Tópico das Casas

Eu estou no grupo dos que a casa ficou ao gosto do arquitecto, mas felizmente não me sinto assaltado e gosto do desenho da casa.
Agora na prática acho que houve erros da parte do arquitecto da implantação da casa no terreno, percebo a ideia de ter sol todo o dia a bater na casa mas vou ficar com o terreno mal aproveitado.
 
Isso faz tanto sentido como estares doente, ires à internet fazer o diagnóstico, e depois marcares consulta no médico onde levas a receita para ele quando muito dar a opinião e assinar.

Bem, mas por alguma razão é que se vêem tantas casas ao estilo cannard sauvage, tipo maison, com janelas tipo fenêtres.
Estás a dizer que a arquitectura só tem um caminho tal como só existe um diagnóstico correcto?
 
Não me queria alongar muito, mas basicamente encaixam na descrição dos arquitectos vedeta do Obtuso.

São bons para gente com orçamento ilimitado e casa ao gosto do arquitecto.
Um desses arquitectos vedeta pediu-me 55k por um projecto. Garantia de máxima qualidade. E face ao que vi, não tenho a menor duvida. Eu percebi logo onde ia levar a construção. O primeiro milhão seria para a garagem...
 
Eu estou no grupo dos que a casa ficou ao gosto do arquitecto, mas felizmente não me sinto assaltado e gosto do desenho da casa.
Agora na prática acho que houve erros da parte do arquitecto da implantação da casa no terreno, percebo a ideia de ter sol todo o dia a bater na casa mas vou ficar com o terreno mal aproveitado.
Esse vai ser o meu problema. Para aproveitar bem o sol, terei de ter três frentes úteis. Mas "estraga" a estética e o terreno. Tem de ser bem pensado...
 
Exacto. Que é exactamente o contrário da arquitectura onde não existe doença nenhuma e tens uma folha em branco com diversos caminhos.

Não tens uma folha em branco. Tens condicionalismos iniciais. Terreno, legislação nacional e local, orçamento, etc.
 
Para a malta que está a iniciar o licenciamento e construção de uma casa, deixo os links de um youtuber do Norte, que com a ajuda de um gabinete de arquitetura explicou em 4 videos os passos necessários para se construir uma casa.

 
Isso faz tanto sentido como estares doente, ires à internet fazer o diagnóstico, e depois marcares consulta no médico onde levas a receita para ele quando muito dar a opinião e assinar.

Bem, mas por alguma razão é que se vêem tantas casas ao estilo cannard sauvage, tipo maison, com janelas tipo fenêtres.
É isto^.
Ou é como um Sócras, LFV ou Salgado a tentar defender-se sozinho. Iam safar-se igualmente bem.. :)

Até já ouvi alguém a dizer que queria janelas para a frente e fenetres para trás. A sério.
:D

A verdade é que em Portugal não só há muita ignorância e iliteracia, como há um sentimento do 'macho ibérico' de 'quero posso e mando', de 'eu pago por isso eu é que sei', por isso há uma forte resistência ao ordenamento do território e pouca compreensão para questões urbanisticas e de tolerância para com o que é o direito de outros.
No fundo, sintomático de pouco respeito pela boa convivência em sociedade.

É um dos sinais do que nos fazem estar, cada vez mais, na cauda da Europa.
 
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Felizmente comprei casa e remodelei, portanto escapei às inúmeras burocracias e prazos de cortar os pulsos inerentes à construção. Mas para o exterior optei por contratar um arquitecto, porque já tinha criado mais de 10 cenários diferentes, mas nenhum que considerasse o ideal. Ou seja, o que buscava num arquitecto, era principalmente a criatividade... é aí que reside a mais valia de um arquitecto, para mim.

Transmitimos-lhe os requisitos gerais, que eram, piscina, pérgola, barreira visual e espaço (a descoberto) para parquear os carros. Falámos por alto dos diversos cenários já criados, mas entreguei-lhe apenas as peças desenhadas em CAD do que estava construído à data (planta e alçados).

Deve ser de cortar os pulsos, quando os clientes lá chegam a insistir em esboços sem qualquer escala, e alguns impossíveis relativamente à engenharia da coisa. [:D]
 
A relação cliente / arquitecto é sempre complicada.

Como é normal em qualquer área, há profissionais maus e há clientes maus.

Há de facto muitos arquitectos que têm a seu estilo e os clientes depois acham que a casa ficou ao estilo do arquitecto e não deles.
Mas aqui tem de haver falta de procura por parte do cliente e falta de diálogo entre o arquitecto e o cliente.

Eu faço arquitectura moderna, logo se um cliente me vier com uma casa super clássica com 1001 telhados, e rococos e janelas com divisões interiores nos vidros e tal, muito provavelmente vai ver que o meu tipo de trabalhos não reflete o que ele quer, e eu explico isso. Por isso não vejo como ele possa ir ao engano...

Por outro lado, há clientes que vêm com muitas ideias e a grande maioria não é exequível, ou pelo custo, ou pelo espaço, ou por diversas leis.

O que espero de um cliente é uma lista do que pretende, divisões, quartos, estilo, preços a gastar, algo que queira mesmo ter na casa , e pode até ter imagens de referência, não me faz confusão nenhuma.
Em termos de um esboço do que quer, também não me faz confusão nenhuma, mas acreditem que 99% dos casos em que isso acontece, por norma a sala é um quadrado a meio, tudo dá para a sala, a cozinha e as casas de banho são enormes e os quartos mal cabe uma cama.
E na maior parte das vezes a casa não cabe no terreno, ou é gigante.

Depois entramos nas partes burocráticas e de leis, a grande maioria não faz ideia do que é preciso fazer, do tempo que demora e das implicações legais que há para cumprir. E dos custos que um processo destes trás.

Ainda há uns dias um conhecido me pedia ajuda para um terreno com uma casa que tem, que queria uns "desenhos" do que se poderia fazer ali. Mas a casa é atrás do sol posto e há 0 desenhos do existente. E ele queria algo nos 50/100€. [:)]
50/100€ é menos do que o custo de deslocação. [:)]
 
A relação cliente / arquitecto é sempre complicada.

Como é normal em qualquer área, há profissionais maus e há clientes maus.

Há de facto muitos arquitectos que têm a seu estilo e os clientes depois acham que a casa ficou ao estilo do arquitecto e não deles.
Mas aqui tem de haver falta de procura por parte do cliente e falta de diálogo entre o arquitecto e o cliente.

Eu faço arquitectura moderna, logo se um cliente me vier com uma casa super clássica com 1001 telhados, e rococos e janelas com divisões interiores nos vidros e tal, muito provavelmente vai ver que o meu tipo de trabalhos não reflete o que ele quer, e eu explico isso. Por isso não vejo como ele possa ir ao engano...

Por outro lado, há clientes que vêm com muitas ideias e a grande maioria não é exequível, ou pelo custo, ou pelo espaço, ou por diversas leis.

O que espero de um cliente é uma lista do que pretende, divisões, quartos, estilo, preços a gastar, algo que queira mesmo ter na casa , e pode até ter imagens de referência, não me faz confusão nenhuma.
Em termos de um esboço do que quer, também não me faz confusão nenhuma, mas acreditem que 99% dos casos em que isso acontece, por norma a sala é um quadrado a meio, tudo dá para a sala, a cozinha e as casas de banho são enormes e os quartos mal cabe uma cama.
E na maior parte das vezes a casa não cabe no terreno, ou é gigante.

Depois entramos nas partes burocráticas e de leis, a grande maioria não faz ideia do que é preciso fazer, do tempo que demora e das implicações legais que há para cumprir. E dos custos que um processo destes trás.

Ainda há uns dias um conhecido me pedia ajuda para um terreno com uma casa que tem, que queria uns "desenhos" do que se poderia fazer ali. Mas a casa é atrás do sol posto e há 0 desenhos do existente. E ele queria algo nos 50/100€. [:)]
50/100€ é menos do que o custo de deslocação. [:)]

Claro que o arquitecto tem o seu estilo, mas a questão nem é essa. Por isso é que gosto de ver o portfolio antes.

Mas aposto que não fazes projectos com a casa num sítio do terreno onde não se pode construir (nem se deram ao trabalho de ir à câmara), com a piscina virada a norte, e com um custo estimado de x+50%, quando ficou definido numa primeira reunião que o plafond era x.
 
Claro que o arquitecto tem o seu estilo, mas a questão nem é essa. Por isso é que gosto de ver o portfolio antes.

Mas aposto que não fazes projectos com a casa num sítio do terreno onde não se pode construir (nem se deram ao trabalho de ir à câmara), com a piscina virada a norte, e com um custo estimado de x+50%, quando ficou definido numa primeira reunião que o plafond era x.

Sim isso não tem lógica nenhuma.
 
Felizmente comprei casa e remodelei, portanto escapei às inúmeras burocracias e prazos de cortar os pulsos inerentes à construção. Mas para o exterior optei por contratar um arquitecto, porque já tinha criado mais de 10 cenários diferentes, mas nenhum que considerasse o ideal. Ou seja, o que buscava num arquitecto, era principalmente a criatividade... é aí que reside a mais valia de um arquitecto, para mim.

Transmitimos-lhe os requisitos gerais, que eram, piscina, pérgola, barreira visual e espaço (a descoberto) para parquear os carros. Falámos por alto dos diversos cenários já criados, mas entreguei-lhe apenas as peças desenhadas em CAD do que estava construído à data (planta e alçados).

Deve ser de cortar os pulsos, quando os clientes lá chegam a insistir em esboços sem qualquer escala, e alguns impossíveis relativamente à engenharia da coisa. [:D]

A organização de espaços penso que deve ser o dono de obra a decidir. Essa parte da criatividade e parte técnica, sim.

Basta ver o exemplo que falei noutro tópico de ver as lavandarias nas moradias todas no RC ou mesmo na cave, quando a matéria prima (roupa) está toda na zona de quartos (1º andar). Obviamente vai ter de existir uma lavandaria no primeiro andar por mais opiniões negativas que tenha. Pretendo funcionalidade e estética, e não tenho qualquer "preconceito" com zonas de serviço separadas de zonas sociais.
 
A organização de espaços penso que deve ser o dono de obra a decidir. Essa parte da criatividade e parte técnica, sim.

Basta ver o exemplo que falei noutro tópico de ver as lavandarias nas moradias todas no RC ou mesmo na cave, quando a matéria prima (roupa) está toda na zona de quartos (1º andar). Obviamente vai ter de existir uma lavandaria no primeiro andar por mais opiniões negativas que tenha. Pretendo funcionalidade e estética, e não tenho qualquer "preconceito" com zonas de serviço separadas de zonas sociais.

Acho que o cliente deve referir o que mais valoriza, mas também acho que deve estar aberto a ver propostas "fora da caixa".

O comum dos mortais constrói uma ou duas casas na vida, já o arquitecto, desenha N casas anualmente, logo com uma experiência que não devemos colocar logo de parte.
 
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