Tópico das Casas

Este ano já faz 16 anos que trabalho no centro de Lisboa, e apesar de não me ver a morar em LX ou arredores, gosto de lá trabalhar. Não gostaria de trabalhar na vila onde moro, por exemplo.

Por outro lado, o rumo que as nossas carreiras profissionais tomaram, faz com que seja muito mais importante a existência de suporte familiar, do que a distância entre local de trabalho e domicílio.
 
Andei mais de 7 anos a fazer 1h15 para cada lado.
Ha uma decada passei a fazer cerca de 10 mins para cada lado.
O que posso garantir é que essas 2 horas "extras" diarias aumentarem e muito a minha qualidade de vida. Uma serie de atividades que se podem passar a fazer.
Hoje em dia, acho que seria impossivel voltar a passar tantas horas num carro para ir trabalhar.
 
Mas como isto é um país de tesos, as decisões são sempre tomadas numa lógica de manta curta, com cedências e desenrasque.

Interesse(s), Mas como a sociedade civil não se manifesta, DeCeIi referiu atrás qualquer coisa de empregadas de limpeza e mobilidade em Lisboa, por exemplo se virem o terminal no PN, é um entreposto de pessoas de manutenção oriundas de concelhos da outra margem, que só agora podem ir trabalhar para Lisboa porque o passe fixou-se abaixo dos 50€, lembro-me perfeitamente da combinação Fertagus/Metro apontar para valor acima de 120€.
 
Então... Não queriam aumento de frequência?

Agora queixam-se... [:)]


Fui utilizador da Fertagus muito antes desta confusão de que agora se fala, entre 2011 e 2013, e já na altura, e o troço entre Lisboa e o Fogueteiro já era um autêntico calvário no que diz respeito a capacidade. Então quando apareciam as composições com apenas 4 carruagens à hora de ponta, era um "mimo"...


O maior problema foi não se ter apostado no comboio na Vasco da Gama, como chegou a estar considerado, permitindo dessa forma não só distribuir melhor o fluxo de passageiros entre Lisboa e Setúbal ao permitir ter um círculo ferroviário, à semelhança da velhinha EN-10.

Discordo.
A VdG está bem como está.
A solução é fácil (na minha opinião): barcos a ligar Montijo ao PdN ali em frente ao Shopping. Vai dar o mesmo resultado do comboio, e não retira faixas de rodagem na ponte....
 
Este ano já faz 16 anos que trabalho no centro de Lisboa, e apesar de não me ver a morar em LX ou arredores, gosto de lá trabalhar. Não gostaria de trabalhar na vila onde moro, por exemplo.

Por outro lado, o rumo que as nossas carreiras profissionais tomaram, faz com que seja muito mais importante a existência de suporte familiar, do que a distância entre local de trabalho e domicílio.

É por aqui!
Sair às 18h, levar com mais de 1h de viagem dificulta qualquer atividade que se pretenda fazer no final do trabalho, principalmente se existirem filhos para levantar no outro dia às 7:30h, entre jantares, banhos, tpc's, atividades dos miudos, etc, não sobra tempo para muito.
 
Eu não digo que a diferença de preço tenha de ser acentuada e acho que há mercado para tudo. E sim há que prefira a "calma" de alcochete.
E o empreendimento parece ter imensas condições e qualidade, não é isso.

A questão é mais funda e estrutural. 735.000€ por um T3 de 120m2 é um absrudo seja onde for. E em Alcochete parece-me ainda mais absurdo. Como acho que seria (e são) ali no Tagus park, e é Oeiras... Ou já a sair de Carnaxide, ou em zonas de Miraflores. Ou na Alta de Lisboa.

Okok, pronto é que capital é capital e sempre foi tendencialmente caro seja em que país for, agora os " arredores " era aí que queria também chegar, andam mt caros...
 
É o estado dos nossos TPs que tu tanto defendes.

Sou utilizador do Fertagus há cerca de 15 anos e nunca o vi como agora.

A degradação do serviço não é de agora, mas sim de há cerca de dois anos quando se lembraram de remover lugar sentados nas carruagens em prol do aumento dos lugares em pé.

E eu comentei aqui esse facto, criticando-o e somei as críticas dos autocarros da AML, dizendo que a premissa de que é OK os passageiros irem de pé por defeito, é já de si errada.

E tu criticaste-me, dizendo qualquer coisa como “coitadinhos, ainda lhes cai um braço por irem de pé”.

O aumento da frequência era inevitável e de aplaudir SE fosse acompanhado do correspondente aumento no material circulante utilizado.

Mas como isto é um país de tesos, as decisões são sempre tomadas numa lógica de manta curta, com cedências e desenrasque.

E a decisão ilustrou isso mesmo, ficou pior e daqui a uma semana vai ser revisto.

Eu sinceramente nem sei porque é que ando no Fertagus ainda. Ou melhor, sei, porque a ponta não circula de todo.

Os transportes públicos da AML estão dignos de um país terceiro mundista. Todos, sem exceção. Sejam do lado norte ou sul do Rio Tejo. É um tema estrutural.

Só não vê isto quem não quer.

Acho que o que ainda vai safando é a linha do norte com os suburbanos, mas também não tem a mesma frequência que as de sintra ou cascais ou da ponte, note-se.

E o metro, apesar das avarias constantes :sh)
 
Andei mais de 7 anos a fazer 1h15 para cada lado.
Ha uma decada passei a fazer cerca de 10 mins para cada lado.
O que posso garantir é que essas 2 horas "extras" diarias aumentarem e muito a minha qualidade de vida. Uma serie de atividades que se podem passar a fazer.
Hoje em dia, acho que seria impossivel voltar a passar tantas horas num carro para ir trabalhar.

Eu mesmo com 1h50 pa cada lado, o tempo que sobrava era pouco mas chegava, não tenho putos e organizo sempre mt bem o tempo e as tarefas, agora tenho de estar 100% remoto temporariamente, e tenho mt mais tempo, há dias que parece que nunca mais acaba, lá está, havendo organização e tempo extra, o dia estica bue.

Quero voltar ao hibrido o quanto antes quando houver escritório, de preferencia que seja em LX ou mt perto que assim já me vai poupar uns 40 ou 50 min de commute, ou mais até. Se for na zona da expo como se anda a falar, não demoro mais que uns 40 min, tá optimo.


Mas sempre achei que o mais importante é as pessoas, no final das contas, estarem satisfeitas, e quem , como eu, não gosta de cidade nem suburbios sobrelotados, até pode commutar em 10 min que no final fico mal disposto por estar num sitio que não me agrada.

O aumento do preço das casas nos ultimos anos empurrou muita gente para os suburbios que já eram decadentes e ficaram ainda pior. A qualidade de vida nestes tem vindo a decrescer seriamente.

Nas horas de ponta por ex é extremamente dificl circular em alguns suburbios e acessos, e quem chegue fora de horas e sem garagem, vê-se grego pa apanhar lugar de estacionamento.
 
Eu mesmo com 1h50 pa cada lado, o tempo que sobrava era pouco mas chegava, não tenho putos e organizo sempre mt bem o tempo e as tarefas, agora tenho de estar 100% remoto temporariamente, e tenho mt mais tempo, há dias que parece que nunca mais acaba, lá está, havendo organização e tempo extra, o dia estica bue.

Quero voltar ao hibrido o quanto antes quando houver escritório, de preferencia que seja em LX ou mt perto que assim já me vai poupar uns 40 ou 50 min de commute, ou mais até. Se for na zona da expo como se anda a falar, não demoro mais que uns 40 min, tá optimo.


Mas sempre achei que o mais importante é as pessoas, no final das contas, estarem satisfeitas, e quem , como eu, não gosta de cidade nem suburbios sobrelotados, até pode commutar em 10 min que no final fico mal disposto por estar num sitio que não me agrada.

O aumento do preço das casas nos ultimos anos empurrou muita gente para os suburbios que já eram decadentes e ficaram ainda pior. A qualidade de vida nestes tem vindo a decrescer seriamente.

Nas horas de ponta por ex é extremamente dificl circular em alguns suburbios e acessos, e quem chegue fora de horas e sem garagem, vê-se grego pa apanhar lugar de estacionamento.

Como em tudo na vida o melhor está no equilíbrio!
Trabalhar num mau local que te faz mal, mesmo que a 10m é insustentável. Mas gastar quase 4h em viagens para trabalhar num bom local, na minha opinião é insustentável também. Mesmo sem filhos.
É aquela máxima do 8x8x8, 8h a trabalhar, 8h a descansar, 8h a viver, mais coisa menos coisa. Neste caso tens 12x8x4, está desequilibrado. Vais equilibrando porque não tens filhos e fazes homeoficce caso contrário já tinhas dado o estoiro há muito.
 
Como em tudo na vida o melhor está no equilíbrio!
Trabalhar num mau local que te faz mal, mesmo que a 10m é insustentável. Mas gastar quase 4h em viagens para trabalhar num bom local, na minha opinião é insustentável também. Mesmo sem filhos.
É aquela máxima do 8x8x8, 8h a trabalhar, 8h a descansar, 8h a viver, mais coisa menos coisa. Neste caso tens 12x8x4, está desequilibrado. Vais equilibrando porque não tens filhos e fazes homeoficce caso contrário já tinhas dado o estoiro há muito.

Eu já fiz isto 100% presencial, e não me afectou em nada embora desse mais jeito se fosse commute mais pequeno, portanto isso de homeoffice não se aplica tanto que logo que possa irei voltar ao hibrido que acho o melhor equilibrio.

Agora quanto a ter filhos, aí acredito que sim, sem duvida, sobra muito pouco tempo. Por isso nem é opção.
Teria de cer certamente um commute bem inferior.
 
Os Comutes e a sua "duração" depende de muita coisa. Se há filhos, ou não. Se há outro elemento da família com mais ou menos disponibilidade, se há família por perto que ajuda etc. Por isso cada caso é um caso.

Conheço um casal que anda a fazer comutes de quase 2h para cada lado porque têm uma "rede" familiar que ajuda com o filho, quando chegam a casa as 20h, já foi ao treino, já foi à natação, já fez trabalhos de casa, já jantou e ainda levam marmita e a roupa passada. ​
2 horas para cada lado e os filhos são criados por outros, vidas de sonho :sh)
 
faltam claramente pontes (sim, plural) para travessia do Tejo.
Sobre a questão de Alcochete não haver transportes públicos decentes, não ajuda.
Quem tem filhos a estudar na universidade por exempo em Lisboa é um grande transtorno, quem não tem carro, ou possibilidade de estacionar no local de trabalho é uma chatíce
 
faltam claramente pontes (sim, plural) para travessia do Tejo.
Sobre a questão de Alcochete não haver transportes públicos decentes, não ajuda.
Quem tem filhos a estudar na universidade por exempo em Lisboa é um grande transtorno, quem não tem carro, ou possibilidade de estacionar no local de trabalho é uma chatíce

Se com 18+ anos a "criança" não souber se desenrascar nesse tema, então há muita coisa errada...
 
2 horas para cada lado e os filhos são criados por outros, vidas de sonho :sh)

Nem mais... Todos nós havemos de conhecer casos assim e piores.

Conheço malta onde os avós vão buscar os filhos todos os dias da semana e tratam de toda a logística. E não é nem 1 nem 2 casos... E um deles os trabalhos dos pais até são "folgados". [:D]

Também ainda há alguns casos de empregadas a gerir essas partes. [;)]
 
faltam claramente pontes (sim, plural) para travessia do Tejo.
Sobre a questão de Alcochete não haver transportes públicos decentes, não ajuda.
Quem tem filhos a estudar na universidade por exempo em Lisboa é um grande transtorno, quem não tem carro, ou possibilidade de estacionar no local de trabalho é uma chatíce

Sobre o transito à volta de LX , o assunto é mais complexo mas para o centro da cidade o que é preciso é retirar carros de lá oferecendo transportes decentes, só assim se consegue aliviar os congestionamentos, nao é novidade nenhuma e é o que se faz noutras capitais.

Qualquer capital decente desencoraja o levar carro, salvo situações específicas.
 
É o que as mulheres (actuais) adoram. Os avós cuidam dos filhos, e elas só chegam em casa com eles já de banho tomado, jantar comido, e TPC feitos.
Depois passam-se dos carretos nos finais de semana...

Pois, o tempo que sobra é pouco, mas se por um lado percebo que mais de 1h seja muito e que 30 min seja muito aceitável, também há que ver que hoje estamos num trabalho, amanhã noutro, já vi malta em pânico porque ia passar de 15 min de commute pa 30, então boa sorte para o futuro.

O record que já vi foi 2h30 pa cada lado, autentico exagero.
 
Nem mais... Todos nós havemos de conhecer casos assim e piores.

Conheço malta onde os avós vão buscar os filhos todos os dias da semana e tratam de toda a logística. E não é nem 1 nem 2 casos... E um deles os trabalhos dos pais até são "folgados". [:D]

Também ainda há alguns casos de empregadas a gerir essas partes. [;)]

Conheço varios casos de miudos criados pelos avós, e olha que nem é pelos commutes. É mesmo por comodidade/preguiça, porque alguns até trabalham ao pé de casa. Alguns até dormem a maior parte dos dias nos avós.

Algo que sempre fiz questão, foi de sermos nós a assegurar os nossos filhos. O que nao quer dizer que as avós nao ajudem pontualmente., seja por motivos profissionais, ou por motivos de lazer.

De qualquer forma, aqui estou eu, a finalizar 3 dias de trabalho, a 600 km de casa. Portanto, a distancia ao escritorio é o que menos me chateia.
 
Se com 18+ anos a "criança" não souber se desenrascar nesse tema, então há muita coisa errada...

não sei se percebeste o que escrevi...
Não conheço a fundo os TPs de Alcochete, mas metro e comboio não têm, como outros arredores na margem sul e margem norte.

Não escrevi que alguém é enrascado ou desenrascado.
 
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