[Saúde] Viciados em trabalho

Há fases que requerem mais empenho e fases que permitem mais tempo livre. Depende da actividade e das vontades do indivíduo.

A produtividade é um indicador muito mais interessante. Caso contrário, acho que há uns anos o México estava no topo da tabela de países com maior número de horas médias de trabalho. [:D]
 
Última edição:
Tive um professor que dizia que trabalhar muito é sinal de pouca inteligência. Correndo o risco de enfiar a carapuça, a verdade é que cada vez mais concordo com ele.
 
Tive um professor que dizia que trabalhar muito é sinal de pouca inteligência. Correndo o risco de enfiar a carapuça, a verdade é que cada vez mais concordo com ele.

Acho que vai depender do conceito de "trabalhar muito". [:D]

Eu, pessoalmente, adoro trabalhar e antes de estudar à noite não eram raras as vezes em que ficava a trabalhar porque me apetecia (e porque me dava jeito para organizar as coisas) até às 20, 21, 22h. Se bem que agora já começo a acusar a necessidade de férias.
 
Já cheguei a trabalhar 45 horas extra numa semana, acham que sou viciado em trabalho?
Acho que não, apenas sou uma passou que precisa de dinheiro, e felizmente tenho um TRABALHO que me permite fazer horas extra e ser gratificado por isso.
 
Acho que vai depender do conceito de "trabalhar muito". [:D]

Eu, pessoalmente, adoro trabalhar e antes de estudar à noite não eram raras as vezes em que ficava a trabalhar porque me apetecia (e porque me dava jeito para organizar as coisas) até às 20, 21, 22h. Se bem que agora já começo a acusar a necessidade de férias.

Não sou capaz de entender esses horários. A vida era assim tão desinteressante fora do trabalho?
 
O trabalho nao é tudo , precisamos de tempo para nos , para fazermos o que querermos enfim ... ou seja " Vivermos"

Nao somos maquinas , nao nascemos maquinas simplesmente .

Muitos casamentos acabam por excesso de dedicaçao ao trabalho , crianças que chamam " mae e pai " aos avos ou outros pois nunca estao com os filhos , auto estima vai se degradando , amizades que passam para segundo plano , esgotamentos como referiram ...


Resumindo tudo "vivam" S.F.F
 
O trabalho nao é tudo , precisamos de tempo para nos , para fazermos o que querermos enfim ... ou seja " Vivermos"

Nao somos maquinas , nao nascemos maquinas simplesmente .

Muitos casamentos acabam por excesso de dedicaçao ao trabalho , crianças que chamam " mae e pai " aos avos ou outros pois nunca estao com os filhos , auto estima vai se degradando , amizades que passam para segundo plano , esgotamentos como referiram ...


Resumindo tudo "vivam" S.F.F
Mainada.

Poucos serão os casos em que dedicação exacerbada realmente compensa.
 
Ao ler este tópico pergunto-me quem é que ainda pensa que o dia está feito em função de 8 horas - 8 horas de trabalho, 8 horas de sono, 8 horas para "uso pessoal". Acho que no tempo em que vivemos, as pessoas não só trabalham para viver como também é suposto viverem para trabalhar :sh)

Faz-me uma certa confusão é uma coisa: pelo menos no nosso país, além do desemprego aumentar, o custo de vida também aumenta e muita gente que felizmente tem trabalho acaba por auferir rendimentos que não dão para nada. Como vai ser? além de que a tecnologia melhorou, dispensando muita mão de obra.

Salários a diminuir, desemprego a aumentar, custo de vida a aumentar, tecnologia a substituir mão de obra. Ao que é que vamos chegar?
 
Tu não consegues entender esses horários... e eu não consigo entender quem acha que só se trabalha assim se a vida for desinteressante lá fora. [;)]

Se houver coisas interessantes e que gostemos para fazer fora do trabalho, de certeza que não se fica lá até mais tarde. Felizmente o CEO da empresa tem a mesma opinião que eu. [:cool:]
 
Ao ler este tópico pergunto-me quem é que ainda pensa que o dia está feito em função de 8 horas - 8 horas de trabalho, 8 horas de sono, 8 horas para "uso pessoal". Acho que no tempo em que vivemos, as pessoas não só trabalham para viver como também é suposto viverem para trabalhar :sh)

Faz-me uma certa confusão é uma coisa: pelo menos no nosso país, além do desemprego aumentar, o custo de vida também aumenta e muita gente que felizmente tem trabalho acaba por auferir rendimentos que não dão para nada. Como vai ser? além de que a tecnologia melhorou, dispensando muita mão de obra.

Salários a diminuir, desemprego a aumentar, custo de vida a aumentar, tecnologia a substituir mão de obra. Ao que é que vamos chegar?

Ao contrário do que pensamos, a nossa população é muito pouco qualificada e nós estamos encaixados num mundo moderno com uma população que não consegue acompanhá-lo. Perguntas tu "e o que é que se faz a essas pessoas?". Pois, essa é uma boa questão.

Porque é que achas que os eletricistas, canalizadores, operários da construção civil continuam a ir para a Suíça e afins, não arranjam emprego e voltam a dizer "Ah lá está pior do que aqui"? Porque um país como a Suíça já não tem a mínima necessidade de trabalhadores com este nível de qualificação, pelo menos não em massa.
 
Ao contrário do que pensamos, a nossa população é muito pouco qualificada e nós estamos encaixados num mundo moderno com uma população que não consegue acompanhá-lo. Perguntas tu "e o que é que se faz a essas pessoas?". Pois, essa é uma boa questão.

Porque é que achas que os eletricistas, canalizadores, operários da construção civil continuam a ir para a Suíça e afins, não arranjam emprego e voltam a dizer "Ah lá está pior do que aqui"? Porque um país como a Suíça já não tem a mínima necessidade de trabalhadores com este nível de qualificação, pelo menos não em massa.

É por estas e por outras, que não compreendo porque raio há tanta vontade desenfreada em encerrar cursos de ensino superior, cujos quais em PT têm altos índices de desemprego.

Bom, na realidade, é bem verdade que o Estado gasta bastante na formação desses profissionais, e depois pouco ou nenhum retorno obtém da parte deles. Temos pena!

Eu, quando acabar o meu curso, se tiver hipótese de trabalhar em PT, com as mínimas e dignas condições, tenho todo o gosto em ficar. Todavia, como há muito que deixei de acreditar em milagres, há que abrir "portas ao horizonte".
 
Tive um professor que dizia que trabalhar muito é sinal de pouca inteligência. Correndo o risco de enfiar a carapuça, a verdade é que cada vez mais concordo com ele.


isso é desculpa de quem não gosta de trabalhar. Essa afirmação não faz sentido nenhum. Independentemente do nível de inteligência, quanto mais se trabalha melhores resultados se obtém. Aliás o que não faltam são casos práticos de pessoas inteligentíssimas que se "mataram" a trabalhar e hoje em dia apenas são reconhecidas porque o fizeram. Se fossem inteligentes mas com pouca vontade de desenvolver essa inteligência, nunca teriam chegado onde chegaram.
 
É por estas e por outras, que não compreendo porque raio há tanta vontade desenfreada em encerrar cursos de ensino superior, cujos quais em PT têm altos índices de desemprego.

Bom, na realidade, é bem verdade que o Estado gasta bastante na formação desses profissionais, e depois pouco ou nenhum retorno obtém da parte deles. Temos pena!

Eu, quando acabar o meu curso, se tiver hipótese de trabalhar em PT, com as mínimas e dignas condições, tenho todo o gosto em ficar. Todavia, como há muito que deixei de acreditar em milagres, há que abrir "portas ao horizonte".
O ensino superior em Portugal tem que ser revisto, os métodos e recursos tendem a estar desactualizados e muita gente sai da universidade sem saber fazer mesmo nada de jeito. Faz falta um ensino mais prático e "mãos na massa", com forte componente prática e planos de estágios a sério para quem sai de um curso superior estar apto a começar logo a bulir. O problema é que cá este tipo de ensino para além de custar mais dinheiro e dar mais trabalho (é sempre mais fácil ter umas dezenas de alunos fechados num auditório a ver slides) ainda é mal visto por muita gente que tem o ensino altamente teórico e abstracto das universidades de velha guarda como referência.

Também é preciso mudar a indústria para fazer uso de gente formada, precisamos de fazer cá desenvolvimento invés de simplesmente reproduzir/vender o que outros criam. Isto muito lentamente já está a acontecer.

Quanto a sair, muita gente não vai porque não arranjava emprego aqui, vai porque lá arranja empregos muito melhores.
 
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