Tópico das Casas

Então colocamos a situação desta maneira.

Ao fim de 10 anos, se o azar bater á porta e não existir dinheiro para a renda, vai-se para a casa de um familiar e entrega-se a casa ao senhorio, livre de dívida.

Ao fim de 10 anos, se o azar bater á porta e não existir dinheiro para a prestação da casa, vai-se para a casa de um familiar e entrega-se a casa ao banco, ficando a dever ainda 70/80.000€.

Casos destes existem.

Só por curiosidade, há uns tempos deu uma reportagem na SIC em que os Bancos já nem estavam a aceitar casas..:sh)
 
E porque deveriamos fazer o que o "país precisa" em decisões da nossa vida?
Não somos formigas nem abelhas. Acho perfeitamente natural que as pessoas queiram ter a sua casa, a seu gosto a seu custo, fruto do seu trabalho, esforço e dinheiro.

Se formos a seguir sempre a máxima do que o país precisa nunca teriamos nada a nosso gosto. Faziamos o trabalho que desse jeito ao Estado, não havia liberdade nas profissões, estudávamos para ser o que o país precisasse, andávamos nos carros que dessem jeito, etc, etc...

Eu "sofro do mesmo mal" que tu. Penso demasiado nas coisas, pondero demais e tento esperar por alturas ideiais. Sabes o que é que isso faz? Faz com que raramente tenhamos alguma coisa [:D]

A questão é que o país (bancos, governo, etc.) não têm dinheiro para emprestar às pessoas para comprarem casa. O crédito que existe devia servir para melhorar a economia. Por muito que digam, empatar dinheiro numa casa não vai desenvolver país nenhum! Além que todos estes créditos mal parados vão dar dores de cabeça até a quem nunca pediu créditos.

Eu sei que esta maneira de pensar nunca nos faz ter nada, mas eu já fico contente por pensar que se quiser tenho a opção de ter. Até podia comprar um carro bom, mas penso que não preciso dele. É certo que muitos o fariam e seriam felizes, mas eu fico mais feliz guardar o dinheiro e quando realmente precisar de um carro o escolher já com mais dados.
 
A questão é que o país (bancos, governo, etc.) não têm dinheiro para emprestar às pessoas para comprarem casa. O crédito que existe devia servir para melhorar a economia. Por muito que digam, empatar dinheiro numa casa não vai desenvolver país nenhum! Além que todos estes créditos mal parados vão dar dores de cabeça até a quem nunca pediu créditos.

Eu sei que esta maneira de pensar nunca nos faz ter nada, mas eu já fico contente por pensar que se quiser tenho a opção de ter. Até podia comprar um carro bom, mas penso que não preciso dele. É certo que muitos o fariam e seriam felizes, mas eu fico mais feliz guardar o dinheiro e quando realmente precisar de um carro o escolher já com mais dados.

Fazes bem em guardar o dinheiro. Sem um bom pé de meia ninguém deveria avançar para a compra da casa. Isto chegou onde chegou por emprestarem a 100% do valor da casa e nalgumas situações mais como já referiram.
Isso é meter a corda na garganta e ao puder dar para o torto, fica-se com a vida completamente arruinada.

Alguns pontos que julgo serem importantes antes de se avançar para a compra de uma casa. Acto que tem de ser sempre bem ponderado.

1º - Arranjar emprego
2º - tentar estabilidade no emprego e poupar dinheiro durante alguns anos enquanto ainda se está na casa dos pais.
Não é, "arranjei o meu 1º emprego, vou comprar casa".
3º - A vida começa a estar organizada e devo permanecer nesta zona, a cara metade a existir também.
4ª - Avançar então e tentar não cair em tentações de compras acima do nivel de vida.
5º - O valor do empréstimo a contrair deveria ser sempre o mais baixo possivel quando comparativamente ao valor da compra. Só trás vantagens.
6º - O valor da prestação da casa + seguros deveria ir até ao máximo de 1/3 do rendimento liquido do agregado.
7º - Quando possivel realizar abatimentos no emprésitimo. Se pediu um empréstimo a 40 anos...tentar paga-lo a 20 anos! Só trás vantagens.
 
A questão é que o país (bancos, governo, etc.) não têm dinheiro para emprestar às pessoas para comprarem casa. O crédito que existe devia servir para melhorar a economia. Por muito que digam, empatar dinheiro numa casa não vai desenvolver país nenhum! Além que todos estes créditos mal parados vão dar dores de cabeça até a quem nunca pediu créditos.

Eu sei que esta maneira de pensar nunca nos faz ter nada, mas eu já fico contente por pensar que se quiser tenho a opção de ter. Até podia comprar um carro bom, mas penso que não preciso dele. É certo que muitos o fariam e seriam felizes, mas eu fico mais feliz guardar o dinheiro e quando realmente precisar de um carro o escolher já com mais dados.



Sim e não.
Ao comprar casa e pedir empréstimo estás a dar dinheiro para a economia. Estás a dá-lo ao banco na forma de juros, vais pagar impostos disso, e depois para a manter (água, gás, electricidade, etc...). O que acontece é que como já referiram atrás no tópico houve pelo menos dois erros fulcrais que em conjunto deram desastre; o facilitismo a conceder empréstimos de qualquer forma e quase sem regra nenhuma por parte dos bancos (bem como uma visão de tentar chuchar o máximo possível) e a falta de pensamento a longo prazo de quem solicitou os empréstimos. Se houvesse equilíbrio toda a gente (que quisesse) podia ter a sua casa, dentro das suas possibilidades, não precisava de 40 ou 50 anos para a pagar e os bancos não ficavam com casas por incumprimento de quem pediu os empréstimos. Mas estas questões não são do país, são intrínsecas à Natureza humana. Queremos sempre mais e melhor e outros querem sempre sacar mais e mais. Deu porcaria.
Em relação ao poupar vs gastar é outra coisa em que tem de haver equilíbrio. Só guardar, guardar, guardar pode eventualmente levar a que um dia se tenha um nível de vida bom, mas também pode levar a que nunca tenhamos nada sempre a pensar num futuro que nunca virá. Ás tantas até estaremos velhos demais para aproveitar seja o que for. Chapa ganha chapa gasta também me parece bem estúpido porque mais uma vez não sabemos o que a vida traz e depois um dia estamos na rua e para 10 anos de diversão temos 30 ou 40 de penúria. É difícil atingir o equilíbrio e às vezes temos de arriscar num "depois vê-se". Não pode é ser sempre.

Fazes bem em guardar o dinheiro. Sem um bom pé de meia ninguém deveria avançar para a compra da casa. Isto chegou onde chegou por emprestarem a 100% do valor da casa e nalgumas situações mais como já referiram.
Isso é meter a corda na garganta e ao puder dar para o torto, fica-se com a vida completamente arruinada.

Alguns pontos que julgo serem importantes antes de se avançar para a compra de uma casa. Acto que tem de ser sempre bem ponderado.

1º - Arranjar emprego
2º - tentar estabilidade no emprego e poupar dinheiro durante alguns anos enquanto ainda se está na casa dos pais.
Não é, "arranjei o meu 1º emprego, vou comprar casa".
3º - A vida começa a estar organizada e devo permanecer nesta zona, a cara metade a existir também.
4ª - Avançar então e tentar não cair em tentações de compras acima do nivel de vida.
5º - O valor do empréstimo a contrair deveria ser sempre o mais baixo possivel quando comparativamente ao valor da compra. Só trás vantagens.
6º - O valor da prestação da casa + seguros deveria ir até ao máximo de 1/3 do rendimento liquido do agregado.
7º - Quando possivel realizar abatimentos no emprésitimo. Se pediu um empréstimo a 40 anos...tentar paga-lo a 20 anos! Só trás vantagens.

Nada da vida é certo. Essas coisas também não são. Arranjas emprego e esperas até estares efectivo para comprar a casa. Trabalhas 10 anos, a empresa faz uma reestruturação, abre falência, seja o que for - tudo lixado.
Entras no negócio porque tens a ajuda da cara-metade. Passam 5 anos, passam 10, zangam-se - tudo lixado.
Escolheste um empréstimo que só te leva um terço do ordenado. As taxas de juro sobem, perdes aquele emprego, arranjas um a ganhar metade, vai todo para a prestação - tudo lixado.
Nada é certo, nada é seguro. Devemos sempre ponderar, devemos sempre tomar precauções, mas algures na linha temos de fazer e arriscar.
 
Nada da vida é certo. Essas coisas também não são. Arranjas emprego e esperas até estares efectivo para comprar a casa. Trabalhas 10 anos, a empresa faz uma reestruturação, abre falência, seja o que for - tudo lixado.
Entras no negócio porque tens a ajuda da cara-metade. Passam 5 anos, passam 10, zangam-se - tudo lixado.
Escolheste um empréstimo que só te leva um terço do ordenado. As taxas de juro sobem, perdes aquele emprego, arranjas um a ganhar metade, vai todo para a prestação - tudo lixado.
Nada é certo, nada é seguro. Devemos sempre ponderar, devemos sempre tomar precauções, mas algures na linha temos de fazer e arriscar.

Nada se pode dar como certo, mas também com esse péssimismo tudo...realmente nunca se avançaria para nada! :)

Se aquelas directerizes fossem seguidas as probabilidades de a coisa correr bem são grandes.

Eu segui essas linhas e até ao momento só me posso dar por feliz.

Comprei a 1ª casa aos 28 anos e casei-me mais de 1 ano depois já com 29, só nessa altura fui para lá morar..
Pedi na altura 60% do valor da casa e fiquei folgado e com possibildade de abater.
As taxas de juro subiam e eu abatia e a prestação até descia. :)

Neste momento tenho 36 anos, 2 filhas e devo 1/5 do valor da actual casa.

Portanto, um bom planeamento e responsabilidade têm dado os seus frutos.
 
Sim e não.
Ao comprar casa e pedir empréstimo estás a dar dinheiro para a economia. Estás a dá-lo ao banco na forma de juros, vais pagar impostos disso, e depois para a manter (água, gás, electricidade, etc...). O que acontece é que como já referiram atrás no tópico houve pelo menos dois erros fulcrais que em conjunto deram desastre; o facilitismo a conceder empréstimos de qualquer forma e quase sem regra nenhuma por parte dos bancos (bem como uma visão de tentar chuchar o máximo possível) e a falta de pensamento a longo prazo de quem solicitou os empréstimos. Se houvesse equilíbrio toda a gente (que quisesse) podia ter a sua casa, dentro das suas possibilidades, não precisava de 40 ou 50 anos para a pagar e os bancos não ficavam com casas por incumprimento de quem pediu os empréstimos. Mas estas questões não são do país, são intrínsecas à Natureza humana. Queremos sempre mais e melhor e outros querem sempre sacar mais e mais. Deu porcaria.
Em relação ao poupar vs gastar é outra coisa em que tem de haver equilíbrio. Só guardar, guardar, guardar pode eventualmente levar a que um dia se tenha um nível de vida bom, mas também pode levar a que nunca tenhamos nada sempre a pensar num futuro que nunca virá. Ás tantas até estaremos velhos demais para aproveitar seja o que for. Chapa ganha chapa gasta também me parece bem estúpido porque mais uma vez não sabemos o que a vida traz e depois um dia estamos na rua e para 10 anos de diversão temos 30 ou 40 de penúria. É difícil atingir o equilíbrio e às vezes temos de arriscar num "depois vê-se". Não pode é ser sempre.

Concordo com o que dizes. Tenho os meus gastos, normalmente do dia-a-dia ou coisas mais caras tipo óculos de sol, etc. Mas, com 27 anos, evito pensar em compras de milhares de euros (carro, casa, etc.) pois essas é que podem ser asneiras grandes. De resto se tiver de gastar 1,000 ou 2,000 € em algum luxo não tenho problemas nenhuns, pois quanto muito fico sem esse dinheiro, não me traz despesas nem dores de cabeça no futuro. Não há problema começar do zero, há problema é recomeçar com balanço negativo.

De resto quando comprar casa, terei sempre de arriscar, mas preferia só tomar essa decisão bem mais tarde.
 
Nada se pode dar como certo, mas também com esse péssimismo tudo...realmente nunca se avançaria para nada! :)

Se aquelas directerizes fossem seguidas as probabilidades de a coisa correr bem são grandes.

Eu segui essas linhas e até ao momento só me posso dar por feliz.

Comprei a 1ª casa aos 28 anos e casei-me mais de 1 ano depois já com 29, só nessa altura fui para lá morar..
Pedi na altura 60% do valor da casa e fiquei folgado e com possibildade de abater.
As taxas de juro subiam e eu abatia e a prestação até descia. :)

Neste momento tenho 36 anos, 2 filhas e devo 1/5 do valor da actual casa.

Portanto, um bom planeamento e responsabilidade têm dado os seus frutos.

Claro, mas há muitos factores que escapam à nossa vontade e controlo. Fico feliz que a tua situação seja essa e gostava que pudesse ser a da maioria das pessoas (não vou dizer todas, porque algumas não merecem [:)] ). Mas às vezes também basta uma pequenininha coisa e vem tudo por aí abaixo qual reacção em cadeia. Basta uma coisa tão simples e tão fácil de acontecer a qualquer pessoa como um problema de saúde e é tipo baralho de cartas.
 
Claro, mas há muitos factores que escapam à nossa vontade e controlo. Fico feliz que a tua situação seja essa e gostava que pudesse ser a da maioria das pessoas (não vou dizer todas, porque algumas não merecem [:)] ). Mas às vezes também basta uma pequenininha coisa e vem tudo por aí abaixo qual reacção em cadeia. Basta uma coisa tão simples e tão fácil de acontecer a qualquer pessoa como um problema de saúde e é tipo baralho de cartas.

De um probelma de saúde ninguém está livre, ou de uma fatalidade. Nesses também existem os seguros.
 
Concordo com o que dizes. Tenho os meus gastos, normalmente do dia-a-dia ou coisas mais caras tipo óculos de sol, etc. Mas, com 27 anos, evito pensar em compras de milhares de euros (carro, casa, etc.) pois essas é que podem ser asneiras grandes. De resto se tiver de gastar 1,000 ou 2,000 € em algum luxo não tenho problemas nenhuns, pois quanto muito fico sem esse dinheiro, não me traz despesas nem dores de cabeça no futuro. Não há problema começar do zero, há problema é recomeçar com balanço negativo.

De resto quando comprar casa, terei sempre de arriscar, mas preferia só tomar essa decisão bem mais tarde.
Também nada invalida que nunca o faças. Podes sempre alugar. Cada pessoa deve fazer aquilo que acha melhor, e como é óbvio o aluguer é o modelo que dá mais descanso em vários aspectos. E não é impeditivo de nada.
 
De um probelma de saúde ninguém está livre, ou de uma fatalidade. Nesses também existem os seguros.

Sim, mas os casos em que os seguros te pagam a casa...digamos que prefiro ficar a pagar a casa a vida toda do que passar pelo necessário para a activação do seguro. O meu é morte ou incapacidade total. Não quero [:D]
 
Sim, mas os casos em que os seguros te pagam a casa...digamos que prefiro ficar a pagar a casa a vida toda do que passar pelo necessário para a activação do seguro. O meu é morte ou incapacidade total. Não quero [:D]
Ninguém quer...só mesmo em caso de fatalidade.
No caso de haver dois proponentes, terá uso para quem ficar não ter para além da infelicidade da perda, ter de acarretar com o fardo de pagar sozinho.
 
Já foi falado num outro tópico, mas tudo depende da situação.

Em início de vida, sem grandes certezas para o futuro, mesmo para um jovem casal, a vantagem fica sempre (a curto prazo) no arrendamento. Não esquecer da vantagem que se terá, se se decidir comprar casa aos "40 anos", já com um pé de meia utilizado para a entrada de modo a diminuir os juros (vantagem) e aos "40" pelo menos as ideias são "mais claras" do que com 30´s, em muito devido á carreira/emprego, ou a dúvida entre o campo e a cidade.

Desde exista fôlego financeiro para amealhar para uma casa, nos 1ºs anos é sempre preferível optar por um arrendamento.

Imaginemos que ao fim de 10 anos, gasta-se 50.000€ em rendas, mas deu para juntar para 50% da entrada para uma casa de 100.000€, logo uns 30.000€ serão poupados em juros e fazendo o crédito de 50.000€, numa suposta casa nova (a "outra" já tinha 10 anos no lombo), acho que seja mais ou menos por aqui.

Eu até concordo que numa determinada fase da vida pode ser melhor alugar, mas o que tenho dúvidas é se as pessoas vão juntar a diferença que pagariam caso comprassem como sugeres.

Provavelmente se um T1 custa 300 euros comprando e 220 alugando, as pessoas não vão juntar os 80 euros, vão é alugar um T2 por 300.

Isso leva-me para outra questão, que é porque não comprar uma casa pequena no inicio de vida, sem esticar muito prazos de empréstimo e 5 ou 6 anos depois trocar por uma mais adequada à situação da altura ? mal será que não se tenha já pago uma parte e essa será a ajuda para a nova.

Isto sou eu a reflectir alto, porque também não me parece que haja verdades absolutas nestas questões, mas diria que um aspecto a ter sempre em conta é não esticar muito a corda, ou seja tentar não ficar com um encargo sufocante para ter uma casa maior, mais nova ou mais sofisticada. Em imobiliário os 3 factores mais importantes são (por ordem): 1- Localização, 2 - Localização, 3 - Localização [:cool:]

Vale mais ter uma pequena casa de 60 m2 em Campo de Ourique do que uma de 120 m2 no Cacém.
 
Então colocamos a situação desta maneira.

Ao fim de 10 anos, se o azar bater á porta e não existir dinheiro para a renda, vai-se para a casa de um familiar e entrega-se a casa ao senhorio, livre de dívida.

Ao fim de 10 anos, se o azar bater á porta e não existir dinheiro para a prestação da casa, vai-se para a casa de um familiar e entrega-se a casa ao banco, ficando a dever ainda 70/80.000€.

Casos destes existem.

É um cenário a ter em conta !

por isso é que há que considerar muito bem cada caso.

Uma coisa que até deve ser porreira embora não se use muito por cá é dividir uma casa com amigos.
 
Eu tenho uma filosofia de vida, viver sempre abaixo daquilo que posso (felizmente posso fazê-lo). Comprar casa agora para mim seria uma dor de cabeça. Penso que seja muito novo e não sei daqui a 5 anos onde estarei a trabalhar. Além disso quero evitar ao máximo tomar opções agora que me comprometam o futuro, quanto mais tarde comprar casa, mais irei acertar na sua escola (seja em localização, preço e tamanho). Arrendar uns anos casa até pode ser uma asneira, mas perde-se sempre menos dinheiro do que comprar uma "má" casa (entenda-se por "má" uma casa acima das possibilidade, má localizada ou desproporcional às necessidades).

Eu cá prefiro arriscar o mínimo possível. Todos vemos que cada vez mais o futuro é incerto. Portanto, além disto tudo, o pé-de-meia é fundamental. Sei que a muitos é quase impossível tê-lo, mas penso que é quase tão necessário como roupa para vestir.
Precisamente a minha opinião!
Não sei onde estarei daqui a uns anos, e comprar casa seria hipotecar o meu futuro...
 
Eu até concordo que numa determinada fase da vida pode ser melhor alugar, mas o que tenho dúvidas é se as pessoas vão juntar a diferença que pagariam caso comprassem como sugeres.

Provavelmente se um T1 custa 300 euros comprando e 220 alugando, as pessoas não vão juntar os 80 euros, vão é alugar um T2 por 300.

Isso leva-me para outra questão, que é porque não comprar uma casa pequena no inicio de vida, sem esticar muito prazos de empréstimo e 5 ou 6 anos depois trocar por uma mais adequada à situação da altura ? mal será que não se tenha já pago uma parte e essa será a ajuda para a nova.

Isto sou eu a reflectir alto, porque também não me parece que haja verdades absolutas nestas questões, mas diria que um aspecto a ter sempre em conta é não esticar muito a corda, ou seja tentar não ficar com um encargo sufocante para ter uma casa maior, mais nova ou mais sofisticada. Em imobiliário os 3 factores mais importantes são (por ordem): 1- Localização, 2 - Localização, 3 - Localização [:cool:]

Vale mais ter uma pequena casa de 60 m2 em Campo de Ourique do que uma de 120 m2 no Cacém.

Alguma experiênca patente no teu post. [;)]

Também penso assim. Hoje com 27 anos privilegio muito mais o factor localização e acessos do que áreas grandes e acabamentos de luxo. Aqui a chave, como forma de tentar diminuir o risco é alinhar um imóvel que seja facilmente vendável posteriormente. Uma casa no centro da cidade com metro/autocarro à porta e perto de universidades por exemplo será sempre um valor mais seguro do que a periferia.
 
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Eu até concordo que numa determinada fase da vida pode ser melhor alugar, mas o que tenho dúvidas é se as pessoas vão juntar a diferença que pagariam caso comprassem como sugeres.

Provavelmente se um T1 custa 300 euros comprando e 220 alugando, as pessoas não vão juntar os 80 euros, vão é alugar um T2 por 300.

Isso leva-me para outra questão, que é porque não comprar uma casa pequena no inicio de vida, sem esticar muito prazos de empréstimo e 5 ou 6 anos depois trocar por uma mais adequada à situação da altura ? mal será que não se tenha já pago uma parte e essa será a ajuda para a nova.

Isto sou eu a reflectir alto, porque também não me parece que haja verdades absolutas nestas questões, mas diria que um aspecto a ter sempre em conta é não esticar muito a corda, ou seja tentar não ficar com um encargo sufocante para ter uma casa maior, mais nova ou mais sofisticada. Em imobiliário os 3 factores mais importantes são (por ordem): 1- Localização, 2 - Localização, 3 - Localização [:cool:]

Vale mais ter uma pequena casa de 60 m2 em Campo de Ourique do que uma de 120 m2 no Cacém.

E o que é que é uma "casa pequena"? Um T1? T0, tendo um quarto "paredes meias"? E qual é o preço dessa "casa pequena" num meio urbano (arredores de Lisboa, por ex., já nem falo no centro!)? Nem vamos mais longe, essa de 60m2 em Campo de Ourique, por exemplo. Acham que se consegue encontrar isso a preços razoáveis, para o comum do Português (tendo em conta o ordenado), sem que se tenha de endividar num prazo razoável?
 
Eu até concordo que numa determinada fase da vida pode ser melhor alugar, mas o que tenho dúvidas é se as pessoas vão juntar a diferença que pagariam caso comprassem como sugeres.

Provavelmente se um T1 custa 300 euros comprando e 220 alugando, as pessoas não vão juntar os 80 euros, vão é alugar um T2 por 300.

Isso leva-me para outra questão, que é porque não comprar uma casa pequena no inicio de vida, sem esticar muito prazos de empréstimo e 5 ou 6 anos depois trocar por uma mais adequada à situação da altura ? mal será que não se tenha já pago uma parte e essa será a ajuda para a nova.

Isto sou eu a reflectir alto, porque também não me parece que haja verdades absolutas nestas questões, mas diria que um aspecto a ter sempre em conta é não esticar muito a corda, ou seja tentar não ficar com um encargo sufocante para ter uma casa maior, mais nova ou mais sofisticada. Em imobiliário os 3 factores mais importantes são (por ordem): 1- Localização, 2 - Localização, 3 - Localização [:cool:]

Vale mais ter uma pequena casa de 60 m2 em Campo de Ourique do que uma de 120 m2 no Cacém.

Mas isso é o que milhares de pessoas em Portugal pensaram em fazer à uns anos atrás. E agora a familia cresceu (ou querem que cresça) e surpresa surpresa, não conseguem vender o T1 que compraram à uns anos, pois ninguém o pode comprar (crise, a banca não empresta, ninguém quer casas usadas, etc.). E além disso, mesmo que consigam o milagre de vender o T1, a banca nunca lhes emprestará o guito para comprarem o T3 que necessitam agora. E neste momento esta familia está arrependidissima de não ter comprado logo o T3 à uns anos atrás, pois agora não têm espaço para acomodar a familia que está a crescer...
 
Mas isso é o que milhares de pessoas em Portugal pensaram em fazer à uns anos atrás. E agora a familia cresceu (ou querem que cresça) e surpresa surpresa, não conseguem vender o T1 que compraram à uns anos, pois ninguém o pode comprar (crise, a banca não empresta, ninguém quer casas usadas, etc.). E além disso, mesmo que consigam o milagre de vender o T1, a banca nunca lhes emprestará o guito para comprarem o T3 que necessitam agora. E neste momento esta familia está arrependidissima de não ter comprado logo o T3 à uns anos atrás, pois agora não têm espaço para acomodar a familia que está a crescer...

Eu tenho um T1 numa das melhores zonas de Lisboa há 5 anos,nunca morei nele e actualmente esta alugado por 800 euros.Apesar de ser usado,já recebi propostas de compra.A zona em si,a localização,acessos,é uma mais valia.No negócio das casas não há verdades absolutas.
 
Mas isso é o que milhares de pessoas em Portugal pensaram em fazer à uns anos atrás. E agora a familia cresceu (ou querem que cresça) e surpresa surpresa, não conseguem vender o T1 que compraram à uns anos, pois ninguém o pode comprar (crise, a banca não empresta, ninguém quer casas usadas, etc.). E além disso, mesmo que consigam o milagre de vender o T1, a banca nunca lhes emprestará o guito para comprarem o T3 que necessitam agora. E neste momento esta familia está arrependidissima de não ter comprado logo o T3 à uns anos atrás, pois agora não têm espaço para acomodar a familia que está a crescer...

Pode parecer cruel ou o que seja, mas se calhar isso leva-nos para outra maneira de pensar, se calhar a família não devia ter crescido.
 
Pode parecer cruel ou o que seja, mas se calhar isso leva-nos para outra maneira de pensar, se calhar a família não devia ter crescido.

Ou então secalhar o ideal de vida do tuga médio está errado. Tipo ter um T3 numa cidade e um emprego de escritório.
 
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