[Saúde] Viciados em trabalho

Muito sinceramente não acho que a minha produtividade seja diferente, o mesmo se passa com alguns amigos meus que estão noutras empresas. Almoços de meia hora já os fazia em Portugal. E claro que dá para socializar no horário de trabalho. Agora, sair tarde, não dá, já tive que fazer coisas a contra relógio porque o tasco fecha por volta das 18.


Objectivamente, a produtividade é mesmo diferente. É inferior em Portugal.
 
O meu bom desempenho e mérito é somente das horas que estou a trabalhar,nem querer saber se o prédio está a cair.
Trabalhar muitas horas e não produzir nada é gastar tempo próprio e dos outros.
Interessa-me fazer o meu trabalho bem feito no menor numero de horas,porque dizer que se trabalha muitas horas é chacha.
 
Objectivamente, a produtividade é mesmo diferente. É inferior em Portugal.

Isso pode dar grandes voltas...

Um dentista tem um consultório privado em Portugal, faz 24 consultas por dia e cobra 30€ por consulta. Esse mesmo dentista vai para a Noruega, abre um consultório privado exactamente igual ao que tinha em Portugal, faz 16 consultas por dia e cobra 70€ por consulta. Qual é o mais produtivo e qual a razão desse aumento de produtividade?

Um trabalhador vietnamita apanha uvas no Vietname durante 12 horas e ganha 1€ por dia. Esse mesmo trabalhador vem para Portugal apanhar uvas, trabalha 8 horas por dia e ganha 25€. Qual é o mais produtivo e porquê?
 
É. São perspectivas. Antes de encerrarem cursos, talvez fosse uma ideia inteligente fazerem auditorias de qualidade, e fecharem os que realmente são duvidosos.

Numa altura de contenção económica faz todo o sentido o estado português adaptar o seu ensino superior às necessidades reais do país. Isto é, não só procurar que o ensino superior permita a criação de profissionais com as competências que a industria quer e precisa, mas também fechar cursos que não têm saída em Portugal.

Não faz sentido nenhum, por exemplo, haver tantos cursos na área da saúde quando estamos a exportar estes profissionais. Os outros países agradecem o facto de terem profissionais qualificados com 0€ gastos na sua formação. Nós, portugueses, é que pagamos com os nossos impostos milhões de euros a formar profissionais para serem outros países a usufruírem desse investimento.

Noticias ao Minuto - País perde 350 milhões com saída de jovens enfermeiros
 
Numa altura de contenção económica faz todo o sentido o estado português adaptar o seu ensino superior às necessidades reais do país. Isto é, não só procurar que o ensino superior permita a criação de profissionais com as competências que a industria quer e precisa, mas também fechar cursos que não têm saída em Portugal.

Não faz sentido nenhum, por exemplo, haver tantos cursos na área da saúde quando estamos a exportar estes profissionais. Os outros países agradecem o facto de terem profissionais qualificados com 0€ gastos na sua formação. Nós, portugueses, é que pagamos com os nossos impostos milhões de euros a formar profissionais para serem outros países a usufruírem desse investimento.

Noticias ao Minuto - País perde 350 milhões com saída de jovens enfermeiros

Vai lá explicar essa forma linear de ver as coisas a quem de direito,são obtusos os gaijos.
 
Numa altura de contenção económica faz todo o sentido o estado português adaptar o seu ensino superior às necessidades reais do país. Isto é, não só procurar que o ensino superior permita a criação de profissionais com as competências que a industria quer e precisa, mas também fechar cursos que não têm saída em Portugal.

Não faz sentido nenhum, por exemplo, haver tantos cursos na área da saúde quando estamos a exportar estes profissionais. Os outros países agradecem o facto de terem profissionais qualificados com 0€ gastos na sua formação. Nós, portugueses, é que pagamos com os nossos impostos milhões de euros a formar profissionais para serem outros países a usufruírem desse investimento.

Noticias ao Minuto - País perde 350 milhões com saída de jovens enfermeiros

O problema já nem passa pelo exportar, passa também por conseguir fixar os recém licenciados me Portugal. De que vale formar profissionais de uma área que Portugal necessita quando depois não os consegues fixar em Portugal porque um outro país oferece 2x ou 3x o salário de Portugal com condições de emprego completamente diferentes e em países mais desenvolvidos do que Portugal?
 
Numa altura de contenção económica faz todo o sentido o estado português adaptar o seu ensino superior às necessidades reais do país. Isto é, não só procurar que o ensino superior permita a criação de profissionais com as competências que a industria quer e precisa, mas também fechar cursos que não têm saída em Portugal.

Não faz sentido nenhum, por exemplo, haver tantos cursos na área da saúde quando estamos a exportar estes profissionais. Os outros países agradecem o facto de terem profissionais qualificados com 0€ gastos na sua formação. Nós, portugueses, é que pagamos com os nossos impostos milhões de euros a formar profissionais para serem outros países a usufruírem desse investimento.

Noticias ao Minuto - País perde 350 milhões com saída de jovens enfermeiros

Correctíssimo.

No entanto, tens a noção que o Estado podia lucrar muito mais, se empregasse mais enfermeiros. Especialmente a nível dos cuidados de saúde primários.

O UK há muito que provou isso com os community matron.
 
Isso pode dar grandes voltas...

Um dentista tem um consultório privado em Portugal, faz 24 consultas por dia e cobra 30€ por consulta. Esse mesmo dentista vai para a Noruega, abre um consultório privado exactamente igual ao que tinha em Portugal, faz 16 consultas por dia e cobra 70€ por consulta. Qual é o mais produtivo e qual a razão desse aumento de produtividade?

Um trabalhador vietnamita apanha uvas no Vietname durante 12 horas e ganha 1€ por dia. Esse mesmo trabalhador vem para Portugal apanhar uvas, trabalha 8 horas por dia e ganha 25€. Qual é o mais produtivo e porquê?


No primeiro caso, o trabalhador de maior produtividade é português na Noruega.
No segundo caso, o trabalhador de maior produtividade é o Vietnamita em Portugal.

A produtividade do trabalho não mede a quantidade produzida nem sequer o valor do que foi produzido, mas sim o valor acrescentrado do que é produzido. Se uma pessoa consegue realizar mais dinheiro produzindo menos quantidade, então essa pessoas tem maior produtividade. Aquilo que ela produz é mais valorizado, vende-se mais caro.

EDIT: Já agora acrescento que os diferenciais de produtividade do trabalho explicam-se por uma série de motivos, dos quais a capacidade de produção pura (medida em número de produtos fabricados, número de consultas dadas, numero de uvas colhidas, etc) é apenas um dentre muitos factores. Por exemplo, a própria lei da oferta e da procura influencia a produtividade.
 
Última edição:
No primeiro caso, o trabalhador de maior produtividade é português na Noruega.
No segundo caso, o trabalhador de maior produtividade é o Vietnamita em Portugal.

A produtividade do trabalho não mede a quantidade produzida nem sequer o valor do que foi produzido, mas sim o valor acrescentrado do que é produzido. Se uma pessoa consegue realizar mais dinheiro produzindo menos quantidade, então essa pessoas tem maior produtividade. Aquilo que ela produz é mais valorizado, vende-se mais caro.

EDIT: Já agora acrescento que os diferenciais de produtividade do trabalho explicam-se por uma série de motivos, dos quais a capacidade de produção pura (medida em número de produtos fabricados, número de consultas dadas, numero de uvas colhidas, etc) é apenas um dentre muitos factores. Por exemplo, a própria lei da oferta e da procura influencia a produtividade.

Interessante falares em valor acrescentado.

Pegando no caso do dentista:
- 24 consultas a 30€ cada com gasto médio de 10€ por consulta (salário do ajudante + anestesias + etc)
- 16 consultas a 70€ cada com gasto médio de 45€ por consulta (salário do ajudante + anestesias + etc)

Qual o mais produtivo?
 
Objectivamente, a produtividade é mesmo diferente. É inferior em Portugal.

E como tal é reflectido em brutal poder de compra a par de um topo de técnica em muito sector que é exportado praticamente da Europa do Norte desde a Revolução Industrial?

Há um horário laboral pré definido entre parte a excepção é aceitável o oposto não é aceitável.
Há cultura, há desporto há que estoirar capital na sociedade.
[:D]

NB: Li o oposto.
:o
 
Eu acho que neste tópico anda tudo a falar de coisas diferentes.

Concordo com o Axxantis, e o seu professor, mas isso não pode ser generalizado para tudo, mas em muitos casos é "falta" de inteligência no sentido que optimizando ou automatizando certos processos o trabalho aparece feito muito mais rápido, daí o que é dito em jeito de piada por muitos superiores que preferem preguiçosos porque arranjam maneiras simples de fazer coisas complexas.

O exemplo do Karma, que eu tambem estou a ser vitima agora, de trabalhar das 8h às 16h ou parecido, não pode cair aqui de paraquedas, na europa central o metodo de trabalho não é igual, dessas 8h às 16h o tempo para almoçar é uns 30 minutos, não existe pausas para ler as noticias, beber café(no sentido de socializar..).
São 8horas realmente produtivas, onde tudo foi planeado com antecedência, e o trabalho efectuado vai exactamente ao que se pretende. E no final do dia a produtividade foi bastante superior aos que estão em Portugal, ou noutras empresas, a trabalhar até às 20h ou 21h e ainda têm orgulho nisso ( Quando trabalhei em Portugal vi pessoas a ter orgulho nisso, e juro que não percebo como se pode ter orgulho nisto, principalmente pessoas que são pais de familia ).

Claro que o karma, eu, e muita gente quando temos que dar um esforço extra, o fazemos, mas é algo com periodos temporais definidos, assim como objectivos, e se quisermos fora disso melhorar e optimizar coisas, já o fiz, o melhor é mesmo o fazer sem dar a conhecer ao resto da empresa, porque culturalmente é bastante mal visto andar a fazer horas extras, é sinal que não somos eficientes.

Mas são coisas que não é só importar para Portugal, é diferente, a começar pelo socialmente aceite fazer horas extras, onde sair na hora de saida é extremamente mal visto.

Mas uma coisa é certa, se a maneira portuguesa de trabalhar fosse boa, a produtividade não estava a meio da tabela.

É verdade. Há solução ou é pago a hora extra ou não há produção.
E convém haver controlo de horário e prémio pela assiduidade a par de reconhecimento de esforço do trabalhador no objectivo da empresa, ( bónus em numerário e em reconhecimento social na comunidade).

Funciona em mercado de consumo dito moderno.
 
Neste país quem sai tarde e anda sempre com ar muito atarefado, sempre em stress, sempre com muitas reuniões, sempre atrasado para chegar a todo o lado, é que dá ideia de ser um grande trabalhador. Quando na realidade estou convencido que é precisamente o contrário.
 
Neste país quem sai tarde e anda sempre com ar muito atarefado, sempre em stress, sempre com muitas reuniões, sempre atrasado para chegar a todo o lado, é que dá ideia de ser um grande trabalhador. Quando na realidade estou convencido que é precisamente o contrário.

Subscrevo... em parte.

Muitos desses "sintomas" (ar atarefado, reuniões, etc, etc) advêm de chefias incompetentes, e não dos próprios trabalhadores [;)]
 
Neste país quem sai tarde e anda sempre com ar muito atarefado, sempre em stress, sempre com muitas reuniões, sempre atrasado para chegar a todo o lado, é que dá ideia de ser um grande trabalhador. Quando na realidade estou convencido que é precisamente o contrário.


Excelente post!

É isso a cultura do horário. Quem sái às 22h, 23h é o maior! Esquecesm-se é que essa pessoa entra às 10h30, faz um lanchinho às 1h30, almoço de 2h00 etc e tal.
 
Qual é a vossa experiência em relação a funções em que existe isenção de horário?

Tenho colegas que dizem bem e outros que dizem mal...

Não tenho oficialmente, mas tenho oficiosamente. Tenho de cumprir as X horas semanais / Y mensais, e faço a gestão do meu tempo de acordo com isso.

Posso chegar tardem sair cedo, ter 3 horas de almoço, desde que não coloque em causa agendamentos (sejam internos sejam com clientes) e que cumpra com o estipulado.

Se não conseguir fazer tudo no local de trabalho, finalizo em casa.

PS: Oficialmente tenho de cumprir o horário da empresa.
 
Excelente post!

É isso a cultura do horário. Quem sái às 22h, 23h é o maior! Esquecesm-se é que essa pessoa entra às 10h30, faz um lanchinho às 1h30, almoço de 2h00 etc e tal.

Felizmente há muito que não saio a essas horas, mas quando saía, quem me dera ter esses horários!!
 
Interessante falares em valor acrescentado.

Pegando no caso do dentista:
- 24 consultas a 30€ cada com gasto médio de 10€ por consulta (salário do ajudante + anestesias + etc)
- 16 consultas a 70€ cada com gasto médio de 45€ por consulta (salário do ajudante + anestesias + etc)

Qual o mais produtivo?

Creio que o tema é imaterial.

Ou seja, conheço dentistas que ganham tão pouco em Portugal que têm que emigrar (neste caso para o UK), e outros que num dia de trabalho, ganham o mesmo que esses ganhavam num mês.

E como fica a equação? [;)]
 
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