Tópico das Casas

A vista da Cobertura.

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Nem é por aí.

O interior sempre foi... rural. Ora a ruralidade prende-se precisamente pela terra, coisa que boa parte das familias ia tendo.

a grande questão foram os PDM que deixaram de permitir (e bem) construir em qualquer lado, mas mesmo assim muita gente ainda construiu em terrenos não demasiado dispersos.

Outra questão importante é que o preço da terra para construir é muito diferente conforme se fale de uma vila, aldeia, cidade.

Agora se fizermos o exercício simples de um FP que ganha o mesmo esteja onde estiver no país (desde o indiferenciado ao técnico superior), torna-se mais simples ter acesso a habitação decente numa zona mais remota que numa metrópole.

(os emigrantes no interior têm, geralmente, é umas maisons bem grandes e fáceis de detectar andando por essas estradas nacionais)

Sobre o negrito... na minha opinião é muito discutível.

A permissão (e muitas vezes indução) da ocupação dispersa do território traz mais desvantagens do que vantagens: aumento dos custos de construção/manutenção de infraestrutura, mobilidade e transportes, dificuldades na gestão do território (fogos florestais, assistência a pessoas, etc), entre outras.
 
Pensei que o Campo Novo era nos terrenos da Feira Popular, afinal vai ficar ali encaixado junto ao estádio de Alvalade, deve ser num descampado junto ao Pav. João Rocha, mas não consigo imaginar ali uma coisa deste tamanho!?


Não percebo bem o conceito de morar a 5m dum estádio de futebol, mas deve ser problema meu
 
Em relação aos anos 80 e 90 andam por aí umas ideias muito erradas. As Amoreiras, com todas as suas lojas caras, foi inaugurada em 1985. Um jantar de luxo no Gambrinus, um dos restaurantes mais caros de Lisboa, custava 20 contos. Um almoço num restaurante normal custava 500 escudos.

O grande problema dos anos 80 era quase não haver crédito. Por exemplo, o Uno 45 em 1985 vendia-se a crédito, mas o 55s já só a pronto. Também já havia credito para eletrodomésticos, as lojas Singer já baseavam o seu negócio na concessão de crédito. O acesso a casas e carros era a grande limitação que ficou ultrapassada no final da década de 80 com a generalização do crédito para esse fim.

No lugar do spotify comprávamos discos, em vez de netflix ia-se ao vídeo clube.

Um salário de 250 contos em 1990 era de facto um dinheirão. Porquê? Porque os gastos do dia a dia eram baixos, a água, a eletricidade, o combustível, etc. eram bens relativamente baratos. Eu ia ao supermercado e com 40 contos enchia dois carrinhos de compras.

Eu penso que tudo por junto a melhor década foi a de 90, a que acabou em grande com uma porrada de inaugurações e com a expo 98. Os 80 ainda foram muito desafiantes, mas no seculo XXI estagnamos, isto é, não pioramos, mas também não demos saltos em frente como os que ocorreram nos anos 80 e 90.

Não percebo bem o conceito de morar a 5m dum estádio de futebol, mas deve ser problema meu
Também não percebo. Quando morava em Benfica perto da mata, em dias de jogo aquilo virava um pandemónio, apesar da distância até ao estádio.

Nem é por aí.

O interior sempre foi... rural. Ora a ruralidade prende-se precisamente pela terra, coisa que boa parte das familias ia tendo.

a grande questão foram os PDM que deixaram de permitir (e bem) construir em qualquer lado, mas mesmo assim muita gente ainda construiu em terrenos não demasiado dispersos.

Outra questão importante é que o preço da terra para construir é muito diferente conforme se fale de uma vila, aldeia, cidade.

Agora se fizermos o exercício simples de um FP que ganha o mesmo esteja onde estiver no país (desde o indiferenciado ao técnico superior), torna-se mais simples ter acesso a habitação decente numa zona mais remota que numa metrópole.

(os emigrantes no interior têm, geralmente, é umas maisons bem grandes e fáceis de detectar andando por essas estradas nacionais)
Um tipo amigo que é bancário diz que na dependência das Amoreiras eram mais os "cagões" do que aqueles que efetivamente tinham dinheiro. Foi para a zona de Pedrogão e agora conta que os tipos com património "relevante" (como ele gosta de chamar aos ricos), chegam ao banco de trator ou carrinha de caixa. aberta.
 
Última edição:
Em relação aos anos 80 e 90 andam por aí umas ideias muito erradas. As Amoreiras, com todas as suas lojas caras, foi inaugurada em 1985. Um jantar de luxo no Gambrinus, um dos restaurantes mais caros de Lisboa, custava 20 contos. Um almoço num restaurante normal custava 500 escudos.

O grande problema dos anos 80 era quase não haver crédito. Por exemplo, o Uno 45 em 1985 vendia-se a crédito, mas o 55s já só a pronto. Também já havia credito para eletrodomésticos, as lojas Singer já baseavam o seu negócio na concessão de crédito. O acesso a casas e carros era a grande limitação que ficou ultrapassada no final da década de 80 com a generalização do crédito para esse fim.

No lugar do spotify comprávamos discos, em vez de netflix ia-se ao vídeo clube.

Um salário de 250 contos em 1990 era de facto um dinheirão. Porquê? Porque os gastos do dia a dia eram baixos, a água, a eletricidade, o combustível, etc. eram bens relativamente baratos. Eu ia ao supermercado e com 40 contos enchia dois carrinhos de compras.

Eu penso que tudo por junto a melhor década foi a de 90, a que acabou em grande com uma porrada de inaugurações e com a expo 98. Os 80 ainda foram muito desafiantes, mas no seculo XXI estagnamos, isto é, não pioramos, mas também não demos saltos em frente como os que ocorreram nos anos 80 e 90.

Também não percebo. Quando morava em Benfica perto da mata, em dias de jogo aquilo virava um pandemónio, apesar da distância até ao estádio.

Um tipo amigo que é bancário diz que na dependência das Amoreiras eram mais os "cagões" do que aqueles que efetivamente tinham dinheiro. Foi para a zona de Pedrogão e agora conta que os tipos com património "relevante" (como ele gosta de chamar aos ricos), chegam ao banco de trator ou carrinha de caixa. aberta.


Os maiores saldos médios da banca eram da Caixa de crédito agrícola[:D]
 
Este Novo Emprendimento NOVO CAMPO é o espelho da realidade Lisboeta.

Foi lançado na sexta com pompa e circunstância.
Como sendo um verdadeiro bairro alfacinha e para alfacinhas. [:D]

Depois já sabemos o tradicional "desde 399.000" que é o T1 de de 55m2. Depois os T2 começam nos 600.000€ e depois o T3 começa nos 920.000€[:D]

Ai está, um verdadeiro empreendimento para Alfacinhas. Vão ser Alfacinhas que falam inglês, sueco, "angolano" e chinês...
e falam PT-BR [:cool:][:)]
 
Já agora gostaria também de lembrar aos meus amigos do seguinte:

A urbanização da enorme área de Alvalade ocorreu nos anos 50/60, num misto de arrendamento, compra em cooperativa e propriedade própria.

Olivais e Benfica em boa parte desenvolveram-se nos anos 60 e 70, ainda com muitas cooperativas e algum arrendamento.

O bairro da Portela de Sacavém (e bem grande que ele é) terá sido lá pelos anos 70 e 80, e neste caso já prevalecendo a propriedade própria.

E, por fim, as enormes áreas de Alfragide e Massamá, nos anos 80 e 90, já com forte predominância de casas compradas palas famílias que as foram habitar.
 
E quanto a revistas vendidas por 2 contos, estou a olhar para o L'Automobile de 1/1988, uma revista importada e portanto mais cara, e o preço era 430 escudos, até aos 2 contos ainda faltava um bocadinho.

As revistas nacionais, naturalmente, eram muito mais baratas.
 
como é que estão as taxas euribor ?

estava a ver aqui uma notícia a dizer que o BCE volta a reunir-se no final do mês e que vai subir novamente as taxas, e não vai ser subida pequena, deve ser mais uns 0.75 %
 
Sobre o negrito... na minha opinião é muito discutível.

A permissão (e muitas vezes indução) da ocupação dispersa do território traz mais desvantagens do que vantagens: aumento dos custos de construção/manutenção de infraestrutura, mobilidade e transportes, dificuldades na gestão do território (fogos florestais, assistência a pessoas, etc), entre outras.

Repara que eu escrevi "deixaram de permitir".

Portanto estamos completamente de acordo.
 
Este Novo Emprendimento NOVO CAMPO é o espelho da realidade Lisboeta.

Foi lançado na sexta com pompa e circunstância.
Como sendo um verdadeiro bairro alfacinha e para alfacinhas. [:D]

Depois já sabemos o tradicional "desde 399.000" que é o T1 de de 55m2. Depois os T2 começam nos 600.000€ e depois o T3 começa nos 920.000€[:D]

Ai está, um verdadeiro empreendimento para Alfacinhas. Vão ser Alfacinhas que falam inglês, sueco, "angolano" e chinês...

alfacinhas compram mais (bem) atrás na Alta de Lisboa.

eu acho esses preços muito quentes para pessoal nacional na conjuntura que está aí.

o pessoal devia ter cuidado ou está tudo aflito com cpcvs que não vai conseguir concretizar e desesperado para vender a posição.
 
Em relação aos anos 80 e 90 andam por aí umas ideias muito erradas. As Amoreiras, com todas as suas lojas caras, foi inaugurada em 1985. Um jantar de luxo no Gambrinus, um dos restaurantes mais caros de Lisboa, custava 20 contos. Um almoço num restaurante normal custava 500 escudos.

O grande problema dos anos 80 era quase não haver crédito. Por exemplo, o Uno 45 em 1985 vendia-se a crédito, mas o 55s já só a pronto. Também já havia credito para eletrodomésticos, as lojas Singer já baseavam o seu negócio na concessão de crédito. O acesso a casas e carros era a grande limitação que ficou ultrapassada no final da década de 80 com a generalização do crédito para esse fim.

No lugar do spotify comprávamos discos, em vez de netflix ia-se ao vídeo clube.

Um salário de 250 contos em 1990 era de facto um dinheirão. Porquê? Porque os gastos do dia a dia eram baixos, a água, a eletricidade, o combustível, etc. eram bens relativamente baratos. Eu ia ao supermercado e com 40 contos enchia dois carrinhos de compras.

Eu penso que tudo por junto a melhor década foi a de 90, a que acabou em grande com uma porrada de inaugurações e com a expo 98. Os 80 ainda foram muito desafiantes, mas no seculo XXI estagnamos, isto é, não pioramos, mas também não demos saltos em frente como os que ocorreram nos anos 80 e 90.

Também não percebo. Quando morava em Benfica perto da mata, em dias de jogo aquilo virava um pandemónio, apesar da distância até ao estádio.

Um tipo amigo que é bancário diz que na dependência das Amoreiras eram mais os "cagões" do que aqueles que efetivamente tinham dinheiro. Foi para a zona de Pedrogão e agora conta que os tipos com património "relevante" (como ele gosta de chamar aos ricos), chegam ao banco de trator ou carrinha de caixa. aberta.

... E 190D.

Sim, nos dias de hoje.
 
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