Nuno156
Sobre a questão do hardware/software:
Sim é tudo muito lindo o que acabaste de escrever mas não estamos a falar de ti, estamos a falar de
teres dito, e outro user, que um portátil Windows é incapaz de se manter actual e funcional após X anos porque fica lento, avaria, faz reboot. Isto é mentira.
Que preferes um MacBook com hardware medíocre a um portátil Windows com hardware de topo porque o software conta mais já percebemos, não é preciso repetires-te.
Sobre os empecilhos:
Também já deu para perceber onde queres chegar. És adepto da produtividade e quanto menos passos melhor. No entanto, não estou convencido com o teu exemplo porque embora não te tenhas de chatear na hora de fechar o ficheiro, se quiseres ir buscar versões mais antigas tens na mesma passos para lá chegares. O Windows pode não fazê-lo melhor mas dizer que é pior é ser picuinhas.
Gostava de ler mais exemplos sobre este capítulo da produtividade porque estou genuinamente interessado.
Em relação ao power user.
Não me estava a dirigir a ti, estou a falar na globalidade. Dá a entender que muita malta prefere IOS/MacOS pela simplicidade ou pelo menos pela aparência de tal simplicidade. Eu como a tecnologia não me incomoda não tenho problema em utilizar MacOS, Windows, Linux, ou o que quer que seja. E quando tenho problema consigo desenvencilhar-me sem problemas.
Dos outros users não sei nem quero saber.
Eu referi-me à confiança que tenho no OS X, e que não tenho no Windows (incluindo o 10).
E não, o hardware não é medíocre, é o suficiente para o macOS dar uma abada ao hardware de topo com Windows.
É como o iPhone e o iOS vs Android.
Vocês é que são fãs das specs, como se comprar um computador fosse para o meter em exposição numa vitrina lá em casa.
Um computador (hardware + software) é uma FERRAMENTA.
Só é relevante os problemas que resolve, e a forma como os resolve. As specs valem zero.
Como estamos num tópico de carros, de que serve um carro ser todo XPTO, e depois levar abada de uma carripana a cair de podre?
As coisas têm um propósito. Medem-me pelo modo como cumprem o propósito.
O MacBook Pro é, como o nome indica, "profissional". O propósito é trabalhar.
Do mesmo modo, voltando aos carros, se queres um carro para trabalhar, escolhes um comercial, tractor, jipe, ou escolhes um desportivo, carro de luxo, etc.?
Esquece os Macs, OS X, Linux, e afins.
Se queres trabalhar, escolhes um Lenovo da gama profissional, ou escolhes um Alienware?
E se for para jogar? Escolhes o Alienware ou o Lenovo?
Produtividade:
O exemplo que dei não é para tomar como exemplo isolado. De forma isolada é um ponto irrelevante se pede para gravar ou não. Dei como exemplo de uma filosofia que está subjacente ao funcionamento do UI.
De um modo geral, tenta simplificar tudo o que seja interacção com o utilizador. Não pedir para gravar é um exemplo dessa simplificação de interacção.
Outro é a forma como "esconde" tudo aquilo que é usado com menos frequência. O pessoal que não conhece, quando vê uma aplicação do OS X, pensa que tem poucas funcionalidade, porque não se apercebe que o menu está "escondido" lá em cima (na janela ficam apenas as operações mais usadas).
Podemos pegar no exemplo de como o Pages (equivalente ao Word) é desenhado, onde o espaço vertical é liberto o mais possível de "tralhas" para que se possa ver o mais possível do conteúdo do documento, deixando as "tool bars" de lado. Ou o sistema de backups, em que só chateia quando pergunta se queres fazer backup para o disco (uma simples pergunta uma única vez), e depois faz os backups sozinho sem te chatear mais. Ou como quando fazes login pela primeira vez no XXXXXX (substituir por Facebook, Gmail, LinkedIn, etc) e o gajo te pergunta se queres sincronizar os contactos, calendário, notas, mail, etc., e te configura sozinho todos os serviços sem teres de perder tempo com isso. Ou então, se estoirar, ou falhar a bateria, etc. e tinhas uma aplicação aberta com conteúdo por gravar, e quando ligas o computador o gajo abre-te tudo exactamente como estava, ou se foi uma aplicação a estoirar, quando abres novamente ele coloca-te no ponto em que estavas a trabalhar (nem pergunta se queres recuperar, presume logo que sim).
Aliás, neste último exemplo até fiz uma experiência engraçada:
— abri o TextEdit (tipo Notepad/Wordpad)
— comecei a escrever texto
— coloque o cursor a meio desse texto
— não gravei nada, nem tão pouco dei nome ao ficheiro
— fiz KILL (-9) ao processo, para simular uma falha, um estoiro, etc.
— voltei a abrir o TextEdit... e eis que aparece o texto que tinha escrito com o cursor na posição em que o deixei
Ou seja, não é nenhuma coisa em especial.
É o conjunto de pequenas coisas insignificantes que na tua totalidade permitem uma maior produtividade (enfoco maior nas tarefas).
O facto de eu confiar no sistema, e não ter essa preocupação (de perder trabalho), é uma das maiores vantagens nessa produtividade que refiro.
Até com Linux eu não tinha o grau de confiança que tenho com o OS X (ainda não instalei o Sierra, pelo que ainda não tenho macOS [

] ).
Power User:
Não falo pelos outros, mas acho que há de tudo.
E para os básicos, qualquer sistema atrapalha, seja Windows, Linux ou macOS.
O que sei é que o OS X / macOS granjeia uma boa popularidade entre os developers (que normalmente se podem enquadrar em Power Users).
Para fazer generalizações, em lugar de Power User vs Basic User, prefiro fazer por idades.
Quanto mais velho, menos paciência se tem para andar com minudências, é directo ao assunto. Ou seja, o pessoal mais velho prefere um sistema que não interrompa o trabalho. O pessoal mais novo, prefere andar em actividades exploratórias. É tipo namoro em teenager vs namoro aos 60, um gajo já não tem paciência para côrtes complexas e joguinhos, é: "Como é, queres ou não queres? Não? Então desampara a loja e deixa entrar a freguesa seguinte.".