Creio que a Colina dos Cruzeiros em Odivelas é uma boa zona.
Coimbra, principalmente a freguesia de Santo António dos Olivais, é um mundo à parte da realidade do País.
Isto porque é uma cidade relativamente pequena em termos populacionais e área "nobre", mas consegue reunir mesmo assim:
- vários hospitais distribuídos por 2 centros hospitalares (HUC, Covões, Pediátrico, Maternidade Daniel de Matos, Maternidade Bissaya Barreto, Hospital Psiquiátrico Sobral de Cid), um IPO;
- inúmeros hospitais e clínicas privadas, consultórios médicos, etc (Centro Cirurgico, Montes Claros, Sanfil, Sofia, "Super Mercado Médico", etc)
- uma grande Universidade (UC) e 4/5 Universidades e Institutos Superiores privadas (Vasco da Gama, Miguel Torga, Escola Superior de Educação, ISEC);
- inúmeros escritórios de advogados que trabalham para todo o país;
- dezenas de escolas, sendo que os quadros da grande maioria das centrais é composto por profissionais no último e penúltimo escalão, muitos deles com mais de 30 anos de aulas no currículo e que dão explicações por fora;
- uma dúzia ou mais de empresas com um volume de facturação interessante, reflectido nos salários dos seus quadros, etc.
Traduzindo-se tudo isto num rendimento médio por agregado familiar, residente na referida freguesia, potencialmente bastante superior à média nacional.
Isto, somado à alergia e desprezo que muitos Conimbricenses têm pelas freguesias confinantes (Santa Clara, Eiras, etc), leva a uma "competição" pelos imóveis mais centrais resultando numa inflação generalizada de preços, sem que tal se reflita na qualidade, pois, as pessoas que podem, não se importam de pagar o dobro para ficar no centro, invés de a 3 ou 4 km desse mesmo centro.
No entanto, apesar destas características peculiares que levam a que muita gente viva bastante bem, Coimbra tem muito pouca gente na categoria dos obscenamente ricos comparativamente com Lisboa ou Porto.
Traduzindo tudo para números, isto faz com que os melhores apartamentos da Cidade dos Estudantes, (t4 ou mais de luxo com áreas superiores a 200m2) mesmo andando entre os 500 e 1'000'000€, cheguem a custar apenas metade de alguns "nas capitais".
Indo para terrenos para casas as diferenças ainda aumentam mais, começando no preço do terreno e acabando no custo de construção.
Tirando alguns bairros clandestinos periféricos a Odivelas (embora do concelho), não vejo uma zona onde se possa apontar algo de especial!
Claro que as Colinas pela sua recente construção é a mais apelativa, mas não é só.
Eu apesar de entender alguns argumentos do autor do texto no JNegócios, acho que em Portugal se as pessoas estão à espera que a habitação caia, mais vale esperarem sentados.
Digo isto porque apesar de tudo, o que vi baixar/estabilizar foram os apartamentos usados. Tudo o que é novo sejam apartamentos sejam moradias independententes, subiram de preço. Mesmo as moradias usadas também.
Mas vamos ver o que o futuro vai trazer sobre esta questão.
A ideia que eu tenho é que em Portugal a habitação sempre foi cara e vai continuar.
Só se de repente os imigrantes que cá estão saíssem todos de uma vez. Mas mesmo aqui só iriam existir alterações ao nivel da habitação mais barata.
Tirando alguns bairros clandestinos periféricos a Odivelas (embora do concelho), não vejo uma zona onde se possa apontar algo de especial!
Claro que as Colinas pela sua recente construção é a mais apelativa, mas não é só.
As Colinas também me parecem ser "atafulhadas" demais, prédios altos e próximos demais...
A localização, acessos e acabamentos de alguns apartamentos são bons, mas a quantidade de prédios, altura e proximidade dos mesmo estragam um pouco a qualidade de vida que se poderia ter ali...
Cheguei a ver os primeiros prédios da primeira fase, mas vendo o resultado final, é confusão a mais para mim.
E uma das coisas que não gosto em Portugal. Com tantos prédios ao abandono e terrenos baldios mais perto do centro de Lisboa (alguns mesmo no centro da cidade) anda-se a construir "ao molho" na periferia. Depois lá tem de andar tudo de carro e lá aumenta a fatura energética.Concordo com os 2 em absoluto.
Desde que comecei a ver as Colinas a serem construídas, vi que aquilo não ia dar bom resultado, como é que é possível tantos prédios uns em cima dos outros e tanto carro em 2ª e terceira fila!! Também não era para mim.
E uma das coisas que não entendoa em Portugal. Com tantos prédios ao abandono e terrenos baldios mais perto do centro de Lisboa (alguns mesmo no centro da cidade) anda-se a construir " ao molho" na periferia. Depois lá tem de andar tudo de carro e lá aumenta a fatura energética.
Queixam-se que a Carris da prejuizo... Dentro de Lisboa com tanta casa abandonada se houvesse mais ocupação já nem entrariam carros na cidade. A alternativa para quem vivesse dentro da cidade é, naturalmente, o recurso aos Transportes Públicos, que fica muito mais barato, mesmo com estes aumentos, que manter um carro.
Às vezes resolver um problema pode ter efeito dominó e ajudar tantos outros, tais como: comércio local / pequeno comércio, aumento de receitas de IMI, etc.
Queixam-se que a Carris da prejuizo... Dentro de Lisboa com tanta casa abandonada se houvesse mais ocupação já nem entrariam carros na cidade. A alternativa para quem vivesse dentro da cidade é, naturalmente, o recurso aos Transportes Públicos, que fica muito mais barato, mesmo com estes aumentos, que manter um carro.
Às vezes resolver um problema pode ter efeito dominó e ajudar tantos outros, tais como: comércio local / pequeno comércio, aumento de receitas de IMI, etc.
E o que fazer ao Lobby da construção?[]
O valor das casas não desce em Portugal, nem em nenhum país do sul da Europa onde o lobby da construção é muito forte. Além disso criou-se a ideia de que o imobiliario valoriza sempre. E se assim não é as pessoas não vendem.
Requalificar um prédio dá trabalho, mas é possível e dentro da legislação que obriga à manutenção das fachadas.
O sector de construção civil só tem é que se adaptar.