Foliv, gosto muito de ler o que escreves, mas isto que acabaste de escrever não faz muito sentido, quando vemos os "indiferenciados não qualificados" (inclusive bastantes portugueses) que ganham três a quatro salários mínimos portugueses a mais, nos novos países da UE onde o trabalho indiferenciado é mais bem pago do que cá.
Mas não é preciso ir tão longe, basta ir aqui ao lado e ver quanto é o salário mínimo dos "indiferenciados não qualificados".
O grande problema é os vencimentos até dos mais especializados continuar bastante baixo, é isso que continua a manter o país neste marasmo.
O padrão pelo qual são estabelecidos os escalões de vencimento relativos, é o salário mínimo.
Enquanto o salário mínimo for extremamente baixo, todos os salários o serão, relativamente a ele.
Quem escapa aos salário mínimo nacional, são os quadros de topo que se guiam pelo salário médio da função a nível internacional.
O que se está a passar é a não convergência dos salários europeus( portugueses), com o nível de vida e salários europeus.
Mas independentemente deste fenómeno inegável, a verdade é que o mexilhão, qualquer que seja o pais ou regime politico, é sempre quem se lixa.
Em todos os países há os mexilhões, uns ganham mais do que outros de outros países, mas o problema é serem na mesma mexilhões.
E neste aspecto não há volta a dar: Tem que trabalhar para deixar de ser mexilhões!
Não podemos competir com a mão de obra barata de uns países, e não podemos competir com a qualificação da mão de obra de outros países.
Se Portugal não consegue competir em nada, não vamos ter melhorias sociais e económicas em nada.
Com mão de obra especializada, na aposta da qualidade de produtos, no diversificar de novos produtos e mercados só assim teríamos hipótese..
Assim todos os outros poderiam competir connosco em preço, quantidade, mas não em know how!!
E Portugal tem muito know how em varias áreas, e não a pode perder, é de uma enorme vantagem estratégica..
Ao não apostar na manutenção e desenvolvimento deste know how, e na mão de obra que o permite manter, seremos,e estamos a ser, ultrapassados.
É neste ponto, que deveria entrar a influencia politica!
Não é uma questão de politicas de esquerda ou de direita, é uma questão transversal ás ideologias, que é o desenvolvimento do pais como um todo, não favorecendo alternadamente de acordo com cores politicas, ora as entidades patronais e o capital, ora os assalariados e as classes mais baixas.
Resumindo, acabem com a maioria dos mexilhões, acabem com um pais de maioria de funcionários de fundo da cadeia económica e veremos melhorias...
E um dos pontos por onde começar é precisamente na qualificação e formação de mão de obra, é absolutamente essencial.
A economia não é mais do que a circulação de dinheiro gerado por bens e serviços. Criem-se os bens e serviços que o dinheiro aparece..
não se pode criar nada se não se souber como.