O que é uma boa poupança?

É isso, mas são cinco anos e um dia e não seis anos como referes. Ainda assim dará pouco mais de 1% bruto ao ano e é preciso manter durante os cinco anos.
Sim, tens razão. Como vi que havia penalização para o resgate aos 5 anos, fiz as contas para 6, mas de facto o prazo é 5 anos e um dia.

Sendo assim é só fazer as contas, sempre com o pressuposto de ter o capital empatado durante 5 anos e 1 dia, isto se quiserem receber os 5,2% (TANB).
 
O IRS retido é capaz de ser 16%!?:
"Os rendimentos de certificados de depósito e de depósitos bancários a prazo,inegociáveis e emitidos ou constituídos por prazos superiores a 5 anos, contampara IRS por 80 % do seu valor (taxa nominal bruta de 16 %) se o vencimentodos rendimentos ocorrer após cinco anos e antes de oito anos contados da datada emissão ou da constituição, ou por apenas 40 % (taxa nominal bruta de 8%) se a data de vencimento dos rendimentos ocorrer após oito anos daconstituição ou da emissão (art. 25.º do EBF);
"

Penso que agora (devido ao que se está a passar e irá continuar a condicionar a vida e economia das pessoas) mais do que nunca será importante ter um chamado "pé de meia" bem ali à mão e não metido em algo que não se possa usar.
 
Estes momentos de incerteza realmente não são propícios a compromissos de médio longo prazo.

Mas existe sempre um equilíbrio e tendo poupanças diversificadas com condições também diversificadas, dá sempre para ir analisando alguns produtos.

Agora numa lógica de poupança de primeira linha, seguramente que não serão boa ideia pensar nesses produtos "bloqueados".
 
Mas isto da poupança é só para os particulares?

E as empresas? Não devem poupar?

É que é vê-las a pedir linhas de crédito a fundo perdido...

Eu admito que sou um gajo simples de pensamento mas ainda ontem via o telejornal e falavam na Airfrance e eu pensava (na minha simplicidade), o presidente da Airfrance quando chega a algum lado só não se deitam para ele passar por cima porque não podem.

Depois ouvi que a Airfrance vai ter um empréstimo de 7mil milhões de euros para sobreviver.

E o gajo simples (eu) pensou mais uma vez, então as pessoas dobram-se todas perante um presidente de uma empresa quase falida?

Realmente vivemos num mundo que mais vale parecer do que ser.
 
Mas isto da poupança é só para os particulares?

E as empresas? Não devem poupar?

É que é vê-las a pedir linhas de crédito a fundo perdido...

Eu admito que sou um gajo simples de pensamento mas ainda ontem via o telejornal e falavam na Airfrance e eu pensava (na minha simplicidade), o presidente da Airfrance quando chega a algum lado só não se deitam para ele passar por cima porque não podem.

Depois ouvi que a Airfrance vai ter um empréstimo de 7mil milhões de euros para sobreviver.

E o gajo simples (eu) pensou mais uma vez, então as pessoas dobram-se todas perante um presidente de uma empresa quase falida?

Realmente vivemos num mundo que mais vale parecer do que ser.

Eu já coloquei esta dúvida em vários cursos de gestão que já fiz ao longo da vida.

Resposta é geralmente não.

A menos que seja uma empresa de gestão de fundos ( capitais), uma empresa fazer poupanças com txas actuais é "perder dinheiro" para a empresa e para o colectivo. É preferível comprar outras empresas ( participações) ou mesmo simplesmente retirar o dinheiro ( dividendo) para investir noutros negócios ou gastar em outros bens que fazem tb rodar a economia.

Nota: ng é obrigado a emprestar à Airfrance. Bancos só emprestam se querem podem sempre deixar afundar como já estão a fazer com outras.
 
Última edição:
Mas isto da poupança é só para os particulares?

E as empresas? Não devem poupar?

É que é vê-las a pedir linhas de crédito a fundo perdido...

Eu admito que sou um gajo simples de pensamento mas ainda ontem via o telejornal e falavam na Airfrance e eu pensava (na minha simplicidade), o presidente da Airfrance quando chega a algum lado só não se deitam para ele passar por cima porque não podem.

Depois ouvi que a Airfrance vai ter um empréstimo de 7mil milhões de euros para sobreviver.

E o gajo simples (eu) pensou mais uma vez, então as pessoas dobram-se todas perante um presidente de uma empresa quase falida?

Realmente vivemos num mundo que mais vale parecer do que ser.

Claro que devem poupar. Faz parte do b-a-bá de qualquer livrinho do gestão. Mas daí a ser cumprido pela maior parte das PME portuguesas vai uma grande diferença. Usando assim uma regra grosseira uma empresa deve ter uma reserva de segurança de tesouraria de uns 3 meses pelo menos. Ou seja dinheiro suficiente para aguentar 3 meses de custos fixos com receitas zero. Isto é um mínimo claro.
 
Eu já coloquei esta dúvida em vários cursos de gestão que já fiz ao longo da vida.

Resposta é geralmente não.

A menos que seja uma empresa de gestão de fundos ( capitais), uma empresa fazer poupanças com txas actuais é "perder dinheiro" para a empresa e para o colectivo.

Pensar assim é um erro. Uma empresa com reservas de tesouraria confortáveis é muito melhor avaliada pela banca fornecedores seguradoras de crédito etc. Ganha capacidade negocial que se traduz em dinheiro.
 
Pensar assim é um erro. Uma empresa com reservas de tesouraria confortáveis é muito melhor avaliada pela banca fornecedores seguradoras de crédito etc. Ganha capacidade negocial que se traduz em dinheiro.

Para ser erro ou não, é preciso analisar as contas num exemplo concreto. Em abstrato, depende dos valores e do contexto da empresa mas eu não me estava a referir tesouraria... É claro que uma boa tesouraria trás conforto mas pode ser indício de má gestão em retalho por exemplo. Pode significar que não estás a otimizar a tua rotação de stock de artigo para venda e , portanto, a perder dinheiro.

Nunca é bom ter muito dinheiro parado numa empresa.
Tirado duma tese de mestrado contabilidade:

.Contudo, é importante que a empresa não apresente uma margem de segurança
demasiado elevada face às suas necessidades operacionais, caso contrário a empresa
estará a trabalhar com excesso de liquidez. O que “numa primeira abordagem se traduz
na redução dos níveis de rentabilidade, quer porque se está na presença de capitais
subaproveitados quer porque se incorreu em financiamentos desnecessários e se está,
erradamente, a suportar o seu custo” (Pires, 2006).
 
Última edição:
Para ser erro ou não, é preciso analisar as contas num exemplo concreto. Em abstrato, depende dos valores e do contexto da empresa mas eu não me estava a referir tesouraria... É claro que uma boa tesouraria trás conforto mas pode ser indício de má gestão em retalho por exemplo. Pode significar que não estás a otimizar a tua rotação de stock de artigo para venda e , portanto, a perder dinheiro.

Nunca é bom ter muito dinheiro parado numa empresa.
Tirado duma tese de mestrado contabilidade:

Algo que eu tento explicar ao meu pai há bastantes anos quando me diz orgulhosamente que a carpintaria ali do lado tinha "fundo de maneio" para pagar 3 anos ao pessoal se não tivesse trabalho. É cash empatado e que não rende. Mas eu até entendo a perspectiva do velhote. Subiu a pulso na vida, a gestão da empresa é ele que a faz, e mesmo com uma dezena de funcionários, é líder num segmento especifico da área.
 
Algo que eu tento explicar ao meu pai há bastantes anos quando me diz orgulhosamente que a carpintaria ali do lado tinha "fundo de maneio" para pagar 3 anos ao pessoal se não tivesse trabalho. É cash empatado e que não rende. Mas eu até entendo a perspectiva do velhote. Subiu a pulso na vida, a gestão da empresa é ele que a faz, e mesmo com uma dezena de funcionários, é líder num segmento especifico da área.

As teorias da gestão dos últimos 30 anos para aí apontam muito para a eficiência máxima permanente e nesse sentido qualquer dinheiro parado é um desperdício. Mas o que se está a ver desde sempre é que as empresas que trabalham sempre assim à pele têm a médio e longo prazo índices de sinistralidade mais elevados. A gestão moderna está de certo modo a re-aprender aquilo que muitos já sabiam há séculos que é que muitas vezes o que resulta no curto/médio prazo não resulta no longo prazo.
Um exemplo bom disso é o que está a acontecer agora com o Covid-19 e a China. Um guru da gestão enche a boca ao dizer que a criação de riqueza intangível deve ficar toda no ocidente mas que a produção industrial deve ir toda para a China, Vietname etc porque é ineficiente produzir cá. E realmente no curto prazo é ineficiente. Mas depois vai-se a ver as coisas e verifica-se que no longo prazo já não é bem assim. A opção menos eficiente pode ser a que garante mais longevidade.
É claro que tudo isto tem que ser com conta peso e medida mas à pergunta se devem as empresas ter poupança dizer "não" está objectivamente errado.
 
Algo que eu tento explicar ao meu pai há bastantes anos quando me diz orgulhosamente que a carpintaria ali do lado tinha "fundo de maneio" para pagar 3 anos ao pessoal se não tivesse trabalho. É cash empatado e que não rende. Mas eu até entendo a perspectiva do velhote. Subiu a pulso na vida, a gestão da empresa é ele que a faz, e mesmo com uma dezena de funcionários, é líder num segmento especifico da área.

E ele agora está tranquilo da vida e essas empresas de iluminados andam a chorar apoios e a por o pessoal em casa sem receber se for preciso.
Diz-me em qual querias ter trabalhado numa situação destas.

Quando a evolução passa por ficarmos mais palermas. [:D]

(não é dirigido a ti atenção).
 
Em nome da "eficiência" algumas pessoas e empresas andam à Rasca.

Nada como adoptar uma postura defensiva e conservar uma poupança significativa. O descanso mental é maior e certamente estarão muitíssimo mais bem preparados para os "Cisnes Negros".
 
Última edição:
E também se viu agora, com a optimização do Just in time, as empresas ficarem com as calças na mão.

Poupar é sempre importante, mesmo numa empresa. Isto na lógica de boa rentabilidade e não andar a fazer investimento à maluca, só para queimar dinheiro.
 
As teorias da gestão dos últimos 30 anos para aí apontam muito para a eficiência máxima permanente e nesse sentido qualquer dinheiro parado é um desperdício. Mas o que se está a ver desde sempre é que as empresas que trabalham sempre assim à pele têm a médio e longo prazo índices de sinistralidade mais elevados. A gestão moderna está de certo modo a re-aprender aquilo que muitos já sabiam há séculos que é que muitas vezes o que resulta no curto/médio prazo não resulta no longo prazo.
Um exemplo bom disso é o que está a acontecer agora com o Covid-19 e a China. Um guru da gestão enche a boca ao dizer que a criação de riqueza intangível deve ficar toda no ocidente mas que a produção industrial deve ir toda para a China, Vietname etc porque é ineficiente produzir cá. E realmente no curto prazo é ineficiente. Mas depois vai-se a ver as coisas e verifica-se que no longo prazo já não é bem assim. A opção menos eficiente pode ser a que garante mais longevidade.
É claro que tudo isto tem que ser com conta peso e medida mas à pergunta se devem as empresas ter poupança dizer "não" está objectivamente errado.

O que estás a referir não são bem teorias de gestão, é mais análise de equilíbrio financeiro. Não me parece que exista uma abordagem moderna ou antiga pois a decisão depende da forma como o decisor avalia o risco...
Além disso estás a confundir um pouco empresa com detentor de capital ( o que é compreensível se estiveres a pensar em PMEs), a empresa não é uma pessoa com necessidades de sobrevivência ou vontade própria, a empresa é uma ferramenta geradora de capital e se o accionista quiser fechá-la: fecha e acabou ( não devemos ter pena por mais que isto seja um sentimento humano...)

Regra geral, os analistas ( nas pequenas empresas os contabilistas se souberem...) , analisam alguns rácios de liquidez da empresa contexto e sector de actividade, tipo de empresa e sugerem estratégias de aplicação dos fundos quando os rácios são muito bons. ( o que fazer com o dinheiro "a mais"? ).
Depois a partir daí depende da vontade do dono (accionista ou gestor mandatado) e não existe existe um caminho certo ou errado visto que não estamos na cabeça perversa do dono do capital.

Da minha experiência, observo que se nas grandes empresas (e médias também que respondem a accionistas) se tiveres muito "dinheiro parado" os alarmes começam logo a soar e levas logo com controllers que não te vão largar a bota porque na maioria dos casos ( salvas excepções) : é indício de que empresa está a perder mesmo rentabilidade ( e é verdade) . Nesse caso , quer estejas errado ou não: não interessa muito pois o gestor está lá para fazer para cumprir o que o accionista quer e geralmente, é dinheiro fora da empresa por um motivo simples:

Deixar muito dinheiro parado numa empresa é reduzir o risco desta empresa ( risco de ter problemas com credores) e aumentar o risco do accionista ( de ficar a arder com eventuais dividendos se a coisa der para o torto nos anos seguintes). A ideia de base em qualquer negócio é repartir o risco entre accionistas, bancos e credores ( isso não é novidade para ninguém, acho).


A outra parte do teu post ( deslocalização) é estratégia empresarial. Não sendo mentira, não percebo bem a relação com o tema e porque apontas sendo um bom exemplo. O capital investe-se no lugar em que ele dá mais retorno em conformidade com a vontade do dono do capital.
Nem todos os negócios são de longo prazo...
 
E ele agora está tranquilo da vida e essas empresas de iluminados andam a chorar apoios e a por o pessoal em casa sem receber se for preciso.
Diz-me em qual querias ter trabalhado numa situação destas.

Quando a evolução passa por ficarmos mais palermas. [:D]

(não é dirigido a ti atenção).

É bem visto, mas não seria empresa para eu trabalhar. O ambiente é demasiado conservador, os salários são baixos e o velhote é um. Sr Salazar. Há sempre prós e contras.
 
É bem visto, mas não seria empresa para eu trabalhar. O ambiente é demasiado conservador, os salários são baixos e o velhote é um. Sr Salazar. Há sempre prós e contras.

Eu acredito que também não seja o local idílico para trabalhar... De alguma forma tem esse capital e não é por ser mãos largas.
 
O que estás a referir não são bem teorias de gestão, é mais análise de equilíbrio financeiro. Não me parece que exista uma abordagem moderna ou antiga pois a decisão depende da forma como o decisor avalia o risco...
Além disso estás a confundir um pouco empresa com detentor de capital ( o que é compreensível se estiveres a pensar em PMEs), a empresa não é uma pessoa com necessidades de sobrevivência ou vontade própria, a empresa é uma ferramenta geradora de capital e se o accionista quiser fechá-la: fecha e acabou ( não devemos ter pena por mais que isto seja um sentimento humano...)

Regra geral, os analistas ( nas pequenas empresas os contabilistas se souberem...) , analisam alguns rácios de liquidez da empresa contexto e sector de actividade, tipo de empresa e sugerem estratégias de aplicação dos fundos quando os rácios são muito bons. ( o que fazer com o dinheiro "a mais"? ).
Depois a partir daí depende da vontade do dono (accionista ou gestor mandatado) e não existe existe um caminho certo ou errado visto que não estamos na cabeça perversa do dono do capital.

Da minha experiência, observo que se nas grandes empresas (e médias também que respondem a accionistas) se tiveres muito "dinheiro parado" os alarmes começam logo a soar e levas logo com controllers que não te vão largar a bota porque na maioria dos casos ( salvas excepções) : é indício de que empresa está a perder mesmo rentabilidade ( e é verdade) . Nesse caso , quer estejas errado ou não: não interessa muito pois o gestor está lá para fazer para cumprir o que o accionista quer e geralmente, é dinheiro fora da empresa por um motivo simples:

Deixar muito dinheiro parado numa empresa é reduzir o risco desta empresa ( risco de ter problemas com credores) e aumentar o risco do accionista ( de ficar a arder com eventuais dividendos se a coisa der para o torto nos anos seguintes). A ideia de base em qualquer negócio é repartir o risco entre accionistas, bancos e credores ( isso não é novidade para ninguém, acho).


A outra parte do teu post ( deslocalização) é estratégia empresarial. Não sendo mentira, não percebo bem a relação com o tema e porque apontas sendo um bom exemplo. O capital investe-se no lugar em que ele dá mais retorno em conformidade com a vontade do dono do capital.
Nem todos os negócios são de longo prazo...

Mas então voltamos ao mesmo, se o dono quiser fechar fecha e não há que ter pena - certo.

Se falir é a mesma coisa - não há que ter pena - faliu.

A questão é aplicarem todo o excedente para rentabilizar e quando dá mer#a pedir linhas de crédito.

Há que assumir o risco, o problema é que vem sempre o too big to fail e esses gestorzecos vão-se safando. [;)]
 
Mas então voltamos ao mesmo, se o dono quiser fechar fecha e não há que ter pena - certo.

Se falir é a mesma coisa - não há que ter pena - faliu.

A questão é aplicarem todo o excedente para rentabilizar e quando dá mer#a pedir linhas de crédito.

Há que assumir o risco, o problema é que vem sempre o too big to fail e esses gestorzecos vão-se safando. [;)]

Esquece, vale que alguns têm uma réstia de consciência.

Fora isso, algum aval pessoal que arrisquem a assinar, ainda os obriga a ficar de alerta. quanto às dívidas, é tranquilo.
Podes falir hoje e abrir amanhã.
Na mesma morada e tudo.[:cool:]
 
O que estás a referir não são bem teorias de gestão, é mais análise de equilíbrio financeiro. Não me parece que exista uma abordagem moderna ou antiga pois a decisão depende da forma como o decisor avalia o risco...
Além disso estás a confundir um pouco empresa com detentor de capital ( o que é compreensível se estiveres a pensar em PMEs), a empresa não é uma pessoa com necessidades de sobrevivência ou vontade própria, a empresa é uma ferramenta geradora de capital e se o accionista quiser fechá-la: fecha e acabou ( não devemos ter pena por mais que isto seja um sentimento humano...)

Regra geral, os analistas ( nas pequenas empresas os contabilistas se souberem...) , analisam alguns rácios de liquidez da empresa contexto e sector de actividade, tipo de empresa e sugerem estratégias de aplicação dos fundos quando os rácios são muito bons. ( o que fazer com o dinheiro "a mais"? ).
Depois a partir daí depende da vontade do dono (accionista ou gestor mandatado) e não existe existe um caminho certo ou errado visto que não estamos na cabeça perversa do dono do capital.

Da minha experiência, observo que se nas grandes empresas (e médias também que respondem a accionistas) se tiveres muito "dinheiro parado" os alarmes começam logo a soar e levas logo com controllers que não te vão largar a bota porque na maioria dos casos ( salvas excepções) : é indício de que empresa está a perder mesmo rentabilidade ( e é verdade) . Nesse caso , quer estejas errado ou não: não interessa muito pois o gestor está lá para fazer para cumprir o que o accionista quer e geralmente, é dinheiro fora da empresa por um motivo simples:

Deixar muito dinheiro parado numa empresa é reduzir o risco desta empresa ( risco de ter problemas com credores) e aumentar o risco do accionista ( de ficar a arder com eventuais dividendos se a coisa der para o torto nos anos seguintes). A ideia de base em qualquer negócio é repartir o risco entre accionistas, bancos e credores ( isso não é novidade para ninguém, acho).


A outra parte do teu post ( deslocalização) é estratégia empresarial. Não sendo mentira, não percebo bem a relação com o tema e porque apontas sendo um bom exemplo. O capital investe-se no lugar em que ele dá mais retorno em conformidade com a vontade do dono do capital.
Nem todos os negócios são de longo prazo...

Mas genericamente esses cenários serão para grandes empresas, que representam menos de 0,1% do total de empresas ou coisa que o valha.

Mas conheço empresas que contrariam tudo isso (ter dinheiro parado) e que vivem bem com isso. Não dependem nem de bancos nem de credores e têm funcionado bem assim. Isto porque são empresas familiares que são projectos de vida, envolvendo muitas famílias. Se a empresa estiver bem e sólida, todos os seus stakeholders também estarão bem.

Sei que não é a norma, e muitas nem plano de tesouraria fazem, quanto mais terem poupanças "paradas"...
 
Voltar
Superior