Por vezes fico com a impressão que se confunde a nuvem com Juno.
Aqueles a quem chamas de liberais já têm calos nos dedos de tanto teclar, não só a sua interpretação da situação, como das medidas a tomar para atacar alguns dos problemas graves deste País e com perspectivas de solução em quadros perfeitamente adequados.
Já têm dado provas de que são pessoas sensatas e empreendedoras.
Não os vejo à caça do Funcionário Público A ou B, mas sim à volta da instituição, Estado que não tem condições de suportar tanta ineficiência.
Por vezes, brincamos, mas não passa disso. [

]
Vamos acabar com esses comportamentos de virgens ofendidas.
E repara no título do tópico. Não é preciso fazer nenhuma revolução (às vezes apetece... [br

] ) mas antes evoluir face às novas regras em que vivemos.
E é isso que tem de mudar nas nossas cabecinhas.
Todos nós temos um papel importante a desempenhar no seio da sociedade.
Eu luto para que todos possam ter uma vida melhor. Não preciso, porque tal como o Obelix caí no caldeirão quando era pequenino... [kiss]
Outros, que precisam, não os vejo envolvidos nessa luta. Apenas ficam quietos a reinvidicar direitos e garantias que já não se usam, mas que essencialmente não são justas para o resto.
Entendes que quando vejo mais uma fábrica a fechar, pessoas que na TV mostram que estão condenadas ao infortúnio, porque se dedicaram vinte e tal anos a uma empresa e que não têm outra solução que o desemprego para o resto das suas vidas, sabes Pé Leve. Não posso ficar indiferente.
Aceito com uma certa resignação até, que como já disse os tempos mudaram. Mas vejo muito poucos a navegar nessa nova direcção. E fico preocupado com o abismo que se adivinha. Pode não ser hoje, nem amanhã, mas quando chegar a altura da pancada, ela vai ser forte.
E nessa altura, vai ser terrível.
Especialmente para os mais fracos e para aqueles que não se prepararam.
É que ouço em demasia falar do exemplo Argentino. É um mau exemplo, para que fiquemos a discutir quimeras.
Liberais é maneira de dizer, já que aqui todos (tal como deve ser), têm obrigações para com a Sociedade e ninguém está, por assim dizer, "desobrigado" a nada!
Mas "os liberais" também não têm motivos para não serem pessoas "sensatatas e empreendedoras"! Nada contra, tudo a favor!
A instituição Estado não é tão ineficiente quanto se pensa, nem tão eficaz, ainda, quanto deveria, mas essa co-relação de optimização, o ponto de equilíbrio, não me parece mensurável ou derimível, de forma conclusiva, aqui, para que se saiba quem tem, mesmo, razão!
E, sim, reparei no título do tópico, fui eu que o escrevi (
mas não digas a ninguém), e foi com esse alcance que me parece que ele foi elaborado, questionar-se sobre se o que se está a passar é o fim, ou o princípio, que pressupõe evolução, pelo menos a partir daqui! No fundo apela a uma reflexão sobre se está certo ou errado, não o percorrer-se um caminho evolutivo, mas o próprio caminho escolhido...
E, de facto, como tu, e bem, dizes, todos nós temos um papel a desempenhar na Sociedade, mas não é como desempregados (que é o que está a desenhar-se para muitos, demasiados)!
E também eu luto para que todos tenham uma vida melhor, já que também não caí no caldeirão da poção mágica por nascimento, tal como o Obelix! É por isso que também não sou (nada) indiferente quando vejo as fábricas a fecharem, as escolas, os bancos de urgência, as maternidades "e o país"! Também não posso ficar indiferente ao facto de ver os que, como eu, tanto fazem, ao lado dos que "encostam a perna à rã"...
Também me custa ver os empresários fugir ao fisco e pagarem menos do que eu nos infantários, porque "têm um rendimento menor", receberem abono de família e a minha filha não, viverem "à grande e à francesa" e fazerem "
néstes"!...[8b]
Também me custa as dificuldades que enfrentam os nossos pescadores, a quem tudo é exigido, ao contrário das facilidades que os espanhóis enfrentam nas mesmas águas e lotas.
Custa-me ainda ter um Governo que acha um disparate baixar os impostos (aos por conta de outrém e aos que geram emprego), quando Espanha fê-lo e pulou em frente!...
Eu também aceito que os tempos mudaram, e que pena terem mudado tão pouco, mas o caminho traçado para além de "tão curto" parece-me tão irreflectido e errado que esse abismo de que falas já eu falei no princípio, aquando da inflexão para o próprio, decidida por quem manda nisto!...
E é pena, porque eu acho que todos, mas todos mesmo (ou a esmagadora maioria...) tem algo de riqueza a dar ao país, sobretudo no cada vez mais longo caminho que temos para percorrer, pois, como já disse, continuamos a andar para trás![8b]