PeLeve
Well-known member
Concordo com algumas das "nuances de um "Estado Policial", sobretudo pelo povo que temos, mas algumas das "nuances" não é uma concordância completa e absoluta! Um "Estado Policial" seria um risco muito perigoso de correr...A velocidade neste contexto conta. E muito.
Há que ser arrojado, não andar às voltas e fazer as coisas depressa.
Não é muito difícil.
Dou-te um exemplo. Há uns meses tive a ocasião de conversar à vontade com uma senhora que é funcionária superior da Direcção Geral de Finanças. E a conversa vai naturalmente sobre o caos fiscal que existe em Portugal porque na minha perspectiva há uma quase inteira impunidade para os infractores.
E a conversa a partir de uma determinada altura assumiu contornos perfeitamente demenciais. Quando confrontada com a situação de que o incumprimento fiscal é de bradar aos céus e que noutros países, quem não cumpre tem logo uma brigada no mês seguinte a bater à porta. E ou trazem o gajo ou o dinheiro.
A resposta lapidar da senhora: Não queremos transformar este País num estado policial, pois não?
Esta pessoa tem como disse um cargo superior e pensa assim. Como pensarão os subordinados dela? Pior, claro !!!
E depois casos como da Beltrónica apavoram toda a gente. O desgraçado do gajo que levantou os autos levou com processos judiciais em cima por parte da Beltrónica e o seu Patrão o Estado, borrifou-se por inteiro para o assunto. Todas as despesas do processo correram por conta dele. Há uns tempos o Ministro das Finanças veio a público defender que a partir de agora o Estado iria pagar as despesas processuais neste caso.
Ir devagar?
Isto precisa de um tratamento de choque, é o que é. []
"Depressa e bem não há quem", lá diz o povo, na sua imensa, e quantas vezes não escutada, sapiência!
Não, meu caro, há, de facto, que implementar reformas, mas, e lá vem outro adágio, "as cadelas apressadas têm os cachorros cegos", toda a vida ouvi dizer!
Além do mais o saber da gestão, da verdadeira gestão, também releva aqui! As melhores empresas, as mais bem cotadas, as que dão mais lucros, não são as que aplicam tratamentos de choque!
Concordo que há que mexer, mas vamos com "calma" pois arriscamo-nos a estragar mais do que arranjamos.