Tópico dos "Emigras".

A questão dos filhos tem de ser bem pensada. Dadas as horas tardias de trabalho que se praticam em PT, Portugal acaba por ser um país longe do ideal para se ter filhos. Como tal, convém salvaguardar ou a retaguarda dos avós, ou que o empregador permita sair a horas decentes.

Regressei com 2 crias há um ano, com boas condições, e arrependo-me dia sim, dia não.
 
Eu penso muito em regressar. Depois vou a Portugal passar uns dias (férias, ou trabalhar remotamente) e lembro-me porque é que saí e passam-me essas ideias. Para mim já não dá, Portugal é óptimo para ir passar férias e mais nada.
 
A pergunta que também fazemos muitas vezes em casa, é se queremos ficar velhos na Holanda ou Portugal. Quanto mais adiamos a decisão, mais provável é que os filhos não venham connosco de volta. Holanda não é um mar de rosas, sentimos que estamos ainda “descolados”, também por culpa nossa pois vivemos a pensar que estamos de passagem e já la vão 12 anos a brincar. A questao da qualidade do trabalho é importante e o COVID abriu muitas oportunidades de trabalho remoto. Ainda vamos tentar manter a nossa casa alugada por uns anos caso nos arrependemos. As crianças é um tópico que nos preocupa. A mais velha tem 6 anos, por isso o Impacto da mudança não seria dramático. A tomar a decisão tem de ser agora e assumir.
 
A pergunta que também fazemos muitas vezes em casa, é se queremos ficar velhos na Holanda ou Portugal. Quanto mais adiamos a decisão, mais provável é que os filhos não venham connosco de volta. Holanda não é um mar de rosas, sentimos que estamos ainda “descolados”, também por culpa nossa pois vivemos a pensar que estamos de passagem e já la vão 12 anos a brincar. A questao da qualidade do trabalho é importante e o COVID abriu muitas oportunidades de trabalho remoto. Ainda vamos tentar manter a nossa casa alugada por uns anos caso nos arrependemos. As crianças é um tópico que nos preocupa. A mais velha tem 6 anos, por isso o Impacto da mudança não seria dramático. A tomar a decisão tem de ser agora e assumir.

por inação a resposta vai ser ficar velho em Portugal. Provavelmente é algo que já tiveram em consideração, mas a reforma, genericamente falando, no vosso pode ser diferente se tiveres outros rendimentos, mas as reformas com sorte vai ser uns 45-60% dos rendimentos actuais (com sorte ajustados à inflação ).

para se ter algum nível de vida na reforma a casa não pode na grande maioria dos casos ser arrendada.

Já agora, vem aí uma crise pouco simpática, se estão com vínculos estáveis e permanentes diria que nos próximos meses não me mexia muito, a não ser para empresas que lucram com crises.
 
Ola Malta, venho aqui reavivar o topico. [:cool:]

Estamos a pensar regressar a Portugal e a fazer uma lista de pros e contras.
Acho que chegou a hora. Alguem daqui regressou nos ultimos anos, com filhos? Qual e' a vossa opiniao, experiencias, etc ?



eu percebo que alguém regresse sem filhos só para experimentar outra vez. Mas com filhos? Porquê? Para que os filhos daqui a uns anos tenham de emigrar de novo?

para quê fazê-los passar por isso?

com filhos menores, é preferível deixá-los crescer, integrarem-se no novo país, e depois logo regressas e caso eles queiram, regressam também.
 
Não há uma opinião correcta nesta matéria. Cada caso é um caso, cada família uma família.

Podem-me oferecer o dobro que não regresso para viver em Dublin, por exemplo (só em caso de necessidade extrema, tipo é isso ou ficar desempregado).

A partir de um ponto, mas dinheiro não faz ninguém mais feliz. Seriam muito poucos os sítios para onde eu voltaria a emigrar nesta altura. Sou feliz aqui, os meus filhos também, os meus pais também.

Quando os filhos crescerem, se quiserem, podem ir eles para onde quiserem, tal como eu também fui, nada os prende.

Deixa-me muito triste saber que este país podia ser muito mais do que aquilo que é, mas não o pintem como o pior sítio do mundo, que não é.
 
Não há uma opinião correcta nesta matéria. Cada caso é um caso, cada família uma família.

Podem-me oferecer o dobro que não regresso para viver em Dublin, por exemplo (só em caso de necessidade extrema, tipo é isso ou ficar desempregado).

A partir de um ponto, mas dinheiro não faz ninguém mais feliz. Seriam muito poucos os sítios para onde eu voltaria a emigrar nesta altura. Sou feliz aqui, os meus filhos também, os meus pais também.

Quando os filhos crescerem, se quiserem, podem ir eles para onde quiserem, tal como eu também fui, nada os prende.

Deixa-me muito triste saber que este país podia ser muito mais do que aquilo que é, mas não o pintem como o pior sítio do mundo, que não é.

Exacto, cada caso é um caso. Estar longe da família e amigos não foi problema, pois continuava longe deles (Portugal vs Açores)… isso desde os meus tempos no ICBAS.
A empresa onde trabalhei em Bilbao, continua a ser onde mais gostei de estar… mas viver no País Basco era um martírio (dos nativos até ao preço das casas). Ainda pensei regressar à mesma empresa, depois da aventura de Portugal, na filiar que eles têm em Austin (lá perto)… mas surgiu a oportunidade de regressar à Escócia e não pensei duas vezes.
Aqui, pelo contrário, gosto muito, mesmo com esse tempo, e comida [:D]
Voltar aos Açores… cada vez que vou lá perco a vontade… e adoro aquilo
 
Não há uma opinião correcta nesta matéria. Cada caso é um caso, cada família uma família.

Podem-me oferecer o dobro que não regresso para viver em Dublin, por exemplo (só em caso de necessidade extrema, tipo é isso ou ficar desempregado).

A partir de um ponto, mas dinheiro não faz ninguém mais feliz. Seriam muito poucos os sítios para onde eu voltaria a emigrar nesta altura. Sou feliz aqui, os meus filhos também, os meus pais também.

Quando os filhos crescerem, se quiserem, podem ir eles para onde quiserem, tal como eu também fui, nada os prende.

Deixa-me muito triste saber que este país podia ser muito mais do que aquilo que é, mas não o pintem como o pior sítio do mundo, que não é.

Amen, é isso mesmo.

Sobretudo a parte de Dublin. [:)]
 
Não há uma opinião correcta nesta matéria. Cada caso é um caso, cada família uma família.

Podem-me oferecer o dobro que não regresso para viver em Dublin, por exemplo (só em caso de necessidade extrema, tipo é isso ou ficar desempregado).

A partir de um ponto, mas dinheiro não faz ninguém mais feliz. Seriam muito poucos os sítios para onde eu voltaria a emigrar nesta altura. Sou feliz aqui, os meus filhos também, os meus pais também.

Quando os filhos crescerem, se quiserem, podem ir eles para onde quiserem, tal como eu também fui, nada os prende.

Deixa-me muito triste saber que este país podia ser muito mais do que aquilo que é, mas não o pintem como o pior sítio do mundo, que não é.
Bom comentário!

Eu penso que podia facilmente viver em Portugal hoje em dia. Tanto eu como a minha mulher temos um bom CV, que nos permitiria encontrar uma boa posição com um salário interessante.

Obviamente não irias manter os nossos salários actuais. Mas com casa e carro pagos, já não são precisos salários enormes para ter uma vida confortável em Portugal.

No entanto penso na educação dos meus futuros filhos, será melhor crescer em Portugal ou crescer num país que lhes vai abrir outras portas.

E depois penso, hoje em dia Portugal está Ok. Mas volto, e daqui a 5 anos quero voltar a sair... porque me arrependi. Começo tudo outra vez?
 
Tópico dos "Emigras".

Tópico dos "Emigras".

Bom comentário!

Eu penso que podia facilmente viver em Portugal hoje em dia. Tanto eu como a minha mulher temos um bom CV, que nos permitiria encontrar uma boa posição com um salário interessante.

Obviamente não irias manter os nossos salários actuais. Mas com casa e carro pagos, já não são precisos salários enormes para ter uma vida confortável em Portugal.

No entanto penso na educação dos meus futuros filhos, será melhor crescer em Portugal ou crescer num país que lhes vai abrir outras portas.

E depois penso, hoje em dia Portugal está Ok. Mas volto, e daqui a 5 anos quero voltar a sair... porque me arrependi. Começo tudo outra vez?

Como disse acima, voltei em 2017, com alguns objectivos.
Por alturas de 2021 achei que não estava a conseguir atingi-los como tinha planeado/esperado e comecei a ponderar sair novamente, a procurar oportunidades que sabia existirem na Europa (França/Holanda/Bélgica, eventualmente Alemanha, UK praticamente descartado por causa do Brexit, mas não totalmente).
A verdade é que, na hora H de voltar a sair (para a Holanda, por onde já tinha passado brevemente), acabei por recusar. Ou seja, tive vontade de sair e uma proposta à altura, mas essencialmente o lado pessoal acabou por me “travar”. Atenção que não falo de dinheiro, falo de carreira.
Aqui pelo meio há uma melhoria das minhas condições actuais de trabalho em Portugal, que também ajudou, mas continuo a dizer que não recuso a ideia de voltar a sair. Este não era o momento certo, mas nunca fecho a porta, especialmente se não progredir como espero.
Tenho a sorte da minha Maria poder ficar em teletrabalho e isso já não ser uma limitação, embora mesmo ela tenha um mercado alargado se quiser também mudar.
 
Ou estás a ganhar muito bem em Portugal, ou tiveste uma má experiência em Dublin, ou ambas. [:D]


Nem uma nem outra na verdade... ganho mal e porcamente comparado com os meus peers noutras regiões (basta dizer que o meu peer em Espanha ganha 25% mais que eu para se perceber)... e adorei ter vivido em Dublin quando lá vivi durante 5 anos, tinha 20 e tal anos, sem filhos, sem responsabilidades, festas e viagens com fartura... agora com filhos, não é nem uma sociedade nem um país onde me vejo educar os meus filhos. Não posso com aquele tempo, e com aquela cidade que é na verdade uma aldeia sem infraestrutura [:)]. Infelizmente tenho de ir lá muitas vezes, e cada vez que vou, custa-me mais um bocadinho :sh).



Na Europa, experimentaria Holanda (Amsterdão) e Alemanha (Munique), são sociedades com as quais me identifico mais e onde gosto de ir. E Barcelona... onde ainda é provável que vá fazer uma perninha daqui a uns anos, a ver.

De resto, Texas (Austin), Sul da Florida ou Singapura, e não há muito mais sítios para onde me vejo ir.

Tive uma oportunidade única, irrecusável, daqueles que só se vê nos filmes, em Seul... e recusei... [:)][:)]
 
Nem uma nem outra na verdade... ganho mal e porcamente comparado com os meus peers noutras regiões (basta dizer que o meu peer em Espanha ganha 25% mais que eu para se perceber)... e adorei ter vivido em Dublin quando lá vivi durante 5 anos, tinha 20 e tal anos, sem filhos, sem responsabilidades, festas e viagens com fartura... agora com filhos, não é nem uma sociedade nem um país onde me vejo educar os meus filhos. Não posso com aquele tempo, e com aquela cidade que é na verdade uma aldeia sem infraestrutura [:)]. Infelizmente tenho de ir lá muitas vezes, e cada vez que vou, custa-me mais um bocadinho :sh).



Na Europa, experimentaria Holanda (Amsterdão) e Alemanha (Munique), são sociedades com as quais me identifico mais e onde gosto de ir. E Barcelona... onde ainda é provável que vá fazer uma perninha daqui a uns anos, a ver.

De resto, Texas (Austin), Sul da Florida ou Singapura, e não há muito mais sítios para onde me vejo ir.

Tive uma oportunidade única, irrecusável, daqueles que só se vê nos filmes, em Seul... e recusei... [:)][:)]

A malta parece ter um problema qualquer com Seul, um grande amigo meu, portugues, também teve uma dessas oportunidades, de passar de team lead numa equipa da Samsung para uma especie de global team lead, de um dos produtos da samsung com mais visibilidades, passava do package europeu que é só salario e pouco mais, para salário bem acima da média, colegio pago para os filhos, carro, cartão de credito para refeições (incluindo fins de semana), casa paga (no sentido literal, um apartamento em Seul que ficava para ele ao fim de X anos se ficasse lá), além de várias viagens por ano para Portugal incluidas para ele e familia.

Recusou, diz que já ganha bem na Europa a fazer o que gosta e não se reve num país onde não ia perceber a lingua.
 
Recusou, diz que já ganha bem na Europa a fazer o que gosta e não se reve num país onde não ia perceber a lingua.
Perfeitamente legitimo. Até certo ponto nao há duvida que dinheiro ajuda a trazer felicidade, quando estás bem da vida a partir daí cada vez menos. Eu tb nao iria para muito lado nem com o terço do salário, com o qual p.e. compraria um GT3 no dia a seguir (para dizer que concretizaria um sonho)
 
Sempre ouvi dizer que dinheiro não compra felicidade... mas pobreza não compra bosta nenhuma! [:D]

Há uns meses tive uma proposta para o meu cargo de sonho, com tudo pago (casa, carros/motorista, escolas) e um salario 5~6x maior, mas implicava mudar-me com a família para África. Discuti com todos e reflecti durante dois meses e acabei por recusar.
Se não tivesse filhos era outra história, mas as empresas procuram sempre pessoas com familia e filhos para esses cargos, ainda acreditam serem mais estáveis e menos propensos a "desistir", pelas implicações familiares.
 
Perfeitamente legitimo. Até certo ponto nao há duvida que dinheiro ajuda a trazer felicidade, quando estás bem da vida a partir daí cada vez menos. Eu tb nao iria para muito lado nem com o terço do salário, com o qual p.e. compraria um GT3 no dia a seguir (para dizer que concretizaria um sonho)

E' mesmo isto
 
A malta parece ter um problema qualquer com Seul, um grande amigo meu, portugues, também teve uma dessas oportunidades, de passar de team lead numa equipa da Samsung para uma especie de global team lead, de um dos produtos da samsung com mais visibilidades, passava do package europeu que é só salario e pouco mais, para salário bem acima da média, colegio pago para os filhos, carro, cartão de credito para refeições (incluindo fins de semana), casa paga (no sentido literal, um apartamento em Seul que ficava para ele ao fim de X anos se ficasse lá), além de várias viagens por ano para Portugal incluidas para ele e familia.

Recusou, diz que já ganha bem na Europa a fazer o que gosta e não se reve num país onde não ia perceber a lingua.



Os meus problemas prendiam-se com o idioma (forçar os putos a ir viver para Seul...), a escola dos putos ser um colégio francês (que a empresa pagava), e as 18h de trabalho por dia 7 dias por semana que iam esperar que eu fizesse... quando um gajo faz entrevistas com várias pessoas, e no time zone delas são 2 e 3 da manhã....

Durante uns anos ia fazer um dinheirão e potencialmente ficar muito milionário (empresa tech pre-IPO) mas não ia ver os meus filhos a crescer ... escolhi outra coisa!
 
Os meus problemas prendiam-se com o idioma (forçar os putos a ir viver para Seul...), a escola dos putos ser um colégio francês (que a empresa pagava), e as 18h de trabalho por dia 7 dias por semana que iam esperar que eu fizesse... quando um gajo faz entrevistas com várias pessoas, e no time zone delas são 2 e 3 da manhã....

Durante uns anos ia fazer um dinheirão e potencialmente ficar muito milionário (empresa tech pre-IPO) mas não ia ver os meus filhos a crescer ... escolhi outra coisa!

Essa é que é essa, também tive uma proposta para a Toyota em Tóquio mas falando com amigos alertaram-me para este problema: horas de trabalho loucas. Depois de investigar mais online decidi que não me interessava.
 
Essa é que é essa, também tive uma proposta para a Toyota em Tóquio mas falando com amigos alertaram-me para este problema: horas de trabalho loucas. Depois de investigar mais online decidi que não me interessava.
Também recusei uma proposta para ir para Osaka, adoro a cidade e sinceramente estou um bocado arrependido seria uma experiência única e agora irrepetível.
Seria uma experiência completamente oposta à dos EUA
As horas de trabalho das diversas vezes que lá estive não me assusta, se há coisa que eles apreciam e sair para jantar e beber uns copos valentes.
Já não se trabalha tantas horas no Japão, a cultural de trabalho deles está a mudar muito.
 
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