Tópico das Casas

A ela chegam, não tem espírito investidor, não amarra oportunidades,
Connosco, por vontade dela, não há esse conceito do ficarem, porque ela acha que os trocos que já tinha antes de ir viver comigo devem ser um fundo de reserva para a vida dela, a ganhar pó em certificados de aforro...
À data, eu tenho hipótese de um crédito direto a famíliar com juro bonificado e prefiro pagar ao familiar do que ao banco, até porque a probabilidade que no final volte para mim, é alta.

Ela tem o capital todo para pagar a parte dela, mas não quer, e teima nisso. Não é analítica o suficiente para entender que estamos a deitar fora 6-7k ano de forma totalmente estúpida.

NMiguel, aí em casa mandas tu porque ganhas tu, na minha há dois salários razoáveis pelo que o poder de influência tem q ser trabalhado.

Pelo que percebi do que escreveste, aí é ao contrário.

Eu acho que sendo capital adquirido antes do casamento, até percebo a razão dela. Sendo capital de ambos, não.


E não, não há a mentalidade do que ganha manda. Gerimos ambos. Quando decidimos casar e fazer vida partilhada foi porque gostamos um do outro, e isso, 8 anos após o casamento, mantém se.

Para que eu possa ser tao bem sucedido no que faço, é porque ela faz toda a gestão familiar que vai para além da nossa vida a três. E isso dá trabalho. Há que cuidar dos ascendentes etc.

Mesmo com a limitação de saúde, estamos a construir um negócio que lhe permita ocupar a cabeça de outra forma, sentir se realizada e ter algo em part time.

Tem que haver sempre o máximo de entendimento, senão os casamentos ou partilha de vida, não fazem qualquer sentido. Daí estranhar o modo empresarial da gestão do casamento.

Não estou a criticar, estou a dar te o meu ponto de vista.
 
Última edição:
Parece-me que o Montepio deixa fazer o CH com Euribor a 3M.

Pagam o custo das transferências e ainda “oferecem” 1% do valor do CH em cartão.

Tenho de ir falar com eles porque pela simulação na net apesar de subirem o spread 0.15 (1.05 para 1.2) com a alteração de 12M para 3M fico a ganhar 0.5
 
Mas isso não é impossibilidade nenhuma...

Os créditos podem ser pedidos individualmente para a metade de cada um.

E se tiverem de acordo também fazer a alteração posteriormente em que fica apenas 1 com hipoteca e tira a outra metade.

E qualquer credito habitação que esteja na primeira metade do prazo contratado compensa amortizar vs investir.
Por norma este tipo de créditos são solidários, isto é, a propriedade pode até ser 50 50 mas a responsabilidade no pagamento do crédito é de 100% sobre os dois.
 
Pelo que percebi do que escreveste, aí é ao contrário.

Eu acho que sendo capital adquirido antes do casamento, até percebo a razão dela. Sendo capital de ambos, não.


E não, não há a mentalidade do que ganha manda. Gerimos ambos. Quando decidimos casar e fazer vida partilhada foi porque gostamos um do outro, e isso, 8 anos após o casamento, mantém se.

Para que eu possa ser tao bem sucedido no que faço, é porque ela faz toda a gestão familiar que vai para além da nossa vida a três. E isso dá trabalho. Há que cuidar dos ascendentes etc.

Mesmo com a limitação de saúde, estamos a construir um negócio que lhe permita ocupar a cabeça de outra forma, sentir se realizada e ter algo em part time.

Tem que haver sempre o máximo de entendimento, senão os casamentos ou partilha de vida, não fazem qualquer sentido. Daí estranhar o modo empresarial da gestão do casamento.

Não estou a criticar, estou a dar te o meu ponto de vista.

Excelente post, é mesmo isso.

Ainda não comprei casa nem estou casado, mas já houve uma questão que teve de ser negociada e que tem a ver com a potencial entrada.

Eu sou filho de pais hooligans em amortização, que pagaram uma moradia construída no final dos anos 90 em pouco mais de 10 anos, em claro sacrifício de liquidez. Isto numa altura em que os juros estavam a uns 10% ou coisa que o valha.

Ela, filha de pais com rendimentos muito aceitáveis que estão ainda a pagar um T3 comprado no ano 2000 por tuta e meia , e cuja amortização está fora de questão, porque já estão na fase de abater capital e não juros, e para quem os aumentos da taxa de juro tiveram um impacto de 10€ mensais na prestação. Conservam liquidez.

Agora no momento de andar a ver casas, eu e ela já estivemos a olhar umas simulações de financiamento.

Para 250k de casa (já falei disso aqui, acho uma prestação brutal e noto que ambos temos rendimentos confortáveis para a malta na casa dos 20s - ambos superiores aos 2k brutos e com algumas regalias extras, sobretudo no meu caso), mas adiante.

Surge a dúvida de dar uns 60k e pedir 190, ou conservar algum dinheiro do lado de cá e arranjar ali um meio termo e pedir tipo 210k ao banco.

Ela queria a primeira opção, eu a segunda.

Fui ao primeiro simulador de banco que me apareceu , até que lhe mostrei que em valor de prestação já estamos naquilo que eu considero “perdido por 100, perdido por 1000” (eu queria uma prestação de 300 a 400€, mas isso é meio utópico) e que 20k de entrada, que podem dar jeito estar do lado de cá, na prática significam uma prestação 50€ superior, ou algo do género.

E ambos concordamos que 20k do lado de cá, neste momento de arranque da vida a 2, fazem mais falta do que 50€ por mês.

Prefiro fazer uma amortização substancial daqui a 5 ou 6 anos, quando estiver com liquidez que o permita, e não ficar com uma reserva inferior àquilo que eu considero razoável - sempre tive hábitos de poupança mais ou menos agressivos (50% do rendimento) e portanto sou daqueles a quem ver uma poupança significativa dá um certo conforto.
 
Última edição:
Por norma este tipo de créditos são solidários, isto é, a propriedade pode até ser 50 50 mas a responsabilidade no pagamento do crédito é de 100% sobre os dois.

Já expliquei o que está ali dito.
Se for pedido individualmente para metade de cada um, fica cada um com sua parte e responsabilidade unica.

Se é solidário não são donos de 50% cada, são donos de 100% ambos é diferente.
 
A ela chegam, não tem espírito investidor, não amarra oportunidades,
Connosco, por vontade dela, não há esse conceito do ficarem, porque ela acha que os trocos que já tinha antes de ir viver comigo devem ser um fundo de reserva para a vida dela, a ganhar pó em certificados de aforro...
À data, eu tenho hipótese de um crédito direto a famíliar com juro bonificado e prefiro pagar ao familiar do que ao banco, até porque a probabilidade que no final volte para mim, é alta.

Ela tem o capital todo para pagar a parte dela, mas não quer, e teima nisso. Não é analítica o suficiente para entender que estamos a deitar fora 6-7k ano de forma totalmente estúpida.

NMiguel, aí em casa mandas tu porque ganhas tu, na minha há dois salários razoáveis pelo que o poder de influência tem q ser trabalhado.

pelo que percebi estão a pagar a 50%, e ambos podem liquidar a sua parte do empréstimo. Isto simplifica muito a matemática da coisa.

divides o montante em dívida por 2, líquidas a tua parte, e fica ela a pagar sozinha o resto do empréstimo.

Apesar de poderes contratualmente modificar os contratos para refletir a realidade, acabaria por ser um “acordo de cavalheiros “.
 
Sim, parece-me o mais simples

Em caso de as coisas não correrem bem também é fácil de provar que o valor em dívida é só de um.
 
Sim, parece-me o mais simples

Em caso de as coisas não correrem bem também é fácil de provar que o valor em dívida é só de um.

Essas coisas de simples têm pouco, ou fica tudo bem registado ou querendo inventar há muita forma de divagar e estão lá os advogados para ajudar nisso.

E se for passado muitos anos, sem provas de papeis dos acontecimentos ainda pior.
 
pelo que percebi estão a pagar a 50%, e ambos podem liquidar a sua parte do empréstimo. Isto simplifica muito a matemática da coisa.

divides o montante em dívida por 2, líquidas a tua parte, e fica ela a pagar sozinha o resto do empréstimo.

Apesar de poderes contratualmente modificar os contratos para refletir a realidade, acabaria por ser um “acordo de cavalheiros “.

Pagamos da nossa conta conjunta, que fazemos top up a 50%, mas aos olhos do banco, temos pagamento de casal e não a 50%.

O acordo de cavalheiros não é algo que me deixa muito confortável porque hoje está tudo bem e um dia mais tarde, por mim e uma causas, pode não estar, mesmo numa relação com + 1 dezena de anos.

O que aconteceria relativamente ao seguro de vida, por exemplo? Apenas ela o pagaria?

A primeira abordagem é falar com o banco?
 
Já expliquei o que está ali dito.
Se for pedido individualmente para metade de cada um, fica cada um com sua parte e responsabilidade unica.

Se é solidário não são donos de 50% cada, são donos de 100% ambos é diferente.

Dois créditos já é assunto diferente, implicaria duas hipotecas. E seria preciso que os bancos aceitassem.

O que é solidária é a dívida, e não o bem. Uma coisa é a propriedade do bem e outra é a responsabilidade da dívida. Por isso podem ser ambos responsáveis por 100% da dívida, que será o mais normal, mesmo tendo apenas 50% de propriedade do imóvel.

Aliás, numa situação de fiador ainda é pior. Podes ter zero do bem e 100% de responsabilidade na dívida.
 
Pagamos da nossa conta conjunta, que fazemos top up a 50%, mas aos olhos do banco, temos pagamento de casal e não a 50%.

O acordo de cavalheiros não é algo que me deixa muito confortável porque hoje está tudo bem e um dia mais tarde, por mim e uma causas, pode não estar, mesmo numa relação com + 1 dezena de anos.

O que aconteceria relativamente ao seguro de vida, por exemplo? Apenas ela o pagaria?

A primeira abordagem é falar com o banco?
Mesmo pagando os 50%, ficarias responsável também pelo restante em dívida. A única solução seria saíres do contrato, mas seria necessário o banco aceitar.

Em todo o caso a hipoteca teria sempre de se mantida activa, pelo que directamente pela dívida ou indirectamente pelo imóvel, e mesmo já nem tendo nenhum crédito, ficas sempre com responsabilidade no pagamento da dívida.

E duvido que algum banco deixe alguma brecha aberta.
 
Dois créditos já é assunto diferente, implicaria duas hipotecas. E seria preciso que os bancos aceitassem.

O que é solidária é a dívida, e não o bem. Uma coisa é a propriedade do bem e outra é a responsabilidade da dívida. Por isso podem ser ambos responsáveis por 100% da dívida, que será o mais normal, mesmo tendo apenas 50% de propriedade do imóvel.

Aliás, numa situação de fiador ainda é pior. Podes ter zero do bem e 100% de responsabilidade na dívida.


Mas é isso que eu estava a falar.
Nunca de nada mais que isso, tendo um credito a meias ninguém o vai transformar em só responsabilidade de um só personagem pelo pagamento de metade da divida.
 
Ora bem, uma vez li (já não sei onde) de alguém que era bastante poupado que vivia com uma pessoa que não tinha esse tipo de preocupações.
E como lhe fazia confusão pagar uma renda mas não conseguia convencer a outra a comprar, comprou sem lhe dizer nada e a outra pessoa continuava a pagar a renda satisfeita sem saber que pagava a renda à companheira.

😂😂😂😂😂
 
Também seria muito mais difícil porque há um crédito, iria implicar muitas assinaturas, muita papelada…😂😂😂

Na situação referida foi muito mais fácil porque era um arrendamento, bastou comprar a casa ao senhorio (a outra parte não precisou de assinar nada, nem saber de nada)

Se é correto? Eu não acho mas isso já é outra questão.

Tictac no teu caso e como sou uma pessoa que tenta ser objetiva passa por chegar a um meio termo.

Tu estás desconfortável com a quantia pornografica paga em juros todos os meses.

Ela fica desconfortável em delapidar a poupança que tem.

O meio termo será qualquer coisa como amortizar 50% do CH.

Ela continua com poupança e tu pagas menos juros.
 
Também seria muito mais difícil porque há um crédito, iria implicar muitas assinaturas, muita papelada…😂😂😂

Na situação referida foi muito mais fácil porque era um arrendamento, bastou comprar a casa ao senhorio (a outra parte não precisou de assinar nada, nem saber de nada)

Se é correto? Eu não acho mas isso já é outra questão.

Tictac no teu caso e como sou uma pessoa que tenta ser objetiva passa por chegar a um meio termo.

Tu estás desconfortável com a quantia pornografica paga em juros todos os meses.

Ela fica desconfortável em delapidar a poupança que tem.

O meio termo será qualquer coisa como amortizar 50% do CH.

Ela continua com poupança e tu pagas menos juros.

Finalmente alguém com uma visão com a qual concordo.
o meio termo será das duas hipóteses o mais sensato para agradar a ambas as partes.

Mas neste caso concordo com o TICTAC, havendo possibilidade de liquidar a totalidade do CH parece-me ser a solução ideal.

Se o problema é fundo de maneio, o capital gasto com o CH (capital+juros+ outros custos), pode ser capitalizado para esse fundo e "rapidamente" voltar a adquirir o mesmo tamanho.
 
Excelente post, é mesmo isso.

Ainda não comprei casa nem estou casado, mas já houve uma questão que teve de ser negociada e que tem a ver com a potencial entrada.

Eu sou filho de pais hooligans em amortização, que pagaram uma moradia construída no final dos anos 90 em pouco mais de 10 anos, em claro sacrifício de liquidez. Isto numa altura em que os juros estavam a uns 10% ou coisa que o valha.

Ela, filha de pais com rendimentos muito aceitáveis que estão ainda a pagar um T3 comprado no ano 2000 por tuta e meia , e cuja amortização está fora de questão, porque já estão na fase de abater capital e não juros, e para quem os aumentos da taxa de juro tiveram um impacto de 10€ mensais na prestação. Conservam liquidez.

Agora no momento de andar a ver casas, eu e ela já estivemos a olhar umas simulações de financiamento.

Para 250k de casa (já falei disso aqui, acho uma prestação brutal e noto que ambos temos rendimentos confortáveis para a malta na casa dos 20s - ambos superiores aos 2k brutos e com algumas regalias extras, sobretudo no meu caso), mas adiante.

Surge a dúvida de dar uns 60k e pedir 190, ou conservar algum dinheiro do lado de cá e arranjar ali um meio termo e pedir tipo 210k ao banco.

Ela queria a primeira opção, eu a segunda.

Fui ao primeiro simulador de banco que me apareceu , até que lhe mostrei que em valor de prestação já estamos naquilo que eu considero “perdido por 100, perdido por 1000” (eu queria uma prestação de 300 a 400€, mas isso é meio utópico) e que 20k de entrada, que podem dar jeito estar do lado de cá, na prática significam uma prestação 50€ superior, ou algo do género.

E ambos concordamos que 20k do lado de cá, neste momento de arranque da vida a 2, fazem mais falta do que 50€ por mês.

Prefiro fazer uma amortização substancial daqui a 5 ou 6 anos, quando estiver com liquidez que o permita, e não ficar com uma reserva inferior àquilo que eu considero razoável - sempre tive hábitos de poupança mais ou menos agressivos (50% do rendimento) e portanto sou daqueles a quem ver uma poupança significativa dá um certo conforto.

Convém deixar margem do lado de cá para pagar imt, is e outros custos como da escritura.

Dps assumindo q vivem ambos com os pais e não terão mobílias esse será tb um dos custos a considerar além de alguma margem para imponderáveis.
 
Pagamos da nossa conta conjunta, que fazemos top up a 50%, mas aos olhos do banco, temos pagamento de casal e não a 50%.

O acordo de cavalheiros não é algo que me deixa muito confortável porque hoje está tudo bem e um dia mais tarde, por mim e uma causas, pode não estar, mesmo numa relação com + 1 dezena de anos.

O que aconteceria relativamente ao seguro de vida, por exemplo? Apenas ela o pagaria?

A primeira abordagem é falar com o banco?

Se bem me recordo, na altura ela tinha preferência pela taxa fixa e tu pela variavel. Essa pode ser uma das razoes pela qual ela agora nao queira descapitalizar assim tanto.
Pelo que entendi, ela tem mais poupancas acumuladas que tu, mas tu tens a possibilidade de credito junto da familia.
Como parecem ter tudo a 50/50, porque nao acordam um valor de amortizacao igual entre ambos, nem que para a igualar tenhas de recorrer ao credito familiar, pago exclusivamente por ti.
No fundo é dizer: vamos meter mais 25k€ cada um na amortizacao do credito e cada um se arranja para obter esse valor.
 
Obviamente o Tictac não está a trabalhar bem.

Todos conhecemos aquelas histórias dos burlões do amor, que sacam milhares a mulheres.

E todos conhecemos histórias de mulheres que fazem tudo por amor, por um amante, por uma fantasia.

E o Tictac nem quer ficar com o dinheiro para ele, mas apenas que ela pague a casa.

Tictac aplica-te. Se necessário pede conselhos ao Zezé Camarinha! [:p]
 
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