Tópico das Casas

Já passou aí atrás e não disse nada de mais.


A partir do momento em que se tenta mexer em casas supostamente vazias, não conhecendo sequer todas as nuances do porquê de estar vazias ou com ocupação esporádica, vai-se tentar resolver um problema, mas vai-se criar outro.

Por mim até se fazia a experiência.[:D]

Na cabeça do arquiteto a maioria é investimento financeiro parado. Existem casos obviamente, mas não acredito que sejam a maioria das casas vazias.



O BE também já veio dizer que o objectivo deles é tabelar teto máximo de rendas.

Porque um T1 caríssimo na Av. Liberdade é o mesmo que um T1 velho, pequeno na Mouraria.

Obviamente é um exemplo de comparação exagerado, mas poe à vista o problema de tabelar preços.


Até continua-se o exemplo dado na conversa da entrevista.

1200€ por T1 dada pelo entrevistador.

O BE, queria tabelar segundo rendas máximas já existentes.

Máximo seria 900€ por exemplo tal como está no porta65 jovem, valor que se consegue encontrar na Mouraria actualmente.

Na Av. Liberdade obviamente que não e ninguém iria alugar por esse valor. Ficaria fechada como investimento ou compulsivamente dada ao Estado para arrendamento.

Tabelar não é solução para nada. Isso é planificação da economia que já foi experimentado pelo Estaline nos anos 30 do Sec. Passado e só funcionou porque ele mandava os descontentes para a sibéria.

A solução terá sempre que ser um Win/Win para quem procura casa e para quem é o seu proprietário.
Fazendo um exercício utópico, se fosse possível colocar todas as casas vazias no mercado, partindo do principio do artigo que supriam todas as necessidades, com renda comparticipada pelo estado, ou pelo lado da reabilitação da casa a favor do proprietário, inevitavelmente faria cair o preço das rendas a médio prazo, sem nunca tabelar o que quer que fosse.
 
Contra mim eu falo, a minha mãe tem alguns vazios e prefere aluga-los porque já teve imensa dor de cabeça com as que tem, desde rendas por receber, atrasos nos pagamentos por parte de alguns inquilinos e empresas. Os que já tem arrendado da para pagar todos os custos dos que estão fechados. Conheço algumas pessoas nesta situação e outras que compram, deixam fechados a valorizar e depois vendem.
 
Olha que eu até diria que há mais de 15% de casas vazias em Lisboa...

Há muitos casos diversos. Desde casas degradadas que precisam de muito investimento. Desde questões familiares. E até muitos proprietários com várias há dezenas e dezenas de anos só porque sim. Muitas nem se preocupam em arrendar, dá trabalho, tem riscos, não paga o suficiente.

Isto somado a casas "vazias" de imigrantes, de estrangeiros que vêm cá de 3 em 3 anos, ou de paraísos fiscais. É como digo, 15% até me parece pouco.

Isso para mim não é uma casa vazia no sentido do que se está aqui a falar.
Continuo a achar um exagero. Significa que ao andares por uma rua em Lisboa, a cada 7 casas tens uma vazia e não é 2ªhabitação.
Parece-me exagerado, mesmo sabendo que há as situações que falas.
 
  • Gosto
Reações: DMA
Seria uma reflexão partindo do principio que os dados do INE são correctos!
Se não é para acreditar nos dados do INE, então vale tudo, até acreditar na nova ordem mundial.

Os dados dos CENSOS têm as suas lacunas a vários níveis. Uma casa vazia nem sequer significa que seja uma casa habitável. E no limite pode simplesmente ser alguém que não respondeu ao questionário e o recenseador colocou como casa vazia, porque tocou à porta e ninguém a abriu.
 
Isso para mim não é uma casa vazia no sentido do que se está aqui a falar.
Continuo a achar um exagero. Significa que ao andares por uma rua em Lisboa, a cada 7 casas tens uma vazia e não é 2ªhabitação.
Parece-me exagerado, mesmo sabendo que há as situações que falas.

Não te esqueças que há bem pouco anos a maioria dessas casas que vês vazias e que estão reabilitadas estavam ao abandono ou degradadas. As obras custaram e ainda custam muito dinheiro, portanto quem as fez é que sabe qual é destino das mesmas.
 
O Arq. Tiago teve bastante protagonismo na altura do plano Mais Habitação, em que deu muitas entrevistas e participou em muitos debates.

Segundo a entrevista do link ele diz que cerca de 66% desses fogos (a nível nacional) com "nenhuma ou poucas obras estariam disponíveis para habitar, não estão assim em tão más condições".

Diria que a coisa não é assim tão simples. É que com a situação actual, mesmo pequenas obras são um estouro, para além de conseguires pessoal que as faça. O estado toma conta das obras dum imóvel particular? Tem tudo para correr mal.

E se por algum motivo o particular precisar de dinheiro e tiver de vender? Boa sorte em resolver a situação com o estado metido ao barulho.
 
​​​​​Muitas vezes, o que os proprietários alegam é que não têm confiança no mercado ou porque os arrendatários não pagam ou porque destruíram as casas e preferem ter as casas vazias…

Aí volto ao contexto da fachada que pode cair e o Estado toma posse administrativa para a reabilitar. Deve um proprietário por ser proprietário deixar uma fachada arruinar-se e ir caindo para o espaço público? Não deve. Estamos em discussões de planos diferentes. Uma das coisas a fazer é tornar cada vez mais fiável a relação entre o inquilino e o proprietário. Isso implica coisas da parte do inquilino e coisas da parte do proprietário. O que implica da parte do inquilino? Que pague, que mantenha a casa em condições. O que implica da parte do proprietário? Que faça o arrendamento e que dê estabilidade ao inquilino de se manter ali. O investimento em casas e sendo legítimo que as pessoas até possam comprar casas para ter a sua garantia de reforma ao arrendarem, mas as pessoas têm de começar a perceber que o investimento em casas não é um investimento que deva ser de bolsa de casino, não deve ganhar um jackpot. Noutros países com mercados relativamente consolidados, um investimento nas casas é q.b. rentável, mas seguro no tempo e é para aí que devemos caminhar. Por exemplo, um dos grandes motores do mercado cooperativo, no centro da Europa, ou seja, na Alemanha, Holanda e Suíça são os fundos de pensões que aceitam investir, pois têm a certeza que vão receber o seu X, não é uma exorbitância, mas não têm qualquer perspetiva de receber mais do que aquilo. Toda a gente em Portugal que tem casas está à espera de ter a vantagem de um casino e a segurança de um cofre forte.​


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Neste trecho vê-se bem o viés do Arquiteto. Em primeiro lugar gostaria de ver a reação dele e de mais figuras de esquerda quando estivessem no terreno as tais regras para dar segurança ao senhorio.

Depois toda a retórica dos ganhos do tipo bolsa, casino e da segurança dum cofre forte simplesmente não são verdade para o mercado de arrendamento na maior parte do país (nota-se bem a veia marxista no discurso). Pode ser verdade para mercados muito específicos, mas não vale à pena generalizar. Aliás as estatísticas sobre os valores nacionais das rendas desmentem essa versão descrita pelo Arq.

Quem se dê ao cuidado de fazer uns cálculos sobre a rentabilidade do arrendamento, rapidamente descobre que não é o el dourado que tantas vezes se pinta.

PS: os cerca de 130 mil imóveis com renda congelada dão uma confiança do caraças ao mercado em relação ao legislador e executivo ... é o completo oposto da "vantagem de um casino e a segurança dum cofre forte". Na vida as ações tem peso e significado; o estado já fez mrd uma vez e nunca mais corrigiu essa injustiça ... bem à partir desse momento é pessoa sem palavra e é difícil de confiar que no futuro vai agir de boa fé (como no tal plano de posse administrativa). Compararmo-nos com países da europa central é um bocado descabido.
 
Última edição:
PS: os cerca de 130 mil imóveis com renda congelada dão uma confiança do caraças ao mercado em relação ao legislador e executivo ... é o completo oposto da "vantagem de um casino e a segurança dum cofre forte". Na vida as ações tem peso e significado; o estado já fez mrd uma vez e nunca mais corrigiu essa injustiça ... bem à partir desse momento é pessoa sem palavra e é difícil de confiar que no futuro vai agir de boa fé (como no tal plano de posse administrativa). Compararmo-nos com países da europa central é um bocado descabido.[/QUOTE]

Onde o estado pode trabalhar é na melhoria do dia para a noite na celeridade de resolução de conflitos. Por exemplo criar uma bolsa de arrendatários e senhorios disponivel para arrendar e a partir daí também haver uma espécie de informação sobre problemas causados de um lado e outro, que possam ser consultados para melhor decisão, um cadastro. Redução de impostos sobre a renda, redução de impostos para empresas que recuperem casas devolutas, enfim os partidos ou têm pouca imaginação ou estão pouco preocupados na resolução do problema por interesses diversos...
 
Malta, ando a ver casas na ordem dos 200-250k €, é muito ofencivo fazer ofertas de 15-20% abaixo do valor pedido?

Olha, não estranhes se acabar vendida por um preço superior ao anunciado. Nesse segmento de preços a procura é 5 vezes superior à oferta

Sei de alguns casos em que isto aconteceu. Foram feitas as visitas e depois houve ofertas tipo leilão [;)]
 
ofensivo .... talvez !
com a procura muito acima da oferta ..
mas "um não" está sempre garantido !

é como no olx/Sv uma pessoas vender um carro ou telemovel a X e aparecer alguém a dar menos 20% !
alguns vendedores nem respondem !
 
Malta, ando a ver casas na ordem dos 200-250k €, é muito ofencivo fazer ofertas de 15-20% abaixo do valor pedido?


Se queres que te ignorem, força com esses 15-20%.

Também podes dizer "a proposta é baixa, mas é dinheiro a pronto", pois um empréstimo bancário que demora duas semanas é com dinheiro do monopólio...
 
Se queres que te ignorem, força com esses 15-20%.

Também podes dizer "a proposta é baixa, mas é dinheiro a pronto", pois um empréstimo bancário que demora duas semanas é com dinheiro do monopólio...

Basta uma avaliação bancária ser por baixo para ter que se reduzir o valor....foi assim que tive sorte e poupei uns 5% na compra da minha, só que nem a 90K chegava.
 
Se queres que te ignorem, força com esses 15-20%.

Também podes dizer "a proposta é baixa, mas é dinheiro a pronto", pois um empréstimo bancário que demora duas semanas é com dinheiro do monopólio...

5% talvez seja o mais racional

isto porque é o que as imobiliárias cobram, e quase 100% das vendas é por essa via

imagine-se eu como proprietário quero para mim 370.000 euros

370.000 + 5% para a imobiliária = 388.500

18.500 euros só para a imobiliária

para mim seria uma das medidas a tomar por qualquer governo....limitar estes lucros, pelo menos para as casas de habitação permanente, para as famílias ou jovens

para as de luxo pode ficar como está
 
5% talvez seja o mais racional

isto porque é o que as imobiliárias cobram, e quase 100% das vendas é por essa via

imagine-se eu como proprietário quero para mim 370.000 euros

370.000 + 5% para a imobiliária = 388.500

18.500 euros só para a imobiliária

para mim seria uma das medidas a tomar por qualquer governo....limitar estes lucros, pelo menos para as casas de habitação permanente, para as famílias ou jovens

para as de luxo pode ficar como está

Tás a admitir que as imobiliárias são só quem recebe sem nada fazer....mas não é assim, elas tratam de uma pilha de coisas.

Quem não quer, que não venda por imobiliária, agora limitar lucros? estrangulem mais as empresas, estrangulem...
 
Eu falei em 15 a 20% para dar magem de negociação, pelo menos dos que tenho visto o target é baixar entre os 5-10%.

O exemplo que pequei para fazer a pergunta, até pensei em apenas 6%, sendo que vou propor primeiro 8%. E não tem intermediários, é direto com o proprietário.
 
Eu falei em 15 a 20% para dar magem de negociação, pelo menos dos que tenho visto o target é baixar entre os 5-10%.

O exemplo que pequei para fazer a pergunta, até pensei em apenas 6%, sendo que vou propor primeiro 8%. E não tem intermediários, é direto com o proprietário.

Se for a pronto então, ou mesmo com uma boa entrada para despachar o crédito e o vendedor tenha negocio rapido, consegues talvez mais que isso.

Mas sim, admitindo que muitas casas estão acima do preço pelo qual costumam ser vendidas actualmente, obvio que a proposta tem de ser a afundar como referes para depois "contra propostar".

Opah a menos que a casa já esteja a preço de saldo, aí claro que 15% pode nao fazer sentido. Mas...preço de saldo, onde? [:p]
 
200/250 em Lisboa é uma selva, sao os valores que toda a gente procura!
Dificilmente baixa e o mais provável é ter uma oferta acima do pedido.
 
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