Tentaram assaltar o CAVACO (PR)

Tentaram assaltar o CAVACO (PR)

  • ... o preço do petróleo

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  • ... o preço dos alimentos

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  • ... como é porreiro ser Presidente da República, a sério, experimentem

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  • ... o acordo ortográfico, "cara"

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  • ... a nova proibição de se ser chico-esperto, acabando assim com TODOS os problemas em Portugal.

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Júdice, Pacheco Pereira e Lobo Xavier atacam duramente de Cavaco...

http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=308606

No entanto os gestores portugueses até já "levaram na cabeça" do Jack Welsh, que em muito os responsabilizou pela sua quota parte no sub-desenvolvimento da economia portuguesa, mas estes parecem continuar sem perceber o que se passa à sua volta...
Achas que não percebem? Fazem-se é desentendidos e intocáveis, já que os responsáveis são todos de brandos costumes, e mamam enquanto podem...

apr:) apr:)
 
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fizeste neste post uma analise muito objectva, e reveladora da realidade, sim; agora analisa quem são os gestores e empresas que maioritariamente constituem e representam esse indice, e onde começa a responsabilidade, os seus laços e os comprometimentos dessa indexação salarial.
conheces concerteza a regra dos 20/80(!!!) [;)]

isto é talves menos de 20% do universo empresarial pratique esta obscenidade salarial com os seus gestores de topo,
e destas 99% são ex-empresas publicas, ou geridas por gestores/clientelas Politicas (!!!)

Como deves saber «não há» gestores de topo em Portugal que se permitam o luxo de não estarem politicamente catalogados e protegidos...
 
O quê? Ele achar que temos os gestores de top europeu, a aferir pelos salários, e a produtividade mais baixa [:)]

De facto neste país de cegos quem tem um olho é Rei, pena que nos outros países tenham dois. [:p]

Há uma boca que ouvi à uns tempos........."Não somos o sul da europa, somos o norte de africa!"

Até parece verdade!! [:D][:D]
 
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Acho normal, que conheça o percurso político vê que se trata de uma pessoa mais próxima da social-democracia do que do dito liberalismo, só que os partidos de esquerda que se lhe opuseram sempre o tentaram pintar de outras cores.

Realisticamente, é muito provável que o Sócrates em pensamento político esteja muito próximo senão mesmo à direita do Cavaco...
 
Como deves saber «não há» gestores de topo em Portugal que se permitam o luxo de não estarem politicamente catalogados e protegidos...

e ..voilá !!![;)]
exactamente por isso, estes 20/80 "permitem-se" a estas principescas e obscenas remuneraçoes!:(

Ps. devemos acrescentar a impunidade das não-competencias? ou das desonestidades?[s)]
 
O quê? Ele achar que temos os gestores de top europeu, a aferir pelos salários, e a produtividade mais baixa [:)]

De facto neste país de cegos quem tem um olho é Rei, pena que nos outros países tenham dois. [:p]


Eu defendo e sempre defendi, um sistema baseado numa meritocracia, na qualificação, na especialização de funções, na diversificação de mercados, e um sistema remuneratório baseado na produtividade qualidade e perícia da mão de obra...

Evidentemente que mão de obra indiferenciada, não qualificada, não pode, por força das leis de mercado, impor pela sua função uma melhoria salarial!

Enquanto forem indiferenciados, não qualificados, serão sempre precários, substituíveis, sazonais, e mais sujeitos ás variações dos mercados que os outros, serão sempre a base da cadeia económica, o "mexilhão"

Não podem esperar que estes funcionários sejam aumentados "porque sim", ou porque os outros ganham mais!!!

A única maneira de alguém ganhar mais, é ser diferente, ser melhor, e ser mais valiosa que os outros, ser insubstituível, ser perito naquilo que faz..


O nosso pais infelizmente é um Pais de indiferenciados, não qualificados, e seja o governo que for, seja daqui a quantos anos for NUNCA será diferente...a não ser que a mão de obra qualifique, seja melhor que a dos outros, e isso depende sobretudo da mão de obra!!!

Não me faz a menor confusão ter gestores e outros profissionais de topo a ganhar muito dinheiro, desde que legitimo e não devido a politiquices/cunhas, só tem mérito nesse facto....

faz me confusão sim é o pessoal indiferenciado, a ganhar uma miséria e queixar-se que quer mais, mas sem fazer mais por isso!!!

Nunca poderemos competir com mão de obra barata, por mais barata que a nossa seja há sempre algures quem trabalhe por menos, e isso leva a ainda maior baixa de salários, fecho de postos de trabalho ou deslocalizações..


As únicas formas de indiferenciados ganharem fortunas são:

- ganhando euromilhoes/totoloto/lotarias etc..
- Actividades ilicitas
- heranças

E por favor não confundam qualificações com habilitações académicas. Embora ajude a habilitação académica, o mais importante é a qualificação profissional, a especialização de funções.
 
Foliv, gosto muito de ler o que escreves, mas isto que acabaste de escrever não faz muito sentido, quando vemos os "indiferenciados não qualificados" (inclusive bastantes portugueses) que ganham três a quatro salários mínimos portugueses a mais, nos novos países da UE onde o trabalho indiferenciado é mais bem pago do que cá.

Mas não é preciso ir tão longe, basta ir aqui ao lado e ver quanto é o salário mínimo dos "indiferenciados não qualificados".

O grande problema é os vencimentos até dos mais especializados continuar bastante baixo, é isso que continua a manter o país neste marasmo.
 
Última edição:
Foliv, gosto muito de ler o que escreves, mas isto que acabaste de escrever não faz muito sentido, quando vemos os "indiferenciados não qualificados" (inclusive bastantes portugueses) que ganham três a quatro salários mínimos portugueses a mais, nos novos países da UE onde o trabalho indiferenciado é mais bem pago do que cá.

Mas não é preciso ir tão longe, basta ir aqui ao lado e ver quanto é o salário mínimo dos "indiferenciados não qualificados".

O grande problema é os vencimentos até dos mais especializados continuar bastante baixo, é isso que continua a manter o país neste marasmo.



O padrão pelo qual são estabelecidos os escalões de vencimento relativos, é o salário mínimo.

Enquanto o salário mínimo for extremamente baixo, todos os salários o serão, relativamente a ele.

Quem escapa aos salário mínimo nacional, são os quadros de topo que se guiam pelo salário médio da função a nível internacional.

O que se está a passar é a não convergência dos salários europeus( portugueses), com o nível de vida e salários europeus.

Mas independentemente deste fenómeno inegável, a verdade é que o mexilhão, qualquer que seja o pais ou regime politico, é sempre quem se lixa.

Em todos os países há os mexilhões, uns ganham mais do que outros de outros países, mas o problema é serem na mesma mexilhões.

E neste aspecto não há volta a dar: Tem que trabalhar para deixar de ser mexilhões!

Não podemos competir com a mão de obra barata de uns países, e não podemos competir com a qualificação da mão de obra de outros países.

Se Portugal não consegue competir em nada, não vamos ter melhorias sociais e económicas em nada.

Com mão de obra especializada, na aposta da qualidade de produtos, no diversificar de novos produtos e mercados só assim teríamos hipótese..

Assim todos os outros poderiam competir connosco em preço, quantidade, mas não em know how!!

E Portugal tem muito know how em varias áreas, e não a pode perder, é de uma enorme vantagem estratégica..

Ao não apostar na manutenção e desenvolvimento deste know how, e na mão de obra que o permite manter, seremos,e estamos a ser, ultrapassados.

É neste ponto, que deveria entrar a influencia politica!
Não é uma questão de politicas de esquerda ou de direita, é uma questão transversal ás ideologias, que é o desenvolvimento do pais como um todo, não favorecendo alternadamente de acordo com cores politicas, ora as entidades patronais e o capital, ora os assalariados e as classes mais baixas.

Resumindo, acabem com a maioria dos mexilhões, acabem com um pais de maioria de funcionários de fundo da cadeia económica e veremos melhorias...

E um dos pontos por onde começar é precisamente na qualificação e formação de mão de obra, é absolutamente essencial.

A economia não é mais do que a circulação de dinheiro gerado por bens e serviços. Criem-se os bens e serviços que o dinheiro aparece..

não se pode criar nada se não se souber como.
 
Só me faltava o PR ter um discurso muito semelhante a alguns colegas do fórum.... [:D] [:D]

Mas como o Folive acabou de referir, porque não nos preocuparmos em criar riqueza em vez de andarmos sempre a olhar para aqueles que estão muito bem na vida?

Era um bom começo. [;)]
 
Mas aí é que está Foliv, temos muita mão de obra especializada a ganhar mal, temos muitas empresas de valor repletas de pessoas criativas e algumas até com mais do que uma especialização nesta situação e acabamos por perder essas pessoas porque, se paga mal.

Por outro lado, não se investe na educação, na saude, na justiça, as empresas olham para as faculdades com desconfiança, não como uma fonte de recursos, não investem em parcerias e projectos de investigação (ou raramente o fazem), os sucessivos governos pressionados pelos associações de empresários, continuam a manter os aumentos baixos e o salário mínimo excessivamente baixo apenas pela maximização do lucro empresarial.

Isto apoiado num código do trabalho demasiado permissivo e inseguro para quem trabalha, leva a que as pessoas percebam que independentemente do esforço, da formação que façam (muitas nem o podem fazer pois com baixos vencimentos há muito mais em que gastar o dinheiro do que em formação), da melhoria sua valorização pessoal, o resultado acaba por ser sempre o mesmo, baixos vencimentos e instabilidade.

Tenho aqui colegas que têm orgulho na qualidade do trabalho feito, no seu esforço e no resultado final, mas já se começa a notar nos mais novos um desalento enorme, alguns (bastantes) que chegam a sair do estado e a tentar a sorte aqui ao lado em Espanha ou nos novos países da UE.

Sem condições de vida melhores, nunca o país se vai desenvolver e lamentavelmente, é essa a vontade de uns poucos.
 
Só me faltava o PR ter um discurso muito semelhante a alguns colegas do fórum.... [:D] [:D]

Mas como o Folive acabou de referir, porque não nos preocuparmos em criar riqueza em vez de andarmos sempre a olhar para aqueles que estão muito bem na vida?

Era um bom começo. [;)]

estas coisas não são estanques.

pode-se muito bem criar valor para o país e ao mesmo tempo olhar para os que estão bem na vida e ter o espírito crítico de analisar em que condições eles foram lá parar.

Penso que aqui ninguém com 2 dedos de testa está contra quem progride por méritos próprios.... agora não vamos todos ser anjinhos e pensar que todos os que estão no topo têm um percurso imaculado (como eles querem sempre fazer ver...)

O modelo de desenvolvimento económico de custos baixos, protecção de mercado interno e apertar com a mão-de-obra já deu o que tinha a dar... o problema é que a "escola" da maioria dos empresários ainda é essa (efeitos do corporativismo que tanto lhes gostava há umas décadas atrás).

Precisamos de renovação de conceitos ao nível mais elevado da cadeia de comando... para depois se poder exigir mais daqueles que não têm nem a capacidade nem a responsabilidade de decisão estratégica.

Assim, continuamos a exigir mais e mais dos que estão na base da pirâmide e depois ficamos sem saber porque é que as coisas não avançam.

São necessários trabalhadores mais qualificados? Correcto. Quem lhes pode dar essa qualificação? As empresas, na maior parte dos casos... formação profissional?!??! uiii nem pensar... senão depois não posso comprar o carro novo nem pagar as coisas pessoais à amante com o cartão sem limite

Os colaboradores que se esforcem mais e sejam mais produtivos, e em cima sem as ferramentas porque isso de investir em renovação de equipamentos também é deitar o dinheiro fora....
 
Como justificar que os gestores portugueses ganhem +30% que os seus homólogos sectoriais alemães?!...

E ainda assim o governo alemão (que eu saiba nem é de esquerda...) já começou a falar em tectos salariais para os gestores teutónicos porque acha que eles ainda ganham demasiado para a sua real importância e contribuição para a riqueza gerada!...

Imagine-se que o governo alemão tinha uma situação como a que se presenteia em Portugal...

Em França está também aberto o debate para travar as remunerações dos gestores, e nos EUA a situação atingiu tal gravidade que não há liberalismo que aguente por muito mais tempo os danos que os salários injustificados estão a fazer na definida boa governança empresarial.

«Gestores ganham 30 vezes mais do que empregados

Estudo da Mercer confirma as preocupações de Cavaco. Em média os gestores ganham 21,7 mil euros, os empregados 720 euros.

Mário Baptista

No discurso de anteontem à noite, o Presidente da República lamentou as desigualdades nos rendimentos dos portugueses e pôs o dedo na ferida: serão os salários dos dirigentes de empresas justificados?»
 
Última edição:
Nem todos podem ser patrões nem o país vive só de serviços. Claro que os serviços são os mais bem pagos e os que possuem a maior taxa de rentabilidade.
Quanto mais pesada é a mão de obra, menos rentabilidade terá e menos os trabalhadores ganham, o que está mal.
Há quem se mate a trabalhar a vida toda e receba uma miséria.
Há aqueles que não fazem a ponta de um corno e têm um cargo elevado com alto salário.
Há os gestores que não gerem nada mas enchem o papo.
Há aqueles que não fazem nada, não querem fazer e que ganham pouco.
 
estas coisas não são estanques.

pode-se muito bem criar valor para o país e ao mesmo tempo olhar para os que estão bem na vida e ter o espírito crítico de analisar em que condições eles foram lá parar.

Penso que aqui ninguém com 2 dedos de testa está contra quem progride por méritos próprios.... agora não vamos todos ser anjinhos e pensar que todos os que estão no topo têm um percurso imaculado (como eles querem sempre fazer ver...)

O modelo de desenvolvimento económico de custos baixos, protecção de mercado interno e apertar com a mão-de-obra já deu o que tinha a dar... o problema é que a "escola" da maioria dos empresários ainda é essa (efeitos do corporativismo que tanto lhes gostava há umas décadas atrás).

Precisamos de renovação de conceitos ao nível mais elevado da cadeia de comando... para depois se poder exigir mais daqueles que não têm nem a capacidade nem a responsabilidade de decisão estratégica.

Assim, continuamos a exigir mais e mais dos que estão na base da pirâmide e depois ficamos sem saber porque é que as coisas não avançam.

São necessários trabalhadores mais qualificados? Correcto. Quem lhes pode dar essa qualificação? As empresas, na maior parte dos casos... formação profissional?!??! uiii nem pensar... senão depois não posso comprar o carro novo nem pagar as coisas pessoais à amante com o cartão sem limite

Os colaboradores que se esforcem mais e sejam mais produtivos, e em cima sem as ferramentas porque isso de investir em renovação de equipamentos também é deitar o dinheiro fora....

Duro, só por manifesta brincadeira ou distração é que ainda há quem se permita pensar que no topo das administrações reina a meritocracia, noção essa filiada implicitamente na democracia de massas como uma síntese de justiça social.

Os boards da principais empresas nacionais e multinacionais estão repletos de nomes de família, de pessoal político que se pôs a jeito para vôos mais altos, e depois lá se introduz o funcionário dedicado e zeloso, que até passou as passas do algarve para chegar àquele nível, e assim maximiza até a sua utilidade simbólica enquanto caricatura e fachada de uma meritocracia ao estilo bonsai...

Nos EUA, reino da empresas familares, o nepotismo é defendido acerrimamente (tal como por aqui a lei da cunha...), mesmo em empresas cotadas em bolsa!...

Veja-se a composição das administrações da banca nacional para depois relacioná-la com a meritocracia...

No BCP, já quando Teixeira Pinto ascendeu a presidente, pilares de sempre do BCP só demasiado tarde perceberam porque tinha o jovem Teixeira Pinto ultrapassado tais veteranos da banca pela direita e com via verde fortemente alaranjada, opus «deizada», etc, etc...
 
Faz ele muito bem com estes discursos, que não passam de palavras, nos actos tá o mesmo de sempre.


Tá só a garantir que é reeleito sem dificuldades para o 2º mandato.

E nessa altura este tipo de discurso irão para o lixo e voltará ao seu discurso habitual
 
Duro, só por manifesta brincadeira ou distração é que ainda há quem se permita pensar que no topo das administrações reina a meritocracia, noção essa filiada implicitamente na democracia de massas como uma síntese de justiça social.

Os boards da principais empresas nacionais e multinacionais estão repletos de nomes de família, de pessoal político que se pôs a jeito para vôos mais altos, e depois lá se introduz o funcionário dedicado e zeloso, que até passou as passas do algarve para chegar àquele nível, e assim maximiza até a sua utilidade simbólica enquanto caricatura e fachada de uma meritocracia ao estilo bonsai...

Nos EUA, reino da empresas familares, o nepotismo é defendido acerrimamente (tal como por aqui a lei da cunha...), mesmo em empresas cotadas em bolsa!...

Veja-se a composição das administrações da banca nacional para depois relacioná-la com a meritocracia...

No BCP, já quando Teixeira Pinto ascendeu a presidente, pilares de sempre do BCP só demasiado tarde perceberam porque tinha o jovem Teixeira Pinto ultrapassado tais veteranos da banca pela direita e com via verde fortemente alaranjada, opus «deizada», etc, etc...

Exactamente, curioso é a conversa de quem tanto exige dos outros e depois faz o que se vê.
 
Foliv, gosto muito de ler o que escreves, mas isto que acabaste de escrever não faz muito sentido, quando vemos os "indiferenciados não qualificados" (inclusive bastantes portugueses) que ganham três a quatro salários mínimos portugueses a mais, nos novos países da UE onde o trabalho indiferenciado é mais bem pago do que cá.

Quando um dia perceberes um mínimo de economia, produção de riqueza e, consequente, riqueza dos países, passarás a perceber o porquê da emprega de limpeza no Luxemburo ganhar 4 ou 5x do que cá.

Até lá, achas que é tudo uma grande conspiração.
 
Quando um dia perceberes um mínimo de economia, produção de riqueza e, consequente, riqueza dos países, passarás a perceber o porquê da emprega de limpeza no Luxemburo ganhar 4 ou 5x do que cá.

Até lá, achas que é tudo uma grande conspiração.
A palavra é tua não minha.

Mas falando de economia, algo em que por vezes te confundes, achas que a tal empregada da limpeza ou um eng informático, por exemplo, ganham melhor lá fora pq trabalham com menos meios, em piores condições, com o receio constante de serem despedidos e sem nunca receberem formação das empresas onde trabalham, como cá?

Será talvez por terem um sistema educativo pior do que o nosso, a saúde condicionado no seu acesso apenas a um punhado de privilegiados, ou um código de trabalho tão liberal como o nosso?

Falando de economia, as pessoas ganham melhor e não vêem os bens de primeira necessidade aumentar de valor de cada vez que cai uma folha de uma arvore, pq só assim se desenvolve a economia, as sociedades, o tecido social e consequentemente os lucros e a riqueza distribuida e produzida.

O resto são fetiches liberais-feudais nacionais que ainda só entendem e aplicam teorias económicas com mais de cem anos.
 
O padrão pelo qual são estabelecidos os escalões de vencimento relativos, é o salário mínimo.

Enquanto o salário mínimo for extremamente baixo, todos os salários o serão, relativamente a ele.

Quem escapa aos salário mínimo nacional, são os quadros de topo que se guiam pelo salário médio da função a nível internacional.

O que se está a passar é a não convergência dos salários europeus( portugueses), com o nível de vida e salários europeus.

Mas independentemente deste fenómeno inegável, a verdade é que o mexilhão, qualquer que seja o pais ou regime politico, é sempre quem se lixa.

Em todos os países há os mexilhões, uns ganham mais do que outros de outros países, mas o problema é serem na mesma mexilhões.

E neste aspecto não há volta a dar: Tem que trabalhar para deixar de ser mexilhões!

Não podemos competir com a mão de obra barata de uns países, e não podemos competir com a qualificação da mão de obra de outros países.

Se Portugal não consegue competir em nada, não vamos ter melhorias sociais e económicas em nada.

Com mão de obra especializada, na aposta da qualidade de produtos, no diversificar de novos produtos e mercados só assim teríamos hipótese..

Assim todos os outros poderiam competir connosco em preço, quantidade, mas não em know how!!

E Portugal tem muito know how em varias áreas, e não a pode perder, é de uma enorme vantagem estratégica..

Ao não apostar na manutenção e desenvolvimento deste know how, e na mão de obra que o permite manter, seremos,e estamos a ser, ultrapassados.

É neste ponto, que deveria entrar a influencia politica!
Não é uma questão de politicas de esquerda ou de direita, é uma questão transversal ás ideologias, que é o desenvolvimento do pais como um todo, não favorecendo alternadamente de acordo com cores politicas, ora as entidades patronais e o capital, ora os assalariados e as classes mais baixas.

Resumindo, acabem com a maioria dos mexilhões, acabem com um pais de maioria de funcionários de fundo da cadeia económica e veremos melhorias...

E um dos pontos por onde começar é precisamente na qualificação e formação de mão de obra, é absolutamente essencial.

A economia não é mais do que a circulação de dinheiro gerado por bens e serviços. Criem-se os bens e serviços que o dinheiro aparece..

não se pode criar nada se não se souber como.

se este post do Foliv (excelente!) nao fosse suficiente, quaze bastaria esta frase para resumir a questão! [;)] apr:) apr:) apr:)

reparem, neste forum (que é uma "boa amostra estatistiva" deste País,) quase toda a gente acha que são as empresas que nao investem em Formaçao, e pouca gente fala, sobre a total ausencia da responsabilidade de um Estado em Formar/educar os seus filhos.
porque nao temos Escolas tecnicas,? Industriais? Comerciais?
porque é que para ter um electricista/canalizador/torneiro/carpinteiro/mecanico/contabilista/escriturario etc, etc, tem que ser a Empresa a formá-lo (???), e já agora tambem a especializá-lo???
- porque é que cada vez mais somos "Topo".... ou "Base" (!!!) :( :(
- porque é que este País é tao inculto, basico, mesquinho, invejoso, passivo, acomodado, mediocre, e tão pouco adepto da excelencia (???)
- quem é que após o 25 de Abril, tem formado todas estas profissoes tecnicas que citei (????
- A escola Comercial de......???
- A Escola Industrial de .....????

"quem nao sabe e não conhece....não ousa!!!...."
[s)] [s)]
 
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