Tópico das Casas

É o resultado de imprimir dinheiro para financiar a pandemia era mais que sabido que isto ia acontecer.

O APP começou em 2014 e o Qe começou em 2015. Já antes disso, desde 2009 que o ECB andava a ceder liquidez à economia Europeia e a salvar bancos (e o Euro, já agora, no processo). Se há coisa que o ECB não conseguiu criar, foi inflação. E bem tentou!
A inflação que entretanto surgiu tem uma explicação muito limitada na teoria monetária clássica. É muito mais uma questão de choque da oferta, aliada a problemas da logística, pandemia e problemas geo-políticos. Por isso é que já há muitos economistas a dizer que o instrumento de polítiva monetária clássico (aumento das taxas de juros diretoras) pode ter mais dificuldade para controlar a inflação do que o inicialmente previsto.
 
Não são os portugueses em particular que influenciam essa decisão.

O aumento das taxas pretende baixar a inflação, não chegarão a 10%, mas poderão chegar a 5, vai depender como as coisas evoluírem.

Quem não conseguir pagar, tem que vender ou entregar ao Banco e arranjar uma solução mais barata, parece dramático, mas é tudo relativo, ao pé dos ucranianos que estão a ser bombardeados é uma brincadeira de crianças. [;)]

A solução mais normal, barata, com menos problemas, e mantendo-se o emprego, é cortar noutras despesas.
 
No ECO está um artigo no eco, das imobiliárias, https://eco.sapo.pt/2022/12/17/subi...rofissionais-do-imobiliario-garantem-que-nao/ , que em resumo dizem que as transações vão baixar, menos casas vendidas, mas os preços vão manter nas zonas de pressão e vão aumentar em zonas menos expostas.

Percebo que estejam a vender o peixe deles. Mas a acontecer, seria muito extraordinário e mostraria muita robustez do mercado portugues, em contra ciclo com toda a europa. Um feito.

Do outro lado da barraca, uma coisa que eu sinto com quem falo em Lisboa, é que Lisboa um pouco como São Francisco e outras cidades, cujos preços dispararam, é que atingiu o máximo, no sentido de afastar as pessoas que tornam Lisboa o sitio atrativo que é. Já muito pouca gente de fora de Lisboa se muda para Lisboa, simplesmente não compensa com os preços das casas, o sentido de comunidade se está a perder, a dinâmica de antigamente já não existe, já não existe renovação, mesmo entre os "expats" e afins, pessoas vão mas não vêm outras para preencher o vazio. Claro que para quem está nas imobiliárias e afins, só vêm os preços, a pressão da procura, e não querem saber destes pequenos indicadores, mas estes indicadores de desilução com Lisboa podem e médio prazo alterar a dinâmica da cidade.

Mas qual dinâmica? a que Lisboa nunca têve?😈
 
A solução mais normal, barata, com menos problemas, e mantendo-se o emprego, é cortar noutras despesas.

Há muitas pessoas que ganham menos de mil euros e vão de carro para o trabalho. Há e tal demoro mais de transportes e é mais desconfortável. Depois andam sempre a queixar-se que não tem dinheiro, mas querem fazer vida de quem tem dinheiro...
 
Há muitas pessoas que ganham menos de mil euros e vão de carro para o trabalho. Há e tal demoro mais de transportes e é mais desconfortável. Depois andam sempre a queixar-se que não tem dinheiro, mas querem fazer vida de quem tem dinheiro...

Eu ganho mais de 1000€, mas se fosse menos, teria de continuar a ir de carro para o trabalho, simplesmente porque não há solução de TP. Teria que apanhar uns 3 ou 4 para cada lado, perfazendo horas intermináveis de viagem.
Isso é uma patacoada de café, que não acrescenta nada.

De repente, parece que toda a gente descobriu que o problema de toda a gente é que andam a fazer vida de rico. Em Portugal!!
Inflações de 100% no supermercado, aumentos de 300% nas prestações, imóveis com preços pornográficos, rendas em recordes absolutos desde que há memória, combustíveis a preços exorbitantes, carros novos e usados aos preços mais altos da história, etc etc, nada disto está a acontecer, a malta é que comprou para se armar ao pingarelho!
 
ALERTA CM, há pessoas apanhar 3 ou 4 transportes para cada lado todos os dias!

Ai que horror isso não é para mim...

Fazendo umas contas de cabeça, para fazer 14km, demoraria 4h para cada lado.
É mesmo um horror, e não é para mim. Vai tu.
 
14 km faço em meia hora na bicicleta elétrica na qual venho trabalhar todos os dias, com chuva, com frio, com sol, com calor. E não me queixo. De carro demorava o dobro do tempo e já nem falo dos custos.

4 horas para fazer 14 km, está certo, vê-se que nunca meteste um pé num transporte público. Tretas para justificar o carro
 
14 km faço em meia hora na bicicleta elétrica na qual venho trabalhar todos os dias, com chuva, com frio, com sol, com calor. E não me queixo. De carro demorava o dobro do tempo e já nem falo dos custos.

4 horas para fazer 14 km, está certo, vê-se que nunca meteste um pé num transporte público. Tretas para justificar o carro

Mas queres comparar um burguês que vive na cidade e que vai de bike em avenidas largas e até já ciclovia dedicadas vs alguém que mora nos subúrbios e que precisa de apanhar um autocarro que a vai deixar a algum ponto intermodal para apanhar depois outro TP sob a forma de comboio urbano ou outro BUS, para chegar a Lisboa e ainda ir apanhar o metro ou outro BUS fazendo 2, 3 e até mesmo 4 transferes?

Esta é a realidade dos trabalhadores mais indiferenciados, que “pegam” muitas vezes a horas impróprias da burguesia dos escritórios e que estão completamente dependentes de uma teia abstracta de TP peri-urbanos, inconstante e onde até muitas vezes precisam de um carro para fazer a primeira ou última perna do percurso porque vivem no meio do nada onde dá para pagar a renda.
 
Há muitas pessoas que ganham menos de mil euros e vão de carro para o trabalho. Há e tal demoro mais de transportes e é mais desconfortável. Depois andam sempre a queixar-se que não tem dinheiro, mas querem fazer vida de quem tem dinheiro...

Exacto, daí que a ideia de que o pessoal vai desatar a entregar casas com o aumento da euribor não tem qualquer adesão à realidade.
Ainda há muitos gastos a serem cortados, seja em combustíveis, viagens, colégios dos filhos, roupa, comer fora, etc.
 
14 km faço em meia hora na bicicleta elétrica na qual venho trabalhar todos os dias, com chuva, com frio, com sol, com calor. E não me queixo. De carro demorava o dobro do tempo e já nem falo dos custos.

4 horas para fazer 14 km, está certo, vê-se que nunca meteste um pé num transporte público. Tretas para justificar o carro

Vai lá do Saldanha para Ramada, Famoes ou Frielas numa tarde de inverno com chuva e depois conta como foi. Aliás, tenta estacionar uma bicicleta eléctrica em Lisboa num local público.
 
14 km faço em meia hora na bicicleta elétrica na qual venho trabalhar todos os dias, com chuva, com frio, com sol, com calor. E não me queixo. De carro demorava o dobro do tempo e já nem falo dos custos.

4 horas para fazer 14 km, está certo, vê-se que nunca meteste um pé num transporte público. Tretas para justificar o carro

14 km com chuva e frio, é mesmo bastante agradável… já apanhei umas chuvadas, de regresso (bicicleta normal) e tento evitar a todo o custo…
 
Tenho botas e impermeável integral tal como quem anda de moto. Chego ao trabalho tiro tudo e estou impecável seco e fresco. A bicicleta fica dentro do edifício.
 
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