Tópico das Casas

Em 2002 foram construídos 125000 novos fogos habitacionais.

Em 2021 não chegaram a 20000.

Em 2022 até Outubro tinham sido cerca de 25000.

E desses 25000 muitos são para classe média-alta, porque +e uminvestimento mais seguro.

Com oferta tão diminuta e cada vez menos empreiteiros os preços não podem baixar.
 
E desses 25000 muitos são para classe média-alta, porque +e uminvestimento mais seguro.

Com oferta tão diminuta e cada vez menos empreiteiros os preços não podem baixar.

Então ou congelam as rendas ou aumentam os salários.
Porque a pressão social vai ser cada vez maior.

Só ainda não estourou porque há muitos pais a por dinheiro por trás e os juros estiveram durante muitos anos baixos.

Agora ao subir é que se começa a ver quem está nu…
 
O pessoal só quer é intervenção na economia, é tudo bastante orientado para medidas intervencionistas.

Com a população Mundial a crescer, já somos mais de 8 mil milhões, com a India à beira de ultrapassar a China como país mais populoso, com a crescente mobilidade das pessoas que leva a uma natural distribuição pelo espaço.

Com o mesmo planeta há sécumos, o mesmo espaço, para muito mais gente, não vejo como o preço do "espaço" não tenha tendência para aumentar.

Por outro lado os materiais de construção e mão de obra também não estão a ficar mais baratos. Há que aceitar com naturalidade que as casas serão cada vez mais caras e que cada vez será proporcionalmente mais difícil comprar um "bocadinho de planeta".

Não vejo que esta tendência esteja a conseguir ser contrariado em nenhum local do Mundo.

Portanto os senhores que estão sempre a apelar para uma "economia planificada" ponham os olhos nos países que usam esses modelos e percebem que o balança é claramente pior do que deixar funcionar o mercado com alguma regulação.
 
Em 2002 foram construídos 125000 novos fogos habitacionais.

Em 2021 não chegaram a 20000.

Em 2022 até Outubro tinham sido cerca de 25000.

Provavelmente teremos um aumento de quase 50% de 2021 para 2022, é bastante significativo, embora ainda aquém do necessário.
Em 2023 mesmo com a crise acredito que serão ainda bem mais a ficar prontos. Basta olhar à nossa volta para ver que nos últimos 2anos se construiu quase tanto como nos 10 anos anteriores, em alguns locais mais especificos construi-se muitos mais nestes 2 anos que nos 10 anos anteriores.
Mesmo com o problema do no crédito a construção vai continuar a carburar porque a procura vai continuar, há muita gente à procura de casa, para compra ou alugar.
 
Em 2002 foram construídos 125000 novos fogos habitacionais.

Em 2021 não chegaram a 20000.

Em 2022 até Outubro tinham sido cerca de 25000.

Sim e pelo o meio? Agora está-se a construir mais do que os anos 2013-2019

2013 -> 12713
2014 -> 8297
2015 -> 7126
2016 -> 7867
2017 -> 8156
2018 -> 10627
2019 -> 12591
 
  • Gosto
Reações: DMA
A ideia que eu tenho é que alguns dos construtores usam o dinheiro da "venda em planta" para ir financiando a construção, pois é uma fase que consome muito capital.

Se a classe média começa a ter dificuldade em obter CH, esse modelo usado por alguns construtores provavelmente estará em contração.

Não estaremos a entrar numa nova fase de contração na construção e um regresso a valores sub 20k/ano?
 
O pessoal só quer é intervenção na economia, é tudo bastante orientado para medidas intervencionistas.

Com a população Mundial a crescer, já somos mais de 8 mil milhões, com a India à beira de ultrapassar a China como país mais populoso, com a crescente mobilidade das pessoas que leva a uma natural distribuição pelo espaço.

Com o mesmo planeta há sécumos, o mesmo espaço, para muito mais gente, não vejo como o preço do "espaço" não tenha tendência para aumentar.

Por outro lado os materiais de construção e mão de obra também não estão a ficar mais baratos. Há que aceitar com naturalidade que as casas serão cada vez mais caras e que cada vez será proporcionalmente mais difícil comprar um "bocadinho de planeta".

Não vejo que esta tendência esteja a conseguir ser contrariado em nenhum local do Mundo.

Portanto os senhores que estão sempre a apelar para uma "economia planificada" ponham os olhos nos países que usam esses modelos e percebem que o balança é claramente pior do que deixar funcionar o mercado com alguma regulação.

Não sou nenhum expert na matéria mas considero que tenho bom senso.

O preço do espaço tem tendência a aumentar, os materiais e a mão de obra também - aceito tudo, não vejo qualquer problema.

Exceto se é agora é que vem o bom senso, se os salários também aumentarem ou defendes que tudo suba menos os salários?

Claro que tem de existir intervenção mas não é na economia, é nas políticas sociais. 😉

Aceito, mais uma vez, que os centros urbanos sejam inacessíveis à maioria da população, afinal também o são nos outros países, ditos mais desenvolvidos que o nosso.

Mas temos de olhar para o todo e não para a parte, é o resto das políticas de rendas acessíveis que eles têm?

As medidas na construção de x fogos ser necessário y para renda controlada ou venda acessível?

E muitas mais que existindo vontade faz-se, agora se não existir vontade é deixar arder. 😉
 
Não sou nenhum expert na matéria mas considero que tenho bom senso.

O preço do espaço tem tendência a aumentar, os materiais e a mão de obra também - aceito tudo, não vejo qualquer problema.

Exceto se é agora é que vem o bom senso, se os salários também aumentarem ou defendes que tudo suba menos os salários?

Claro que tem de existir intervenção mas não é na economia, é nas políticas sociais. 😉

Aceito, mais uma vez, que os centros urbanos sejam inacessíveis à maioria da população, afinal também o são nos outros países, ditos mais desenvolvidos que o nosso.

Mas temos de olhar para o todo e não para a parte, é o resto das políticas de rendas acessíveis que eles têm?

As medidas na construção de x fogos ser necessário y para renda controlada ou venda acessível?

E muitas mais que existindo vontade faz-se, agora se não existir vontade é deixar arder. 😉

A única forma de baixar preços é pôr as câmaras a construir a preço controlado para as classes média e média-baixa, idealmente em terreno camarário. Elimina-se a margem de lucro do dono de obra e das imobiliárias.Por outro lado são empreendimentos maiores que já atraem empresas de construção de maior dimensão.

Agora se há competência nas autarquias para o fazer , são outros 500!
 
Realmente há a questão de saber se há competência, mas também se não há maroscas no processo de contratar, favorecimentos futuros, etc.

Na maioria das vezes o problema não é o facto de ser uma política pública ou mista, seja ela de habitação, ensino ou saúde. O problema é que modelos que poderiam ser funcionais (sem sodomizar o erário público), são capturados e usados para benefício político ou de algumas empresas. As PPPs rodoviárias e a Parque Escolar assim o provam.

Com a orgia descontrolada que reina em algumas CM do país, isto vai ser o álibi perfeito para uns esquemas à patrão. Quer em negociatas com terrenos, quer na construção.
 
Última edição:
A única forma de baixar preços é pôr as câmaras a construir a preço controlado para as classes média e média-baixa, idealmente em terreno camarário. Elimina-se a margem de lucro do dono de obra e das imobiliárias.Por outro lado são empreendimentos maiores que já atraem empresas de construção de maior dimensão.

Agora se há competência nas autarquias para o fazer , são outros 500!

É uma forma, mas não é a única.

Por exemplo, linhas de crédito com juros mais baixos para compra de 1a habitação de valor até x.

Condicionando compradores e construtores a procurar suprir essa procura com mais oferta de construção mais barata.

Uma percentagem obrigatória de habitações mais em conta por cada x construída.

Beneficios fiscais para construções fora do centro urbano, retirando assim pressão dos centros

E muitas mais, desde que haja vontade.

Claro que medidas isoladas não resolvem nada, da mesma forma que são necessários muitos anos.

Mas mais do que isto é necessário vontade de resolver. 😉
 
Eu que achava que a EPUL tinha sido um caso de sucesso na construção de prédios em Telheiras para jovens, constato que abriu falência por incapacidade de cumprir o pagamento dos empréstimos, ditando a extinção da Empresa Pública de Urbanização de Lisboa.

https://visao.sapo.pt/atualidade/economia/2014-12-24-geracao-epulf805309/#&gid=0&pid=1

Duvido que exista em Portugal algum caso de sucesso com estas empresas públicas a fazerem contrução a preços controlados, acaba sempre por existirem negociatas pelo meio que levam as empresas à falência.
 
A única forma de baixar preços é pôr as câmaras a construir a preço controlado para as classes média e média-baixa, idealmente em terreno camarário. Elimina-se a margem de lucro do dono de obra e das imobiliárias.Por outro lado são empreendimentos maiores que já atraem empresas de construção de maior dimensão.

Agora se há competência nas autarquias para o fazer , são outros 500!
É o que se está a fazer no Luxemburgo, não temos de inventar nada..

Os terrenos são públicos e empresas fazem construção e vendem, acho que ao fim de 25 anos o terreno passa para o nome dos proprietários ou é que podem vender (está parte não tenho a certeza)
 
A única forma de baixar preços é pôr as câmaras a construir a preço controlado para as classes média e média-baixa, idealmente em terreno camarário. Elimina-se a margem de lucro do dono de obra e das imobiliárias.Por outro lado são empreendimentos maiores que já atraem empresas de construção de maior dimensão.

Agora se há competência nas autarquias para o fazer , são outros 500!

Portanto por um organismo publico a competir com um privado, dando algumas vantagens ao primeiro ? Ou seja estás deliberadamente a prejudicar os investidores/promotores/donos de obra e as mediadoras imobiliárias ?

E depois quem compra ? qual é o critério ? É que tipicamente há risco de quem compra não ser necessariamente quem necessita.

Eu respeito muito os teus valores de esquerda e a questão da defesa de quem ais precisa, mas infelizmente não vejo muitos casos bem sucedidos desse tipo de intervenção. Com isto não estou a dizer que não é possível, apenas a tentar desafiar a tua opinião 😉
 
A ideia que eu tenho é que alguns dos construtores usam o dinheiro da "venda em planta" para ir financiando a construção, pois é uma fase que consome muito capital.

Se a classe média começa a ter dificuldade em obter CH, esse modelo usado por alguns construtores provavelmente estará em contração.

Não estaremos a entrar numa nova fase de contração na construção e um regresso a valores sub 20k/ano?

É o que os construtores normalmente fazem, utilizam os 20/30% de entrada para iniciarem as obras.

Estamos a chegar a período em que a classe média não terá capacidades para adquirir imóveis em Lisboa e nas zonas circundantes.
 
Então ou congelam as rendas ou aumentam os salários.
Porque a pressão social vai ser cada vez maior.

Só ainda não estourou porque há muitos pais a por dinheiro por trás e os juros estiveram durante muitos anos baixos.

Agora ao subir é que se começa a ver quem está nu…

Com o numero de imigrantes não qualificados que para cá vem dos paises asiaticos, e do Brasil não há solução, os salarios não vão subir e a habitação nunca vai ser suficiente, só não vê quem não quer.
 
É o que os construtores normalmente fazem, utilizam os 20/30% de entrada para iniciarem as obras.

Estamos a chegar a período em que a classe média não terá capacidades para adquirir imóveis em Lisboa e nas zonas circundantes.

Isso é um grande exagero.

Por exemplo em Benfica há várias casas T2 abaixo dos 300 mil euros e até algumas abaixo dos 250 mil euros.

Para alguém que dê os normais 40/50 mil euros de entrada ficará a pagar uma prestação próxima de 1000 euros, mas abaixo.

Não sei exactamente como se classifica a classe média, mas para um casal que ganhe 2.000 euros limpos ou mais é viável. Claro que isto é pensando em quem começa quase do zero, para quem está a trocar de casa em principio é mais fácil.

Se nos afastarmos um bocadinho de Lisboa os preços diminuem consideravelmente como é sabido
 
Portanto por um organismo publico a competir com um privado, dando algumas vantagens ao primeiro ? Ou seja estás deliberadamente a prejudicar os investidores/promotores/donos de obra e as mediadoras imobiliárias ?

E depois quem compra ? qual é o critério ? É que tipicamente há risco de quem compra não ser necessariamente quem necessita.

Eu respeito muito os teus valores de esquerda e a questão da defesa de quem ais precisa, mas infelizmente não vejo muitos casos bem sucedidos desse tipo de intervenção. Com isto não estou a dizer que não é possível, apenas a tentar desafiar a tua opinião 😉

Não há competição. Apontam a segmentos diferentes. E não é invenção nenhuma. Foi uma das medidas dos anos setenta e oitenta que ajudaram a resolver o problema da habitação.

Tenho é sérias dúvidas se as autarquias no seu estado actual cheias de corrupção, e deficitárias em bons técnicos seriam capazes de o fazer.
 
O pessoal só quer é intervenção na economia, é tudo bastante orientado para medidas intervencionistas.

Com a população Mundial a crescer, já somos mais de 8 mil milhões, com a India à beira de ultrapassar a China como país mais populoso, com a crescente mobilidade das pessoas que leva a uma natural distribuição pelo espaço.

Com o mesmo planeta há sécumos, o mesmo espaço, para muito mais gente, não vejo como o preço do "espaço" não tenha tendência para aumentar.

Por outro lado os materiais de construção e mão de obra também não estão a ficar mais baratos. Há que aceitar com naturalidade que as casas serão cada vez mais caras e que cada vez será proporcionalmente mais difícil comprar um "bocadinho de planeta".

Não vejo que esta tendência esteja a conseguir ser contrariado em nenhum local do Mundo.

Portanto os senhores que estão sempre a apelar para uma "economia planificada" ponham os olhos nos países que usam esses modelos e percebem que o balança é claramente pior do que deixar funcionar o mercado com alguma regulação.

Eu não sou muito a favor construção subsidiada porque já vi os esquemas que isso gera, acabam por ser sub arrendadas ou vendidas mais tarde quando permitido por valores bem generosos, andamos a pagar para outros fazer pequenas fortunas.

Sou mais a favor de construir para alugar, modelos semelhantes aos paises da europa central e do Norte, onde empresas publicas gerem milhares de casa, por todo o pais a rendas de mercado e ligeiramente controladas. Mas tem de ser a sério, com milhares de casas para ter impacto real. E não é suposto dar prejuizo, apenas garantir que dá um lucro razoavel. Isto tem varias vantagens, a primeira é que o estado passa a ter condições para por exemplo ajudar funcionarios do estado deslocados (profesores, policias, etc) e depois ao alugar tanta casa consegue efetivamente controlar o aumento de preços em mercado livre.

Isto é por exemplo um dos motivos que as casas e rendas não descontrolou tanto na Austria, existe tanta casa publica que conseguiram controlar os preços por via da oferta. Sem medidas parvas de esquerda.

Na questão da habitação temos de ter um pouco de cuidado e pensar de forma mais abrangente, que pais queremos ter? o que estás a dizer é por exemplo aceitar os portugueseses não vão ter filhos por motivos economicos, viver na casa dos pais ate aos 40, etc etc. E compensamos isso com Indianos. Tudo bem, mas é uma escolha que tem de ser assumida. Se queres ter um pais para classe media, tens de ter habitação acessivel para classe media, ponto.

Claro que todos sabemos o perigo do estado portugues gerir o que quer que seja, mas neste momento a situação em Lisboa principalmente está descontrolada. E tem de ser feito algo, com pés e cabeça.
 
Voltar
Superior