Apesar da versão original parecer menos possante, devido a parachoques mais elegantes, no conjunto é a solução mais adequada ao desenho geral do carro.
Ao menos, todas as partes parecem pertencer ao carro.
Na versão restyling, o parachoques parece ter vindo de outras paragens.
QUanto À questão do retro/contemporâneo ou até retro-futurismo.
Não faltam por aí bons exemplos, até de onde menos se espera.
O ressurgir do muscle-car americano veio acompanhado com restylings dos originais dos anos 60 bastante bem conseguidos.
O Challenger é o mais retro de todos, mas souberam transitar de forma eficiente e com resultados apaixonantes, tudo aquilo que nos fazia atrair por este tipo de carros.
O Camaro é a meu ver o mais bem sucedido, porque não se cola literalmente ao passado e mistura retro com uma boa dose de modernidade.
Curiosamente o Mustang foi sempre o que menos me convenceu. Algo não joga bem na lateral, sobretudo do pilar B para trás. A janela não parece encaixar bem no desenho, e a traseira parece ter volume a mais.
Infelizmente só me posso guiar pelas fotos, que bem que gostaria de vê-los ao vivo para tirar todas as dúvidas.
Tens o Fiat 500 e o Mini (apesar de excessivamente decorado, o desenho base é muito bom). Considero o 500 um dos melhores exemplos de retro que existem.
A fusão retro/contemporâneo está extremamente bem executada.
Se colocarem um 500 ao lado de um 500 original, percebem como coisas que eram válidas nos anos 50, hoje não resultaria muito bem. A linha de cintura, que no original, vai descaindo em direcção à traseira, no actual é uma recta ascendente. O desenho É claramente retro, mas foi genialmente modernizado.
O Alfa 8c. Não se inspira em nenhum modelo em particular, mas é uma clara evocação dos GT's anos 60.
O BMW Z8. VI um recentemente e palavras para quê? Apaixonante. Não só inspira-se nesse belo exemplar que é o 507, como reinterpretou de forma original os elementos estilisticos que identificam a BMW, como por exemplo, o tratamento dado ao duplo rim.
Ainda na BMW, o fantástico trabalho no MilleMiglia Concept. Um dos melhores representantes de retro-futurismo.
Não sou apologista do retro. COncordo que se olhe para o passado, mas isso não implica "copy/paste" literal.
Se analisarmos a questão tendo em conta se um modelo é belo ou não, o retro tem-nos dado belas máquinas, sem discussão. Mas por outro lado, não deixa espaço à criatividade.
Leva apenas à estagnação. Como o retro não costuma revelar surpresas, aceitamo-lo de forma muito mais depressa, já que não exige esforço mental para o apreciar, porque já o apreciavamo-lo há bastante tempo (nos modelos originais).
Por isso é que não se deve procurar fazer apenas modelos belos, que podem levar à repetição de receitas e logo à estagnação, mas sim explorar novos caminhos.