Bolsa e investimentos

É verdade, toda esta novela já vem de tempos anteriores. Mas é de realçar o timing disto tudo (seja coincidência ou não).
Tinha eu acabado de escrever o post anterior, e o Trump anuncia o acordo entre Rússia e a Arábia Saudita, com o petróleo a disparar 46%.
Fico com a sensação que agora vão aceitar tudo o que aparecer, de forma a aumentar o preço do petróleo, e o Médio Oriente a dominar isto tudo...

Já há acordo? Li que ele espera que façam um acordo...
 
Já há acordo? Li que ele espera que façam um acordo...


Não há. Mas como o mercado funciona por expectativas é normal o disparo.

Não percebo é o que a estratégia da Arába Saudita tem de fenomenal, quando passados 15 dias capitulam e cedem na baixa de preços.

Recordo que eles já tentaram fazero mesmo entre 14/16 e o que conseguiram fazer foi tornar mais eficiente a industria do shale dos EUA.
 
Agora o Santander tem um banco online, OpenBank. Pelo que percebi, é tipo MOEY.

https://www.openbank.pt/conta-poupanca

Eles têm essa conta a prazo aí do link que promete 2% TANB a 6 meses para novos clientes, que é bem superior à oferta do mercado, mesmo para novos clientes.

Estive a ver as letras pequeninas e parece que, sendo o banco Espanhol, a conta à ordem associada fica com um IBAN Espanhol, sendo que os depósitos estão cobertos pelo Fundo de Garantia Espanhol

Isso será fiável para ter alguma rentabilidade no curto prazo? Em caso de incumprimento, por ser cidadão Português, o fundo de garantia Espanhol não poderá colocar aqui algumas questões?

Atencao que os 2% de juro a 6 meses só se aplicam aos primeiros 5000€.

36€ líquidos.
 
Última edição:
Não há. Mas como o mercado funciona por expectativas é normal o disparo. Não percebo é o que a estratégia da Arába Saudita tem de fenomenal, quando passados 15 dias capitulam e cedem na baixa de preços. Recordo que eles já tentaram fazero mesmo entre 14/16 e o que conseguiram fazer foi tornar mais eficiente a industria do shale dos EUA.

A Arábia Saudita tem imenso dinheiro disponível, e podem aguentar durante muito tempo com o petróleo a preços baixos.
Os outros países têm economias que dependem muito mais do preço do petróleo.

Mas a estratégia deles é invertida e é assim que a compreendo:
Eles (Arábia Saudita) pretendem cortar a produção para aumentar o preço do petróleo, já que não existe consumo. (ninguém do lado dos produtores ganha com os preços baixos, somente os consumidores)
Como a Rússia não está para aí virada em cortar a produção, então a Arábia Saudita inundou o mercado com petróleo barato. (chamemos uma estratégia de dumping)
A Rússia não aguenta estes preços por muito tempo. Ou cortam a produção a bem (com acordo) ou a mal (sem acordo).
Mas ao cortar a produção, será menos dinheiro a entrar na economia Russa e o sector petrolífero está praticamente parado, o que é terrível.
Neste momento, já têm prejuízos com a extração do petróleo e agora também com o armazenamento porque não o conseguem escoar. Estão a perder de 2 formas.
Todos os restantes países produtores estão a sofrer com o preço baixo e o baixo consumo que se vive neste momento.

Esta estratégia teria pouco efeito em tempos normais. Mas em tempos excepcionais como estes que vivemos actualmente, todos os restantes países produtores estão de mão atadas. Não há nada que possam fazer senão reduzir a capacidade de produção...

Para a Arábia Saudita (e restante Médio Oriente), é quase uma situação WIN WIN.
Vão sair disto fortíssimos e a dominar o mercado petrolífero.

É somente a minha opinião.
 
Última edição:
Espero que estejas a acompanhar o processo de venda do banco aos chineses. Acho que é o melhor que pode acontecer ao banco neste momento, já que está numa situação complicada.

Agora deixaste-me preocupado pois tenho lá um DP tradicional e acabei de fazer um outro, com taxa promocional! O que é que está a acontecer? Achas que deva fazer alguma coisa? Pensava que, depois das medidas impostas pela crise de 2008, os depositantes podiam ficar descansados!

A última notícia que encontro é de Janeiro de 2020 e fala nessa venda, mas nada alarmante:
https://jornaleconomico.sapo.pt/not...ta-dependente-de-condicoes-contratuais-538719
 
A Arábia Saudita tem imenso dinheiro disponível, e podem aguentar durante muito tempo com o petróleo a preços baixos.
Os outros países têm economias que dependem muito mais do preço do petróleo.

Mas a estratégia deles é invertida e é assim que a compreendo:
Eles (Arábia Saudita) pretendem cortar a produção para aumentar o preço do petróleo, já que não existe consumo. (ninguém do lado dos produtores ganha com os preços baixos, somente os consumidores)
Como a Rússia não está para aí virada em cortar a produção, então a Arábia Saudita inundou o mercado com petróleo barato. (chamemos uma estratégia de dumping)
A Rússia não aguenta estes preços por muito tempo. Ou cortam a produção a bem (com acordo) ou a mal (sem acordo).
Mas ao cortar a produção, será menos dinheiro a entrar na economia Russa e o sector petrolífero está praticamente parado, o que é terrível.
Neste momento, já têm prejuízos com a extração do petróleo e agora também com o armazenamento porque não o conseguem escoar. Estão a perder de 2 formas.
Todos os restantes países produtores estão a sofrer com o preço baixo e o baixo consumo que se vive neste momento.

Para a Arábia Saudita (e restante Médio Oriente), é quase uma situação WIN WIN.
Vão sair disto fortíssimos e a dominar o mercado petrolífero.

É somente a minha opinião.

Relendo o meu post, parece agressivo, mas foi sem intenção.

Qdo tiver tempo desenvolvo o pq é q não acho a estratégia deles assim tão boa. Mas acrescento q boa parte do q leio partilha da tua opinião.
 
Não há coisa pior no mercado de capitais do que o sequer indicio de manipulação de contas.

Perder 70% num dia é forte! Tenho pena de não ter visto mais cedo para entrar.

Não há. Mas como o mercado funciona por expectativas é normal o disparo.

Não percebo é o que a estratégia da Arába Saudita tem de fenomenal, quando passados 15 dias capitulam e cedem na baixa de preços.

Recordo que eles já tentaram fazero mesmo entre 14/16 e o que conseguiram fazer foi tornar mais eficiente a industria do shale dos EUA.

Com sorte não vai haver acordo nenhum e lá temos outra vez a oportunidade de comprar barato.
Fechei uma com prejuízo a 2 dias que se mantivesse aberta hoje tinha rendido 700 euros. :sh)
 
isto acaba por ser um teste ao MBS e ao seu domínio da familia real.
Não sei se no médio prazo isso não lhe vai criar "inimizades" em aliados tradicionais...
 
3.3 milhões de desempregados esperados....relatório oficial confirma mais de 6 milhões de desempregados nos states...

Mercados ? A subir.

Que risota, a impressora qualquer dia fica sem tinta...
 
3.3 milhões de desempregados esperados....relatório oficial confirma mais de 6 milhões de desempregados nos states...

Mercados ? A subir.

Que risota, a impressora qualquer dia fica sem tinta...

Concordo. Não sou especialista em mercados financeiros, mas toda a gente a dizer que o bull ia cair. Veio o Corona e dá-se a maior queda diária em anos, mas entretanto está tudo a subir e não percebo porquê....
 
Concordo. Não sou especialista em mercados financeiros, mas toda a gente a dizer que o bull ia cair. Veio o Corona e dá-se a maior queda diária em anos, mas entretanto está tudo a subir e não percebo porquê....


Penso que seja por causa das garantias de estimulo dadas pelos bancos centrais, essas garantias aumentam o nível de confiança dos mercados.
 
Continuo, já há dois anos, na estratégia dos mineradores de ouro.
Quer dizer, uma boa parte do portfólio.

Vamos lá ver... Até ver, alguma recuperação, neste momento já está mais confortável de digerir.
 
A explicação mais provável para estas subidas e o chamado short squeeze, que não é mais que os Bears a fecharem as suas posições curtas. Ora se houver muita gente a comprar para fechar as posições, o mercado sobe.

Estamos a falar de quedas de cerca de 30% em 1 mês. E normal que haja muita gente a realizar mais valias criando uma pressão compradora.

Alem disso, o mercado antecipa as coisas. Muito antes de acabar a recessão provocada por esta situação o mercado já vai estar a caminho de novo, ou do retomar do Bull Market.

O mercado vai sempre bastante a frente da nossa percepção das coisas.

Ja agora, ver (sobretudo o RBOB gasoline, mas o Petróleo também) mexer por dia o equivalente a meses normais de negociação é algo muito fora do normal.
 
O Trump acabou dizer que os 10 milhões de corte pode ser até 15.

Diz q não vale a pena eles acabarem com uma indústria, portanto ou chegam a acorda ou acontece outra coisa. Não disse é o acera essa outra coisa, pelo menos q eu tenha visto,
 
A Arábia Saudita tem imenso dinheiro disponível, e podem aguentar durante muito tempo com o petróleo a preços baixos.
Os outros países têm economias que dependem muito mais do preço do petróleo.

Mas a estratégia deles é invertida e é assim que a compreendo:
Eles (Arábia Saudita) pretendem cortar a produção para aumentar o preço do petróleo, já que não existe consumo. (ninguém do lado dos produtores ganha com os preços baixos, somente os consumidores)
Como a Rússia não está para aí virada em cortar a produção, então a Arábia Saudita inundou o mercado com petróleo barato. (chamemos uma estratégia de dumping)
A Rússia não aguenta estes preços por muito tempo. Ou cortam a produção a bem (com acordo) ou a mal (sem acordo).
Mas ao cortar a produção, será menos dinheiro a entrar na economia Russa e o sector petrolífero está praticamente parado, o que é terrível.
Neste momento, já têm prejuízos com a extração do petróleo e agora também com o armazenamento porque não o conseguem escoar. Estão a perder de 2 formas.
Todos os restantes países produtores estão a sofrer com o preço baixo e o baixo consumo que se vive neste momento.

Esta estratégia teria pouco efeito em tempos normais. Mas em tempos excepcionais como estes que vivemos actualmente, todos os restantes países produtores estão de mão atadas. Não há nada que possam fazer senão reduzir a capacidade de produção...

Para a Arábia Saudita (e restante Médio Oriente), é quase uma situação WIN WIN.
Vão sair disto fortíssimos e a dominar o mercado petrolífero.

É somente a minha opinião.

Ora então vou explicar porque é que acho que a “estratégia” do MBS não tem nada de especial e nem sequer é a mais correcta.

Antes de mais vamos por partes.

Arábia Saudita quer, literalmente, dizer "terra da família Saud."

Quer isso dizer que há mta gente a comer à mesma mesa, sendo essenciais as receitas do petróleo para a manutenção do regime.

Por outro lado cabe desde já desmistificar um pressuposto. Os custos de propecção Sauditas são dos mais baixos do Mundo.

É verdade; Porém não é apenas essa métrica interessa, sendo que os mais baixos até são dos países dos EAU devido às caracteriticas dos poços.

De todo o modo a métrica que interessa mais é o valor que esses países todos precisam para pagaram as despesas correntes. Tudo vai ter aos orçamentos desses países. Para não ter défice a Arábia faz conta a petróleo por volta dos 50/60$. Os Paises dos EAU idem.

Ou seja, todos perdem com o preço excessivamente baixo do petróleo.

Depois tenho ouvido dizer que a “estratégia” passa por acabar com a estratégia do shale, para, com essa industria aniquilada dominar o fornecimento a bel-prazer. Se é ou não, não sei. O que sei é essa industria passou por isso há poucos anos atrás e o que fez foi tornar-se mais lean e baixar bastante os custos de produção. Mesmo que várias empresas vão ao charco, os poços e campos não desaparecem e mto menos a tecnologia e ferramentas para os extrair. Mal o petróleo volte a subir, rapidamente a economia dinâmica dos EUA consegue arranjar maneira de o produzir. A isto acresce que é uma industria estratégia fundamental para os EUA a nivel politico, pelo que há a forte probabilidade de a Casa Branca intervir com diversos apoios.

Por isso não acho que, a haver, essa estratégia seja a correcta.

A minha leitura do que se passa é a seguinte.

O principe MBS não consegue sobressair em nada. O assassínio do Kashoggi foi uma bomba, os ataques à refinaria ficarem sem se saber, com provas mínimas, quais foram os Autores, e mesmo o IPO da Aramco foi um fiasco a partir do momento que tentaram cotá-la em Londres ou em NY e não conseguindo foi para a bolsa Saudita. Tem por isso uma grande necessidade de afirmação.

Por outro lado têm um arqui-inimigo que é o Irão, que por sua vez está fraquíssimo. Seja por causa da quase guerra com o EUA, o abater do avião civil. Têm uma particularidade que é a construção da bomba atómica que segundo sei fica carissimo ao nivel das matérias-primas e da energia para funcionar as centrifugadores.

Portanto o que se passou foi uma zanga entre a Arabia e a Russia que é o aliado mais conhecido do Irão. Eles queiram chegar lá e cortar a produção. A Russia diz que não e a Arábia vinga-se sem qualquer visão estratégica.

Os preços iriam sempre descer com o Covid mas não era preciso inundar o mercado. Pior que isso são que, quem perde são diversos aliados de décadas da Arábia, ou seja quase todos da OPEC nomeadamente países pobres Africanos, Venezuela, etc. Eles vão continuar a produzir, até porque não têm outra saída. No final da “crise” a capacidade produtiva vai ser a mesma e a Arábia não vai alterar em nada a sua posição actual.

Aqui chegados considero que o que há é navegação à vista da Arabia sem qualquer visão estratégica. Então se a reunião de segunda, convocada de emergência, acabar com acordo de cortes de produção, fica a prova que nunca houve qualquer estratégia subjacente à posição da Arábia.
 
Celsius,
Agradeço por teres explanado a tua percepção e visão sobre o assunto do petróleo.
Sabemos que provavelmente nenhum de nós está 100% certo sobre o que se passa nesta área, mas o mundo é mesmo assim, diferentes visões sobre o mesmo assunto, em que ninguém está certo, mas todos poderão ter razão (irónico, não é?).

Penso que isto do petróleo, vai muito além da simples afirmação da Arábia Saudita, e do principe MBS.
Basicamente, tudo se desenvolve em torno do domínio de um recurso energético, tão importante no nosso mundo, que seria difícil de obter em situações normais.

Concordo com algumas coisas que escreveste (que estão bem fundamentadas), mas a questão de estratégia de navegar à vista não me convence.
Na minha opinião, a estratégia da Arábia Saudita está bem delineada. Pode é não resultar, por mil e uma razões.

Ora então vou explicar porque é que acho que a “estratégia” do MBS não tem nada de especial e nem sequer é a mais correcta.

Antes de mais vamos por partes.

Arábia Saudita quer, literalmente, dizer "terra da família Saud."

Quer isso dizer que há mta gente a comer à mesma mesa, sendo essenciais as receitas do petróleo para a manutenção do regime.

Por outro lado cabe desde já desmistificar um pressuposto. Os custos de propecção Sauditas são dos mais baixos do Mundo.

É verdade; Porém não é apenas essa métrica interessa, sendo que os mais baixos até são dos países dos EAU devido às caracteriticas dos poços.

De todo o modo a métrica que interessa mais é o valor que esses países todos precisam para pagaram as despesas correntes. Tudo vai ter aos orçamentos desses países. Para não ter défice a Arábia faz conta a petróleo por volta dos 50/60$. Os Paises dos EAU idem.

Ou seja, todos perdem com o preço excessivamente baixo do petróleo.

Concordo quando dizes que todos perdem com o preço excessivamente baixo do petróleo, mas provavelmente de todos os países e regiões produtoras de petróleo, as economias do Médio Oriente serão das que estarão melhor preparadas para aguentar esta crise, fruto da "brutalidade" de dinheiro que têm disponível.

Depois tenho ouvido dizer que a “estratégia” passa por acabar com a estratégia do shale, para, com essa industria aniquilada dominar o fornecimento a bel-prazer. Se é ou não, não sei. O que sei é essa industria passou por isso há poucos anos atrás e o que fez foi tornar-se mais lean e baixar bastante os custos de produção. Mesmo que várias empresas vão ao charco, os poços e campos não desaparecem e mto menos a tecnologia e ferramentas para os extrair. Mal o petróleo volte a subir, rapidamente a economia dinâmica dos EUA consegue arranjar maneira de o produzir. A isto acresce que é uma industria estratégia fundamental para os EUA a nivel politico, pelo que há a forte probabilidade de a Casa Branca intervir com diversos apoios.

Por isso não acho que, a haver, essa estratégia seja a correcta.

O shale neste momento está fora de corrida. Qualquer exploração ao actual nível de preços e produção, é prejuízo certo.
Dizes que a tecnologia poderá evoluir, e baixar os preços de extração e produção, mas isso demora tempo e necessita de recursos (apoio financeiros). No entanto, numa área tão importante como o petróleo, ter que necessitar apoios para ser rentável é um pouco non-sense...
O petróleo deve servir para dar dinheiro aos países produtores, e não ser um sorvedouro de recursos..

A minha leitura do que se passa é a seguinte.

O principe MBS não consegue sobressair em nada. O assassínio do Kashoggi foi uma bomba, os ataques à refinaria ficarem sem se saber, com provas mínimas, quais foram os Autores, e mesmo o IPO da Aramco foi um fiasco a partir do momento que tentaram cotá-la em Londres ou em NY e não conseguindo foi para a bolsa Saudita. Tem por isso uma grande necessidade de afirmação.

Por outro lado têm um arqui-inimigo que é o Irão, que por sua vez está fraquíssimo. Seja por causa da quase guerra com o EUA, o abater do avião civil. Têm uma particularidade que é a construção da bomba atómica que segundo sei fica carissimo ao nivel das matérias-primas e da energia para funcionar as centrifugadores.

Portanto o que se passou foi uma zanga entre a Arabia e a Russia que é o aliado mais conhecido do Irão. Eles queiram chegar lá e cortar a produção. A Russia diz que não e a Arábia vinga-se sem qualquer visão estratégica.

É aqui que não concordo. A estratégia está lá. Ou os países produtores baixam a produção para aumentar o preço do petróleo, ou a Arábia faz dumping (como o fez, inundando os mercados com petróleo barato).
A Arábia Saudita está a aproveitar um conjunto de circustâncias (que provavelmente não se vão repetir tão cedo), para tentar obter o domínio sobre o petróleo.
Algo que seria impossível em condições normais (e daí todas as estratégias utilizadas anteriormente, não tenham resultado)...

Os preços iriam sempre descer com o Covid mas não era preciso inundar o mercado. Pior que isso são que, quem perde são diversos aliados de décadas da Arábia, ou seja quase todos da OPEC nomeadamente países pobres Africanos, Venezuela, etc. Eles vão continuar a produzir, até porque não têm outra saída. No final da “crise” a capacidade produtiva vai ser a mesma e a Arábia não vai alterar em nada a sua posição actual.

Aqui chegados considero que o que há é navegação à vista da Arabia sem qualquer visão estratégica. Então se a reunião de segunda, convocada de emergência, acabar com acordo de cortes de produção, fica a prova que nunca houve qualquer estratégia subjacente à posição da Arábia.

Como não existe consumo, e mantendo o actual nível de produção, os preços vão manter-se inevitavelmente baixos. E se a Arábia Saudita continuar a inundar o mercado com petróleo a baixo preço, todas as economias dos países produtores de petróleo (que na realidade, e considerando o panorama actual, são extremamente dependentes do mesmo) vão sofrer a sério.
Volto a dizer, que fruto da quantidade brutal de dinheiro que a Arábia Saudita tem disponível, conseguem aguentar muito mais que os outros países.
Com o mundo em crise, fruto do COVID-19, os países têm as suas economias em stand-by, logo não se conseguem virar para outras áreas (a produção está parada, indústria e serviços em lay off, o consumo reduzido a minimos), para evitar o "rombo" das receitas do sector do petróleo.

A única solução é efectivamente chegarem a acordo com cortes da produção, provavelmente na reunião de emergência.
E quase que posso garantir que, quem vai ditar as regras será a Arábia Saudita (e restantes países do Médio Oriente).
Daí digo que vão sair fortíssimos desta situação.

Vale o que vale...
 
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