EscapeLivre
Well-known member
Mudanças de mentalidade. Gerações.
"Se calhar" nesse tempo muita gente valorizava era ter uma "casa grande e privada", e mais atrás no tempo ainda, com quintal e um galinheiro [].
Hoje em dia, muita gente procura a proximidade social e cultural, é estar no centro, mesmo que isso signifique ter um espaço menor e altamente caro.
Ainda não há muitos anos os centros das grandes cidades estavam ao abandono, montes de casas devolutas, ruas desertas de gente no centro das grandes cidades e, no máximo, havia até carros estacionados nas ruas ou praças.
Em poucos anos a coisa inverteu e estamos a chegar ao polo oposto, as baixas das cidades estão a ficar superlotadas de gente, inclusive os veículos desapareceram/são proibidos de entrar.
Ainda no domingo ao fim da tarde atravessei a Ponte Luís I a pé e atravessei a baixa até à ponte da Arrábida. Para não variar, os passeios da ponte estavam cheios, a zona da frente de rio junto ao cais da ribeira estava a abarrotar de gente, com coisas a acontecer. As passadeiras para atravessar a Rua infante D. Henrique estavam completamente cheias.
Os turistas têm aqui uma cota grande de presenças, mas os portugueses também estão a usufruir mais do espaço público.
E não é só nas zonas rurais...no interior também acontece, neste momento depois da pandemia, ir a qualquer terriola e querer almoçar sem marcação pode ser difícil. Ainda há tempos num passeio a Pitões das Júnias chegamos a um restaurante e não conseguimos lugar, safou-nos que tinha aberto outro do outro lado da aldeia ainda não conhecido, e por sinal muito agradável.
Eu não vejo isso como positivo nem negativo, acho que há e sempre houve gente para todos os gostos e não percebo porque se associa uma vivenda fora do centro a ter menos proximidade social e cultural aliás isso não corresponde de todo à verdade.