Tópico das Casas

Estive a falar com um tio meu, que tem por volta de 50 anos de idade.
Diz ele que no tempo dele chegou a pagar juros acima dos 15 por cento e que sobreviveu. Depois de ter contado que desisti de comprar casa por causa da conjuntura atual, acusou-me logo de eu e a malta da minha idade não querermos passar por sacrifícios sacrifícios para uma vida melhor e blah blah blah.
Deixei-o a falar sozinho.
Anda por aí muita gente com umas belas palas a tapar a vista... Como se tudo agora fosse igual aos anos 80.

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O teu tio tem muita razao é um facto.

Na prática já se viu que a compra de casa irá ficar cada vez mais difícil. E a melhor solução será ter ou um patrocínio dos pais ou casa oferecida pelos pais no arranque de vida.

A vida, em vez de ser tão individualizada como se tornou nos últimos anos, terá de voltar a funcionar em torno da família. Porque juntos será sempre mais fácil, seja com partilha de casa, seja com apoio entre membros.
 
Estive a falar com um tio meu, que tem por volta de 50 anos de idade.
Diz ele que no tempo dele chegou a pagar juros acima dos 15 por cento e que sobreviveu. Depois de ter contado que desisti de comprar casa por causa da conjuntura atual, acusou-me logo de eu e a malta da minha idade não querermos passar por sacrifícios sacrifícios para uma vida melhor e blah blah blah.
Deixei-o a falar sozinho.
Anda por aí muita gente com umas belas palas a tapar a vista... Como se tudo agora fosse igual aos anos 80.

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Se o teu tio está na casa dos 50 então quando muito, comprou casa nos finais dos anos 90 principios dos anos 2000, portanto muito longe dos anos 80.

Os que não gostam de fazer sacrificios é transversal a todas as gerações, não é só de agora. Os que trabalham a sério e fazem sacrifícios são uns sortudos, os outros vão ser uns azarados para sempre. Sim, pk ter sorte dá trabalho.
 
Vamos imaginar um cenário para facilitar as contas:

- empréstimo de 100k, 200 mensalidades para vencer

Vamos amortizar 20k, podemos escolher Prazo ou Prestação. Como calcular o número de mensalidades após amortização?

EDIT: hmm, acho que não ficou claro [:)].... o que queria saber era qual seria a mensalidade caso abatesse ao prazo e não à prestação (essa é fácil de calcular).
 
Última edição:
Se o teu tio está na casa dos 50 então quando muito, comprou casa nos finais dos anos 90 principios dos anos 2000, portanto muito longe dos anos 80.

Os que não gostam de fazer sacrificios é transversal a todas as gerações, não é só de agora. Os que trabalham a sério e fazem sacrifícios são uns sortudos, os outros vão ser uns azarados para sempre. Sim, pk ter sorte dá trabalho.

Na prática é muito isto.

E depois vemos casos de pessoal jovem que gostam de viagens e afins, e no momento de comprar casa é que se apercebem que precisam de ter dinheiro a sério e que o mealheiro despeja moedas em casa não chega.

Não fazem planeamento nem sacrifício, e a vida corre sempre mal.
 
Estive a falar com um tio meu, que tem por volta de 50 anos de idade.
Diz ele que no tempo dele chegou a pagar juros acima dos 15 por cento e que sobreviveu. Depois de ter contado que desisti de comprar casa por causa da conjuntura atual, acusou-me logo de eu e a malta da minha idade não querermos passar por sacrifícios sacrifícios para uma vida melhor e blah blah blah.
Deixei-o a falar sozinho.
Anda por aí muita gente com umas belas palas a tapar a vista... Como se tudo agora fosse igual aos anos 80.

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O teu tio deve ser mais velho, pois 50 tenho eu e nunca paguei juros dessa ordem. Há 40/50 anos, sim, os juros eram dessa ordem, a menos que o teu tio tenha comprado a casa ainda bebé. [;)]
 
Vamos imaginar um cenário para facilitar as contas:

- empréstimo de 100k, 200 mensalidades para vencer

Vamos amortizar 20k, podemos escolher Prazo ou Prestação. Como calcular o número de mensalidades após amortização?

Isso depende sempre do capital em dívida. Ou seja, é só simular.

Nesse cenário seriam reduzidas 35 mensalidades para a prestação ficar com valor idêntico. Mas se der uma solução mista poderá ser mais interessante, isto é, reduzir umas 24 mensalidades, por exemplo, o que já é bom, e também ter uma descida na prestação.
 
O máximo que "levamos" foram 5.88% em 2008 com as consequências que toda a gente sabe...

No final do ano 2000 também tiveram a esses níveis elevados.

A quem equaciona comprar casa agora, o que posso dizer é que ao longo da vida de um CH 25/30/35 ou até 40 anos haverá necessariamente altos e baixos.

O que vivemos agora não será o drama que alguns fazem e as coisas a prazo melhorarão.

https://www.euribor-rates.eu/pt/graficos-euribor/
 
Não havendo urgência, aconselharia a esperar, não tanto pelo valor actual da euribor, mas mais pela redução mais ou menos significativa dos preços que (tal como já referi aqui há uns meses) me parece avizinhar-se.
 
No final do ano 2000 também tiveram a esses níveis elevados.

A quem equaciona comprar casa agora, o que posso dizer é que ao longo da vida de um CH 25/30/35 ou até 40 anos haverá necessariamente altos e baixos.

O que vivemos agora não será o drama que alguns fazem e as coisas a prazo melhorarão.

https://www.euribor-rates.eu/pt/graficos-euribor/

É um drama porque os imóveis de hoje não custaram em termos relativos o que custaram os imóveis da crise anterior. Vai ser um estoiro como uma castanha.
 
É um drama porque os imóveis de hoje não custaram em termos relativos o que custaram os imóveis da crise anterior. Vai ser um estoiro como uma castanha.

Os imóveis da crise anterior também estavam inflacionados, avaliações muito acima do real que permitiam pedir mais uma dezenas de milhar de euros para comprar carro e mobília.
 
É um drama porque os imóveis de hoje não custaram em termos relativos o que custaram os imóveis da crise anterior. Vai ser um estoiro como uma castanha.

É um problema que afeta mais os CH recentes, mas não deixa de ser um problema.

A conjuntura económica tb é diferente, em 2008 havia deflação e muito desemprego, agora é ao contrário, taxa de desemprego muito baixa e inflação alta, pelo menos nesta fase.

Vamos aguardar, mas as previsões não são as melhores.
 
É um drama porque os imóveis de hoje não custaram em termos relativos o que custaram os imóveis da crise anterior. Vai ser um estoiro como uma castanha.

Vamos ver, espero que não.

Espero e prevejo que haja um ligeiro ajuste de preços em baixa, apenas.

Continua a haver uma brutal procura nos arrendamentos que estão mais caros do que nunca e Portugal continua a ser um destino muito simpático para viver ou ter uma segunda casa para estrangeiros.

Há pessoas que pelo seu perfil estão na expectativa há 3 ou 4 anos e não atam nem desatam, Covis, moratórias, guerra, inflação, crise, etc.
 
Acredito que vá abrandar um bocado, mas não que haja um estouro

Uma pessoa quer comparar uma casa nova com mais ou menos urgência e não há, uma grande parte delas está vendida a franceses, brasileiros e americanos!

É uma pressão enorme.
 
É um problema que afeta mais os CH recentes, mas não deixa de ser um problema.

A conjuntura económica tb é diferente, em 2008 havia deflação e muito desemprego, agora é ao contrário, taxa de desemprego muito baixa e inflação alta, pelo menos nesta fase.

Vamos aguardar, mas as previsões não são as melhores.

Eu diria que só afecta os CH recentes (últimos 10 anos), porque os anteriores já estão noutra fase, com spreads baixíssimos e contratados com valores 1/2 dos actuais, deve dar para aguentar perfeitamente o embate.
Antes de 2008 (10 anos para trás) o desemprego também estava baixo e a inflação nunca disparou. O desemprego (problema) veio depois de 2008 (2010-2013).

Actualmente um créditoH considerado normalíssimo é de +- 200mil€. Com juros de 3% a prestação sobe qualquer coisa como 500€ todos os meses. Juntamos isto à tal variável nova (inflação) e temos a receita para o desastre (mesmo com desemprego controlado).
 
Acredito que vá abrandar um bocado, mas não que haja um estouro

Uma pessoa quer comparar uma casa nova com mais ou menos urgência e não há, uma grande parte delas está vendida a franceses, brasileiros e americanos!

É uma pressão enorme.

Isso é uma realidade de grandes centros urbanos, o resto do país não vive essa realidade.
 
Nos anos 80 a maioria da população portuguesa não tinha acesso a CH, nem crédito automóvel, nem crédito para eletrodomésticos ou viagens.

Se fosse honesto teria quanto muito crédito na Sebenta da mercearia e do talho [;)]

Pois é...e sabes porquê? Porque não precisavam!!

Conseguiam fazer uma casa, ter um carro...imagine-se, sem recorrer a crédito. No limite os pais e familiares que podiam, emprestavam algum e iam pagando.

A insistência nessas comparações é de loucos. Veja-se quanto custava 1 pão face ao rendimento médio da altura e quanto custa hoje.

Nos anos 80-90 era preciso ser-se um vagabundo, não gostar de trabalhar, beber de manhã à noite para não ter ou ser nada (e houve muitos assim).

Pessoas honestas, humildes e trabalhadoras viviam 10x melhor do que hoje em dia a classe média vive.

Se não viveram lá, façam o exercício de observação aos vossos familiares que "fizeram vida" nessa época e vejam quantos não conseguiram construir casa, quantos não se casaram e fizeram festa de casamento a condizer, quantos andaram de burro ou a pé, etc...etc...etc...
 
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