"Se não questionas o que acreditas, não podes acreditar. Eu prefiro questionar.."
É com esta citação que começo a análise a este filme:
Sou um homem da Ciência por vocação e por profissão e só por isso este filme me tocou tanto. Conta a história da filósofa Hypatia de Alexandria no inicio do Cristianismo e é uma grande crítica ao mesmo.
A ser verdade o revelado no filme, graças ao Cristianismo estamos uns bons séculos atrasados ao que poderíamos estar. Relembro que o fanatismo religioso é pura e simplesmente uma estupidez, um atentado à Humanidade. A destruição da mítica biblioteca de Alexandria assim o atesta. O Homem só 1200 anos depois é que redescobriu algumas das publicações destruídas.
Uma grande Rachel Weisz, grandes cenários. Um bom filme.
Nem imaginas como isso é verdade, mas não apenas derivado do Cristianismo e outras religiões. Também devido a uma falta imensa de sorte ou até visão[

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Na Grécia Antiga já existiam teatros "portáteis" (estilo quase teatro de marionetas) perfeitamente mecanizados, com complexos sistemas de roldanas, engrenagens e pesos / contra-pesos, para mudanças de cenário, por exemplo.
Um fabricante de brinquedos da altura, tinha no seu estabelecimento brinquedos a vapor. Por uma unha negra não tivemos a máquina a vapor quase 2000 anos antes de ela ter aparecido. Se o homem se lembrasse de acrescentar uma engrenagem à coisa, a Revolução Industrial não teria 250 anos, mas 2000. Dá que pensar.
Estes tipos estavam já tão à frente (tecnologicamente e não só, como o estudo das ciências, ou naquela altura, filosofia), que só mesmo guerras sem fim entre as diversas cidades estado gregas e, depois com a entrada dos Romanos na questão, que por sua vez culminam com a implementação do Cristianismo em grande escala, nos podiam enviar novamente para a idade da Pedra.
Este filme é um óptimo testemunho de como se pode estar num virar de página, andando passos largos para a frente na forma como entendemos o que nos rodeia, conseguimos dar logo dois passos atrás, devido a certas circunstâncias, e ficar "burrinhos" e "tapados" durante mais um milénio.
Teve-se de esperar pelo Renascimento, no séc XV para um pouco de luz no caminho. É muito tempo de estagnação.
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Voltando aos filmes
Vi recentemente o ultimo do Woody Allen, Whatever Works, e sinceramente curti imenso a coisa.
Larry David (criador do Seinfeld) dá uma vivacidade incrivel ao filme, com um tipo de humor do mais sarcástico e caustico que há.
Não conheço bem as obras antigas de Woody Allen, mas pelo que tenho lido, este Whatever Works parece ser um revisitar desses filmes.
Tenho estado mais em contacto com as obras mais recentes do mesmo, onde destaco o Match Point, que é realmente muito bom.
Apesar de já ter visto diversas comédias do mesmo, Whatever Works pôs-me a rir de forma muito mais convincente, com aquela personagem neurótica e sarcástica.
Evan Rachel Wood em grande, com o seu look de menina ingénua e inocente, algo tótó, numa relação improvável (como acontece em outros filmes do autor)com o rezingão Larry David.
Uma boa surpresa.
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Também vi o Lobisomem, e poxa, deu pica.
Os efeitos especiais hoje em dia, dão para revitalizar bastante velhas temáticas, e quando bem feitas, como em Wolfman, ajuda a criar propostas bem crediveis e impressionantes.
Depois de quantidade excessiva de filmes sobre dráculas e lobisomens num ponto de perspectiva demasiado juvenil para meu gosto, este Wolfman põe-os no sitio[

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Inglaterra Vitoriana no seu melhor. Atmosferas tenebrosas e densas e excelentes actores a darem uma boa solidez ao filme.
Grandes doses de carnificina pelo meio a darem a única cor ao filme.[

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2 hrs de ficar agarrado à cadeira. Aprovado.