[Sociedade] Uma pergunta curiosa

Uma pergunta curiosa

  • Aceitava a mala

    Votes: 28 58.3%
  • Recusava a mala

    Votes: 20 41.7%

  • Total voters
    48
Muito sabes se tu se não contribuiste indirectamente, sem receber dinheiro algum, para a morte de alguém.

E depois há outra pergunta retórica, então e se em vez de um ser humano, aceitar a mala resultasse na morte de um ser vivo qualquer (fosse uma formiga, um elefante, ou o que quer que fosse...) continuaria a ser censuravel ou já podia ser?

Pergunta interessante e boa pergunta.....a resposta é não.

Mas continuo a dizer : uma coisa é conscientemente, outra, é involuntariamente.
 
Eu aceitava e para "limpar" a consciência iria salvar 10 crianças africanas de morrerem por falta de alimentação e cuidados de saúde. Perdia uma vida e salvava 10, um saldo claramente positivo.

Podias não perder uma vida e salvar 10 na mesma. Há quem o faça.
 
Pergunta interessante e boa pergunta.....a resposta é não.

Mas continuo a dizer : uma coisa é conscientemente, outra, é involuntariamente.

Não? Então nunca mataste um mosquito, uma osga, ou qualquer outro ser vivo? É que eu já. E duvido bastante que haja quem nunca tenha morto ou contribuido para matar outro ser vivo...
 
A questão é que se tu deixares de ser consumista, isso não resolve nada infelizmente.

Mas se não pegares na mala, já consegues mudar qualquer coisa.
O próximo gajo que chegar leva a mala e lá se vai o gajo da bicicleta.

E independentemente disso, pensei que isto fosse um exercício para avaliar a nossa consciência.

O teu consumismo desbaratado mata pessoas. Nem sei como te consegues resignar a um simples "coiso e tal, não posso fazer nada. Sh*t happens.". Isto só demonstra a sociedade que temos. É por isso que o Mundo está como está. Muita gente vive de aparências. É mais fácil fazer de caçadeira de canos cerrados e acertar em tudo quanto se foge. Isto é a prova de que existem muitos assassinos, alguns aqui pelo fórum.

Blá blá blá...
 
A sério? E que tens tu a ver com os actos dos outros? Vais justificar o teu acto errado, com um acto errado que outra pessoa faria?

Eu nem respondi se levava a mala ou não. O meu post vem no seguimento do post do EscapeLivre.
 
Sinceramente acho que estas questões filosóficas não têm ponta por onde se lhe pegue!
Se, se, se... com todos estes se´s o melhor será ninguém sair de casa, provavelmente para andarem com as calças, carro, telemóvel, ter televisão, etc, alguém no outro lado do mundo morreu, teve um acidente, etc!
 
Se eu pudesse escolher que é que caía da bicicleta, levava a mala... e o dinheiro.

Não podendo... preferia não levar.
 
Com 10 malas dessas tinha a vida feita...o pessoal do outro lado do Mundo ( pelas minhas contas é do meu lado do Mundo, China), anda mal de bicicleta, mete-se à frente dos carros sem olhar, conduz em contramão, alcoolizado, de noite, sem luzes...vão morrer de qualquer maneira...ah, e cospem para o chão....
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LoL
 
Explica-me como é que raio consegues avaliar uma sociedade, através de um exemplo impossível e parvo?
Sim ou não é igual ao litro, impossível ou não é irrelevante, nestes testes o que é importante é a conversa que se segue.

Com este dinheiro poderia fazer algo maior que a vida da pessoa que morreu, e ainda por cima tirar uma fatia para mim.
Por outro lado não dou valor à vaidade de salvar uma vida, pelo que não salvaria ninguém seguindo os mesmos critérios pelos quais não condenaria ninguém, não condeno ninguém sem saber quem é e o que fez, como não salvo ninguém nas mesmas condições, pelo que para mim pode haver respostas humanitárias que são muito mais condenáveis que respostas "capitalistas".
 
Sinceramente acho que estas questões filosóficas não têm ponta por onde se lhe pegue!
Se, se, se... com todos estes se´s o melhor será ninguém sair de casa, provavelmente para andarem com as calças, carro, telemóvel, ter televisão, etc, alguém no outro lado do mundo morreu, teve um acidente, etc!

Tem cuidado com as tuas opiniões, senão levas com um "insulto preventivo".
 
Sim ou não é igual ao litro, impossível ou não é irrelevante, nestes testes o que é importante é a conversa que se segue.

Com este dinheiro poderia fazer algo maior que a vida da pessoa que morreu, e ainda por cima tirar uma fatia para mim.
Por outro lado não dou valor à vaidade de salvar uma vida, pelo que não salvaria ninguém seguindo os mesmos critérios pelos quais não condenaria ninguém, não condeno ninguém sem saber quem é e o que fez, como não salvo ninguém nas mesmas condições, pelo que para mim pode haver respostas humanitárias que são muito mais condenáveis que respostas "capitalistas".

Se calhar falta-me imaginação, mas esses testes de "tens isto ou aquilo, só podes escolher um" são tão redutores... e as interpretações que podes fazer da escolha, como já demonstrei, são mega-subjectivas.

Se formos a reduzir tudo dessa forma simplista, posso dizer-te que mataste indirectamente algumas pessoas em África, porque compraste uma XBox, e esse dinheiro podia ter ido para vacinas e alimentação humanitária. Mas pegar nesse dinheiro para comprar vacinas e tal...

No contexto de uma entrevista de emprego, como foi dada, acho que é um disparate fazer estes testes. Temos pena se o dono do tópico não gosta de ler opiniões adversas, é o que penso, e não sou o único.
 
Este tipo de perguntas, que parecem um tanto ridículas quando são vistas assim a frio, podem dar bons indicadores sobre a pessoa que temos à nossa frente. Tudo depende do encadeamento da entrevista, do momento em que é aplicada e da pessoa que a vai interpretar. Normalmente, as pessoas tendem a reagir de forma mais genuína quando são confrontadas com perguntas que não estão a contar e esta é um caso destes. Por si só, não vai indicar que o candidato é um Nobel da Paz ou um sanguinário!

É preciso saber "trabalhar" estes dados, inseri-los num contexto e desconstrui-los. Como exemplo, muitas vezes colocamos no nosso CV que temos algo como "espírito de liderança". É tentador, perante isto e sendo o director de uma empresa, atirar logo ao candidato algo como: "diz-me que tem espírito de liderança, portanto, quer vir para aqui mandar?". Há pessoas que cedem apenas e só com esta confrontação, quando usada com um pouco mais de agressividade.

No que toca a recrutamento e selecção há muitas técnicas e perguntas perfeitamente outside the box que dão indicadores interessantes sobre um candidato mas que não reflectem o todo.

P.S.: Já trabalhei em recrutamento.
 
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Este tipo de perguntas, parecem um tanto ridículas quando são vistas assim a frio, podem dar bons indicadores sobre a pessoa que temos à nossa frente. Tudo depende do encadeamento da entrevista, do momento em que é aplicada e da pessoa que a vai interpretar. Normalmente, as pessoas tendem a reagir de forma mais genuína quando são confrontadas com perguntas que não estão a contar e esta é um caso destes. Por si só, não vai indicar que o candidato é um Nobel da Paz ou um sanguinário!

É preciso saber "trabalhar" estes dados, inseri-los num contexto e desconstrui-los. Como exemplo, muitas vezes colocamos no nosso CV que temos algo como "espírito de liderança". É tentador, perante isto e sendo o director de uma empresa, atirar logo ao candidato algo como: "diz-me que tem espírito de liderança, portanto, quer vir para aqui mandar?". Há pessoas que cedem apenas e só com esta confrontação, quando usada com um pouco mais de agressividade.

No que toca a recrutamento e selecção há muitas técnicas e perguntas perfeitamente outside the box que dão indicadores interessantes sobre um candidato mas que não reflectem o todo.

P.S.: Já trabalhei em recrutamento.

claro que sim, e percebo bem que o objectivo de uma pergunta dessas é só monitorar o comportamento da pessoa, se se engasga, como decide, etc. Mas neste caso, acho que revela bem mais out-of-the-box questionar a pergunta. Cepticismo em tudo faz muito bem, vem de quem tem background em investigação como eu.

Aliás, já me aconteceu ter ido a uma entrevista de emprego, onde por um motivo que agora não interessa agora, no meio da entrevista fui eu quem comecei a "desancar" no entrevistador, por causa de uma pequena desonestidade que estava a tentar fazer. Nessa altura, já tinha perdido o interesse em aceitar o emprego, o que ajudou à minha desinibição.

No dia seguinte, queria dar-me o emprego e com um salário maior do que ele inicialmente tinha oferecido. Parece que gostou do que viu. Isso foi uma lição que não esqueço.
 
claro que sim, e percebo bem que o objectivo de uma pergunta dessas é só monitorar o comportamento da pessoa, se se engasga, como decide, etc. Mas neste caso, acho que revela bem mais out-of-the-box questionar a pergunta. Cepticismo em tudo faz muito bem, vem de quem tem background em investigação como eu.

Aliás, já me aconteceu ter ido a uma entrevista de emprego, onde por um motivo que agora não interessa agora, no meio da entrevista fui eu quem comecei a "desancar" no entrevistador, por causa de uma pequena desonestidade que estava a tentar fazer. Nessa altura, já tinha perdido o interesse em aceitar o emprego, o que ajudou à minha desinibição.

No dia seguinte, queria dar-me o emprego e com um salário maior do que ele inicialmente tinha oferecido. Parece que gostou do que viu. Isso foi uma lição que não esqueço.

Eu também concordo que sim, alias, seria uma pergunta que dificilmente faria. Como em tudo, é saudável questionarmos as coisas e eu próprio deixei de estar ligado ao recrutamento (para já) porque não concordava com muitas técnicas e métodos que tinha de utilizar. Mas qualquer entrevistador gosta daqueles candidatos que deixam aquela postura passiva de debitar o CV e pouco mais, eu confesso que me dava particular entusiasmo aqueles que tinham um pensamento crítico e que entravam em confrontação - e, regra geral, eram esses que ficavam com os lugares.

Mas tudo também depende se o entrevistador é alguém treinado ou o director de uma empresa sem qualquer formação específica, que pode interpretar de outra forma uma possível confrontação. Aliás, é das grandes discussões e confrontações que surgem as revoluções e caem os paradigmas instaurados.
 
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Nota pessoal, na próxima entrevista desconstruir a pose do entrevistador e responder:

"Ó meu filho da p***, se não me dás o emprego arrebento-te todo lá fora"

[:D]
 
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