Tópico das Casas

Por muito chato que isso fosse para muita gente... dava-me jeito que viesse em breve!

É muito mal torcer pelo mal dos outros?! Eu não quero ir parar ao inferno, mas gostava de comprar uma casa onde não me pedissem 1.5M por um T2 na Madragoa...
 
A Visão desta semana tem um artigo interessante acerca do crédito à habitação.
Vale a pena ler e tentar perceber que o que acontece durante as crises com a falta de procura não é só decorrente do fecho da torneira do crédito mas também pela incapacidade em acompanhar as prestações por culpa do desemprego ou da subida das taxas de juro do crédito contratado.
Alguns exemplos que me custam a perceber são os casos de pessoas cujos créditos representam 50% do orçamento familiar mensal e em alturas de juros altos (obviamente variáveis) chegam aos 85%!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

A subida de preços que temos verificado nestes últimos anos, não tem a ver com este factor, mas principalmente com a quantidade de estrangeiros a comprar, que para eles está a um preço acessível e estamos a falar da classe media do pais deles, ou em alguns casos até a classe média/baixa, mesmo que venha uma crise que provoque uma diminuição dos empréstimos e pessoas a não conseguirem pagar casa, o impacto na economia não será tão grave, a não ser que algo aconteça que também afaste os estrangeiros.

Um prédio que a empresa em que eu trabalho está a construir em 20 vendidos, apenas 2/3 fizeram empréstimo.
 
Eu aguardo serenamente. Estou demasiado líquido mas não sou demasiado parvo para comprar agora.

Ando a ver terrenos para construção e posterior revenda na zona de Oeiras e Sintra mas é igual aos apartamentos. Tudo banhado a ouro. Além disso a mão de obra de pedreiro está pela hora da morte... É tudo contra.[:D]
 
Também não me parece que tão cedo exista uma crise.

Desde que haja emprego, meso que as prestações sejam muito elevadas relativamente ao orçamento familiar, está provado que a casa é a última coisa que as pessoas deixam de pagar.

A crise a existir com repercussões no imobiliário teria de ser acompanhada de um aumento substancial do desemprego.
 
Por muito chato que isso fosse para muita gente... dava-me jeito que viesse em breve!

É muito mal torcer pelo mal dos outros?! Eu não quero ir parar ao inferno, mas gostava de comprar uma casa onde não me pedissem 1.5M por um T2 na Madragoa...

Essas casas nunca mais serao baratas, é um comboio que já partiu há 4 anos.

Eu continuo a dizer que nao existe uma bolha por aí além dentro de Lisboa. E mesmo fora, em zonas com alguma maturidade (Oeiras, Carcavelos, Parede, Amadora, Queluz, Massamá, Almada) os precos podem variar, mas devido á escassez de terrenos a "bolha" pode fazer variar os precos em 10%-15% mas nao esperem grandes milagres. Se estivermos a falar de casas em Mafra, Malveira ou Venda do Pinheiro, aí sim poderao existir talvez boas oportunidades numa eventual bolha.
 
Eu aguardo serenamente. Estou demasiado líquido mas não sou demasiado parvo para comprar agora.

Ando a ver terrenos para construção e posterior revenda na zona de Oeiras e Sintra mas é igual aos apartamentos. Tudo banhado a ouro. Além disso a mão de obra de pedreiro está pela hora da morte... É tudo contra.[:D]

Se não alargares horizontes para além de Lisboa ainda vais ter muito que esperar..
Com paciência e muita pesquisa Ainda se apanham bons negócios, se bem que cada vez mais difícil. Fez agora 5 meses que apanhei um excelente negócio... um T1 com duas penhoras em cima...[:D]
 
Não sei os detalhes todos, mas é mais ou menos assim:

Tenho uns amigos que estão emigrados na Alemanha (já nasceram lá, mas são filhos de tugas e não passam um verão sem vir cá) e há alguns anos compraram um apartamento no Algarve (com uma vista fantástica para a praia). Trouxeram cá um casal alemão amigo que adorou... e comprou um apartamento, depois outro, outro e outro! Neste momento parece que o prédio todo (são 7 ou 8 pisos) já é de alemães!
Isto é apenas um exemplo do Algarve, mas podia ser de lx ou do Porto. Ou seja, os grandes dinamizadores do mercado imobiliário em Portugal, sobretudo no segmento médio e alto, não são os nacionais...
 
Não sei os detalhes todos, mas é mais ou menos assim:

Tenho uns amigos que estão emigrados na Alemanha (já nasceram lá, mas são filhos de tugas e não passam um verão sem vir cá) e há alguns anos compraram um apartamento no Algarve (com uma vista fantástica para a praia). Trouxeram cá um casal alemão amigo que adorou... e comprou um apartamento, depois outro, outro e outro! Neste momento parece que o prédio todo (são 7 ou 8 pisos) já é de alemães!
Isto é apenas um exemplo do Algarve, mas podia ser de lx ou do Porto. Ou seja, os grandes dinamizadores do mercado imobiliário em Portugal, sobretudo no segmento médio e alto, não são os nacionais...

Melhor ainda! É uma forma de captar poupanças do estrangeiro. No fundo, uma forma de exportar sem que os bens saiam do país!
 
Quando a Euribor vier para valores normais (2 a 3 %), os bancos não vão cortar o crédito, pelo contrário.
Os bancos com estas taxas de juro conseguem lucros decentes no crédito (ao contrário do que acontece agora) e o que vai acontecer é que os bancos vão andar atrás das pessoas feitos malucos a oferecerem crédito habitação a toda a gente.
O que vai ocorrer é que as pessoas vão recusar o crédito que o banco lhes oferece, pois a prestação é-lhes incomportável.
Imaginemos um crédito habitação de 200k a 30 anos.

Prestação mensal com spread+Euribor = 1% - € 643,28Prestação mensal com spread+Euribor = 4% - € 954,83

Isto é uma subida de 50% no valor da prestação. A maioria das pessoas não aguenta isto.
Mas atenção, eu não acredito que isto vá fazer baixar os preços da habitação. O que isto vai fazer é estabilizar os preços, em vez de termos subidas malucas de 10% ao ano no preço das casas.

Para baixar os preços, para além da procura baixar (e a procura baixa com a subida da Euribor) a oferta tem de aumentar. Com um novo boom de construção nova, conjugado com Euribor a subir, acredito que os preços das casas deêm um trambolhão.

Isto agora depende muito de como vai agir a inflação e do perfil do gajo que vai substituir o Drahgi à frente do BCE ainda este ano.
 
Quando a Euribor vier para valores normais (2 a 3 %), os bancos não vão cortar o crédito, pelo contrário.
Os bancos com estas taxas de juro conseguem lucros decentes no crédito (ao contrário do que acontece agora) e o que vai acontecer é que os bancos vão andar atrás das pessoas feitos malucos a oferecerem crédito habitação a toda a gente.
O que vai ocorrer é que as pessoas vão recusar o crédito que o banco lhes oferece, pois a prestação é-lhes incomportável.
Imaginemos um crédito habitação de 200k a 30 anos.

Prestação mensal com spread+Euribor = 1% - € 643,28Prestação mensal com spread+Euribor = 4% - € 954,83

Isto é uma subida de 50% no valor da prestação. A maioria das pessoas não aguenta isto.
Mas atenção, eu não acredito que isto vá fazer baixar os preços da habitação. O que isto vai fazer é estabilizar os preços, em vez de termos subidas malucas de 10% ao ano no preço das casas.

Para baixar os preços, para além da procura baixar (e a procura baixa com a subida da Euribor) a oferta tem de aumentar. Com um novo boom de construção nova, conjugado com Euribor a subir, acredito que os preços das casas deêm um trambolhão.

Isto agora depende muito de como vai agir a inflação e do perfil do gajo que vai substituir o Drahgi à frente do BCE ainda este ano.

Serao efectivamente os 2% ou 3% valores normais? Nao sei até que ponto a subida seja abrupta, o BCE terá inteligencia suficiente para ir testando as águas e fazer com que os mercados se ajustem ás alteracoes sem haver grandes flutuacoes num curto espaco de tempo.
 
Venho pedir um conselho:
A minha namorada tem um apartamento T1 de 2001 entre a Rua da Constituição e a Casa da Música, no Porto. O apartamento está desabitado há quase 2 anos, pelo que acho um desperdício a habitação estar nesse estado e estou a tentar convencer a ocupar o apartamento de alguma maneira. Ir morar para o Porto agora está fora de questão, e vejo 3 hipóteses:
- Arrendamento
- Alojamento local
- Venda (último caso)
Para alojamento local, será necessário fazer algumas obras e comprar mobília e equipamentos, mas a mãe dela também costuma ocupar o apartamento durante 2 ou 3 semanas por ano quando vem ao Porto. A minha namorada também tem receio que alguém deixe de pagar a renda e depois não consiga "retirar" as pessoas de lá tão facilmente.
Alguém consegue deixar uma opinião?
 
Faz hoje uma semana que coloquei em venda num site de anúncios grátis, um apartamento T4 na Portela/Moscavide por 370 mil, 160m2, com parqueamento para 2 carros. Nos dois dias seguintes tive 18 imobiliárias a quererem ajudar-me a vender a casa, o que declinei. No sábado um casal de meia idade à beira da reforma ligou-me interessado..foram ver a casa à tarde. Ontem voltaram lá ao apartamento para rever alguns pormenores e 15 minutos depois passam cheque a reservar o apartamento, sem discutir preços. Estava a fazer conta de demorar aí uns 3 meses a vender e baixar uns 7%...
 
que engraçado quando os preços estavam baixos o titulo era "não comprem, esperem!!!", agora que a bolha está quase cheia, é "comprem!!"

Sim, tem a ver com o acesso ao crédito. Há uns anos era mais complicado de aceder ao crédito. Mas foi também durante esse tempo que chegou o airbnb a Lisboa em força. Tudo aquilo que se sabia sobre o funcionamento do mercado imobiliário deixou de fazer sentido depois disso, as regras sao diferentes agora porque cada casa para além de servir para habitar é também um possível negócio com rentabilidades líquidas que devem chegar aos 700€ por mes. Numa casa de 250 mil euros isso representa uma rentabilidade de 4,5% quando os bancos nao dao nem 1%.
 
Venho pedir um conselho:
A minha namorada tem um apartamento T1 de 2001 entre a Rua da Constituição e a Casa da Música, no Porto. O apartamento está desabitado há quase 2 anos, pelo que acho um desperdício a habitação estar nesse estado e estou a tentar convencer a ocupar o apartamento de alguma maneira. Ir morar para o Porto agora está fora de questão, e vejo 3 hipóteses:
- Arrendamento
- Alojamento local
- Venda (último caso)
Para alojamento local, será necessário fazer algumas obras e comprar mobília e equipamentos, mas a mãe dela também costuma ocupar o apartamento durante 2 ou 3 semanas por ano quando vem ao Porto. A minha namorada também tem receio que alguém deixe de pagar a renda e depois não consiga "retirar" as pessoas de lá tão facilmente.
Alguém consegue deixar uma opinião?

Consigo, não querendo trabalho, recorres a uma imobiliária/gestora de imóveis e eles aconselham-te e tratam de tudo, pagas o serviço, recebes o restante...
Sendo por tua conta, o melhor nesta altura e não indo para o AL, devido à rotatividade de aluguer e consequentes incómodos, será fazer arrendamento sazonal (estudantes/professores)... com todas as implicações legais inerentes...
 
Eu aguardo serenamente. Estou demasiado líquido mas não sou demasiado parvo para comprar agora.

Ando a ver terrenos para construção e posterior revenda na zona de Oeiras e Sintra mas é igual aos apartamentos. Tudo banhado a ouro. Além disso a mão de obra de pedreiro está pela hora da morte... É tudo contra.[:D]

Oeiras sempre foi mais caro mas este ano e em Sintra as coisas estão completamente disparatadas. Mesmo para arrendar, a coisa está muito feia nesse aspecto. Ao ponto de me levar a querer comprar mas fico céptico relativamente ao que aí vem... :confused:
 
Faz hoje uma semana que coloquei em venda num site de anúncios grátis, um apartamento T4 na Portela/Moscavide por 370 mil, 160m2, com parqueamento para 2 carros. Nos dois dias seguintes tive 18 imobiliárias a quererem ajudar-me a vender a casa, o que declinei. No sábado um casal de meia idade à beira da reforma ligou-me interessado..foram ver a casa à tarde. Ontem voltaram lá ao apartamento para rever alguns pormenores e 15 minutos depois passam cheque a reservar o apartamento, sem discutir preços. Estava a fazer conta de demorar aí uns 3 meses a vender e baixar uns 7%...

Moral da história?
 
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