Tópico Jaguar

Excelentes máquinas sem dúvidas, mas este será sempre o meu Jaguar[:cool:]

Estéticamente está perto da perfeição[br:)]

Permite-me discordar...[:D]
Retro ou não, este XJ, ao colar-se aos antecessores, surgiu extremamente bem desenhado. Proporções no ponto, as partes para o todo igualmente em perfeita proporção, percepção de grande coesão. Elegante e delicado.

Com este restyling, perdeu-se parte da harmonia.
O volumoso pára-choques numa tentativa idiota de "modernizar" o desenho, parece mais trabalho de amador, ao não encaixar harmoniosamente no delicado desenho que o XJ apresenta.

Faz lembrar as primeiras tentativas (falhadas) de integrar volumosos parachoques de plástico que impediam que houvesse estragos neles e no carro até uma certa velocidade (5km/h se não estou em erro), por exigência das seguradoras (os toques citadinos começavam a ficar caros)
A diferença aqui é que está pintado...

O retro é uma rua sem saída, mas pode dar origem a resultados interessantes do ponto de vista estilistico. Mas casar à força, retro com elementos contemporâneos, exige mãozinhas!
 
Permite-me discordar...[:D]
Retro ou não, este XJ, ao colar-se aos antecessores, surgiu extremamente bem desenhado. Proporções no ponto, as partes para o todo igualmente em perfeita proporção, percepção de grande coesão. Elegante e delicado.

Com este restyling, perdeu-se parte da harmonia.
O volumoso pára-choques numa tentativa idiota de "modernizar" o desenho, parece mais trabalho de amador, ao não encaixar harmoniosamente no delicado desenho que o XJ apresenta.

Faz lembrar as primeiras tentativas (falhadas) de integrar volumosos parachoques de plástico que impediam que houvesse estragos neles e no carro até uma certa velocidade (5km/h se não estou em erro), por exigência das seguradoras (os toques citadinos começavam a ficar caros)
A diferença aqui é que está pintado...

O retro é uma rua sem saída, mas pode dar origem a resultados interessantes do ponto de vista estilistico. Mas casar à força, retro com elementos contemporâneos, exige mãozinhas!

O "casar à força, retro com elementos contemporâneos, exige mãozinhas" é algo que não concordo... (Sinto curiosidade em saber exemplos que na tua opinião tenham resultado bem[;)])

Acho que deu ao XJ uma desportividade associada à elegância...

Acho sinceramente que está bem melhor do que este (principalmente parachoques e grelha)[;)]
05.jpg

06.jpg


PS: As fotos não são grande coisa o que pode não ajudar muito mas foram as melhores que arranjei...
 
Apesar da versão original parecer menos possante, devido a parachoques mais elegantes, no conjunto é a solução mais adequada ao desenho geral do carro.
Ao menos, todas as partes parecem pertencer ao carro.

Na versão restyling, o parachoques parece ter vindo de outras paragens.

QUanto À questão do retro/contemporâneo ou até retro-futurismo.
Não faltam por aí bons exemplos, até de onde menos se espera.

O ressurgir do muscle-car americano veio acompanhado com restylings dos originais dos anos 60 bastante bem conseguidos.

O Challenger é o mais retro de todos, mas souberam transitar de forma eficiente e com resultados apaixonantes, tudo aquilo que nos fazia atrair por este tipo de carros.

O Camaro é a meu ver o mais bem sucedido, porque não se cola literalmente ao passado e mistura retro com uma boa dose de modernidade.

Curiosamente o Mustang foi sempre o que menos me convenceu. Algo não joga bem na lateral, sobretudo do pilar B para trás. A janela não parece encaixar bem no desenho, e a traseira parece ter volume a mais.
Infelizmente só me posso guiar pelas fotos, que bem que gostaria de vê-los ao vivo para tirar todas as dúvidas.

Tens o Fiat 500 e o Mini (apesar de excessivamente decorado, o desenho base é muito bom). Considero o 500 um dos melhores exemplos de retro que existem.
A fusão retro/contemporâneo está extremamente bem executada.
Se colocarem um 500 ao lado de um 500 original, percebem como coisas que eram válidas nos anos 50, hoje não resultaria muito bem. A linha de cintura, que no original, vai descaindo em direcção à traseira, no actual é uma recta ascendente. O desenho É claramente retro, mas foi genialmente modernizado.

O Alfa 8c. Não se inspira em nenhum modelo em particular, mas é uma clara evocação dos GT's anos 60.

O BMW Z8. VI um recentemente e palavras para quê? Apaixonante. Não só inspira-se nesse belo exemplar que é o 507, como reinterpretou de forma original os elementos estilisticos que identificam a BMW, como por exemplo, o tratamento dado ao duplo rim.
Ainda na BMW, o fantástico trabalho no MilleMiglia Concept. Um dos melhores representantes de retro-futurismo.

Não sou apologista do retro. COncordo que se olhe para o passado, mas isso não implica "copy/paste" literal.

Se analisarmos a questão tendo em conta se um modelo é belo ou não, o retro tem-nos dado belas máquinas, sem discussão. Mas por outro lado, não deixa espaço à criatividade.
Leva apenas à estagnação. Como o retro não costuma revelar surpresas, aceitamo-lo de forma muito mais depressa, já que não exige esforço mental para o apreciar, porque já o apreciavamo-lo há bastante tempo (nos modelos originais).
Por isso é que não se deve procurar fazer apenas modelos belos, que podem levar à repetição de receitas e logo à estagnação, mas sim explorar novos caminhos.
 
Última edição:
Apesar da versão original parecer menos possante, devido a parachoques mais elegantes, no conjunto é a solução mais adequada ao desenho geral do carro.
Ao menos, todas as partes parecem pertencer ao carro.

Na versão restyling, o parachoques parece ter vindo de outras paragens.

QUanto À questão do retro/contemporâneo ou até retro-futurismo.
Não faltam por aí bons exemplos, até de onde menos se espera.

O ressurgir do muscle-car americano veio acompanhado com restylings dos originais dos anos 60 bastante bem conseguidos.

O Challenger é o mais retro de todos, mas souberam transitar de forma eficiente e com resultados apaixonantes, tudo aquilo que nos fazia atrair por este tipo de carros.

O Camaro é a meu ver o mais bem sucedido, porque não se cola literalmente ao passado e mistura retro com uma boa dose de modernidade.

Curiosamente o Mustang foi sempre o que menos me convenceu. Algo não joga bem na lateral, sobretudo do pilar B para trás. A janela não parece encaixar bem no desenho, e a traseira parece ter volume a mais.
Infelizmente só me posso guiar pelas fotos, que bem que gostaria de vê-los ao vivo para tirar todas as dúvidas.

Tens o Fiat 500 e o Mini (apesar de excessivamente decorado, o desenho base é muito bom). Considero o 500 um dos melhores exemplos de retro que existem.
A fusão retro/contemporâneo está extremamente bem executada.
Se colocarem um 500 ao lado de um 500 original, percebem como coisas que eram válidas nos anos 50, hoje não resultaria muito bem. A linha de cintura, que no original, vai descaindo em direcção à traseira, no actual é uma recta ascendente. O desenho É claramente retro, mas foi genialmente modernizado.

O Alfa 8c. Não se inspira em nenhum modelo em particular, mas é uma clara evocação dos GT's anos 60.

O BMW Z8. VI um recentemente e palavras para quê? Apaixonante. Não só inspira-se nesse belo exemplar que é o 507, como reinterpretou de forma original os elementos estilisticos que identificam a BMW, como por exemplo, o tratamento dado ao duplo rim.
Ainda na BMW, o fantástico trabalho no MilleMiglia Concept. Um dos melhores representantes de retro-futurismo.

Não sou apologista do retro. COncordo que se olhe para o passado, mas isso não implica "copy/paste" literal.

Se analisarmos a questão tendo em conta se um modelo é belo ou não, o retro tem-nos dado belas máquinas, sem discussão. Mas por outro lado, não deixa espaço à criatividade.
Leva apenas à estagnação. Como o retro não costuma revelar surpresas, aceitamo-lo de forma muito mais depressa, já que não exige esforço mental para o apreciar, porque já o apreciavamo-lo há bastante tempo (nos modelos originais).
Por isso é que não se deve procurar fazer apenas modelos belos, que podem levar à repetição de receitas e logo à estagnação, mas sim explorar novos caminhos.

Oh Crash, apesar de não concordar contigo relativamente ao XJ tenho que admitir que depois de ler o teu post até tenho vontade de concordar[:D]

É sempre um prazer ler os teus posts[;)] Mais um post bem escrito e argumentado, como já nos habituaste[;)]

PS: Mas mantenho a minha opinião[:D]
 
excelente post


e subscrevo inteiramente


o choques o XJ-R parece que vieram de uma qualquer empresa de preparações

foram "metidos a martelo"


cumprimentos
 
excelente post


e subscrevo inteiramente


o choques o XJ-R parece que vieram de uma qualquer empresa de preparações

foram "metidos a martelo"


cumprimentos

Começo a desconfiar que tenho mesmo mau gosto[:D]

Para além deste posso salientar as minhas lutas pelo BMW 1 coupé e pelo Golf GTD[:D]

Não vale a pena, tenho mau gosto[:D]
 
Apesar dos posts do crash fazerem sempre uma pessoa duvidar de quase tudo no que toca automóveis[:D][:D][:D](escreves bem que fartas[;)]), estou contigo OTony. Gajos sem harmonia[:D]
 
Os gostos não são universais.
Normalmente não tento evidenciar os meus gostos quando entro pelas entranhas do styling e do design, mas acabei de falar positivamente de carros com estilo retro, que é algo que sou claramente contra, pelas razões que disse em cima.

Gosto de ver coisas novas. Retro é um exercicio interessante, até para sketchs e treinar a mão (basicamente não é mais que um restyling de algo que ficou lá atrás, na história. Recriar o desenho, sempre ajuda a compreendê-lo melhor), mas não passa de um dead-end.

A questão do parachoques no XJ. Vocês podem gostar. Mas continua a ser um elemento estranho naquela carroçaria, não estando objectivamente bem integrado.
Mas não se preocupem. Está tudo bem com vocês. [:D][;)]

Como já disse também gosto de coisas "imperfeitas"[:D]
 
Os 500 e os Minis para não falar em mais, são restylings dos anteriores do passado a diferença é que estiveram décadas sem se actualizarem por isso o fosso estilístico.

São carros que o sucesso é suportado pelos saudosistas maioritariamente, depois existe malta nova que até acha interessante e fofinho. [:D]

No meu ponto de vista habituar o cliente a este tipo de exercícios é um perigo porque se eles gostam não tarda está toda a gente sem criação própria e a pegar no que os velhos fizeram e a ser redesenhado!

Isto a meu ver é viver no passado e acho que precisamos de viver no presente acima de tudo, acho que devemos criar a nossa historia e marcar o nosso tempo.

O único caminho a seguir é seguir em frente e o que vejo é que cada vez mais estamos a ficar para trás em alguns aspecto como o design dos carros que saem para o publico é cada vez mais antiquado em relação ao actual design que chamam de futurista, nada que seja feito hoje é futuro pelo contrario é presente e senão aproveitarmos estamos a fazer um grande erro.
 
Os 500 e os Minis para não falar em mais, são restylings dos anteriores do passado a diferença é que estiveram décadas sem se actualizarem por isso o fosso estilístico.

São carros que o sucesso é suportado pelos saudosistas maioritariamente, depois existe malta nova que até acha interessante e fofinho. [:D]

No meu ponto de vista habituar o cliente a este tipo de exercícios é um perigo porque se eles gostam não tarda está toda a gente sem criação própria e a pegar no que os velhos fizeram e a ser redesenhado!

Isto a meu ver é viver no passado e acho que precisamos de viver no presente acima de tudo, acho que devemos criar a nossa historia e marcar o nosso tempo.

O único caminho a seguir é seguir em frente e o que vejo é que cada vez mais estamos a ficar para trás em alguns aspecto como o design dos carros que saem para o publico é cada vez mais antiquado em relação ao actual design que chamam de futurista, nada que seja feito hoje é futuro pelo contrario é presente e senão aproveitarmos estamos a fazer um grande erro.

concordo plenamente.
Felizmente o planeta é grande, e além desta moda de modelos nostálgicos, é contrabalançado por novas correntes estilisticas, como a que obtivemos nesta década através do Bangle.

O retro provavelmente continuará a existir, depois desta caixa de pandora ter sido aberta, duvido que volte alguma vez a fechar, mas tal como dizes, que tipo de herança estilistica ou criativa iremos deixar aos nossos sucessores?
Nós também temos de criar os futuros icones. Temos de fazer a nossa história.

Como estamos no tópico da Jaguar, apesar de discutivel a viragem estilistica tomada pela marca no XF e no polémico XJ, era um passo necessário.
Apesar de conhecermos a Jaguar como uma marca de modelos de desenho clássico, não nos esqueçamos que os modelos originais que deram origem a essa veia actual clássica eram propostas modernas e com olhos no futuro na altura que foram lançados.

A Jaguar tinha de abandonar definitivamente o decalque que mantinha há décadas em modelos dos anos 60.
Tinha de criar novos capitulos na sua história.
 
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