BMW MegaCity - i3

Ainda vão passar uns anos até reduzir o gap mas isso não é nada a que não estejamos habituados quando estamos perante inovações disruptivas, como é o caso da comercialização de EVs.
Na minha ponderação, além do factor económico também valorizarei muito o factor ambiental que os novos carros 100% eléctricos têm como vantagem óbvia, à medida que os seus construtores vão respondendo de forma eloquente às vozes críticas sobre os processos de produção das baterias, dos componentes, etc.
Dito de outra forma, que diferença de valor entre um carro 100% eléctrico e um convencional estaremos dispostos a pagar como "prémio" para dar o salto, já que €10k é demasiado? €5k? €1?

Eu diria nao mais do que uns 10% de diferença de um equivalente diesel.
 
Relativizo as vozes críticas ao preço ainda elevado dos veículos elétricos, à autonomia que ainda não dá para viagens de longo curso e para alguns pontos menos consensuais do design (embora estejamos perante uma boa evolução face a veículos de há uma década que pareciam carros de rolamentos, com autonomia de apenas uns quantos kms e preços incomportáveis sem possibilidade de produção em série).
Na minha opinião, a apresentação mundial deste novo veículo elétrico da BMW, o i3, que é o pontapé de saída para uma vasta gama de carros elétricos, é de aplaudir.apr:)

Uma marca sobejamente conhecida pelo cariz desportivo dos seus veículos ter gasto uma soma exorbitante a construir a sua megacity em Leipzig destinada a veículos elétricos, foi um ato de enorme coragem. Isto sabendo que a saída de veículos elétricos é ainda limitada devido aos custos de produção que elevam o preço final apresentado ao público condicionando a sua venda.

Mas não sejamos naïfes aos ponto de acharmos que a BMW se meteu neste mega projeto a pensar unicamente na ecologia. Nenhuma empresa no nosso planeta o faz. Aliás o "Greenwash" (lavagem verde) é praticada atualmente por quase todas as empresas que apregoam o uso de materiais e apresentação de produtos altamente ecológicos, quando a percentagem neles contidos são muito menores e quase insignificantes.

No entanto, a BMW pensou mais além em termos financeiros e de sustentabilidade. Teve uma visão longo prazo que lhe permitiu aperceber-se que os recursos de energias fósseis irão estar praticamente esgotados dentro de 40/50 anos. Assim está a tentar tomar a dianteira no mercado automóvel no setor dos veículos movidos a energias alternativas, que também são energias limpas (basta ver a enorme gama patenteada pela marca que vai do "i1" ao "i9").
se nos primeiros anos o número reduzido de vendas não permitirá uma grande margem de lucro nem a apresentação de preços competitivos face aos veículos movidos a combustão, a marca estima que a partir de 2020 (já daqui a nada) compensará mais a compra de um elétrico, pois o previsível aumento de vendas e melhoria de eficiência na produção que permitirá a redução de custos, proporcionará um preço muito apetecível para o consumidor final.

Hoje os que se riem deste projeto, amanhã irão ter um enorme amargo de boca. E refiro-me às marcas da concorrência.

Quanto a todos nós enquanto habitantes deste planeta, apenas nos cabe um grande aplauso por mais um passo na direção da proteção do ambiente e da sustentabilidade do planeta.
Sei que a maior parte dos users deste fórum passaram ao lado deste importantíssimo marco na história do automóvel e da humanidade, uns pela falta de visão daquilo a que estamos assistir, outros pela indiferença face ao design menos apelativo, outros pelo enorme fanatismo em torno de uma forma de energia que tem os dias contados e que é tudo menos o futuro do mundo automóvel.

Já não estamos perante híbridos que por vezes consomem tanto ou quase tanto como veículos movidos unicamente com motores a combustão. Não sendo caso único, é um mega passo em frente que acabará por arrastar outras marcas atrás. O aperfeiçoamento tecnológico e a concorrência acabarão por fazer o resto num processo em que no fim todos irão ficar a ganhar, sobretudo os consumidores e o planeta.
 
BMW | o futuro é o hidrogénio | Fuel Cell
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BMW potrebbe presto lanciare nuove vetture elettriche a idrogeno così da migliorare l'autonomia delle BMW i senza dover utilizzare combustibili fossili.

Nel futuro di BMW potrebbe esserci l’idrogeno. A dichiararlo è direttamente Norbert Reithofer, Ceo del marchio bavarese, durante la presentazione dei risultati delle vendite per la prima metà dell’anno. Il marchio tedesco starebbe quindi valutanto la possibilità di introdurre nuove vetture a celle combustibile, così da aumentare in maniera sostanziale l’autonomia delle vetture elettriche, pur mantenendo un impatto ambientale praticamente nullo.

Dopo le dichiarazioni del capo di BMW, i primi pensieri vanno immediatamente al recente accordo stipulato tra i bavaresi eToyota, uno dei marchi leader nelle tecnologie ibride, che potrebbe condividere le proprie tecnologie con la casa tedesca. Proprio durante il prossimo Salone di Tokyo Toyota presenterà la sua prima vettura di serie a idrogeno, una fuel cell che, seppur costando sensibilmente di più rispetto alle attuali ibride della gamma, ma sarà la punta di diamante della tecnologia del costruttore giapponese. L’alimentazione Fuel Cell a idrogeno consentirà un’autonomia prossima ai 500 chilometri, più del doppio rispetto all’attuale autonomia, in modalità puramente elettrica, della nuova BMW i3.

BMW potrebbe trarre numerosi vantaggi dall’accordo con Toyota, sfruttando magari il futuro sistema Fuel Cell per nuove vetture a idrogeno che combinerebbero bassi tempi di rifornimento, autonomia elevata e grande rispetto per l’ambiente. Il problema di base è però la rete distributiva dell’idrogeno che già in passato ha fermato altri costruttori dal lanciare, in massa, prodotti a celle di combustibile, almeno in Europa.
 
Preço ridículo tendo em conta que se compra um série 1 diesel por menos 10k. E só essa diferença já dá para 150.000kms de "autonomia".

A confirmar-se o preço, será apenas um "gadget" do mundo automóvel a que poucos se irão aventurar.

Estás a esquecer-te que o i3 tem 170cv. Que Série 1 diesel com 170cv é que compras por menos 10.000€? Nenhum. O mais aproximado é mesmo o 120d, que custa...38mil.
 
O primeiro automóvel com um verdadeiro design de séc. XXI. Isto é, daqueles designs que, há 20 anos, se antecipavam para esta década.

(Os anos 80 e os protótipos japoneses com écrans e teclados de computador tipo spectrum no lugar do passageiro não contam, por não ser esse o caminho [:D])
Como já disseram acho este i3 extremamente aproximado em proporções ao Audi A2 (1999).
Engraçado que com o Audi também já ouve quem andasse a fazer experiências com motores eléctricos e com resultados aparentemente optimistas.
Electric Car Drives 375 Miles at 55 mph, Recharges In 6 Minutes

No BMW faz-se aproveitamento do espaço que a Audi falava como "spacefloor" para colocar baterias, a solução não é particularmente inovadora. Também não percebo a ideia de portas à lá RX-8, o carro não pretende ser um citadino prático e utilizável?
O mais interessante no meio disto tudo deverá ser a experiência obtida no tratamento do carbono como material para produção em massa.[;)]
 
Relativizo as vozes críticas ao preço ainda elevado dos veículos elétricos, à autonomia que ainda não dá para viagens de longo curso e para alguns pontos menos consensuais do design (embora estejamos perante uma boa evolução face a veículos de há uma década que pareciam carros de rolamentos, com autonomia de apenas uns quantos kms e preços incomportáveis sem possibilidade de produção em série).
Na minha opinião, a apresentação mundial deste novo veículo elétrico da BMW, o i3, que é o pontapé de saída para uma vasta gama de carros elétricos, é de aplaudir.apr:)

Uma marca sobejamente conhecida pelo cariz desportivo dos seus veículos ter gasto uma soma exorbitante a construir a sua megacity em Leipzig destinada a veículos elétricos, foi um ato de enorme coragem. Isto sabendo que a saída de veículos elétricos é ainda limitada devido aos custos de produção que elevam o preço final apresentado ao público condicionando a sua venda.

Mas não sejamos naïfes aos ponto de acharmos que a BMW se meteu neste mega projeto a pensar unicamente na ecologia. Nenhuma empresa no nosso planeta o faz. Aliás o "Greenwash" (lavagem verde) é praticada atualmente por quase todas as empresas que apregoam o uso de materiais e apresentação de produtos altamente ecológicos, quando a percentagem neles contidos são muito menores e quase insignificantes.

No entanto, a BMW pensou mais além em termos financeiros e de sustentabilidade. Teve uma visão longo prazo que lhe permitiu aperceber-se que os recursos de energias fósseis irão estar praticamente esgotados dentro de 40/50 anos. Assim está a tentar tomar a dianteira no mercado automóvel no setor dos veículos movidos a energias alternativas, que também são energias limpas (basta ver a enorme gama patenteada pela marca que vai do "i1" ao "i9").
se nos primeiros anos o número reduzido de vendas não permitirá uma grande margem de lucro nem a apresentação de preços competitivos face aos veículos movidos a combustão, a marca estima que a partir de 2020 (já daqui a nada) compensará mais a compra de um elétrico, pois o previsível aumento de vendas e melhoria de eficiência na produção que permitirá a redução de custos, proporcionará um preço muito apetecível para o consumidor final.

Hoje os que se riem deste projeto, amanhã irão ter um enorme amargo de boca. E refiro-me às marcas da concorrência.

Quanto a todos nós enquanto habitantes deste planeta, apenas nos cabe um grande aplauso por mais um passo na direção da proteção do ambiente e da sustentabilidade do planeta.
Sei que a maior parte dos users deste fórum passaram ao lado deste importantíssimo marco na história do automóvel e da humanidade, uns pela falta de visão daquilo a que estamos assistir, outros pela indiferença face ao design menos apelativo, outros pelo enorme fanatismo em torno de uma forma de energia que tem os dias contados e que é tudo menos o futuro do mundo automóvel.

Já não estamos perante híbridos que por vezes consomem tanto ou quase tanto como veículos movidos unicamente com motores a combustão. Não sendo caso único, é um mega passo em frente que acabará por arrastar outras marcas atrás. O aperfeiçoamento tecnológico e a concorrência acabarão por fazer o resto num processo em que no fim todos irão ficar a ganhar, sobretudo os consumidores e o planeta.



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Eu fico na equipa da gasolina.
Electrodomésticos só na cozinha, não na garagem.[:D]
 
Eu vejo uma vantagem óbvia quando vejo o carro de lado com as portas abertas: redução do peso equivalente aos pilares B. [;)]
:confused:

Se estiveres a dizer o que acho que estás a dizer, isso não é bem assim. O pilar B não está lá, mas está lá. Ou seja, ao invés de teres o pilar B no chassis, digamos assim, tens a porta reforçada para compensar a ausência do pilar.
Penso que me lembro de ler algo assim em relação ao Ford B-Max, o RX-8 é que não me lembro se era só assim, pois recordo-me de ler que tinha outro tipo de reforço, que, na realidade, fazia parte do chassis, uma espécie de espinha dorsal.

EDIT: acho que, basicamente, tiramos o pilar B, mas a sua ausência tem que ser compensada noutro lado.
 
Última edição:
Há aí um pormenor nessa equação que deixaste de lado: a fibra de carbono. É um material que permite a ausência do pilar B sem perdas na rigidez e na integridade estrutural.

A ausência do pilar B e aquele desenho do pilar C é mesmo um showcase para a BMW evidenciar as potencialidades da fibra de carbono.
 
Há aí um pormenor nessa equação que deixaste de lado: a fibra de carbono. É um material que permite a ausência do pilar B sem perdas na rigidez e na integridade estrutural.

A ausência do pilar B e aquele desenho do pilar C é mesmo um showcase para a BMW evidenciar as potencialidades da fibra de carbono.
:sh):sh) My bad. Nem me lembrei da fibra de carbono utilizada extensivamente pelo carro.
 
Há aí um pormenor nessa equação que deixaste de lado: a fibra de carbono. É um material que permite a ausência do pilar B sem perdas na rigidez e na integridade estrutural.

A ausência do pilar B e aquele desenho do pilar C é mesmo um showcase para a BMW evidenciar as potencialidades da fibra de carbono.
Pode ter um nivel já bastante bom de rigidez mesmo sem o pilar B mas perde na mesma.
Com o pilar B no sitio deve ser possível usar menos fibra para obter o mesmo nível de rigidez.

Continuo a achar a solução um tanto tola, na prática não traz vantagens.

No caso do RX-8 esta solução prendeu-se com a obrigação do comité da Ford quando a Mazda perdeu o comando da empresa. Segundo eles o substituto do RX-7 teria de obrigatoriamente possuir 4 portas. Uma exigência que não caiu bem nos engenheiros nipónicos daí terem recorrido a esta solução como um mal menor.

EDIT: o que eles fazem ao espaço de sobra na frente? serve de mala?
 
Última edição:
Pode ter um nivel já bastante bom de rigidez mesmo sem o pilar B mas perde na mesma.
Com o pilar B no sitio deve ser possível usar menos fibra para obter o mesmo nível de rigidez.

Continuo a achar a solução um tanto tola, na prática não traz vantagens.

No caso do RX-8 esta solução prendeu-se com a obrigação do comité da Ford quando a Mazda perdeu o comando da empresa. Segundo eles o substituto do RX-7 teria de obrigatoriamente possuir 4 portas. Uma exigência que não caiu bem nos engenheiros nipónicos daí terem recorrido a esta solução como um mal menor.

EDIT: o que eles fazem ao espaço de sobra na frente? serve de mala?

Tecnicamente não há nenhuma vantagem na ausência do pilar B, nesta situação específica creio que a BMW o fez precisamente para mostrar como a fibra de carbono pode alterar o paradigma de design de automóveis de produção em série.

Também há a questão da BMW ter apostado num interior muito aberto, minimalista e orgânico, e a ausência do pilar B acaba por reforçar esse conceito.

Mas não me surpreenderia se em futuros modelos o pilar B voltasse.

Quanto ao espaço na frente, tem lá um pequeno compartimento para bagagens debaixo do capot.
 
Estás a esquecer-te que o i3 tem 170cv. Que Série 1 diesel com 170cv é que compras por menos 10.000€? Nenhum. O mais aproximado é mesmo o 120d, que custa...38mil.

Um citadino de 170cvs...nada contra, mas não combina. Principalmente eléctrico onde a sua praia sera mesmo a cidade e arredores. As viagens longas serão mesmo uma raridade. Servira para ser o rei dos semáforos?

Nao vejo a compra de um citadino essencialmente pela sua performance. Tal como não vejo ninguém a comprar um m3 só para andar em cidade.
 
Um citadino de 170cvs...nada contra, mas não combina. Principalmente eléctrico onde a sua praia sera mesmo a cidade e arredores. As viagens longas serão mesmo uma raridade. Servira para ser o rei dos semáforos?

Nao vejo a compra de um citadino essencialmente pela sua performance. Tal como não vejo ninguém a comprar um m3 só para andar em cidade.

Cidade e nacionais. E alguma AE também dá, sobretudo se tiver o extensor de autonomia para 300 quilómetros. A potência de um carro não serve só para a andar a 200 na AE. Eu raramente ando em AEs, e raramente faço percursos muito longos, e uso constantemente a potência máxima do meu carro.

Mas eu nem estava a discutir cenários hipotéticos de utilização do carro. Estava mesmo a realçar que estavas a deixar de lado a questão da performance do carro (que faz 0-100 em 7,2s), comparando-o com 114d's e afins.
 
Cidade e nacionais. E alguma AE também dá, sobretudo se tiver o extensor de autonomia para 300 quilómetros. A potência de um carro não serve só para a andar a 200 na AE. Eu raramente ando em AEs, e raramente faço percursos muito longos, e uso constantemente a potência máxima do meu carro.

Mas eu nem estava a discutir cenários hipotéticos de utilização do carro. Estava mesmo a realçar que estavas a deixar de lado a questão da performance do carro (que faz 0-100 em 7,2s), comparando-o com 114d's e afins.
Nao sao cenários hipotéticos. Ninguem vai comprar um i3 para andar a fazer Lisboa Porto diariamente.

E tenho a certeza que nao usas constantemente a potência máxima do teu carro. Em cidade a maioria os carros nem 50% da potência usa. Mesmo em ae muitos híbridos desligam o motor de combustão porque nao precisam sempre de tida a potência.

vamos ser pragmáticos. O i3 é um citadino, é nesse mercado que concorre. Se quer ser o pocket rocket dos citadinos tudo bem. Mas esse posicionamento leva-o para vendas muito baixas mesmo.

Um 114d e afins cumpre bem em cidade e sera sempre mais espaçoso e mais carro, estamos a falar de um segmento C, de qualidade superior, com mais espaço, mais autonomia e bem mais barato.

nao estou a ver alguem que procure potência e cavalos a virar-se para um citadino eléctrico de preco elevado. Mas as vendas dirão o seu sucesso...
 
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