Bom, eu não sou tão radical, apesar de às vezes parecer. [

] (simplesmente gosto de ouvir várias teorias, e formular a minha própria, não desprezando quem pensa "outside the box"). Digo isto porque aveia, acho que em moderação, pode-se ingerir, apesar dos altos níveis de glutén e uma outra substância que alguns têm apontado como inflamatória, mas que não me recordo o nome. E, a verdade, é que apesar de haver quem aponte o glutén como uma substância pro-inflamatória, não sei até que ponto isto está validado por estudos cientificos, dignos e ditos desse nome: ciência.
O problema da aveia, a meu ver, vem quando se ingere grandes quantidades (100 gramas ou mais), sem a "demolhar" primeiro. O elevado teor de fitatos presentes nos cereais integrais, impede a normal absorção intestinal de zinco, ferro e magnésio, podendo levar a carências destes minerais.
Não só as carnes de aves peixes são as "gorduras saudáveis". A carne de porco, apesar de muitos médicos erradamente aconselharem para cortar no seu consumo, é uma das carnes mais nutritivas existentes. É necessário encontrar um equilibrio entre carne vermelha, ovos, peixes e aves.
Por fim, a gordura tem sido apontada como a maior vilã de saúde, mas entre comer um bocado de chouriço/bacon/toucinho, ou comer um bocado de pão branco, eu diria que o pão branco é muito mais prejudicial. Aliás, pão branco e esparguete = veneno. E o que eu mais vejo, é pessoal que não toca em carnes de porco, ovos, iogurtes, queijo, porque o médico lhes disse as gorduras matam, mas depois, vão enfardar pão às toneladas e doces/produtos industrializados aos quilogramas.
Não se esqueçam, nos anos 60/70, até o azeite, e as sardinhas eram consideradas gorduras péssimas à saúde, e a evitar. Mais tarde, veio-se a descobrir que, o azeite, e a gordura presente na sardinha (maioritariamente ómega-3), eram extremamente saudáveis. Quem nos garante que, afinal, os maiores vilões não são mesmo os hidratos de carbono, e não as gorduras, mesmo as saturadas?
Não acreditem em verdades absolutas, porque estas, não existem. E, o nosso maior erro, é descredibilizar os novos pensamentos científicos.
Em relação aos idosos, de facto, há quem seja obeso aos 80 anos. Não são muitos porque, até lá, já a obesidade os matou. E não nos podemos esquecer que, muitos idosos, nem sequer têm o que comer.