Tópico das Casas

Realmente se já tivesse casa dos outros também enchia os pulmões para dizer que não queria uma casa de férias [:D]

Percebo o que dizes, mas devias também ver isso pelo lado de quem sabe o que é ter, ou seja, alguém que te pode dizer os contras.

Ninguém disse que era tudo mau... ;)


Da pouca experiência que tenho e baseado em relatos de amigos, casa de férias compensa até 50km...

Assim pode-se ir lá uns fds.

Mais que isso ou se vai poucas x, ou vai-se "obrigado" algumas semanas para dar uso à coisa e deixa-se de conhecer outros sítios.

Que exagero, 100km faz-se perfeitamente.

Os meus pais fazem frequentemente 220km para cada lado ao fim‑de‑semana para irem à segunda casa.

O que já acho mais puxado e cansativo depois de uma semana de trabalho (não sei se era pessoa para tal...), mas eles lá vão...

Aliás por me lembrar disso, além de contas, condomínio e IMI no inverno lá têm eles de ir passar um fim‑de‑semana em limpezas profundas, haja paciência, eu não a tinha...


Casas de férias e autocaravanas não compensa ter.

O que custam e para a rentabilidade que se lhes faz não compensa, penso eu de que. Sai mais barato ir para um hotel.

Autocarava pode ser fixe, já aluguei uma com mais 3 amigos e fomos até França.

Agora ser proprietário? Nunca na vida... Não que tenha cash para uma nova, mas mesmo que tivesse...

Isso é algo que faz sentido apenas para reformados aventureiros.
 
Acho que sei o que é..

E como também sabes porque deves andar na escola, deves saber certamente que nunca ir além dos 180km "sem grandes exageros dizes tu" para além de proibido, faz com que a velocidade média esteja em torno dos 150km/h com as inevitáveis desacelerações. O que faz com que fazer Braga - Algarve em menos de 5 horas seja ilegal.

Pronto, continhas feitas.

Sim, é "ilegal" lol, vais acima da velocidade máxima estipulada por lei, mas não vais em velocidades de corrida ou semelhante.

Exatamente Raisparta.
 
Há melhor... ir para a casa de férias dos pais! [:D]

Sim, não és o único :)

E isso até pode enviesar a minha opinião face a quem não tem esse privilégio, mas ainda assim os encargos e chatices são inegáveis.

Um hotel é só marcar pagar e usufruir. Quem diz hotel diz agora os airbnb desta vida, ainda gostava de experimentar isso por acaso.

Depois há pior de dois mundos, time sharings. Que terror.
 
casas de férias no máximo a 100km (ou 1h)

A casa dos meus sogros é na Comporta, e dá para sair às 19:00 de sexta e ir janta lá na boa, ao Domigo venho depois do jantar.
por outro lado os meus pais tem casa na zona de Aveiro... fazer +250km para um fds não é para mim, mas como eles estão reformados passam lá temporadas
 
Novos créditos habitação - volume de novos créditos atribuidos em milhões de euros num dado mês:


2007 - Julho - 1875
2008 - Julho - 1205
2009 - Julho - 894
2010 - Junho 1005
2011 - Junho - 398
2012 - Junho - 156
2013 - Julho - 185
2014 - Julho - 213
2015 - Junho - 377
2016 - Março - 491


Sente-se uma positiva evolução, motivada maioritariamente pelas taxas de juro baixas.
No entanto, com as condições actuais muito dificilmente se voltam a atingir os patamares de 2007 e 2008 (nesta altura a taxa de juro, spread+euribor ultrapassava facilmente os 4,5%). Actualmente a taxa de juro, spread+euribor anda nos 1,5%.

Então se a taxa de juro actual é um terço da equivalente na altura do pico dos novos créditos, porque é que os novos créditos são um terço daqueles?

Porque em 2007/2008 emprestava-se 100% do valor de avaliação do imóvel. Como em média um imóvel é avaliado em 110% do valor da escritura, as pessoas na altura recebiam um crédito do banco que dava não só para a escritura, como para mobilar a casa e pagar impostos (IMT e IS). A partir de 2009 os bancos passaram a emprestar apenas 80% do valor da avaliação e o montante atribuído a novos créditos veio por aí abaixo. A partir de 2011 vieram os spreads de 5% e estrangulou-se o crédito habitação. Vejamos um exemplo prático para percebermos:

Ano: 2007
a = Valor de compra do imóvel: 150k
b = Valor de avaliação do imóvel: 165k
c = Empréstimo concedido pelo banco: 165k
d = IMT+IS: 3k
e = Mobilia: 12k
Juro (Euribor+Spread): 4.5%
Prestação mensal durante 40 anos: 674,34€
c - (a+d+e) = 0, ou seja, o banco emprestava-me dinheiro para comprar a casa, pagar os impostos inerentes e ainda dava para mobilar a casa. Como a maioria dos Portugueses ao longo de uma vida inteira são incapazes de poupar 500 euros, esta solução era ideal para toda a gente.


Vejamos agora o que acontece em 2016:


Ano: 2016
a = Valor de compra do imóvel: 150k
b = Valor de avaliação do imóvel: 165k
c = Empréstimo concedido pelo banco: 132k
d = IMT+IS: 3k
e = Mobilia: 12k
Juro (Euribor+Spread): 1.5%
Prestação mensal durante 40 anos: 365,87€
c - (a+d+e) = -33k, ou seja, para comprar e mobiliar um apartamento de 150k, eu tenho de ter 33k na conta bancária. Como bem sabemos, isto é um feito impossível para mais de 90% dos Portugueses.

Apesar da prestação bancária ser quase o dobro em 2007 (para o mesmo imóvel), o simples facto de não ser necessário ter um centimo de poupança na conta, tornava o crédito habitação bastante aliciante.

Portanto, a não ser que os bancos passem a financiar pelo menos 90% do valor da avaliação, isto dificilmente descola. Coisa que acredito que comecem a fazer dentro de 1 ano.
 
Braga-Albufeira 580km, costuma ser 4:15 .. 4:30, sem as paragens
Isto sem nunca ir além dos 180 que considero uma velocidade ainda praticável para as nossas auto-estradas.
Eu falo por mim, mas acho que pouca gente faz uma viagem destas a 120km/h

Costuma ficar mais a viagem porque é classe II, anda na casa dos 9-10l/100.

Eu so frisei que as distancias em Portugal não são um impedimento para quem tem cash.

Eu não sou apologista de casa de ferias também. Mas como já disseram aqui, se os familiares tem é de aproveitar, mas eu não compraria pelas razões que tenho vindo a apresentar.
Acho que só se tivesse mais de 10M € é que eu pensava nisso..

180kmh num classe II? 9-10lts aos 100? 4:15 Braga-algarve?

UI, a bazófia...
 
Novos créditos habitação - volume de novos créditos atribuidos em milhões de euros num dado mês:


2007 - Julho - 1875
2008 - Julho - 1205
2009 - Julho - 894
2010 - Junho 1005
2011 - Junho - 398
2012 - Junho - 156
2013 - Julho - 185
2014 - Julho - 213
2015 - Junho - 377
2016 - Março - 491


Sente-se uma positiva evolução, motivada maioritariamente pelas taxas de juro baixas.
No entanto, com as condições actuais muito dificilmente se voltam a atingir os patamares de 2007 e 2008 (nesta altura a taxa de juro, spread+euribor ultrapassava facilmente os 4,5%). Actualmente a taxa de juro, spread+euribor anda nos 1,5%.

Então se a taxa de juro actual é um terço da equivalente na altura do pico dos novos créditos, porque é que os novos créditos são um terço daqueles?

Porque em 2007/2008 emprestava-se 100% do valor de avaliação do imóvel. Como em média um imóvel é avaliado em 110% do valor da escritura, as pessoas na altura recebiam um crédito do banco que dava não só para a escritura, como para mobilar a casa e pagar impostos (IMT e IS). A partir de 2009 os bancos passaram a emprestar apenas 80% do valor da avaliação e o montante atribuído a novos créditos veio por aí abaixo. A partir de 2011 vieram os spreads de 5% e estrangulou-se o crédito habitação. Vejamos um exemplo prático para percebermos:

Ano: 2007
a = Valor de compra do imóvel: 150k
b = Valor de avaliação do imóvel: 165k
c = Empréstimo concedido pelo banco: 165k
d = IMT+IS: 3k
e = Mobilia: 12k
Juro (Euribor+Spread): 4.5%
Prestação mensal durante 40 anos: 674,34€
c - (a+d+e) = 0, ou seja, o banco emprestava-me dinheiro para comprar a casa, pagar os impostos inerentes e ainda dava para mobilar a casa. Como a maioria dos Portugueses ao longo de uma vida inteira são incapazes de poupar 500 euros, esta solução era ideal para toda a gente.


Vejamos agora o que acontece em 2016:


Ano: 2016
a = Valor de compra do imóvel: 150k
b = Valor de avaliação do imóvel: 165k
c = Empréstimo concedido pelo banco: 132k
d = IMT+IS: 3k
e = Mobilia: 12k
Juro (Euribor+Spread): 1.5%
Prestação mensal durante 40 anos: 365,87€
c - (a+d+e) = -33k, ou seja, para comprar e mobiliar um apartamento de 150k, eu tenho de ter 33k na conta bancária. Como bem sabemos, isto é um feito impossível para mais de 90% dos Portugueses.

Apesar da prestação bancária ser quase o dobro em 2007 (para o mesmo imóvel), o simples facto de não ser necessário ter um centimo de poupança na conta, tornava o crédito habitação bastante aliciante.

Portanto, a não ser que os bancos passem a financiar pelo menos 90% do valor da avaliação, isto dificilmente descola. Coisa que acredito que comecem a fazer dentro de 1 ano.

Muito boa analise, se por um lado era bom começares a passar dos 80% (trabalho no sector [:p]), espero que a regra dos 80% continue.

Pelo que percebi a regra dos 80% surge a nível da regulamentação bancária que em caso se o financiamento ultrapassar os 80% do valor do imóvel, o banco tem de criar provisões(penso que não era bem isto, mas não me lembro do mecanismo) para fazer face ao excesso dos 80%, dai os bancos só em casos excepcionais passarem dos 80%.
 
180kmh num classe II? 9-10lts aos 100? 4:15 Braga-algarve?

UI, a bazófia...

Pronto, é a tua opinião. Mas o que é que não acreditas mesmo?
Achas que um classe II não dá 180km/h? ou Achas que consome mais do que 10lt? Ou achas que 4:15 é impossível?
Se for as horas nem argumento porque a matemática mostra-te que é completamente possível.
 
Só para meter nojo aqueles que possuem vizinhos barulhentos e/ou conflituosos, estes são os meus vizinhos:

vizinhos.jpg
 
Novos créditos habitação - volume de novos créditos atribuidos em milhões de euros num dado mês:


2007 - Julho - 1875
2008 - Julho - 1205
2009 - Julho - 894
2010 - Junho 1005
2011 - Junho - 398
2012 - Junho - 156
2013 - Julho - 185
2014 - Julho - 213
2015 - Junho - 377
2016 - Março - 491


Sente-se uma positiva evolução, motivada maioritariamente pelas taxas de juro baixas.
No entanto, com as condições actuais muito dificilmente se voltam a atingir os patamares de 2007 e 2008 (nesta altura a taxa de juro, spread+euribor ultrapassava facilmente os 4,5%). Actualmente a taxa de juro, spread+euribor anda nos 1,5%.

Então se a taxa de juro actual é um terço da equivalente na altura do pico dos novos créditos, porque é que os novos créditos são um terço daqueles?

Porque em 2007/2008 emprestava-se 100% do valor de avaliação do imóvel. Como em média um imóvel é avaliado em 110% do valor da escritura, as pessoas na altura recebiam um crédito do banco que dava não só para a escritura, como para mobilar a casa e pagar impostos (IMT e IS). A partir de 2009 os bancos passaram a emprestar apenas 80% do valor da avaliação e o montante atribuído a novos créditos veio por aí abaixo. A partir de 2011 vieram os spreads de 5% e estrangulou-se o crédito habitação. Vejamos um exemplo prático para percebermos:

Ano: 2007
a = Valor de compra do imóvel: 150k
b = Valor de avaliação do imóvel: 165k
c = Empréstimo concedido pelo banco: 165k
d = IMT+IS: 3k
e = Mobilia: 12k
Juro (Euribor+Spread): 4.5%
Prestação mensal durante 40 anos: 674,34€
c - (a+d+e) = 0, ou seja, o banco emprestava-me dinheiro para comprar a casa, pagar os impostos inerentes e ainda dava para mobilar a casa. Como a maioria dos Portugueses ao longo de uma vida inteira são incapazes de poupar 500 euros, esta solução era ideal para toda a gente.


Vejamos agora o que acontece em 2016:


Ano: 2016
a = Valor de compra do imóvel: 150k
b = Valor de avaliação do imóvel: 165k
c = Empréstimo concedido pelo banco: 132k
d = IMT+IS: 3k
e = Mobilia: 12k
Juro (Euribor+Spread): 1.5%
Prestação mensal durante 40 anos: 365,87€
c - (a+d+e) = -33k, ou seja, para comprar e mobiliar um apartamento de 150k, eu tenho de ter 33k na conta bancária. Como bem sabemos, isto é um feito impossível para mais de 90% dos Portugueses.

Apesar da prestação bancária ser quase o dobro em 2007 (para o mesmo imóvel), o simples facto de não ser necessário ter um centimo de poupança na conta, tornava o crédito habitação bastante aliciante.

Portanto, a não ser que os bancos passem a financiar pelo menos 90% do valor da avaliação, isto dificilmente descola. Coisa que acredito que comecem a fazer dentro de 1 ano.

Excelente post ;)

Já se sabe que a maioria das pessoas é alérgica a ver dinheiro na conta. Já eu durmo mal sempre que vejo os números a descerem... Não sou forreta, mas choro o dinheiro.
 
Pronto, é a tua opinião. Mas o que é que não acreditas mesmo?
Achas que um classe II não dá 180km/h? ou Achas que consome mais do que 10lt? Ou achas que 4:15 é impossível?
Se for as horas nem argumento porque a matemática mostra-te que é completamente possível.

De Braga centro ao início do distrito de Faro (pelo google maps) são 600.6km. Estas a fazer as contas portagem a portagem ? ou centro de localidade a centro de localidade ?

Se for a segunda confesso que tenho grandes dificuldades em acreditar e, supostamente, deveria ser o primeiro, pois os 40'000km/ano que faço nas nossas AE, desde há vários anos e de forma usualmente apressada, levam-me a ter boas referências do possível e do mundo fantasia.

Mas já que invocas a matemática, e sendo teu amigo de maneira a fazer as contas a "apenas" os 600 km em estrada aberta, para fazeres 4 horas dava 150 km/h de média. Ou seja, por cada segundo a 100km/h (sempre que apanhas um camião a ultrapassar) terias de andar o mesmo tempo a 200, caso parasses na AS serias obrigado a compensar esses minutos a 300, etc

Depois é ainda necessário fazer contas a quantos minutos perdes / velocidade média na A3 e na VCI até a A1, assim como nas ligações da A1 à A13 (vais por Santarém ou pela A10), de modo a calcular a compensação necessária no resto do percurso, porque são partes do trajecto onde o trânsito e a geografia dificilmente permitirão os valores falados.

Seria também interessante saber de que carro se trata para vermos se o exercício é possível sem ter de parar nas bombas.

Acrescenta-se ainda que nenhum classe II, imagino eu que carregado com algumas malas + 2 pessoas + depósito cheio, que me lembre, consome 10L a ir de Braga ao Algarve a uma velocidade média de 150 km/h.

Vamos mas é falar de casas. [:D]
 
Conheço quem já tenha feito desde a saída do aeroporto de Lisboa até a cidade da Guarda, ( A1 + A23 ) 1h25 min, incluindo uma paragem para abastecer porque o gasóleo acabou.

nao perguntem é a que velocidade a viagem foi feita[:D][:D]
 
Conheço quem já tenha feito desde a saída do aeroporto de Lisboa até a cidade da Guarda, ( A1 + A23 ) 1h25 min, incluindo uma paragem para abastecer porque o gasóleo acabou.

nao perguntem é a que velocidade a viagem foi feita[:D][:D]
A ~225km/h (sem contar com a paragem) [:cool:]
 
Última edição:
De Braga centro ao início do distrito de Faro (pelo google maps) são 600.6km. Estas a fazer as contas portagem a portagem ? ou centro de localidade a centro de localidade ?

Se for a segunda confesso que tenho grandes dificuldades em acreditar e, supostamente, deveria ser o primeiro, pois os 40'000km/ano que faço nas nossas AE, desde há vários anos e de forma usualmente apressada, levam-me a ter boas referências do possível e do mundo fantasia.

Mas já que invocas a matemática, e sendo teu amigo de maneira a fazer as contas a "apenas" os 600 km em estrada aberta, para fazeres 4 horas dava 150 km/h de média. Ou seja, por cada segundo a 100km/h (sempre que apanhas um camião a ultrapassar) terias de andar o mesmo tempo a 200, caso parasses na AS serias obrigado a compensar esses minutos a 300, etc

Depois é ainda necessário fazer contas a quantos minutos perdes / velocidade média na A3 e na VCI até a A1, assim como nas ligações da A1 à A13 (vais por Santarém ou pela A10), de modo a calcular a compensação necessária no resto do percurso, porque são partes do trajecto onde o trânsito e a geografia dificilmente permitirão os valores falados.

Seria também interessante saber de que carro se trata para vermos se o exercício é possível sem ter de parar nas bombas.

Acrescenta-se ainda que nenhum classe II, imagino eu que carregado com algumas malas + 2 pessoas + depósito cheio, que me lembre, consome 10L a ir de Braga ao Algarve a uma velocidade média de 150 km/h.

Vamos mas é falar de casas. [:D]

Deixei-te um pm

posso-te até dizer que havia momentos de 160km/h que o medidor marcava 8,6.
Parei em Santarém e excluí o tempo dessa paragem e voltinhas lá.
contei os minutos de viajem só
 
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