Tópico das Casas

Sim, esse ajuste faz sentido, o problema é a realidade portuguesa devido às nossas especificidades, somos uma espécie de paraíso fiscal para estrangeiros, que competem com os portugueses em vantagem fiscal e de rendimentos médios bem acima. Isto altera o equilíbrio das coisas, um país nórdico ou da Europa central não tem esta questão, as casas estão mais orientadas para o poder de compra local, porque desde o clima aos impostos tanto no imobiliário como na pessoa singular nao tem um sistema atrativo para quem quer vir viver de rendimentos do exterior. (exceção para a Suica para rendimentos muitos elevados ).

Uma das maiores injustiças que existe para com os Tugas residentes habituais. [8b]
 
Quem viveu a grande, viveu ... Se corre mal azar.

Quem se queimou foi quem tinha poupanças.

A escassez de casas só existe pq existe muita procura pela compra, e boa parte dessa procura existe pq passou a ser visto como o único investimento de capital minimamente garantido disponível.

Quem há 10 anos tivesse 100k poupados, e manteve um perfil de pouco risco no máximo ganhou 10/15k de juros e ainda pagou 28% disso ao estado.
Quem na mesma altura com 20k se tiver metido num empréstimo para uma casa de 100k, andou 10 anos a basicamente abater divida por juros 0 ou negativos, e ainda teve uma valorização de património de 100% ou mais...

É a lei do mercado? talvez, mas um mercado muito manipulado por situações que não deviam existir ...
E agr deixem o mesmo mercado atuar, pq taxas de juro de 2 - 4% não são nada especial .

Mas a poupança só foi possível precisamente porque os juros eram baixos, libertando assim mais rendimento disponível às famílias.
Com os juros como estão agora é praticamente impossível a maioria das poucas famílias que conseguiam poupar continuar a fazê-lo.

O que queima a poupança é o elevado custo de vida sem rendimentos a acompanharem.

Quem tem poupança nunca se queima porque há sempre assets de refúgio.

Foi o que fiz quando o imobiliário estava nas ruas da amargura, aproveitei e investi a poupança que tinha.

A escassez de casas existe porque estivemos duas décadas sem construí! Não há milagres.

E a tendência é para agravar pk Portugal é cada vez mais procurado pelo mercado externo sem que a construção consiga acompanhar esse crescimento.
 
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Mas a poupança só foi possível precisamente porque os juros eram baixos, libertando assim mais rendimento disponível às famílias.
Com os juros como estão agora é praticamente impossível a maioria das poucas famílias que conseguiam poupar continuar a fazê-lo.

O que queima a poupança é o elevado custo de vida sem rendimentos a acompanharem.

Quem tem poupança nunca se queima porque há sempre assets de refúgio.

Foi o que fiz quando o imobiliário estava nas ruas da amargura, aproveitei e investi a poupança que tinha.

Que grande flick-flack.

Não vale a pena continuar tu achas que juros de 4% são altos e que vão regressar aos 0/1%.

Veremos até pode acontecer mas isso só passará se ninguém entender o que isso criou de distorções.

Mas quem é prejudicado é sempre o cauteloso / poupado.

O do teu exemplo, tem agora uma casa que vale o dobro. 😁


O problema não é propriamente a casa valer o dobro, é que com taxas de juros "normais" quem pedia o empréstimo estaria a pagar juros pelo dinheiro que pediu e o outro a receber juros pelo património/capital que tinha poupado.
Com taxa 0, criaram um beneficio que foi inflacionando o mercado habitação e prejudicaram o outro ...

Nada disto é lei de mercado, é consequência de politicas de bancos centrais e depois acrescido de impostos elevados em cima de rendimentos de capitais/trabalho - com isenções e benesses a rendimentos de negócios com habitação.
 
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Tenho 3 casas/apartamentos e mais 5 lojas.
Tudo arrendado.
Os inquilinos frequentemente fazem-me ofertas para comprar os imóveis.

Respondo-lhes:

" Então e vou meter o dinheiro no banco a dar 1% de juro?
Além de que pode vir uma bancarrota e/ou Portugal sair do EURO e o dinheiro fica completamente desvalorizado."

JAMAIS! 🤣
 
Que grande flick-flack.

Não vale a pena continuar tu achas que juros de 4% são altos e que vão regressar aos 0/1%.

Veremos até pode acontecer mas isso só passará se ninguém entender o que isso criou de distorções.

Mas qual flick-flack , se com os juros baixos o nível de poupança já era miserável agora com juros altos pior ainda.

Aliás, o objetivo dos juros altos é mesno esse, queimar a poupança das familias por forma a retirar-lhes poder de compra.

Toda a gente sabe a distorção que isso criou, o problema é que não tinhas alternativa.

Os juros altos também estão a criar os seus problemas... e não é só nas famílias.
 
Que grande flick-flack.

Não vale a pena continuar tu achas que juros de 4% são altos e que vão regressar aos 0/1%.

Veremos até pode acontecer mas isso só passará se ninguém entender o que isso criou de distorções.




O problema não é propriamente a casa valer o dobro, é que com taxas de juros "normais" quem pedia o empréstimo estaria a pagar juros pelo dinheiro que pediu e o outro a receber juros pelo património/capital que tinha poupado.
Com taxa 0, criaram um beneficio que foi inflacionando o mercado habitação e prejudicaram o outro ...

Nada disto é lei de mercado, é consequência de politicas de bancos centrais e depois acrescido de impostos elevados em cima de rendimentos de capitais/trabalho - com isenções e benesses a rendimentos de negócios com habitação.

O problema é que a nossa sociedade necessita de dinheiro a circular e para isso nada melhor do que dinheiro barato.

Se é fácil imprimir dinheiro porque raio vai a sociedade premiar quem o guarda através dos juros bancários?

O paradigma mudou, o que interessa é gastar, não poupar.
 
Não acredito que as casas venham a valer metade. Talvez uma redução de 30% de houver uma crise global.

Temos que ver que existe uma escassez de casas devido ao número reduzido na construção de novos empreendimentos.

Pois, tens razão, e também me esqueci do facto de quando as casas que agora são 200K estiveram a 80K, foi em tempos de crise mesmo aguda ou seja não foi uma oscilação " normal ".
 
Há duas frases recorrentes neste tópico que me deixam ligeiramente oriçado tipo "pequenas coisas que nos irritam".

Uma é assumir que é natural um nativo de LX (ou outra localidade) deve encarar como naturalidade ter de sair da sua terra só para ter onde dormir.....é o tipico estão mal então emigrem do outro governate.

Outra é assumirem que viver em casa dos país é amealhar e não pagar contas ou conteibuir para o agregado.

Mas acho que ng assume que viver em casa dos pais = não contribuir com nada.
Se os pais estiverem com CH e os filhos contribuirem proporcionalmente, ficam também eles mais entalados.
 
Outra é assumirem que viver em casa dos país é amealhar e não pagar contas ou conteibuir para o agregado.

não concordas que os pais ajudem um filho ?

o meu filho mais velho de 24, está a trabalhar num hotel, ganha tipo 700 e tal euros líquidos, está a tirar um curso de desporto e personal trainer

vive connosco e não tem despesas, nem na alimentação, demos-lhe um carro para ir para o curso e trabalho

se eu posso assumir as despesas achas mal ajudar um filho ? assim vai poupando o que puder

a única despesa que tem é o gasóleo, e na última revisão ao carro de 900 euros ele pagou metade

o mais novo de 20 anos vai agora dia 30 ( Domingo ) trabalhar em Espanha ( Menorca )
 
Não säo certezas absolutas.

Mas tudo aponta para que continua a subir este ano e possivelmente o próximo.

Creio que ainda não se verifica grande retração no consumo (as pessoas queixam-se mas consomem o mesmo) e sem isso é a consequente pressão nos preços a inflação não diminui significativamente.

As pessoas podem estar a gastar o mesmo, mas não consomem o mesmo.
Na realidade a maior parte está a gastar poupanças ou a fazer créditos.
 
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Há duas frases recorrentes neste tópico que me deixam ligeiramente oriçado tipo "pequenas coisas que nos irritam".

Uma é assumir que é natural um nativo de LX (ou outra localidade) deve encarar como naturalidade ter de sair da sua terra só para ter onde dormir.....é o tipico estão mal então emigrem do outro governate.

Outra é assumirem que viver em casa dos país é amealhar e não pagar contas ou conteibuir para o agregado.

Mas isso acontece desde sempre em relação ao trabalho.
Para mim, que nasci no interior do país sempre me foi natural o cenário de ter de ir para Lisboa ou Porto para ter uma oportunidade digna de trabalho e nunca ninguém fez um drama diário por isso.

Não me venham dizer que não há casas na periferia, porque há. Não querem estar a 30 min de Lisboa? Isso já é outro problema, mas convençam-se que por muito que tentem, é uma situação que já não volta atrás.

Eu diria até para aproveitarem a periferia a 30 min enquanto há, porque rapidamente vamos passar para 1h, como no resto da Europa.
 
Mas isso acontece desde sempre em relação ao trabalho.
Para mim, que nasci no interior do país sempre me foi natural o cenário de ter de ir para Lisboa ou Porto para ter uma oportunidade digna de trabalho e nunca ninguém fez um drama diário por isso.

Não me venham dizer que não há casas na periferia, porque há. Não querem estar a 30 min de Lisboa? Isso já é outro problema, mas convençam-se que por muito que tentem, é uma situação que já não volta atrás.

Eu diria até para aproveitarem a periferia a 30 min enquanto há, porque rapidamente vamos passar para 1h, como no resto da Europa.

A questão é essa, 1h como no resto da europa, logo, nós cá estamos é mal habituados.

Eu estou a 30 ou 40 min de LX e nao é drama nenhum e os meus colegas do UK quando cà vêm ficam parvos com malta que se queixa de estar a 20 min do trabalho ( !!!! )

Só que agora há é outro problema.
A minha casa de menos de 90 mil paus, agora, se calhar já seria uns 120 mil, aumentou bue em 2 anos. E se continuar assim, fica mt mt dificil para muita gente visto que os ordenados cá são genericamente baixos.
 
É até rebentar o próximo banco ou país. Portugal está ali logo na linha da frente.

Siga.

Já estive mais preocupado. Agora é lidar
 
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