículas na combustão de gasóleo.
Foi esse trabalho, desenvolvido ao longo de vários anos no Laboratório Associado de Separação e Reacção da FEUP, que lhes deu, agora, um prémio internacional na área da investigação química, no âmbito do 'IChemE Awards for Innovation & Excellence Consulting Award for Sustainable Technology'.
O projecto-piloto, da autoria de Alírio Rodrigues, catedrático de Engenharia Química da FEUP e director do laboratório associado, e de Viviana Silva, investigadora auxiliar desta unidade, vem criar um processo sustentável de produção de aditivos verdes para gasóleo, e já está patentado.
O desenvolvimento da nova tecnologia limpa para sintetizar aditivos de gasóleo atraiu já o interesse de várias empresas, mas ainda está limitado à FEUP.
O IChemE - Institution of Chemicals Engineers, uma organização internacional fundada em 1922, tem 27 mil membros em 113 países e procura, através dos seus prémios, incentivar e reconhecer a inovação e excelência da investigação na área da engenharia química.
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Ciência
07-11-2008 10:06
Portugueses lideram grande investigação sobre malária
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Investigadores portugueses identificaram cinco genes com influência na infecção pelo parasita da malária.
A equipa de investigadores partiu de uma base de mais de 700 genes para tentar identificar os que estão envolvidos na infecção por malária.
A investigação em grande escala liderada pela unidade de malária do Instituto de Medicina Molecular demorou cerca de dois anos e meio.
Miguel Prudêncio, um dos elementos da equipa do Instituto de Medicina Molecular, explica que, no rastreio, foi utilizada uma nova técnica, que permite apagar, de forma individual, a expressão de cada um dos genes.
Ainda assim, Miguel Prudêncio sublinha que “este é o princípio e não o fim do projecto porque um rastreio deste tipo permite identificar os tais alvos. Agora temos de pegar neles e perceber de que forma influenciam a infecção por malária, através de que mecanismos, para podermos intervir sobre esses alvos”.
A malária é uma doença que resulta, anualmente, entre 300 a 500 milhões de casos clínicos e provoca a morte a um milhão de pessoas por ano. É um problema de saúde pública que atinge cerca de 2 400 milhões de pessoas, 40% da população mundial. As crianças são as mais vulneráveis. Em África 80% dos casos são tratados em casa e a doença mata uma criança em vinte antes de atingir os cinco anos de idade.
É uma doença infecciosa à escala mundial, isto porque é transmitida em África, Ásia, Europa de Leste e sul do Pacífico.
Darwin celebrado em Londres durante um ano
Museu de História Natural ultima maior exposição de sempre
:: 2008-11-11 Por Filinto Melo
Uma imagem do cartaz do "ano Darwin"A maior exposição de sempre sobre Charles Darwin está a ser ultimada no Museu de História Natural de Londres para celebrar em grande o bicentenário do seu nascimento. A inauguração está marcada para sexta-feira e a celebração será durante um ano (até Novembro de 2009) coincidindo também com os 150 anos do lançamento do livro «A Origem das Espécies».![]()
A exposição pretende traçar todas as facetas do cientista, nomeadamente a sua viagem a bordo do barco HMS Beagle que o levou de Cabo Verde às Galápagos e seguir as pistas que permitiram o autor desenvolver as suas teorias, conforme refere a página oficial da instituição.
Na apresentação da mostra, os responsáveis do Museu de História Natural explicaram que estarão disponíveis espaços expositivos "incríveis" e "raros" e prometem "interessantes experiências interactivas" aos visitantes. Um desses espaços pretende apresentar como foi a viagem a bordo do BMS Beagle, com algumas das espécies que Charles Darwin descobriu enquanto jovem, quando mapeava a costa da América do Sul e surgiu nas Ilhas Galápagos. Também a Teoria da Evolução terá um espaço na exposição, com as pistas que ajudaram Darwin a desenvolver as suas ideias - através dos seus apontamentos, artefactos, artigos pessoais raro e os fósseis e espécies zoológicos que recolheu nas suas viagens. Uma iguana e uma colónia de sapos denominados Darwin’s frogs (os Rhinodermatidae).
Uma outra vertente da exposição terá em conta o homem. Será reconstruído o seu ambiente de trabalho em Londres, mas não apenas isso, a exposição pretende mostrar imagens da família e cartas do famoso cientistas e ilustrando a sua vida como homem de família, pai de dez crianças. A mostra termina com uma exploração sobre a biologia moderna, e a importância da evolução para mostrar como organismos infecciosos malignos se transformam à medida que os cientistas os vão tentando controlar.
Desde Julho que o museu está a desenvolver a iniciativa Darwin200, que pretende celebrar com impacto as ideias do cientista sobre evolução e mostrar de que forma a sua compreensão da vida selvagem e o seu exemplo como cientista "continua a influenciar a nossa vida". Pequenas exposições, peças de teatro, acções em escolas e acções de rua marcam a iniciativa.
Ver
http://www.nhm.ac.uk
http://www.darwin200.org/
Portugueses desenvolvem tecnologia para recolha de amostras em Marte
:: 2008-11-11
Pedro PortelaA HPS Portugal, empresa detida pelo instituto português INEGI e pela empresa alemã High Performance Space Structure Systems (HPS), GmbH, vai coordenar o desenvolvimento de um novo material para sistemas de protecção térmica para veículos de reentrada atmosférica a serem usados na próxima missão da European Space Agency (ESA) ao planeta Marte. O consórcio integra ainda a EADS-Astrium e a Lockheed Martin INSYS e envolve verbas na ordem dos 400 mil euros. A HPS Portugal assinou com a ESA o seu primeiro projecto enquanto líder de um consórcio internacional. O protocolo, que envolve ainda a EADS-Astrium (França) e a Lockheed Martin INSYS (Reino Unido), tem como objectivo desenvolver um material novo para sistemas de protecção térmica para veículos de reentrada atmosférica.![]()
A tecnologia, que será usada na próxima missão ao planeta Marte e durante a qual vão ser recolhidas amostras do solo marciano e enviadas para a Terra, é resistente a altíssimas temperaturas.
Segundo o antigo investigador do INEGI e actual gestor de negócios e de projectos da HPS Portugal, Pedro Portela, de momento “não existe tecnologia na Europa que permita proteger o veículo das temperaturas de reentrada. Nesse sentido vamos desenvolver alternativas diferentes, mas só uma é que vai ser seleccionada para desenvolvimento final e ensaios em túnel de vento de plasma”. Sobre os materiais a serem usados, Pedro Portela esclarece que estes “já existem, mas precisam de ser adaptados de forma a resistirem a temperaturas muito altas e fluxos de calor elevados e, como tal, permitirem que os veículos a serem usados pela ESA na reentrada atmosférica o possam fazer em segurança”.Cápsula de reentrada atmosférica![]()
HPS Portugal A HPS - High Performance Structures, Gestão e Engenharia Lda, com sede no Porto, nas instalações do INEGI, foi criada pelo INEGI e a PME alemã HPS-GmbH e desenvolve a sua actividade focalizada em projectos aeroespaciais, estudos científicos e tecnológicos e em vários serviços de engenharia.
O recente projecto com a ESA, que envolve verbas na ordem dos 400 mil euros, tem “uma grande importância para a HPS Portugal, pois é o primeiro com a ESA em que somos líderes. Além disso, é importante para sermos reconhecidos pelos nossos parceiros do consórcio, entre os quais a EADS-Astrium e a Lockheed Martin INSYS, como a referencia na coordenação e gestão deste tipo de projectos com a ESA”, salienta Pedro Portela.Túnel de vento de plasma![]()
Viagem a Marte De acordo com a ESA só em 2020 é que a primeira viagem a Marte para recolha de amostras de solo será possível, estando, actualmente, em fase de desenvolvimento de toda a tecnologia para que isso seja possível. A missão a Marte envolverá cinco naves: uma primeira para fazer a ponte entre os dois planetas; uma segunda para a órbita de Marte; um módulo de descida e um de saída do planeta; e por fim um veículo de reentrada no planeta Terra (e onde os materiais desenvolvidos pela HPS Portugal serão aplicados).
Livro
11-11-2008 15:59
Grandes Ideias Perigosas
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Existem ideias perigosas? Um dos maiores perigos de uma ideia não poderá ser mesmo o de considerar perigosa uma ideia? Respostas num livro escrito a várias mãos.
Olhando para trás, para a História da Ciência, esta está cheia de descobertas que, na época em que foram feitas, foram consideradas social ou moralmente perigosas: as ideias de Galileu, Copérnico ou Einstein são algumas delas.
Mas, questionados vários intelectuais e cientistas, qual é a definição de ideia perigosa? E, na opinião de cada um, qual é a ideia mais perigosa que pode existir?
Neste livro pergunta-se a dezenas de pensadores qual a ideia em que têm meditado e que acham que pode ser perigosa, não porque seja falsa… mas porque pode ser verdadeira.
A pergunta foi posta num site e as respostas foram compiladas num livro coordenado por John Brockman.
Na linha do antecessor, “Grandes Ideias Impossíveis de Provar”, mais de cem reconhecidos cientistas de diversas áreas (genética, biologia, matemática, neurologia, informática, cosmologia, física, filosofia, psicologia, antropologia) respondem à questão.
“Terão os homens, em geral, um perfil de aptidões e emoções diferente do das mulheres?”; “Terá o estado do meio ambiente melhorado nos últimos 50 anos?”; “Os pais exercem algum efeito no carácter ou na inteligência dos filhos?”; são algumas das perguntas que encontra no livro.
Dada a delicadeza dos temas, não há respostas simples e evidentes. Este livro dirige-se aos leitores que têm um espírito crítico e curioso e que não se deixam intimidar por respostas inquietantes
Cinema
10-11-2008 13:30
Documentário finlandês mostra como viver sem petróleo
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"Recipes for Disaster" (Receitas para o Desastre) é o título do documentário que John Webster filmou durante um ano sobre o rígido plano que a sua família seguiu para quase não consumir nad envolvendo a utilização de petróleo.
O resultado - um filme rodado num registo cómico mas contundente, à semelhança do realizador norte-americano Michael Moore - será exibido no Festival de Cinema do Amazonas, competindo na secção de documentários internacionais.
O trabalho insiste na defesa da acção individual para travar a degradação do planeta Terra, em concreto com as crescentes emissões de dióxido de carbono na atmosfera.
Esta espécie deensaio geral da extinção dos recursos naturais começa com uma afirmação em tom irónico: "orgulhamo-nos de ser seres razoáveis, de planear o nosso futuro, de saber que os nossos actos têm consequências", sustenta o finlandês Webster, de 41 anos, natural de Helsínquia, que já realizou outros documentários, como "What Comes Around" (2005).
A partir daí começa a apresentação dos dados que conduziram a tão drástica decisão: um cidadão finlandês lança uma média de 13 mil quilos de dióxido de carbono na atmosfera num ano, uma quantidade relativamente baixa em comparação com os Estados Unidos, cuja poluição "per capita" ascende a 30 mil quilos por ano.
Gasolina e plástico são os principais elementos a banir deste plano vital que a família Webster, de forma experimental, começou a fazer um belo dia e, desde então, os obstáculos não pararam de surgir.
Além de usar a bicicleta em vez do automóvel ou de pedir sacos de papel e não de plástico no supermercado, no dia-a-dia do homem do primeiro mundo, o petróleo revela-se como uma espécie de fio condutor e o entusiasmo dos "protagonistas desta história" vai sendo minado, a pouco e pouco.
Depois de adoptar um modo de vida excêntrico e às vezes eremita, a família Webster, "poupa" um total de 9.655 quilos de dióxido de carbono durante 12 meses.
E a pergunta que paira no final do documentário é: "o que acontecerá quando não for uma experiência mas uma imposição da natureza?
Devia haver mais divulgação, muita gente não sabem quem foi ou ainda acha que a evolução é uma teoria "não provada".Interessante, Nthor.
Devia haver mais divulgação, muita gente não sabem quem foi ou ainda acha que a evolução é uma teoria "não provada".
http://www.nhm.ac.uk/
http://www.darwin200.org/
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Projecto CityMotion
Investigadores portugueses querem revolucionar mobilidade urbana
Cientistas nacionais uniram esforços com o MIT para mudar radicalmente a forma como nos movemos nas grandes metrópoles.
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Mapa interactivo da cidade de Roma que mostra as concentrações de pessoas (a vermelho) e a localização dos autocarros (a amarelo)
Quem vive numa cidade de grande dimensão já conhece o cenário. Filas de trânsito intermináveis, multidões que se deslocam de um lado para o outro, transportes públicos que não chegam à hora que deviam chegar, estradas em obras para aumentar a ansiedade. Foi a pensar nesta realidade que uma equipa internacional coordenada por Carlos Lisboa Bento, investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), está a desenvolver um projecto que promete revolucionar a forma como nos deslocamos nas grandes cidades.
Integrado no programa MIT-Portugal e baptizado CityMotion, o projecto pretende desenvolver um sistema dinâmico que integre dados heterogéneos relacionados com a mobilidade dos cidadãos, que actualmente se encontram dispersos por diversas fontes: operadoras de telemóveis, entidades gestoras das redes de transportes públicos, autarquias, etc. Por exemplo, dados anónimos sobre a utilização da rede de telemóvel serão usados para fornecer informações, em tempo real, sobre a concentração de pessoas nos espaços públicos.
Mais rápido, mais barato, mais amigo do ambiente e mais seguro
A primeira ferramenta a ser desenvolvida será um planeador de rotas que qualquer cidadão poderá utilizar para escolher o trajecto mais rápido, mais barato ou mais amigo do ambiente. A grande vantagem do sistema, explica Carlos Bento, está no facto de a sugestão que é feita ao utilizador utilizar dados que são recolhidos em tempo real sobre o tráfego automóvel, mas, ao mesmo tempo, "conjugar essa informação com a da rede de transportes públicos, permitindo eleger aquela que é, de facto, a melhor opção".
Se, num dia, a melhor rota pode implicar apanhar um autocarro porque a manutenção numa linha de metro está a atrasar a circulação, noutro a melhor opção pode ser deslocar-se a pé porque uma manifestação obrigou ao encerramentos de algumas vias. Para além disso, nota o investigador, o sistema não só fomenta a mobilidade como "promove a consciência ambiental" do cidadão, já que são fornecidos dados que lhe permitem minimizar o impacto ambiental da sua viagem.
Outras variáveis, como a segurança, não foram esquecidas. O sistema avisará também o utilizador sobre zonas que deverá evitar, como, por exemplo, aquelas que estejam associadas à ocorrência de acções de 'carjacking'.
Numa primeira fase, o utilizador poderá aceder à informação através da Internet, mas o objectivo da equipa é que, no futuro, esta também possa estar disponível nos sistemas de navegação dos automóveis, nos telemóveis e até em mobiliário urbano interactivo.
Igualmente previsto está o desenvolvimento de um sistema de apoio ao decisor político que reflita a dinâmica diária da cidade, para que, caso seja necessário, possam ser adoptadas medidas de prevenção ou correcção que favoreçam uma melhor mobilidade.
Porto e Lisboa serão cidades-piloto
Porto e Lisboa serão as primeiras cidades onde o projecto será testado. Ainda não existe uma data concreta para o arranque dos projectos-piloto, mas é certo que isso acontecerá durante os próximos dois anos.
O CityMotion foi inicialmente idealizado pelo investigador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) Francisco Câmara Pereira. Actualmente envolve uma dezena de investigadores - cinco portugueses (além da FCTUC, também da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e do Instituto Superior Técnico) e cinco do MIT - apoiados por mais de uma dezena alunos de doutoramento. Em 2007, foi integrado no programa MIT-Portugal, lançado em 2006 pelo Governo português para promover o intercâmbio de experiências entre instituições nacionais e a mais famosa escola de engenharia do mundo.
Fungo que pode produzir combustível é descoberto na Patagônia
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Cientistas acreditam que fungo pode gerar novo combustível limpo
Cientistas americanos descobriram na Patagônia, região no sul da Argentina, um fungo capaz de produzir componentes como os que se encontram no óleo diesel.
O fungo poderia ser potencialmente uma nova fonte de energia limpa, segundo o artigo publicado na revista científica Microbiology.
O fungo, batizado de Gliocladium roseum, foi descoberto em uma árvore ulmo (Eucryphia cordifolia) por cientistas da universidade do Estado de Montana, nos Estados Unidos.
O Gliocladium roseum gera várias moléculas diferentes que produzem hidrogênio e carbono, e que são também encontradas no óleo diesel. Os cientistas trabalham agora em criar o que chamam de "mycodiesel", um combustível limpo a partir da nova descoberta.
"Este é o único organismo que demonstrou ser capaz de produzir esta combinação importante de substâncias combustíveis", disse o professor Gary Strobel, que conduziu a pesquisa.
"O fungo pode inclusive produzir estes combustíveis de diesel a partir da celulose, que poderia ser uma melhor fonte de biocombustível que qualquer uma das que se usa atualmente", opina o cientista.
Hidrocarbonetos
Muitos tipos de micróbios podem produzir hidrocarbonetos, que são compostos formados de hidrogênio e carbono.
Os fungos que crescem na madeira parecem produzir uma série de compostos potencialmente explosivos.
"Quando examinamos a composição do Gliocladium roseum, ficamos totalmente surpreendidos de ver que ele estava produzindo uma variedade de hidrocarbonetos e derivados de hidrocarbonetos", disse Strobel. "Os resultados foram totalmente inesperados."
Posteriormente, quando os investigadores cultivaram o fungo em laboratório, ele foi capaz de produzir um combustível que, segundo eles, é muito similar ao óleo diesel usada em automóveis e caminhões.
Outra vantagem potencial do combustível, segundo Strobel, é que ele pode ser produzido diretamente da celulose, o principal composto das plantas e do papel.
Quando se utiliza plantas para produzir biocombustíveis, elas precisam primeiro ser processadas para depois serem convertidas em compostos úteis, como a celulose.
Mas no caso do Gliocladium roseum, ele pode produzir o "mycodiesel" diretamente da celulose.
"Isso significa que o fungo pode produzir combustível saltando-se um grande passo no processo de produção", diz Strobel.
Reino Unido
23-12-2008 16:48
“Óculos para pobres” inventados em Oxford
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Josh Silver é o nome do professor de Física da Universidade de Oxford, que inventou óculos ajustáveis às necessidades de visão dos seus portadores. Uma ajuda enorme para que milhões de pessoas nos países pobres possam ver melhor.
Ao preço estimado de apenas um dólar (1,39 euros), estes óculos foram concebidos segundo o princípio de quanto mais grossa for a lente, maior será a sua potência correctora, e têm dois tubos estreitos circulares cheios de fluido, cada um deles ligado a uma pequena seringa.
A pessoa que precisar de corrigir a visão deverá aumentar ou diminuir a quantidade de líquido introduzido pela seringa nas lentes, ajustando assim a sua potência. Logo que a visão estiver corrigida, basta fechar a entrada de líquido nos óculos e retirar as seringas.
"O princípio é tão simples que qualquer pessoa o pode entender facilmente", diz o inventor.
Já foram distribuídos 30 mil destes óculos por 15 países em desenvolvimento, mas o seu inventor tem planos mais ambiciosos: quer experimentá-los em grande escala na Índia, onde conta distribuir até um milhão de pares, segundo o diário britânico The Guardian.
Para Eduardo Teixeira, presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), trata-se de uma "óptima invenção”, lembrando que “há países onde as pessoas deixam de trabalhar entre os 35 e os 40 anos por perderem capacidade visual e que poderiam continuar activas pelo menos mais 20 anos se tivessem acesso a cuidados de saúde visual”.
Josh Silver entende que as consequências positivas da sua introdução nesses países são enormes, já que poderá diminuir fortemente o analfabetismo, os pescadores poderão remendar mais facilmente as suas redes e as mulheres míopes poderão também tecer sem problemas.
Em países desenvolvidos como o Reino Unido, há um optometrista por cada 4.500 habitantes, mas na África subsaariana, por exemplo, essa proporção é de um por um milhão de pessoas.
Caterpillars take fright at the flap of a bee's wing, scientists found