A desculpa mais esfarrapada é sempre desde género, há pior, olha o caso A e o caso B. O ladrão que rouba uma carteira aponta para o presidente da câmara que rouba um conselho inteiro como se isso fizesse melhor o seu procedimento.
Há quem tenha dito que não se conforma com o sexo de meias e pijama, que quer quantidade e variedade e satisfazer as suas fantasias. Isso como uma vontade incontornável. A sensação que fica é que se o parceir@ não se conformar com esse desejo el@ arranjará outr@ que se conforme, o que torna manifesto o enorme amor que nutre pelo companheir@.
Claro que há sempre pior, mas também há melhor, prefiro olhar para cima que para baixo, para os melhores exemplos que os piores. O ideal é quando se ama de tal modo que embora se possa sentir atração por outros/as essa atração é menor, muito menor, que a que sentimos pelo/a amada/o. Isso chega para afastar a vontade de ter sexo com outros/as. Quando essa vontade é forte, é sinal de que o amor pelo/a companheiro/a é fraco. Pode existir cumplicidade, pode existir companheirismo, amizade, mas a paixão e o Amor a sério, essa já se foi... bem quando há amor a sério nunca se vai. A pele do amado/a não é como a dos outros/as, o seu cheiro é diferente e tem um apelo irrepetível, a sua voz alegra o coração e quem sente isso certamente não tem grande apetite pelo swing e é-lhe impensável levar o parceiro a ter sexo com outros/as. Para quem tem mais tesão que amor, aí a possibilidade do swing já se torna possível.
Há quem prefira olhar para baixo, ainda um destes dias li que um famoso psicologo da nossa praça tinha fantasias sexuais com animais, eu prefiro olhar para cima. Prefiro tentar subir que deixar descer.
Citando um poeta qualquer, amor sem uma pitada de ciúme não é grande nem verdadeiro.