Tópico das Casas

As portas supus isso. Mas ficaram com que tamanho? 45/55?
A Janela eu vi no desenho, não impede em nada meter ai um duche. Metes a cabeça do duche na outra parede e a "entrada" junto à janela.
O pavimento entendo, por isso é que referi que o desenho não parecia moderno, o desenho em si, o grafismo.
Sim depois vi a foto. O que continuo a achar estranho. Um desenho com grafismo abaixo do resultado final.

A escolha de materiais e acabamentos é que ficou para angolanos... :sh)
Nada ao meu gosto. Mesmo muito duvidoso.

Não medi a portas 😊
 
Tropecei numa notícia / aviso do último dia de pagamento de IMI : https://multinews.sapo.pt/uncategor...-o-dia-limite-para-saldar-a-ultima-prestacao/

Achei interessante os números citados:

Pagamento do IMI arrancou em maio último, com a emissão de 4.009.718 notas de liquidação, das quais 895.969 eram de valor inferior a 100 euros, gerando, por isso, uma nota de pagamento único

Pensando melhor, não diz quase nada sobre o número de propriedades, mas algo sobre o número de proprietários. Não obriga a que sejam proprietários de grande coisa, é possível ter caderneta predial de uma oliveira sem terreno com VPT de 50 centimos [:)]
 
É possível.

Cresci em apartamentos com terraço pelo que tornou-se uma condição sine qua non e que valorizo. Quando vivi sem, fez-me muita falta.

Diga-se que os terraços são mais difíceis de aproveitar com o nosso verão e com o ventinho atlântico. Mesmo com toldos e resguardos. Um pouco como os carros descapotáveis, o que parece nem sempre é e ter muito sol (e muito vento) é pior que ter temperaturas mais baixas ou até "pouco sol".

Mas os espaços exteriores são importantes até quando estamos no interior pois permitem aumentar a sensação de espaço e desafogo visual/menos confinamento. Nem que seja porque geralmente se associam a janelas/portas de vidro que dão mais luz a uma casa.

Se formos ver a arquitectura urbana no sul da Europa (Espanha, Sul de França, Itália, etc.) ter uma varanda aberta a permitir pelo menos uma mesa e umas flores é algo muito comum. Muitos sistemas de toldos para conseguir superar o sol alto nos meses quentes.

Aqui...as poucas varandas que se fizeram naquela construção desenfreada dos anos 60-70-80 eram mínimas e acabaram em marquises. E dos anos 90 para cá entrou-se na moda dos blocos maciços praticamente sem qualquer varanda, apartamentos enormes que depois não têm 1m2 exterior, algo que não faz qualquer sentido.

Mas sei que é uma luta inglória minha.

Como disse, não há amigo ou conhecido que não proponha a solução brilhante de fechar um pouco o terraço para aumentar a sala ou os quartos que têm acesso directo ao mesmo e muitos mesmo dizem logo que fechavam tudo com um vidro amovível xpto, a marquise moderna...para os portugueses modernos.[:)]

Eu tive que sair para o estrangeiro para a minha mentalidade mudar nesse aspecto e perceber que ter espaço exteriores é muito melhor que ter mais arrumação ou alguma divisão. Ter espaço privado exterior é um luxo. Seria incapaz de viver numa casa sem varandas actualmente.

Infelizmente nós (portugueses) além do complexo do que o vizinho nos pode estar a ver, também temos padrões muito mais muito elevados sobre o que é considerado bom tempo para estar no exterior.

A tua luta não é em vão, da mesma maneira que preços diferentes para apartamentos com exposição solar diferente é uma coisa recente que chegou cá, acredito que valorizar as varandas é algo que vai chegar cá.
 
Em relação às marquises, ainda estou para conhecer uma casa em que esse espaço seja realmente um espaço "útil" que se use para estar numa base diária ou quase diária.

Geralmente são espaços desconfortáveis do ponto de vista térmico e acústico e o próprio acesso a partir da divisão que as precedem são pouco fluídos, tendo de atravessar a calha da janela ou passar debaixo do estore entreaberto. [:D]

Isto para dizer que se perde uma varanda e um espaço exterior mas não se ganha nada de verdadeiramente significativo, na minha opinião.
 
Eu tive que sair para o estrangeiro para a minha mentalidade mudar nesse aspecto e perceber que ter espaço exteriores é muito melhor que ter mais arrumação ou alguma divisão. Ter espaço privado exterior é um luxo. Seria incapaz de viver numa casa sem varandas actualmente.

Infelizmente nós (portugueses) além do complexo do que o vizinho nos pode estar a ver, também temos padrões muito mais muito elevados sobre o que é considerado bom tempo para estar no exterior.

A tua luta não é em vão, da mesma maneira que preços diferentes para apartamentos com exposição solar diferente é uma coisa recente que chegou cá, acredito que valorizar as varandas é algo que vai chegar cá.

Sim Portugal tem muito Sol e talvez por isso aproveite-se pouco.
Há quem tem a filosofia de não ter varandas, porque se estiver bom então é para ir para a rua e não ficar em casa.... Vá... Temos de aceitar todas as opiniões.

Eu como não tenho Varanda na minha casa sinto mesmo falta. Poder estar num final de tarde de Verão a beber um copo e a preparar a mesa para jantar na rua. Sonho.

Em relação aos Portugueses, é verdade, basta ir a uma zona de prédios e vês poucas janelas abertas e luzes acesas. Está sempre tudo fechado.
Eu por exemplo tenho uns vizinhos da frente que a casa parece o fort knox... Fecham tudo os estores todos os dias todos para baixo e na cozinha têm um estore numa porta de uma pequena varanda e ainda uma persianas interiores que fecham todos os dias.

Tenho um vizinho também que tem o estore de um dos quartos partido 80% fechado, todo torto e está assim há anos!!! Como é possível ter um quarto sem conseguir abrir o estore.

Quanto à exposição. Sim as pessoas estão mais informadas, mas ainda pouco.
Mas vê-se nos empreendimentos as casas que vão primeiro são sempre as com melhores exposições. Sobram depois as outras.

Num empreendimento em Miraflores há duas casas iguais mas uma tem a sala virada a sul e quartos a norte e a outra ao contrário. Uma custa 800 a outra 700. [;)]
 
Eu do que tenho lido é (ou deveria ser... )uma solução de custo mais reduzido do que a construção tradicional, mas parece que em Portugal não é bem assim.

O meu maior receio é achar que encontrei a melhor solução mas não encontrar mão de obra qualificado. Tenho tido feedback de algumas coisas que correm mal pela falta de mão de obra competente.

Pelo que tenho percebido, a grande vantagem do LSF são os tempos de construção. Em 6 meses podes ter a casa pronta.

Quanto a custos, acho que fica ela por ela. Normalmente são apresentadas soluções mais baratas com piores isolamentos e acabamentos. Quando começas a fazer upgrades, o preço fica igual ou superior à alvenaria.

Agora, sim, podes ganhar alguma coisa pelo tempo que poupas na construção.

Há uns 2 anos analisei ambos os métodos construtivos (e a construção em madeira) e foi essa a impressão que fiquei.

Ah, e pode ser mais complicado obter crédito para essas soluções, em alguns bancos..
 
Em relação às marquises, ainda estou para conhecer uma casa em que esse espaço seja realmente um espaço "útil" que se use para estar numa base diária ou quase diária.

Geralmente são espaços desconfortáveis do ponto de vista térmico e acústico e o próprio acesso a partir da divisão que as precedem são pouco fluídos, tendo de atravessar a calha da janela ou passar debaixo do estore entreaberto. [:D]

Isto para dizer que se perde uma varanda e um espaço exterior mas não se ganha nada de verdadeiramente significativo, na minha opinião.

Foi o que disse atrás.
Poucos são so que fazem obras a sério, partir ao máximo o interior e tirar as janelas antigas e os estores e continuar o pavimento para ser tudo "uma divisão". E claro ainda são menos os que isolam as paredes da varanda e o tecto...
O que não falta são casos de pessoas queixarem-se de condensação em paredes de marquises... Claro, é uma parede simples, muitas vezes feita de betão sem qualquer revestimento. E o tecto o mesmo... 0 isolamento térmico.

Agora claro que este tipo de obras é ilegal...
 
Foi o que disse atrás.
Poucos são so que fazem obras a sério, partir ao máximo o interior e tirar as janelas antigas e os estores e continuar o pavimento para ser tudo "uma divisão". E claro ainda são menos os que isolam as paredes da varanda e o tecto...
O que não falta são casos de pessoas queixarem-se de condensação em paredes de marquises... Claro, é uma parede simples, muitas vezes feita de betão sem qualquer revestimento. E o tecto o mesmo... 0 isolamento térmico.

Agora claro que este tipo de obras é ilegal...
Por exemplo no apartamento dos meus pais , uma varanda quase quadrada de uns 9m2 na saída da cozinha era totalmente inútil, pouca exposição solar, zero vista (um páteo interior do prédio). Foi convertida numa lavandaria que dá imenso jeito, e isola a cozinha do frio. Conseguiu-se meter máquinas de lavar e secar, um estendal interno para não ter roupa pendurada no prédio, um pequeno tanque, reciclagem, etc.

Cada caso é um caso, naquele exemplo não haveria vantagem nenhuma de ter aquilo aberto.

Do outro lado da casa a poente há uma outra varanda bastante maior que essa sim é usada.
 
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Também não podemos esquecer que boa parte dessas varandas que acabaram marquises têm uma configuração pouco aproveitável como espaço exterior. Muitas vezes dao para umas plantas e pouco mais.

E geralmente não são prédios recuados, as varandas estão em cima da estrada/rua.

Mas continuo a achar que é algo cultural, há um certo horror ao “vazio” de ter um espaço que não é aproveitado para fechar e fazer mais uma divisão ou aumentar outra.
 
Tropecei numa notícia / aviso do último dia de pagamento de IMI : https://multinews.sapo.pt/uncategor...-o-dia-limite-para-saldar-a-ultima-prestacao/

Achei interessante os números citados:



Pensando melhor, não diz quase nada sobre o número de propriedades, mas algo sobre o número de proprietários. Não obriga a que sejam proprietários de grande coisa, é possível ter caderneta predial de uma oliveira sem terreno com VPT de 50 centimos [:)]

Tendo em conta que existem cerca de 8,5 milhões de adultos, significa que literalmente metade não possui qualquer propriedade, nem sequer de uma dessas oliveiras.
 
Também não podemos esquecer que boa parte dessas varandas que acabaram marquises têm uma configuração pouco aproveitável como espaço exterior. Muitas vezes dao para umas plantas e pouco mais.

E geralmente não são prédios recuados, as varandas estão em cima da estrada/rua.

Mas continuo a achar que é algo cultural, há um certo horror ao “vazio” de ter um espaço que não é aproveitado para fechar e fazer mais uma divisão ou aumentar outra.

Quase em cima da estrada, muitas das vezes onde passam milhares de automóveis e ambulâncias e carros da polícia, e nalguns casos até o comboio. Qual é o prazer de estar numa varanda daquelas?
 
Também não podemos esquecer que boa parte dessas varandas que acabaram marquises têm uma configuração pouco aproveitável como espaço exterior. Muitas vezes dao para umas plantas e pouco mais.

E geralmente não são prédios recuados, as varandas estão em cima da estrada/rua.

Mas continuo a achar que é algo cultural, há um certo horror ao “vazio” de ter um espaço que não é aproveitado para fechar e fazer mais uma divisão ou aumentar outra.

Hoje em dia, pelo menos em algumas câmaras já não é possível ter varandas em cima da rua ou passeio.
As varandas têm de ficar dentro do lote.
Bem se o RC for recuado, pode ser dado espaço ao passeio e assim a varanda ficará em cima do passeio. Mas em cima da rua é impossivel.

Mas isto depende dos regulamentos das câmaras.
 
Por exemplo no apartamento dos meus pais , uma varanda quase quadrada de uns 9m2 na saída da cozinha era totalmente inútil, pouca exposição solar, zero vista (um páteo interior do prédio). Foi convertida numa lavandaria que dá imenso jeito, e isola a cozinha do frio. Conseguiu-se meter máquinas de lavar e secar, um estendal interno para não ter roupa pendurada no prédio, um pequeno tanque, reciclagem, etc.

Cada caso é um caso, naquele exemplo não haveria vantagem nenhuma de ter aquilo aberto.

Do outro lado da casa a poente há uma outra varanda bastante maior que essa sim é usada.

Há prédios que foram pensado logo de início para ter marquises nas varandas pou espaços a norte.
Por vezes já meio fechados em projecto (para a área não contar) mas que mal a obra esteja acabada e as licenças pagas, muitas vezes é o próprio construtor a fechar tudo igual ou a fornecer as opções de quem quer fechar.

Eu acho que devia haver mais força por parte dos condomínios em vetar o fecho de varandas, ou se decidirem poder fechar, ficar definido um desenho da marquise e um material e terem todos de fazer igual.
Há alguns exemplos bons em Lisboa. Tanto de prédios sem marquises (nem uma) ou de prédios com marquises todas iguais.

Mas há casos curiosos, os meus pais vivem num prédio grande, e as áreas das casas são todas boas.
E uma das varandas, virada a Sul, a deles é a única aberta. [:D]
Por isso temos de assumir que a maioria gosta de marquises. [:)]
 
Hoje em dia, pelo menos em algumas câmaras já não é possível ter varandas em cima da rua ou passeio.
As varandas têm de ficar dentro do lote.
Bem se o RC for recuado, pode ser dado espaço ao passeio e assim a varanda ficará em cima do passeio. Mas em cima da rua é impossivel.

Mas isto depende dos regulamentos das câmaras.

Nuns podem noutros não, cada capelinha tem as suas regras...

Se reciclares um projecto de há 20 anos para ficar igual aos restantes da rua têm de aprovar, etc...
 
Há prédios que foram pensado logo de início para ter marquises nas varandas pou espaços a norte.
Por vezes já meio fechados em projecto (para a área não contar) mas que mal a obra esteja acabada e as licenças pagas, muitas vezes é o próprio construtor a fechar tudo igual ou a fornecer as opções de quem quer fechar.

Eu acho que devia haver mais força por parte dos condomínios em vetar o fecho de varandas, ou se decidirem poder fechar, ficar definido um desenho da marquise e um material e terem todos de fazer igual.
Há alguns exemplos bons em Lisboa. Tanto de prédios sem marquises (nem uma) ou de prédios com marquises todas iguais.

Mas há casos curiosos, os meus pais vivem num prédio grande, e as áreas das casas são todas boas.
E uma das varandas, virada a Sul, a deles é a única aberta. [:D]
Por isso temos de assumir que a maioria gosta de marquises. [:)]
Seria bom se os condomínios tivessem algum poder, mas o processo de um condomínio mandar fazer alguma com quem não colabora é um inferno...
 
Mas há casos curiosos, os meus pais vivem num prédio grande, e as áreas das casas são todas boas.
E uma das varandas, virada a Sul, a deles é a única aberta. [:D]
Por isso temos de assumir que a maioria gosta de marquises. [:)]

as varandas precisam de ter condições

eu compreendo que várias sejam impossíveis de utilizar decentemente como espaços abertos

mas o passe livre para fechar tudo como bem dá na gana, sem regras e sem "qualidade" de isolamento ou mesmo estética é um problema que adicionou muita feiura a este país.

mas mesmo assim entra aqui também muito do que disse o Hecho lá atrás...somos muito esquisitos com a privacidade e não somos povo para estar muito "visíveis" aos vizinhos, pelo que tudo fechadinho é sempre o desejo e como nos sentimos confortáveis.

de qualquer forma faz-me alguma confusão com o nosso clima só agora termos despertado para valorizar os espaços exteriores nas casas, sobretudo apartamentos.

é/era uma diferença muito grande com os espanhóis ou italianos que não se compreendia.

e desconfio que foi exclusivamente pelos gostos que a venda a estrangeiros, sobretudo franceses, introduziu no mercado imobiliário e nos projectos de arquitectura.

mas ainda bem

que perdure
 
A pandemia também abriu os olhos a muitos.

Actualmente, vivo num apartamento com excelente exposição solar, Sul-Poente, e lamento imenso não ter uma varanda, nem que fosse pequena na zona da cozinha.
 
Há motivos culturais, religiosos, climáticos e até políticos que explicam as diferenças entre os povos na relação com as casas.

A mim sempre me ensinaram a fechar os estores ao por-do-sol para que os vizinhos não vejam o que cá se passa. Já na Holanda, não só não usam estores como os cortinados estão sempre abertos durante o dia, o que deriva do princípio calvinista que cidadãos honestos não têm nada a esconder.


Tive um professor de Francês, francês, que vivia cá há 30 anos e que dizia que não percebia como é que em PT ninguém coloca nas campainhas dos prédios os apelidos dos moradores.
Um amigo que se mudou para Copenhaga, das primeiras coisas que teve de fazer foi atualizar o autocolante da caixa do correio com o seu apelido. Isto possivelmente terá alguma relação com os 48 anos de ditadura, em que nos foi incutido algum recato.
 
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