Referendo sobre o Aborto - Saiu hoje a legislação

Não acredito nisso, Francisco. Tal seria uma lei grosseira. Demasiado grosseira. A mulher, para realizar o aborto, não se vai dirigir a um similar de «ATM»: vai consultar um médico.

E havendo um acto médico, a paciente terá sempre que apresentar um mínimo de razões, pois nenhum médico digno desse nome te permite fazer uma operação (e um aborto não é uma mera operação) só porque não tens mais nada para fazer naquele dia e àquela hora.
 
Caro Mordor... a realidade é que são feitos abortos. E vão continuar a ser se o Não ganhar. E, de facto, tal como acontece desde há anos, ninguém será preso por isso (nem quem os faz nem quem os executa e ganha dinheiro, livre de impostos, com isso).

Eu não acredito que alguém os veja como contraceptivos (e esta é uma opinião pessoal). Só alguém muito desesperado o consegue fazer.

Num hospital ou numa clinica mafiosa?
 
Tu sentes mesmo isto que estás para aqui a dizer?
E então as mulheres que são violadas pelos próprios maridos? Também foram elas que pediram que as violassem? Achas que estas gostaram da "trancada" como tu chamas?
Já para não falar das mulheres grávidas que são agredidas pelos próprios maridos. Também as vais acusar de irresponsabilidade?
E as filhas,netas, sobrinhas, afilhadas e por aí fora, que foram violadas? Será que elas gostaram da "trancada" ofercida pelos pais, avós, tios, padrinhos...?

A questão é que a Mulher que aborta é penalizada com uma pena de prisão até 3 anos. E quem faz o aborto é o quê? é absolvido? A mulher não o faz sozinha, tem que ter alguém para o fazer, uma parteira, um médico...alguém. Mas esse alguém é punido por lei? NÃO. Quem é então? É a mullher que abortou!!!! é justo, pergunto eu? Não é pois não, então vamos acabar com esta hipocrisia.

Recordo que existem 3 situações que a lei prevê para a realização de aborto, são elas: violação, má formação do feto e perigo para a saúde da mulher.

Não faz qualquer tipo de sentido aquilo que escreveu!

Convém esclarecer que a questão que nos é apresentada no referendo são duas sob a forma de uma única só questão. A resposta positiva ou negativa a essa única questão implica responder positiva ou negativamente às duas questões!

Seria mais prático dois boletins de voto um para cada questão: Concorda com a liberalização do aborto? e outro para Concorda com a despenalização do aborto? Eu responderia "não" à primeira e "sim" à segunda...

Mas da maneira como as coisas foram feitas, a minha resposta negativa irá prevalecer!
 
Última edição:
Se eu concordo com a liberalização do aborto? Não

Se eu concordo com a despenalização do aborto? Sim

Mas isto faz sentido? Agora quem fizer um aborto não tem penalização, mas não o pode fazer num hospital... Qual é o argumento para sustentar isto?

Sinceramente, acho que o Não baralha tantas coisas que torna o voto no SIM uma inavitabilidade.
 
Não acredito nisso, Francisco. Tal seria uma lei grosseira. Demasiado grosseira. A mulher, para realizar o aborto, não se vai dirigir a um similar de «ATM»: vai consultar um médico.

E havendo um acto médico, a paciente terá sempre que apresentar um mínimo de razões, pois nenhum médico digno desse nome te permite fazer uma operação (e um aborto não é uma mera operação) só porque não tens mais nada para fazer naquele dia e àquela hora.

Zen, Eu não estou disposto a passar esse cheque em branco.

Eu acho que a lei que sairá de uma vitória do Sim será, em muitos casos, um convite ao aborto.

Acho que isto é uma solução fácil.
Difícil, como já disse, seria apoiar a mãe grávida, dando-lhe condições para não abortar.
Salvar as duas vidas em vez de sacrificar uma delas.

Na minha opinião, apesar de mais difícil, seria este o caminho a tomar.

PS- +, amanhã.
 
Filho, para a grávida, é uma noção psicológica: para a mãe que deseja um filho, a vida que tem dentro dela vale mais que a simples vida: vale tanto como um ser humano ou mesmo uma pessoa, mesmo não o sendo, porque é por ela auto-definido como filho! E o SIM respeita isso!

Para uma mãe que não deseja um filho, a vida que tem dentro de si, vale menos que a sua vontade de rejeição. E o SIM respeita isso!

Já o NÃO é o que sabemos...
 
Última edição:
Para ti um filho é um objecto. Uma "coisa" que tens aí dentro.

Tu sabes lá o que estás a dizer, pá! Tu não me conheces, sabes as minhas razões, não sabes pois não, então cala-te. Tu é que tens uma "coisa" dentro de ti e deve ser no lugar da massa cinzenta, ou melhor, eu ainda tenho alguma coisa agora tu não tens NADA. Quem és tu para me dizeres uma coisa dessas?
 
Tu sabes lá o que estás a dizer, pá! Tu não me conheces, sabes as minhas razões, não sabes pois não, então cala-te. Tu é que tens uma "coisa" dentro de ti e deve ser no lugar da massa cinzenta, ou melhor, eu ainda tenho alguma coisa agora tu não tens NADA. Quem és tu para me dizeres uma coisa dessas?
Foste tu própria que o disseste implicitamente no decurso dos teus comentários.

Uma extremista defensora do repugnante "na minha barriga mando eu" da campanha de 1998.

Porque dentro da tua barriga só lá está um objecto. E como tal, perfeitamente descartável.
 
Mas isto faz sentido? Agora quem fizer um aborto não tem penalização, mas não o pode fazer num hospital... Qual é o argumento para sustentar isto?

Sinceramente, acho que o Não baralha tantas coisas que torna o voto no SIM uma inavitabilidade.

O que não faz qualquer sentido é a porcaria do governo fechar maternidades e urgências porque o SNS gasta uma fatia elevada do Orçamento Geral do Estado...

E vai pagar as despesas referentes à realização de abortos nos hospitais públicos e clinicas privadas com acordo com o estado...

Mais, as despesas de saúde que as mulheres tiveram podem ser deduzidas em 30% no IRS...
 
Filho, para a grávida, é uma noção psicológica: para a mãe que deseja um filho, a vida que tem dentro dela vale mais que a simples vida: vale tanto como um ser humano ou mesmo uma pessoa, mesmo não o sendo, porque é por ela auto-definido como filho! E o SIM respeita isso!

Filho para uma grávida é uma noção psicológica?
Não posso estar mais em desacordo.
A Grávida não foi filha? E as grávidas que já tem filhos?
Isto está-me a fazer lembrar o episódio em que Francisco Louçã não reconhecia a Paulo Portas o direito de falar em aborto, porque não era pai, como ele.

Para uma mãe que não deseja um filho, a vida que tem dentro de si, vale menos que a sua vontade de rejeição. E o SIM respeita isso!

Já o NÃO é o que sabemos...

Zen, acho que estamos a teorizar demais.

Para mim é bastante simples:
O Não respeita as duas vidas.

PS: +, amanhã. Agora a sério
 
Lukin, tenta compreender: para uma mulher que não deseje um filho, a vida que está dentro dela não tem o mesmo valor que tem para uma mulher que deseje que aquela vida se torne no seu filho.

E por alguma coisa mulheres que não desejam que essa vida prossiga (o caso de violação ou malformação são só dois exemplos de múltiplas razões possíveis e compreensíveis), estão disposta a correr riscos letais (intromissão de arames no útero, ingestão de químicos...) para interromperem aquela vida que não querem ver desenvolvida em ser humano, em seu filho.
 
Foste tu própria que o disseste implicitamente no decurso dos teus comentários.

Uma extremista defensora do repugnante "na minha barriga mando eu" da campanha de 1998.

Porque dentro da tua barriga só lá está um objecto. E como tal, perfeitamente descartável.

e quem mais na tua opinião deveria mandar?
 
O NÃO contém a preponderância da EMOÇÃO (+ primitiva).

O SIM, acusado, de ser RAZÃO (- primitiva), é-o de facto mas marcado por não ser dominado pela EMOÇÃO, como foi sucedendo nas eras do tempo para que o Homem fosse evoluindo e completando o instinto pela reflexão e consciência.
 
Lukin, tenta compreender: para uma mulher que não deseje um filho, a vida que está dentro dela não tem o mesmo valor que tem para uma mulher que deseje que aquela vida se torne no seu filho.

E por alguma coisa mulheres que não desejam que essa vida prossiga (o caso de violação ou malformação são só dois exemplos de múltiplas razões possíveis e compreensíveis), estão disposta a correr riscos letais (intromissão de arames no útero, ingestão de químicos...) para interromperem aquela vida que não querem ver desenvolvida em ser humano, em seu filho.

Esqueçamos as situações já previstas na lei... o facto de uma mulher não desejar o "filho" que está a gerar dentro de si dá-lhe direito para abortar?
 
Lukin, tenta compreender: para uma mulher que não deseje um filho, a vida que está dentro dela não tem o mesmo valor que tem para uma mulher que deseje que aquela vida se torne no seu filho.

E por alguma coisa mulheres que não desejam que essa vida prossiga (o caso de violação ou malformação são só dois exemplos de múltiplas razões possíveis e compreensíveis), estão disposta a correr riscos letais (intromissão de arames no útero, ingestão de químicos...) para interromperem aquela vida que não querem ver desenvolvida em ser humano, em seu filho.
Mas um filho (mesmo que ainda em condição de feto) não é uma entidade abstracta. Não cabe à mulher categorizar e hierarquizar a vida do feto. Ela é una e possui um valor uno.

E acredito que uma mulher devidamente aconselhada e apoiada, não abortaria.
 
e quem mais na tua opinião deveria mandar?
Não acho sequer que seja uma questão de "mandar".

É uma questão de respeitar. É uma vida que se está a desenvolver. Não é ainda um ser nascido, nem a ele deve ter direitos equivalentes. Mas tem de ter direitos. Afinal falamos de algo uno, distinto, irrepetível, com código genético próprio já formado.

Vale certamente mais do que uma "coisa" de que possas dispor. Muito mais do que "algo" na tua barriga.
 
Não acredito nisso, Francisco. Tal seria uma lei grosseira. Demasiado grosseira. A mulher, para realizar o aborto, não se vai dirigir a um similar de «ATM»: vai consultar um médico.

E havendo um acto médico, a paciente terá sempre que apresentar um mínimo de razões, pois nenhum médico digno desse nome te permite fazer uma operação (e um aborto não é uma mera operação) só porque não tens mais nada para fazer naquele dia e àquela hora.

Mesmo que apresente e não sejam consideradas válidas, poderá sempre fazer como faz hoje.. É tão simples quanto isso.. O aborto não acaba e só vai aumentar.
 
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