Jorge_M
Banido
ignorando o 1º parágrafo, que não é propriamente a melhor maneira de argumentar construtivamente sobre qualquer tema...
mas sim, o 308 e o 207 e até o 407 perderam toda a elegância que os seus antecessores tinham, substituindo-a por ruido visual, sobretudo na definição das frentes.
O facto de vender muito ou não, não valida um bom styling.
O que é certo, e nos tempos que correm, existe uma apetência por modelos que se demarquem da multidão. O objectivo é destacar-se, seja pelos bons ou pelos maus motivos. Vemos utilitários com rasgos estilisticos exagerados e megarodas, porque o pessoal quer ser visto à força. Encontramos tendências semelhantes no mundo do tuning, onde as alterações visuais não servem o propósito de tornar o carro mais "bonito" (apesar de todos eles dizerem o contrário), mas sim de o demarcar da multidão para ser notado. (opel corsa opc? lexus is-f?)
Como é que as marcas traduzem isso actualmente? Exagerando. Carregando. Gritando.
O 308, sobretudo visto de frente ou a 3/4, mais parece um 307 que foi à Corporacion Dermoestetica, no qual lhe esticaram todos os elementos do rosto ao ponto quase de ruptura, conseguindo um exagerado sorriso Pepsodent no processo.
Cria impacto? sem dúvida. Mas criar impacto ou sensação ou ser vistoso não é sinónimo de procura do Belo.
E existe algum problema nisso? nem por isso
Temos que entender que os automóveis já passaram a fase do funcionalismo puro e duro há muito tempo, e actualmente são cada vez mais acessórios de moda, acesórios de estilo, e dessa forma, seguindo tendências futeis no campo visual.
Actualmente, os automóveis não são apenas objectos utilitários, mas cumprem necessidades de carácter mais secundário, como certas carências afectivas e emocionais[].
O problema é que isto leva a ciclos, com consumismo desenfreado, o que por um lado é mau. Os objectos envelhecem rápido, prontos para ser substiutidos por outros quase iguais, apenas com roupagens diferentes.
Não são muitos os que vencem a barreira do tempo.
Mas voltando à Peugeot, praticamente toda a gama actual vive do exagero estilistico. A nivel de proporções começam a ter alguns problemas sérios. Se olharmos para o 207 de frente, diriamos que aquela frente pertenceria a um carro bem maior. Porque quando olhamos a 3/4, a frente giganorme parece ter sido enxertada num corpo bem mais pequeno.
Mas essas opções estilisticas invalidam um bom produto? é claro que não.
Eu sou designer e sou um apreciador do que a Fiat fez com o Multipla. Não num campo estilistico, mas a um nivel conceptual. Considero-o ainda o único e verdadeiro e talvez o melhor MPV compacto , já que os MPV actuais, de compacto começam a ter muito pouco, e a nivel funcional não vejo grandes vantagens em relação a um 2 volumes do segmento C banal, já que derivam deles.(não me venham com a história dos 7 lugares, já que os 2 ultimos costumam ser muito limitados, e eles até facilitam com um movimento apenas, o seu rebatimento)
continuemos, e excusemo-nos de envolver os familiares na discussão de argumentos sobre styling e design, excepto se esse familiar seja um pro dessa área... eheh
E quem fala assim não é gago!