Casal "devolve" criança que tinham adoptado!

Eu ontem antes de ver a reportagem, estava wtf? Isto aconteceu mesmo?

Eu não concordo que deva haver "uma escolha" por parte dos pais adoptivos, agora se não há capacidade para lidar com alguém com deficiência, não há. Terá que ser honesto e por logo isso pratos limpos, seja por incapacidade económica, mental ou outra e creio que isso é logo no ínicio do processo.
Não houve um contacto anterior entre a família e a criança? Foi o primeiro contacto?

Não vou mandar culpas para ninguém, agora é bom que se avalie bem as responsabilidades, eventualmente até a própria criança estar a "fingir" a situação, incapacidades dos pais adoptivos ou haver mesmo algum problema.
 
Em Portugal cerca de 5% das adopções resultam em devolução das crianças à procedência. Felizmente é uma percentagem pequena, mas ainda continua a acontecer essencialmente por haver algums falhas de comunicação entre os diversos "actores" no processo: Os adoptantes, a criança, as Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, as equipas de adopção da Segurança Social e da Santa Casa da Misericórdia, os Magistrados Judiciais e o Ministério Público. E depois no meio disto tudo ainda há avaliações médicas. Como se percebe, é fácil que alguma coisa se perca no meio de tanta gente, e por isso é necessário que haja um workflow coerente e bem definido.

O Observatório Permamente da Adopção está a desenvolver trabalho neste campo com o objectivo de propôr alterações ao layout do processo de modo a minorar este tipo de acontecimentos, mas temos que ser realistas, eles nunca chegarão ao zero absoluto.
 
vsfce,

Respeito plenamente a tua opinião.

No entanto, tornar o processo cego só iria afastar as pessoas de adoptar, porque não queriam "arriscar na rifa":

- um gandulo de 15 anos que não respeita ninguém, quando idealizavam um bebé e de preferência uma menina
- um negro, quando isso seria motivo de exclusão social perante amigos e família (sim, não vamos ser ingénuos ao ponto de dizer que este tipo de racismo já não existe)
- um miúdo com paralisia cerebral e 99% de incapacidade,
- etc.

E aqueles que tentavam a sorte, muito provavelmente estavam sujeitos a uma situação de tal tensão que poderia culminar com o divórcio e mais um lar desfeito com o qual ninguém sairia a ganhar.

No meu caso, e mais uma vez desculpem o meu egoísmo, se essas fossem as regras, preferia não adoptar e assim se perderia um lar e uma família nuclear funcional.

Sei perfeitamente de quem já adoptou uma criança, e o processo é cego.Aliás, a pessoa em questão quis ver a criança antes de "assinar os papeis" e a assistente social recusou-se. Disse que só a via no fim do processo estar todo tratado.

Pode ser complicado, podiam não ter condições económicas, mas não deixa de ser uma forma de especismo, e para mim todo e qualquer caso de especismo, é intolerável, inadmissível, e completamente anti-ético e anti-moral.

É por este mundo ter os valores éticos tão necróticos e espezinhados, onde os especismos, preconceito, racismo e discriminação exacerbados falam sempre mais alto que a ética e moral, que nós estamos na crise social que estamos, e se algo não mudar, um futuro muito negro avizinhasse.
 
Sei perfeitamente de quem já adoptou uma criança, e o processo é cego.Aliás, a pessoa em questão quis ver a criança antes de "assinar os papeis" e a assistente social recusou-se. Disse que só a via no fim do processo estar todo tratado.

Pode ser complicado, podiam não ter condições económicas, mas não deixa de ser uma forma de especismo, e para mim todo e qualquer caso de especismo, é intolerável, inadmissível, e completamente anti-ético e anti-moral.

É por este mundo ter os valores éticos tão necróticos e espezinhados, onde os especismos, preconceito, racismo e discriminação exacerbados falam sempre mais alto que a ética e moral, que nós estamos na crise social que estamos, e se algo não mudar, um futuro muito negro avizinhasse.

Que idade tinha a criança? Passou-se há quantos anos?
 
Sei perfeitamente de quem já adoptou uma criança, e o processo é cego.Aliás, a pessoa em questão quis ver a criança antes de "assinar os papeis" e a assistente social recusou-se. Disse que só a via no fim do processo estar todo tratado.

Pode ser complicado, podiam não ter condições económicas, mas não deixa de ser uma forma de especismo, e para mim todo e qualquer caso de especismo, é intolerável, inadmissível, e completamente anti-ético e anti-moral.

É por este mundo ter os valores éticos tão necróticos e espezinhados, onde os especismos, preconceito, racismo e discriminação exacerbados falam sempre mais alto que a ética e moral, que nós estamos na crise social que estamos, e se algo não mudar, um futuro muito negro avizinhasse.

E tu ?

Ficavas com um adoptado assim ?
 
Diagnosticar uma esquizofrenia numa criança de 12 anos, só porque ela diz que vê e fala com a irmã gémea que faleceu à nascença, é notável!!! Especialmente vindo de pessoas LEIGAS, que provavelmente NUNCA lidaram com uma pessoa que sofre de esquizofrenia, e em uma semana de convivência com a criança, "detectaram" esquizofrenia[8b]
 
Há cerca de 3 anos, e a criança tinha na altura apenas meses. Não te sei precisar quantos ao certo.

Nesses casos (meses) para que é necessário período de adaptação e visitas regulares à instituição? As visitas são utilizadas em idades um pouco mais avançadas.
 
E tu ?

Ficavas com um adoptado assim ?

Se tivesse condições económicas para tal, OBVIAMENTE E CLARAMENTE QUE SIM!

Aliás, tenho um familiar (primo) com uma deficiência profunda, não fala, não come nem bebe sozinho, não anda, mas apesar de tudo isso, expressa sentimentos e emoções como qualquer outra criança. E é isso que nós temos de ver nas crianças! As emoções e os sentimentos que expressam, e apesar de ele ser assim, para mim é um primo como qualquer um dos outros, e só tenho pena de não o poder visitar mais vezes.
 
Se tivesse condições económicas para tal, OBVIAMENTE E CLARAMENTE QUE SIM!

Aliás, tenho um familiar (primo) com uma deficiência profunda, não fala, não come nem bebe sozinho, não anda, mas apesar de tudo isso, expressa sentimentos e emoções como qualquer outra criança. E é isso que nós temos de ver nas crianças! As emoções e os sentimentos que expressam, e apesar de ele ser assim, para mim é um primo como qualquer um dos outros, e só tenho pena de não o poder visitar mais vezes.

Exacto, um familiar.

Eu tambem tenho um tio assim, e gosto mais dele do que dos outros tios.

Se tivesse um filho assim cuidaria dele e não o abandonava, mas digo sem pudores que não adoptava um assim.
 
Diagnosticar uma esquizofrenia numa criança de 12 anos, só porque ela diz que vê e fala com a irmã gémea que faleceu à nascença, é notável!!! Especialmente vindo de pessoas LEIGAS, que provavelmente NUNCA lidaram com uma pessoa que sofre de esquizofrenia, e em uma semana de convivência com a criança, "detectaram" esquizofrenia[8b]

Há perguntas que não devem ser feitas quando não se conhece a vida pessoal de cada um.

Tens razão.
 
Sei perfeitamente de quem já adoptou uma criança, e o processo é cego.Aliás, a pessoa em questão quis ver a criança antes de "assinar os papeis" e a assistente social recusou-se. Disse que só a via no fim do processo estar todo tratado.
...

Desculpa mas presumo que estejas mal informado sobre esse caso. O processo de adopção tem várias fases e assina-se muita coisa ao longo do dito processo, alguma dela antes de ver a criança, mas a vinculação definitiva da adopção é um acto jurídico legal, e não estou a ver de forma nenhuma como é que pode ter havido uma pessoa ou casal que foi até ao fim do processo sem nunca ver a criança. Aliás, desconfio até que isso é ilegal.
 
Desculpa mas presumo que estejas mal informado sobre esse caso. O processo de adopção tem várias fases e assina-se muita coisa ao longo do dito processo, alguma dela antes de ver a criança, mas a vinculação definitiva da adopção é um acto jurídico legal, e não estou a ver de forma nenhuma como é que pode ter havido uma pessoa ou casal que foi até ao fim do processo sem nunca ver a criança. Aliás, desconfio até que isso é ilegal.

Garanto-te que ela não pode visitar a criança. Agora se é ilegal ou não, não me compete a mim avaliar isso.
 
Exacto, um familiar.

Eu tambem tenho um tio assim, e gosto mais dele do que dos outros tios.

Se tivesse um filho assim cuidaria dele e não o abandonava, mas digo sem pudores que não adoptava um assim.

São opiniões. Posso não concordar, mas respeito.
 
Desculpa mas presumo que estejas mal informado sobre esse caso. O processo de adopção tem várias fases e assina-se muita coisa ao longo do dito processo, alguma dela antes de ver a criança, mas a vinculação definitiva da adopção é um acto jurídico legal, e não estou a ver de forma nenhuma como é que pode ter havido uma pessoa ou casal que foi até ao fim do processo sem nunca ver a criança. Aliás, desconfio até que isso é ilegal.

Em relação à "preparação" que antecede a adoção, no único caso que conheço pessoalmente as coisas não se passaram de uma forma lá muito "cientifica".

O casal amigo já estava há vários anos na lista. Um dia, quando eles até já tinham esquecido o assunto, o TM do meu amigo toca e era uma técnica a perguntar-lhe se eles ainda estariam interessados em receber uma criança, tratava-se de um recém-nascido repudiado pelos pais adolescentes. O meu amigo desligou e imediatamente ligou para a mulher para saber da posição dela, eles tinham tido um filho poucos meses antes, mas apesar disso ela concordou e uns dias mais tarde o bebe foi lhes entregue.

O processo durou anos mas, na hora da entrega, foi tudo muito rápido e até algo "informal".
 
Eu acho estranhissimo uma criança com 12 anos (que já não é assim tão criança quanto isso) andar a dizer à família que a adoptou que vê fantasmas e fala com mortos poucos dias depois de ser adoptada. Mais estranho é em meia dúzia de anos numa instituição (um mundo cão) não ter dito nada a ninguém e ninguém ter dado conta...
 
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