Tópico das Casas

Eu não acho que se deva deixar andar. Acho é que o estado (governo e autarquias) não se devem meter na venda de casas, só isso.
Concordo com habitação social, de super baixo custo e em zonas específicas para isso.
Meter-se na habitação "de luxo" em zonas de luxo, é um erro fatal.

Concordo com habitação para aluguer, mas venda não.

Se calhar é esse estigma que te está a fazer confusão!
Quando se fala de casas a preços controlados, a última coisa com que isto combina é com casas de luxo...
ninguém vai comprar dessa forma uma casa de luxo numa localização de luxo a metade do preço.
onde é posto em prática, são casas standard sem nenhum luxo, em locais onde há terreno para o fazer.
 
Para venda tinha de ser um modelo moderno das cooperativas, com terrenos a baixo preço ou cedidos pela CM.

Ali a zona de braço prata não ficou má só demorou foi uma enormidade de tempo.

https://www.diarioimobiliario.pt/O-Bairro-Cooperativo-de-Braco-de-Prata-finalmente-concluido

Esse projecto começou a vender posição em 1992 ou 95 (não tenho a certeza) e a posição inicial nem era nesse local.

Os primeiros compradores eram : políticos /filhos de e altos cargos da FP, forças armadas. Havia também alguns empregados de bancos. Ou seja não, era para todos.
 
Se calhar é esse estigma que te está a fazer confusão!
Quando se fala de casas a preços controlados, a última coisa com que isto combina é com casas de luxo...
ninguém vai comprar dessa forma uma casa de luxo numa localização de luxo a metade do preço.
onde é posto em prática, são casas standard sem nenhum luxo, em locais onde há terreno para o fazer.

Olha que não. As que o Isaltino e o IHRU estão a fazer são ao lado de casas de milhões. Aliás o Isaltino vai fazer 30 moradias num bairro onde as mais baratas custam 1.2 milhões... Ok a construção terá de ser pior qualidade, mas a zona é a mesma.
Até há um video do Isaltino a mostrar uma dessas casas (Alto da montanha) e a dizer orgulhosamente, aquela ali em frente custam 500/600.000€ estas custam metade, e a única diferença é nos móveis, nas cozinhas e alguns equipamentos e acabamentos.

Por isso não sou eu que estou a fazer confusão.
 
Esse projecto começou a vender posição em 1992 ou 95 (não tenho a certeza) e a posição inicial nem era nesse local.

Os primeiros compradores eram : políticos /filhos de e altos cargos da FP, forças armadas. Havia também alguns empregados de bancos. Ou seja não, era para todos.

O funcionamento de cooperativa tinha condicionantes não é igual a comprar no mercado .

Muita vez nem sabiam qual seria o local que ia calhar quando chegasse a vez.

Habitação de cooperativa não implica ser habitação social de bairro pobre para operario.
 
Last edited:
E o que é que acham do empreendimento que estão a fazer junto à praia de Carcavelos, onde vão destruir por completo uma mata com muitos anos (mata da Quinta dos Ingleses), e que providenciava muita sombra àquele sítio, bem como estacionamento para a praia.

Este emprendimento já foi alvo de providência cautelar interposta por uma associação ambiental, mas neste momento não sei em que ponto de situação se encontra e se as obras retomaram.
 
O funcionamento de cooperativa tinha condicionantes não é igual a comprar no mercado .

Muita vez nem sabiam qual seria o local que ia calhar quando chegasse a vez.

Habitação de cooperativa não implica ser habitação social de bairro pobre para operario.

É sempre habitação social em termos legais. Na medida em que é subsidiada pelo INH e o terreno é cedido. É da terminologia oficial.

Na prática, os preços desse bairro (revenda) já não são compatíveis com operários há muitos anos.

Alvalade tbm era bairro operário com casas da treta e os preços são o que são.

​​​​​​Eu acho o conceito Interessante a longo prazo.O facto do terreno ser do estado resolve o problema de herdos pois a garantia do direito de habitação (actualmente) só é para o proprietário ou residente. No final do contrato da cedência de superfície fica reduzido o risco dos imóveis ficarem vazios já que será aplicada renda da superfície. Os futuros donos serão obrigados a habitar ou arrendar.

Digamos que é um modelo híbrido de propriedade pendurado entre o capitalismo e comunismo [:)]
 
É sempre habitação social em termos legais. Na medida em que é subsidiada pelo INH e o terreno é cedido. É da terminologia oficial.

Na prática, os preços desse bairro (revenda) já não são compatíveis com operários há muitos anos.

Alvalade tbm era bairro operário com casas da treta e os preços são o que são.

​​​​​​Eu acho o conceito Interessante a longo prazo.O facto do terreno ser do estado resolve o problema de herdos pois a garantia do direito de habitação (actualmente) só é para o proprietário ou residente. No final do contrato da cedência de superfície fica reduzido o risco dos imóveis ficarem vazios já que será aplicada renda da superfície. Os futuros donos serão obrigados a habitar ou arrendar.

Digamos que é um modelo híbrido de propriedade pendurado entre o capitalismo e comunismo [:)]

Alvalade é outra historia diferente, era um bairro misto com habitação social do estado e privada mas decidiram oferecer as casas aos inquilinos por tostões pq havia o entendimento que o Estado não devia ser dono de casas - o mercado funcionaria.


Habitação social via cooperativa não tem de ser para "operarios", RSI e pessoal de SMN.

iNem o conceito de habitação social getto ao estilo de frança.


Tanto esses de braço prata, como estes são cooperativa

https://www.google.pt/maps/@38.7463127,-9.1102895,3a,75y,343.24h,95.93t/data=!3m7!1e1!3m5!1s3ipk3gHdTmlBjiJ6JkZdnQ!2e0!5s2 0090501T000000!7i13312!8i6656?hl=pt-PT&coh=205409&entry=ttu


https://www.idealista.pt/imovel/33192134/

Não está em causa o preço de revenda atual, nem se há limitações ou preferencia na venda.

Apenas o conceito de construir mais, a preços controlados e para classe media.




 
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E o que é que acham do empreendimento que estão a fazer junto à praia de Carcavelos, onde vão destruir por completo uma mata com muitos anos (mata da Quinta dos Ingleses), e que providenciava muita sombra àquele sítio, bem como estacionamento para a praia.

Este emprendimento já foi alvo de providência cautelar interposta por uma associação ambiental, mas neste momento não sei em que ponto de situação se encontra e se as obras retomaram.

Faz estacionamento pq deixam, acham que um terreno daqueles ia ficar por construir ?

A parte da mata fica lá , a construção é nas "pontas".
 
E o que é que acham do empreendimento que estão a fazer junto à praia de Carcavelos, onde vão destruir por completo uma mata com muitos anos (mata da Quinta dos Ingleses), e que providenciava muita sombra àquele sítio, bem como estacionamento para a praia.

Este emprendimento já foi alvo de providência cautelar interposta por uma associação ambiental, mas neste momento não sei em que ponto de situação se encontra e se as obras retomaram.

Ng quer saber da mata, querem é estacionar lá.
Ambientalismos...certo. [:cool:]
 
Alvalade é outra historia diferente, era um bairro misto com habitação social do estado e privada mas decidiram oferecer as casas aos inquilinos por tostões pq havia o entendimento que o Estado não devia ser dono de casas - o mercado funcionaria.


Habitação social via cooperativa não tem de ser para "operarios", RSI e pessoal de SMN.

iNem o conceito de habitação social getto ao estilo de frança.


Tanto esses de braço prata, como estes são cooperativa

https://www.google.pt/maps/@38.7463127,-9.1102895,3a,75y,343.24h,95.93t/data=!3m7!1e1!3m5!1s3ipk3gHdTmlBjiJ6JkZdnQ!2e0!5s2 0090501T000000!7i13312!8i6656?hl=pt-PT&coh=205409&entry=ttu


https://www.idealista.pt/imovel/33192134/

Não está em causa o preço de revenda atual, nem se há limitações ou preferencia na venda.

Apenas o conceito de construir mais, a preços controlados e para classe media.



Eu defendo o sistema. Acho que permite atenuar a especulação imobiliária e reter pessoas "normais" na cidade.

Quando digo normais é pessoas para viver e não propriamente investisores.

​​​​NOTA: este exemplo T1 minúsculo foi vendido por 110000 € ( + quotas de cooperante desde 1995) há uns 15 anos salvo erro. Transaciona-se a 200k agora.

Com o hospital em construção o valor vai aumentar mas já deixa de ser interessante para um particular (alguém com família criança s...) neste momento. Acabará nas mãos de investidores e será arrendado no futuro.

​​​​​​
 
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​​​​NOTA: este exemplo T1 minúsculo foi vendido por 110000 € ( + quotas de cooperante desde 1995) há uns 15 anos salvo erro. Transaciona-se a 200k agora.

Um dos problemas do modelo de cooperativa é esse tempo, nunca são coisa imediatas .

É quase uma compra em planta sem planta nenhuma.

E falei desses pq são o mais "normal" , dentro do parque das nações tb existiram uns quantos construídos via cooperativa.
 
Um dos problemas do modelo de cooperativa é esse tempo, nunca são coisa imediatas .

É quase uma compra em planta sem planta nenhuma.

E falei desses pq são o mais "normal" , dentro do parque das nações tb existiram uns quantos construídos via cooperativa.

O principal problema do modelo de cooperativa é que começa pela iniciativa de privados. Na essência não é desenhado para solucionar os problemas actuais mais abrangentes e globais. É desenhado para solucionar os problemas de um grupo de pessoas restrito e que consiga ultrapassar todos os desafios de instrução de um processo desta magnitude.
Daí que seja um modelo sem muita expressão, e que como todos sabemos, como começa com particulares que têm de dar a mão ao poder local, acaba num acesso a estas casas extremamente "seletivo".
Para resolver o problema actual, teria de ser algo estrutural, muito mais rápido na execução e de acesso +- universal à população alvo.
 
E o que é que acham do empreendimento que estão a fazer junto à praia de Carcavelos, onde vão destruir por completo uma mata com muitos anos (mata da Quinta dos Ingleses), e que providenciava muita sombra àquele sítio, bem como estacionamento para a praia.

Este emprendimento já foi alvo de providência cautelar interposta por uma associação ambiental, mas neste momento não sei em que ponto de situação se encontra e se as obras retomaram.

Acho bem.

A malta tem de compreender que há terrenos urbanos, com plano de pormenor, ou alvará de loteamento, ou em PDM com capacidade de construção e que custam milhões e onde os promotores pagam milhares em Impostos todos os naos.
Depois um dia quando as condições estão reunidas o Promotor quer avançar para a construção nos moldes previstos.
As pessoas acham quem um terreno por estar vazio há 20 anos, deve ser um jardim, um parque infantil ou um campo de jogos.
Mas não são terrenos privados e com projectos para construção.

Muitas vezes depois das críticas as Câmaras até acabam por prejudicar o promotor e reduzir áreas ou obrigar a mais cedências e afins.

E ai até entramos noutro capítulo que as pessoas também acham que ecopontos, ciclovias, estradas, iluminação, quiosques, parques infantis são todos feitos pelas Câmaras.... Quando a grande maioria são feitos precisamente pelos promotores nos loteamentos. Obrigados pelas Câmaras.

Há uns tempos soube de uma história que num condomínio de moradias, ao longo dos anos todos foram construíndo as suas casas, e ficou um lote vazio, um dia esse vizinho começou a construir e todos os outros se juntaram para embargar a obra, porque era o único lote "verde" da urbanização e que devia ser um parque infantil. É o que dá cada um olhar só para o seu umbigo.
 
É sempre habitação social em termos legais. Na medida em que é subsidiada pelo INH e o terreno é cedido. É da terminologia oficial.

Na prática, os preços desse bairro (revenda) já não são compatíveis com operários há muitos anos.

Alvalade tbm era bairro operário com casas da treta e os preços são o que são.

​​​​​​Eu acho o conceito Interessante a longo prazo.O facto do terreno ser do estado resolve o problema de herdos pois a garantia do direito de habitação (actualmente) só é para o proprietário ou residente. No final do contrato da cedência de superfície fica reduzido o risco dos imóveis ficarem vazios já que será aplicada renda da superfície. Os futuros donos serão obrigados a habitar ou arrendar.

Digamos que é um modelo híbrido de propriedade pendurado entre o capitalismo e comunismo [:)]

Há uma zona em Alfragide que foi toda de cooperativa. Os prédios foram construídos na próximidade de um bairro social (Bairro do Zambujal) e lembro-me de na altura ter entrado em alguns e as casas eram porreiras. Foi a primeira vez que ouvi falar neste conceito de cooperativa.

Hoje passados cerca de 20/25 anos desde que foram construídos encontram-se alguns à venda.

https://www.idealista.pt/comprar-casas/amadora/alfragide/pagina-2?ordem=precos-asc

https://www.idealista.pt/imovel/32274748/

Umas com melhor localização que outras. Se valem o que pedem por elas... não sei, mas alternativas nest gama de preço não me parecem existir muitas.
 
Daí que seja um modelo sem muita expressão, e que como todos sabemos, como começa com particulares que têm de dar a mão ao poder local, acaba num acesso a estas casas extremamente "seletivo".
Para resolver o problema actual, teria de ser algo estrutural, muito mais rápido na execução e de acesso +- universal à população alvo.

Um modelo sem expressão por varias razões, nunca poderia ser nos modelos antigos pq o mundo mudou - acesso a credito principalmente.

Agora o estado ou poder local a construir para vender ? Um bocado utopia .
 
Um modelo sem expressão por varias razões, nunca poderia ser nos modelos antigos pq o mundo mudou - acesso a credito principalmente.

Agora o estado ou poder local a construir para vender ? Um bocado utopia .

Olha aqui uma utopia tornada realidade: A brief history – from squatter settlements to home ownership


Before we were set up in 1960, our predecessor, the Singapore Improvement Trust, had built 20,907 units of public housing flats in the span of 12 years from 1947 to 1959. However, these were not enough to house the population of about 1.6 million at that time. The majority of which lived in overcrowded slums and squatter settlements.

3 years after our formation, we had built 31,317 flats and successfully tackled the housing crisis. The flats were basic but with piped water and clean sanitation, they provided decent housing and shelter for many. Home Ownership Scheme


In 1964, the government introduced the Home Ownership for the People Scheme to give citizens a tangible asset in the country and a stake in nation-building. This push for home ownership also improved the country’s overall economic, social, and political stability.

In 1968, to help more become home owners, the government allowed the use of Central Provident Fund (CPF) savings for the downpayment and to service the monthly mortgage loan instalments. This, together with other schemes and grants introduced over the years, has made home ownership highly affordable and attractive. Allocation and pricing


To maintain fair allocation of flats, various adjustments were made to keep up with changing times and circumstances. Flats were allocated under the Waiting List System, Booking System, Registration for Flats System, and currently the Build-To-Order System.

In providing homes for residents, we were also mindful to ensure social cohesion and a good racial mix among various ethnic communities living in public housing estates. Hence, in 1989, the Ethnic Integration Policy was implemented. In addition, since 2010, the Singapore Permanent Resident (SPR) quota has specified a maximum proportion of non-Malaysian SPR households within a block or neighbourhood. The SPR quota ensures that SPR families can integrate into the local community for social cohesion.

In pricing our flats, our principle has always been to keep homes within the reach of the majority of flat buyers. In 2006, the Additional CPF Housing Grant Scheme was introduced to help lower income families own their first homes. Since then, other grants have been put in place to help home buyers afford HDB flats. With these measures, buyers would need to use less than a quarter of their monthly household income to pay for the mortgage instalment of their first flat, a figure lower than the international benchmarks for affordable housing. Financial planning


Apart from ensuring that our flats are affordably priced and providing housing subsidies to help Singaporeans become home owners, we encourage financial prudence and forward planning. Since January 2007, flat buyers who would like to obtain an HDB loan to buy a new flat must have a valid HDB Loan Eligibility (HLE) letter before purchasing their flat. The HLE letter considers the flat buyers' age, income, and financial commitments to calculate the maximum loan eligibility and corresponding monthly instalments to ensure they are not financially overstretched. Home Protection Scheme


The Home Protection Scheme (HPS) was implemented in 1981 and administered by the CPF Board. This scheme helps to ensure that dependants of our flat owners would not lose their homes because they are unable to finance their loan in the event of death or permanent incapacity of the sole breadwinner.


https://www.hdb.gov.sg/about-us/our-role/public-housing-a-singapore-icon

Há vários modelos que podem ser aplicados, até países que expropriam casas vagas para arrendar.... Há países que fazem habitação social, há paises que fazem habitação para arrendar a preços controlados e outros que fazem para vender a preços controlados. Há quem faça de tudo um pouco e,

Há quem não faça quase nada tipo Portugal. É urgente fazer qualquer coisa pelo imobiliario em PT. Quando um t1 numa aldeia longe das 4 ou 5 grandes cidades custa 500€ de arrendamento ou 200000€ de compra, já batemos no fundo.
Isto pode parecer pouco urgente para quem tem casa e não se vê afetado por esta problática, mas isto é algo que para além de TODOS os problemas do país, fará com que seja impossivel alvancar a economia.
 
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