Tópico das Casas

No Santander "ofereceram-me" um seguro válido por 5 anos, passados esses 5 anos fazem nova proposta para mais 5 anos, se me agradar renovo se não posso fazer o seguro noutro lado qualquer
 
Tens razão! São 5400 e não 2700. Quanto à limpeza, se a tua única fonte de rendimento é o alojamento local, não faz qualquer sentido empregada de limpeza. Arregaças as mangas e limpas o apartamento.



90% foi a taxa de ocupação média do ano inteiro de 2015 em Lisboa no alojamento local, segundo o Instituto de Turismo e 68 euros foi o preço médio anual.
Não estou a ser optimista, estou a usar dados estatísticos. De qualquer forma julgo que deve depender muito da zona. Se tiveres um apartamento dentro das muralhas do Castelo de São Jorge aposto que a taxa de ocupação no ano inteiro deve andar próxima dos 100%. Em Arroios andará pelos 70%, Bairro Alto talvez 85%, etc.


De qualquer forma, mesmo que o AL fosse menos rentável que o arrendamento de longo prazo, eu iria sempre preferir o AL. O arrendamento de longo prazo é demasiado arriscado e a legislação é uma treta. Eu que sou senhorio já tive imensos dissabores com arrendamentos de longo prazo. No entanto com o AL em 30 anos de actividade nunca houve qualquer problema.
Não sei onde foste buscar esses dados, os que tenho segundo o INE:

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Tens razão! São 5400 e não 2700. Quanto à limpeza, se a tua única fonte de rendimento é o alojamento local, não faz qualquer sentido empregada de limpeza. Arregaças as mangas e limpas o apartamento.



90% foi a taxa de ocupação média do ano inteiro de 2015 em Lisboa no alojamento local, segundo o Instituto de Turismo e 68 euros foi o preço médio anual.
Não estou a ser optimista, estou a usar dados estatísticos. De qualquer forma julgo que deve depender muito da zona. Se tiveres um apartamento dentro das muralhas do Castelo de São Jorge aposto que a taxa de ocupação no ano inteiro deve andar próxima dos 100%. Em Arroios andará pelos 70%, Bairro Alto talvez 85%, etc.


De qualquer forma, mesmo que o AL fosse menos rentável que o arrendamento de longo prazo, eu iria sempre preferir o AL. O arrendamento de longo prazo é demasiado arriscado e a legislação é uma treta. Eu que sou senhorio já tive imensos dissabores com arrendamentos de longo prazo. No entanto com o AL em 30 anos de actividade nunca houve qualquer problema.


Completamente de acordo. Mas uma vez que estamos a falar de pelo menos 2 apartamentos e havendo uma taxa de ocupação tão elevada, poderá ser frequente haver check-in`s para o mesmo dia e com poucas horas de diferença para os dois apartamentos, obrigando assim a contratar alguem para ajudar nas limpezas.

Não quero com isto dizer que o ALD é melhor que o AL, ambos têm as suas vantagens e as suas desvantagens.
Cabe a cada um decidir o que é mais vantajoso para si.
 
Sim, podes fazer uma apólice com actualização automática do capital.
Nesse caso devem fazer uma média não?
Por exemplo. Se pago 50e mês (600e ano) no 1o ano... Se pago 100e mês (1200e ano) no 10o ano e se pago 200e mês (2400e ano) no 20o ano, o mais provável será pagar todos os anos 100e mês?
 
Nesse caso devem fazer uma média não?
Por exemplo. Se pago 50e mês (600e ano) no 1o ano... Se pago 100e mês (1200e ano) no 10o ano e se pago 200e mês (2400e ano) no 20o ano, o mais provável será pagar todos os anos 100e mês?

Sinceramente não faço ideia. O capital vai diminuindo mas o risco aumenta à medida que o tempo passa. Não sei qual dos factores é dominante.
No meu caso, pelo menos no primeiro ano o valor do seguro pago mensalmente tem vindo a baixar, mas o risco ainda estará estável por agora. Daqui a uns 10-15 anos poderá ser muito diferente.
 
O problema é que muitas das apólices de seguro de vida não actualizam o capital em função do crédito habitação.
O normal é actualizarem. Entrega-se sempre o plano de pagamentos do crédito para a simulação e para fechar o seguro.
 
Parece que até o Eric Cantona mudou-se de França para Lisboa para fugir aos impostos. Vive na zona do Largo do Rato aparentemente.

Assim não admira que os preços não parem de subir [:D]

Só em 2014, 7 mil franceses mudaram-se para Lisboa. Não tenho dados de 2015, mas aposto que deve ter aumentado ainda mais.
 
O normal é actualizarem. Entrega-se sempre o plano de pagamentos do crédito para a simulação e para fechar o seguro.

Por exemplo o meu está indexado a um índice de actualização anual. É em função do valor do imóvel e não em função do valor do crédito.

O que dizes faz mais sentido quando o seguro está indexado ao valor em dívida.
 
Por exemplo o meu está indexado a um índice de actualização anual. É em função do valor do imóvel e não em função do valor do crédito.

O que dizes faz mais sentido quando o seguro está indexado ao valor em dívida.
O seguro costuma ser obrigatório quando existe mútuo (hipoteca a favor do banco devido ao crédito) e, assim, faz sentido estar indexado ao capital em dívida. Nunca aceitaria de outra forma, sequer.
 
O seguro costuma ser obrigatório quando existe mútuo (hipoteca a favor do banco devido ao crédito) e, assim, faz sentido estar indexado ao capital em dívida. Nunca aceitaria de outra forma, sequer.
No meu caso, nem é uma questão de obrigação. Faço questão que pague a dívida e sobre dinheiro.
 
O seguro costuma ser obrigatório quando existe mútuo (hipoteca a favor do banco devido ao crédito) e, assim, faz sentido estar indexado ao capital em dívida. Nunca aceitaria de outra forma, sequer.

O seguro de vida tem de ser sobre o valor da divida, que é o que efectivamente cobre, o seguro multi riscos, deverá ser sobre o valor do imóvel, é o que faz mais logica
 
O seguro de vida tem de ser sobre o valor da divida, que é o que efectivamente cobre, o seguro multi riscos, deverá ser sobre o valor do imóvel, é o que faz mais logica

Mais exactamente é sobre o valor de reconstrução do imóvel, que é normalmente bastante inferior ao valor de mercado.
 
Quando falamos em preço por m2, qual é o critério para vermos se um determinado apartamento é barato ou caro?

Imaginemos um determinado bairro com um preço médio de 3000€/m2. Temos um T1 com 50 m2 num prédio com 60 anos à venda por 130.000€ e temos outro T1 com 50m2 num prédio com 20 anos na mesma rua à venda por 170.000€. Qual dos dois apartamentos é a melhor escolha? Ou nenhum deles é uma boa escolha?

Não consigo interpretar esta coisa do preço por m2. Fui ver alguns apartamentos em que me dizem "o preço que estamos a pedir é muito bom! está abaixo do preço médio nesta zona!". Pois..mas este prédio tem 60 anos e está um pouco degradado. Será que o preço por m2 desta zona foi feito tendo em conta prédios com 20 anos em bom estado ou prédios com 60 anos em mau estado?


Outra questão:

Estou interessado em comprar casa numa zona central de Lisboa em que segundo as imobiliárias o preço por m2 ronda os 3500€/m2. Ao ver outros apartamentos semelhantes na zona vejo que os valores que estão a pedir oscilam entre os 3000 e 4000€/m2.

Como sabemos, os preços das casas estão agora a disparar por causa da vinda de estrangeiros e também por causa do acesso mais fácil ao crédito para os portugueses. No meu caso vou ter de recorrer a financiamento e aqui é que tenho as minhas duvidas...

Ou seja por exemplo:

Num determinado bairro os apartamentos T2 com 80m2 vendem-se por 250.000€. Passados uns meses começam a vir franceses e chineses instalarem-se no bairro e a comprar casas acima do preço do mercado visto que têm dinheiro para tal. Os mesmos T2 vendem-se agora por 320.000€, não se conseguindo arranjar mais barato.

Um certo português que não pode pagar a pronto como os franceses e chineses decide fazer um oferta de 320.000 por um T2 desse bairro. O banco manda lá um avaliador que decide avaliar a casa por 250.000€ visto que não encontra nenhuma razão objectiva que justifique que o apartamento possa valer os 320.000€ actuais que o mercado pede (não se construíram escolas nem hospitais na zona, apenas apareceram estrangeiros a rebentar com o mercado). O português fica pendurado e desiste do apartamento.

Isto pode acontecer, ou o avaliador tem de considerar sempre o preço do mercado?
 
Quando falamos em preço por m2, qual é o critério para vermos se um determinado apartamento é barato ou caro?

Imaginemos um determinado bairro com um preço médio de 3000€/m2. Temos um T1 com 50 m2 num prédio com 60 anos à venda por 130.000€ e temos outro T1 com 50m2 num prédio com 20 anos na mesma rua à venda por 170.000€. Qual dos dois apartamentos é a melhor escolha? Ou nenhum deles é uma boa escolha?

Não consigo interpretar esta coisa do preço por m2. Fui ver alguns apartamentos em que me dizem "o preço que estamos a pedir é muito bom! está abaixo do preço médio nesta zona!". Pois..mas este prédio tem 60 anos e está um pouco degradado. Será que o preço por m2 desta zona foi feito tendo em conta prédios com 20 anos em bom estado ou prédios com 60 anos em mau estado?


Outra questão:

Estou interessado em comprar casa numa zona central de Lisboa em que segundo as imobiliárias o preço por m2 ronda os 3500€/m2. Ao ver outros apartamentos semelhantes na zona vejo que os valores que estão a pedir oscilam entre os 3000 e 4000€/m2.

Como sabemos, os preços das casas estão agora a disparar por causa da vinda de estrangeiros e também por causa do acesso mais fácil ao crédito para os portugueses. No meu caso vou ter de recorrer a financiamento e aqui é que tenho as minhas duvidas...

Ou seja por exemplo:

Num determinado bairro os apartamentos T2 com 80m2 vendem-se por 250.000€. Passados uns meses começam a vir franceses e chineses instalarem-se no bairro e a comprar casas acima do preço do mercado visto que têm dinheiro para tal. Os mesmos T2 vendem-se agora por 320.000€, não se conseguindo arranjar mais barato.

Um certo português que não pode pagar a pronto como os franceses e chineses decide fazer um oferta de 320.000 por um T2 desse bairro. O banco manda lá um avaliador que decide avaliar a casa por 250.000€ visto que não encontra nenhuma razão objectiva que justifique que o apartamento possa valer os 320.000€ actuais que o mercado pede (não se construíram escolas nem hospitais na zona, apenas apareceram estrangeiros a rebentar com o mercado). O português fica pendurado e desiste do apartamento.

Isto pode acontecer, ou o avaliador tem de considerar sempre o preço do mercado?

Não se pode ligar directamente a avaliação bancária ao valor de mercado, porque os bancos avaliam de forma a protegerem-se (por baixo) e o mercado rege-se pela velha lei da oferta/procura.
 
Bom dia!

Estou com algumas dúvidas numa situação:
Estou regularmente na minha terra natal, onde passo fins de semana, etc. Mas estou a ficar um pouco saturado pois ou é dormir nos pais, ou nos sogros. Andamos sempre de mala às costas, cão, etc.
Isto acontece uns 3 meses por ano (total de dormidas nesta situação).

A ida para o emprego posso faze la seja da minha habitação própria, seja nesta situação. A distância é a mesma praticamente.

Tenho por cá uma casa antiga, mas em bloco, que poderei remodelar. Tenho de colocar novo projecto e poderá ficar uma V2. O investimento serão uns 25.000€.

E mais tarde quando tiver filhos e não passar por cá tanto tempo poderei alugar, existe uma perto e está por 120€ noite. Trata se de uma aldeia Histórica.

Estou na dúvida se será uma boa opção ou não. O investimento não é muito, mas é dinheiro que demorarei a repor na poupança.

Obrigado
 
Ter 40 ou 60 ou 20 anos digamos que é pouco relevante em lisboa desde que o comprador tenha olho técnico.

O aspecto mais importante é saber se se trata dum prédio com boa qualidade de construção ou não e isso nem sempre é fácil e só se consegue apurar com olho atento a indícios que passo a citar:

-Tectos altos. Um tecto alto em prédios antigos é indicio que se tratava de habitação para classes mais altas há 40 ou 60 anos e isso significa que não fizerem grandes poupanças na construção do edificio.
-Classe social à época da construção. Prédios que eram habitação social há 40 anos ( exemplo de bairos de alvalade) tem uma construção muito má. Mesmos que estejam remodelados/pintados isso pode não querer dizer nada e no próximo inverno podem perfeitamente ter problemas infiltrações madeiras a chupar humidade , etc. Nestes casos é preciso ter muito cuidado.
-Data de substituição de elevadores anterior e tipo. Se forem muito antigos, uma despesa adicional de 5 a 10mil euros conforme tamanho do prédio é de prever pelo que se deve descontar isso na compra.
-Estado das caixilharias e tipo: pode fazer uma diferença grande. Um bom exercício é pedir orçamento de substituição para se ter uma ideia.
-Estado dos WCs e cozinha e respectivo valor de substituição ou não.
-Estado das portas interiores.

Resumindo: pegar numa folha de excel e fazer contas com dados reais dos custos de remodelação.

Casas remodeladas muito recentemente para mim tem cruz em cima pois nunca são bons negócios ou pelo preço ou por esconderem podres. Há muita gente que ganha a vida a enganar assim os compradores menos atentos.
Os podres têm e devem ser visiveis pois aí é que temos a despesa.
Nota: prédios em torno de 20/30 anos não são necessariamente melhores que os de 40/60 pois a qualidade da construção em Pt nos anos 80/90 era francamente má apesar das normas terem evoluído, os empreteiros adrabavam muito e construiam às 3 pancadas.
 
...

Num determinado bairro os apartamentos T2 com 80m2 vendem-se por 250.000€. Passados uns meses começam a vir franceses e chineses instalarem-se no bairro e a comprar casas acima do preço do mercado visto que têm dinheiro para tal. Os mesmos T2 vendem-se agora por 320.000€, não se conseguindo arranjar mais barato.

E qual é o bairro? Creio não haver problema em dizê-lo...
 
Por acaso também estou curioso.

Os apartamentos daqueles bairros de Lisboa que têm muita procura como a Baixa, Chiado, Avenidas Novas, Campo de Ourique, Lapa ou Estrela estão neste momento com preços muito elevados, diria que 40/50% acima do valor de mercado que tinham em 2012 ou 2013 na crise.

O pessoal que não pode pagar a pronto e precisa de crédito tem hipótese de comprar casa nestes bairros ou os avaliadores vão avaliar as casas por baixo (com o valor que elas tinham há 3 anos atrás) e portanto só quem pode pagar a pronto como os estrangeiros é que vai conseguir comprar as casas destes bairros?

Para efeitos de avaliação, o que importa para o avaliador é a área bruta da casa (que vem na caderneta predial) ou a área útil?
 
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