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Eu estive a ler toda a informação lá no site. Não acredito naquilo. Com os conhecimentos de química que tenho, só posso dizer que aquilo é impossível.
Uma das grandes razões, hoje em dia, para o hidrogénio não estar tão difundido, é o facto de ser tão difícil extraí-lo (a outra razão é o facto de ser difícil armazená-lo de forma segura, ao contrário da gasolina que pela simples adição de Octanas se reduz a hipótese de deflagração espontânea).
Não se podem esquecer que é impossível tirar de um sistema mais energia do que aquela que lhe for injectada. O que quer dizer que é impossível, pela queima do hidrogénio, conseguir extrair mais energia do que aquela que foi necessária para a sua obtenção por electrólise.
Para quem não sabe, a electrólise é o processo de, através da aplicação de uma corrente eléctrica, separar os componentes de compostos - no caso específico que estamos a discutir, a electrólise seria para separação do hidrogénio e oxigénio da água. Mas para que haja condução de electricidade, é necessário que a água não seja quimicamente pura, tendo que ter algum tipo de sal, ácido ou base (alcalino) dissolvido na mesma que a torne efectivamente condutora de forma eficiente. O que explica que seja necessário o tal electrólito referido. E quanto mais ácida, ou mais básica a água ficar (agora vai depender da escolha do fabricante e do quão fácil for armazenar a solução), mais condutora é.
Agora o problema é que ao executar-se electrólise, é necessário injectar-lhe energia. Energia essa que vem do alternador e/ou bateria do carro. Se está mais um elemento a puxar no circuito de corrente do carro, então o alternador vai ter que se esforçar mais para alimentar esse elemento. O que quer dizer que vai induzir mais inércia no motor que, por sua vez, terá que gastar mais combustível para produzir toda a energia que lhe é pedida (para mover o carro e para alimentar o alternador). E como há sempre perdas no circuito (os cabos de corrente não são condutores perfeitos e, tendo resistência, têm, por consequência, perdas). Em resumo, acabará sempre por se gastar mais energia com este sistema do que sem o sistema. Reduzir os consumos? Não acredito. Está-se a gastar no tal electrólito e está-se a gastar na energia necessária para alimentar a electrólise. Reduzir as partículas e poluição? Também não me cheira. Só se houver aqui algum paradoxo da química que esteja por explicar, mas, no fim de tudo, o que conta é isto: "é impossível tirar de um sistema mais energia do que aquela que lhe foi injectada".
Para se fazer a electrólise, é preciso gastar energia. E a energia gasta a produzir hidrogénio a partir da água nunca é compensada pela energia obtida pela queima desse hidrogénio. Muito menos tendo em consideração que um motor de combustão interna tem uma eficiência que, na melhor das hipóteses, num motor de ultra-alta-performance, super-afinado e apenas nas suas rotações mais eficientes, tem, com sorte, 30% de eficiência.
Estes são os testes espalhados pela net que tentam atestar a veracidade do produto.
Gostei de um desses testes dizer que a 120km/h há uma redução 52% de consumo!!!! []
Ora um Audi A3 1.6 gasolina que consumia a 120km/h 7,05 L/100km passou para 3,34 L/100km é um milagre!
Sendo assim acabem com a instalação GPL, basta uma Ultimate Cell para se poupar.
[h=1]Carros velhos voltam a Lisboa (mas é preciso investir €250)[/h]Um novo redutor de partículas que tem por base a indução de hidrogénio vai permitir aos carros com mais de 15 anos voltarem a circular em Lisboa. A Câmara Municipal já deu luz verde à sua utilização e basta aos proprietários dos veículos preencherem dois formulários.
Um dispositivo inovador de otimização de motores de combustão, que reduz a emissão de gases de escape e diminui o consumo de combustível, vai levar os carros com mais de 15 anos a voltarem a poder circular no centro de Lisboa.
O dispositivo - Ultimate Cell - está testado e aprovado para instalação pelo IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes de Portugal) e comprovada a sua capacidade de redução de gases em cerca de 80% e entre 15% a 30% no que respeita ao consumo de gasolina ou gasóleo, e foi agora reconhecido como redutor de partículas eficaz.
O equipamento, totalmente made in Portugal, tem um custo de venda ao público a rondar os €250 (€199 + IVA + Instalação), mas o período de retorno para um utilizador comum, que faça entre 20 a 25 mil quilómetros por ano, é de três meses. Um seguro de responsabilidade civil geral acompanha cada dispositivo, salvaguardando quaisquer falhas que o sistema inovador possa ter.
Modo de funcionamento
Ao contrário dos filtros de partículas, este dispositivo é colocado antes do motor, e não no tubo de escape, alimenta-se diretamente dos 12 voltes da bateria do automóvel e, graças ao módulo eletrónico nele integrado, liga-se apenas quando o motor se encontra em funcionamento, de forma a evitar consumo desnecessário.
Com o carro a trabalhar, a célula inicia um processo de eletrólise, também controlado eletronicamente, resultando na separação química das moléculas de hidrogénio, misturadas no ar de alimentação do motor.
Trocado por miúdos, isto significa que o dispositivo vai otimizar a queima dos combustíveis, tornando o motor mais eficiente e com menos impacto ambiental. O eletrólito fornecido com a célula permite a um automóvel até 3 mil cm3 pode percorrer 70 mil quilómetros ou cerca de 2 mil horas.
Alguém na CML vai receber uma boa percentagem dos lucros dessa banha de cobra de certeza... Enfim, corrupcão em Portugal, quem diria?
Isso, acho que é mais ou menos compreendido pela maioria; a minha principal duvida é isto:
"O hidrogénio produzido vai então funcionar como um catalisador no interior do motor, permitindo uma combustão mais rápida e completa do combustível."
Melhora a eficiência do motor? É possível? Teoricamente será isso que acontece ao adicionarmos hidrogénio ao ar que entra no motor...
Assim já poderia compensar o acréscimo de energia necessária para a electrolise (compensando o aumento o consumo de combustível); ou não?!
Melhorando a eficiência também fará baixar os consumos e diminuir as emissões...
Pergunto eu, que não tenho formação na área!.
Não, não é possível. O hidrogénio não é catalisador de nada. É um combustível altamente deflagrável. E mesmo que fosse catalisador, aquela quantidade de hidrogénio, em primeiro lugar, não chegava para a cova de um dente. em segundo lugar, a chegar ao motor sem arder pelo caminho, ao ir pela admissão ar, mal fosse injectado deflagraria espontaneamente só pela temperatura do cilindro. Como gasolina e ar são injectados em simultâneo, isto faria com que a gasolina pegasse também, resultando numa explosão fora de ciclo e todos vocês sabem como isso é destrutor para o motor.
Não, não é possível. O hidrogénio não é catalisador de nada. É um combustível altamente deflagrável. E mesmo que fosse catalisador, aquela quantidade de hidrogénio, em primeiro lugar, não chegava para a cova de um dente. em segundo lugar, a chegar ao motor sem arder pelo caminho, ao ir pela admissão ar, mal fosse injectado deflagraria espontaneamente só pela temperatura do cilindro. Como gasolina e ar são injectados em simultâneo, isto faria com que a gasolina pegasse também, resultando numa explosão fora de ciclo e todos vocês sabem como isso é destrutor para o motor.
Só queria esclarecer que a célula de hidrogénio na verdade não produz hidrogénio puro e limpo (H), mas na verdade produz oxihidrogénio (HHO).
Oxyhydrogen - Wikipedia, the free encyclopedia
E isso que dizer o quê?
O que o Joaommp disse já não se aplica (ou o resultado é diferente)?!
Para ser sincero, não sei dar uma resposta concreta. Pois, também são temas que fogem um pouco aos meus conhecimentos pessoais.
No entanto, julgo tendo em conta também o que está na wikipédia. O oxihidrogénio terá um comportamento diferente do hidrogénio que confesso não fui confirmar qual é.
Pretendi só trazer mais um dado para o debate.
Acho que te estou a perceber...
Ou seja: ao injectar hidrogénio no motor, este seria logo "queimado" (fora do tempo) e não melhoraria em nada a eficiência do motor (até a pioria); é isso?
O hidrogénio teria que levar algo semelhante às octanas da gasolina para não detonar antes do tempo (o tal "catalisador"); é possível?
Depois há questão da quantidade do hidrogénio...
Eu não percebo muito do assunto e só acho estranho que, se isto é assim tão descabido, um professor conceituado tenha vindo a publico falar nisto, o ISQ, dê na Euronews, etc, etc...
Se não há mesmo hipótese de isto ter alguma melhoria na eficiência do motor, já deveria ter aparecido algum especialista/organismo a tirar "a prova dos nove" e a acabar com isto!!
Só queria esclarecer que a célula de hidrogénio na verdade não produz hidrogénio puro e limpo (H), mas na verdade produz oxihidrogénio (HHO).
Oxyhydrogen - Wikipedia, the free encyclopedia
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Eu não percebo muito do assunto e só acho estranho que, se isto é assim tão descabido, um professor conceituado tenha vindo a publico falar nisto, o ISQ, dê na Euronews, etc, etc...
Se não há mesmo hipótese de isto ter alguma melhoria na eficiência do motor, já deveria ter aparecido algum especialista/organismo a tirar "a prova dos nove" e a acabar com isto!!
Já agora, só para corrigir, o hidrogénio não vai criar detonação antes do tempo no motor. A temperatura de auto-ignição é muito superior à da gasolina. Mais depressa detona a gasolina que o hidrogénio em si. Por isso não haveria problema por esse lado.
nferrari: acho que não prestaste bem atenção ao artigo:
"Brown's gas[4] and HHO are fringe science terms for a 2:1 mixture of oxyhydrogen; its proponents claim that it has special properties."
"Fringe science" AKA ciência de X-Files, aka má ciência.